Análise – Lenovo Yoga 720 – Um híbrido pequeno e barulhento

Pertencendo à mais recente gama de portáteis híbridos da Lenovo, o Yoga 720 insere-se entre o mais modesto 520 e o mais compreensivo 920, substituto do Yoga 910, que passou por nós no ano passado.

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Este não é um computador de alta performance. Por outro lado, também não é de descartar, surgindo como uma solução bastante competente e versátil para todo o tipo de utilizador que procure fazer um pouco de tudo sem grandes níveis de exigência

O Yoga 720-13IKB, como o nome indica, é um dispositivo de 13.3 polegadas com um aspeto moderno e simplista. Comparativamente ao modelo anterior (o 710), pouco muda: mantém-se fino, dobrável, com uma moldura mínima e extremamente robusto e fácil de manusear. Para quem procura um produto com um aspeto premium, o Yoga 720 satisfaz.

O seu ecrã multi-toque é um IPS com uma resolução de 1080p. Apresenta cores bem brilhantes e uma definição de imagem impecável para o tamanho da tela que estamos a utilizar. É também bastante preciso na utilização do toque e da caneta que o acompanha, a Lenovo Active Pen 2. Aliás, a sua utilização é tão precisa que é fácil cair na tentação de usar única e exclusivamente a pen em vez do toque.

Graças às capacidades de conversão de carateres manuscritos para digital do Windows 10, muitas foram as vezes que se tornou mais conveniente escrever à mão do que virar o Yoga ao contrário para usar o teclado, ainda que o reconhecimento das palavras não fosse tão perfeito quanto isso.

Também o teclado se apresenta confortável de usar e com as teclas bem espaçadas. A área de utilização requer alguma habituação para quem utiliza teclados maiores, mas é fácil de ajustar à memória muscular. Para quem gostar de escrever às escuras, encontrará também um teclado bem iluminado.

O touch pad também responde bastante bem, o dedo desliza na perfeição e vem com uma série de ações multi-toque bastante úteis. O interessante aqui é a sua utilização em conjunto com a Active Pen em aplicações de produtividade.

O Yoga 720 inclui ainda uma série de portas nas suas laterais onde podemos encontrar uma porta USB 3.0 num lado, onde está, também, o botão de Ligar/Desligar, e, no outro lado, duas portas USB-C 3.1 e um jack 3.5mm de áudio (saída e entrada).

A existência da USB 3.0 é importante, uma vez que é um tipo de porta ainda muito utilizada e que faz com que não seja necessário termos um adaptador extra. No entanto, para quem procura usar a Lenovo Active Pen 2, vai encontrar aqui uma estranha decisão de design, na qual esta porta serve de apoio para o suporte da dita caneta. Mais estranho ainda é o facto de este suporte não ter mais nenhuma utilidade, nem sequer de carregamento, uma vez que a caneta funciona a pilhas tipo botão de lítio. Sempre que queiramos usar essa porta, teremos que guardar a caneta noutro sitio que não anexada ao Yoga.

Das duas USB-C, uma serve de ficha de carregamento e suporta o Thunderbolt 3, o que significa que podermos usá-la com um adaptador para transmitir vídeo ou ligar um cabo de rede, entre outro tipo de utilizações.

Exitem mais dois modelos do Yoga 720, o de 12 e de 15 polegadas, ficando de fora nesta nova gama o modelo de 14.

Nesta unidade, estamos perante um processador Intel Core i7-7500 de 2.7GHz, uma agradável surpresa, uma vez que é o mesmo processador encontrado no Yoga 910, e que trás consigo um GPU integrado Intel 620. A acompanhar temos 8GB de memória RAM e um disco SSD de 512GB. No fundo, não apresenta caraterísticas de que se possa gabar, mas as suficientes para fazer um pouco de tudo e explorar as suas capacidades de interação.

Ainda assim, o desempenho do Yoga 720 deixou um pouco a desejar. Apesar da enorme grelha traseira, o pequeno portátil aquece com alguma facilidade e o processador atingia os 100% de utilização com muita facilidade, bloqueando com frequência e fazendo barulho mesmo em utilizações mais banais como a navegação na web.

Talvez o mais grave seja mesmo o barulho que o Yoga 720 debita com frequência, não por ser só irritante, mas também por dar sinal de que algo está mal, quando na realidade não está. É um pouco stressante e pode não ser ideal para levar, por exemplo, para uma sala de aula, o que não deixa de ser irónico, pois este tipo de equipamento seria perfeito para isso mesmo.

O Yoga 720 vem com uma bateria de quatro células. Dependendo da sua utilização, podem durar duas a três horas em alto desempenho ou até, aproximadamente, oito horas com uma utilização constante moderada. Não tem uma capacidade impressionante, mas dá-nos tempo de utilização suficiente para um dia de trabalho, desde que não seja uma utilização constante. Por outro lado, encontramos também um carregamento um pouco lento, o que, às vezes, faz com que este demore mais do que o tempo que levou a esgotar.

É a utilidade e a versatilidade que estão em cima da mesa quando pensamos em equipamentos como o Yoga 720. O facto de ser um equipamento híbrido capaz de se transformar de acordo com as nossas necessidades e vontades é muito bem-vindo. No entanto, naquilo que importa, não parece oferecer muito mais dos que outros ultraportáteis com caraterísticas semelhantes e melhor desempenho, o que nos leva a ponderar se valerá mesmo os quase 1500€ que pedem por ele.

O equipamento foi cedido para análise pela Lenovo.

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