Labyrinth Legend – Nem carne, nem peixe

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Um RPG de ação simples, mas ocasionalmente divertido que encaixa perfeitamente na portabilidade da Nintendo Switch.

Não podia existir um mês mais indicado para Labyrinth Legend do que janeiro. Depois da euforia da época natalícia e do lançamento de alguns dos títulos mais aguardados de 2021, o novo ano começa com uma calma fúnebre. As estreias são escassas, a indústria dos videojogos ainda não recuperou o fôlego e há toda uma nova incerteza sobre os próximos meses no que toca a anúncios, lançamentos e adiamentos. Não é um mês fácil e é por essa razão que Labyrinth Legend, da Shinobi Games, encaixa perfeitamente neste ambiente de confusão e dúvida ao ser simultaneamente um dos títulos mais divertidos e mais descartáveis que joguei nas primeiras semanas de 2022.

As identidades contraditórias que dão vida a Labyrinth Legend podem ser o resultado de uma estreia no mercado mobile. A simplicidade dos controlos, a pequenez dos cenários, a estrutura clássica e rígida – que se foca quase exclusivamente entre visitas ao HUB, onde podemos interagir com personagens e comprar e vender itens, e a escolha de novos níveis da campanha –, os menus básicos e desinteressantes, e a jogabilidade repetitiva, mas ocasionalmente divertida, são perfeitos para o ecrã reduzido dos smartphones. Na passagem para as consolas, é mais fácil estranhar todo este sistema nostálgico e retrogrado, que pouco faz com a fórmula roguelike para se destacar, onde as partidas curtas já não têm o mesmo peso.

Mas a verdade não é tão negra. Labyrinth Legend é um jogo muito mediano, onde os seus níveis e zonas não se destacam particularmente através do seu estilo visual ou pelo seu design, mas é divertido. E é divertido por ser tão simples e básico como é. Existe um charme estranho na forma como aposta no denominador mais baixo possível para criar uma experiência roguelike e RPG, onde a evolução da personagem é automática e focada quase exclusivamente na aquisição de novas armas e equipamentos. As opções de ataque estão restritas às três classes disponíveis e a dois botões, onde podemos equipar duas armas distintas. Sejam espadas, machados, arcos ou chicotes, Labyrinth Legend aposta apenas nos clichés de fantasia sem qualquer vergonha.

Penso que esta contradição entre design desinteressante – nomeadamente na estrutura da campanha, que se divide por zonas, onde o objetivo do jogador é eliminar o boss final – a e jogabilidade simples, mas divertida nasce da sua estrutura em formato digerível. Os níveis são tão pequenos e rápidos de terminar, onde a experiência é resumida ao combate e ao desbloqueio do portal para a próxima fase, que nasce a vontade de terminar “só mais um” antes de desligarmos. O fluxo de loot também é muito satisfatório e estamos constantemente a encontrar algo novo que queremos definitivamente equipar. Labyrinth Legend é muito acessível, outro elemento chave para a sua diversão, e podemos rapidamente voltar ao HUB para comprar novos itens ou melhorar os equipamentos que encontrámos, tudo isto sem perder o progresso conquistado.

A longevidade irá depender, como sempre, da vossa paciência, mas Labyrinth Legend é divertido num primeiro contacto. É um jogo que tem tudo e que faz muito pouco com o que tem – e tem orgulho nisso. Tem um sistema de personalização, mas é demasiado limitado; apresenta mecânicas RPG, mas fica-se pelo básico; e até conta com a possibilidade de jogarem em cooperação, mas o online não é o mais estável. Existirá um jogo personifique mais o mês de janeiro do que este?

Cópia para análise (versão Nintendo Switch) cedida pela NIS America.

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