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Análise – Kingdom New Lands & Kingdom Two Crowns

Conquistem este reino 2D em dois jogos perfeitos para todos os jogadores.

Não sou dado aos jogos de estratégia e gestão. Não consigo delinear táticas ou perceber como devo agir perante cenários de ataque e defesa. Há algo em mim que prefere o confronto direto e a simplicidade da ação. No entanto, a série Kingdom apanhou-me desprevenido. Com um novo olhar sobre o género, a FURY Studios conseguiu condensar a pressão da estratégia e da diplomacia a uma mão cheia de mecânicas e a um mundo fácil de explorar e dominar – tal como eu gosto.

Como um rei sem reino, vemo-nos perdidos numa terra que desconhecemos. Com o objetivo de recuperarmos o nosso poder, temos de fundar um novo reino e recrutar aldeões à nossa causa à medida que expandimos o território, caçamos, construímos novas infraestruturas e lutamos contra criaturas estranhas do além. Esta é a fórmula base da série, relegando a ação para um mundo 2D em pixel-art onde a ação se passa toda num só plano e onde só nos podemos mover para a esquerda e a direita.

A simplicidade é, na minha opinião, o seu trunfo na manga. Como uma série de gestão, Kingdom facilita todas as mecânicas complexas do género e condensa tudo a um só botão. Para construirmos o nosso reino, precisamos de dinheiro e aldeões, que depois podemos relegar a diferentes profissões, para avançarmos contra o território inexplorado. A construção é feita com um só botão e a busca por dinheiro é automática, existindo a possibilidade de encontrarmos baús e mercadores pelo mundo. Começamos com um pequeno acampamento, mas rapidamente construímos muralhas, postos de vigia, novas casas, quintas e terras de cultivo, num ritmo de jogo que nos motiva a continuar em frente numa saudável sede por mais.

A expansão do território é muito satisfatória e a rapidez com que desenvolvemos o nosso pequeno reino é impressionante, notando-se que a FURY Studios quis apostar na repetição sucessiva de campanhas e modos. Senti falta de combate, mas nunca deixa de ser interessante ficarmos do ponto de vista do rei que tem de navegar o reino em busca de recursos e habitantes. Existem vários segredos e desafios empolgantes para descobrirmos, especialmente em Kingdom: Two Crowns – que expande a fórmula para mais reinos e opções de construção –, mas se isso não for o suficiente, podem apostar em novas campanhas, uma inspirada em Bloodstained: Ritual of the Night, num modo online e challenges.

A nível visual, a série não surpreende, mas foi impressionante ver a diferença entre New Lands e Two Crowns, com o último a apresentar cenários mais detalhados, coloridos e cheios de movimento. A própria perspetiva dá-lhe uma maior profundidade e a ilusão de que estamos perante um mundo mais extenso, onde se destaca os reflexos na água e os efeitos de luz. São pormenores que injetam alguma vida a este mundo em pixel-art, cujos modelos, à exceção do rei, não surpreendem pela positiva.

Mesmo que não sejam fãs do género, a série Kingdom dar-vos-á uma experiência lite de gestão e estratégia sem perder um pingo de diversão. As mecânicas são intuitivas, onde tudo está distância de um só botão, e a progressão é visualmente empolgante, com o reino a expandir-se ao longo de novos territórios. A dificuldade também está sempre presente e podem moldar a experiência ao vosso gosto, algo que irá certamente satisfazer os jogadores que procuram um maior desafio. Dos dois, destaco Two Crowns, não só pelas melhorias gráficas, mas pela presença de novas campanhas e de mais e melhor conteúdos. Fica a sugestão.

Nota: Bom

Plataforma: PC, PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch, Android e iOS
Este jogo (versão Xbox One) foi cedido para análise por Raw fury.

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