Análise – Katamari Damacy Reroll

Um relançamento seguro, mas uma excelente porta de entrada para quem nunca jogou a série.

Katamari Damacy Reroll
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Katamari Damacy é imortal. Katamari Damacy é mais que a vida. Esta é a conclusão a que chego quando encontro o relançamento do último título da série, intitulado Reroll, já disponível em todas as plataformas possíveis. E como é isto possível? Mais de 15 anos depois da sua estreia e dois ou três finais prematuros, como Katamari Forever na PS3, a série criada por Keita Takahashi continua viva e de boa saúde. Qual é o segredo de Katamari, do Príncipe e do Rei do Cosmos? Não mudar.

Para todos os efeitos, vocês já jogaram Katamari Damacy Reroll. Mesmo que tenham o mínimo de contacto com a série, garanto-vos que já experimentaram um dos seus níveis, fosse no original – onde se baseia esta esta reedição -, em We Love Katamari, Me & My Katamari ou Beautiful Katamari: não interessa. A Bandai Namco está decidida em relançar o mesmo leque de níveis até ao infinito e, nesta nova iteração, temos novamente de reconstruir as estrelas destruídas pelo Rei dos Cosmos, viajando para uma versão fictícia e exagerada do Planeta Terra para enrolar tudo o que se cruze o nosso caminho numa tentativa de dar ao universo um novo céu estrelado. E assim será.

Estou estupefacto e, ao mesmo tempo, desiludido com a insistência em revisitarmos constantemente os mesmos níveis. Desde Katamari Damacy que criamos estrelas e encontramos níveis onde só pudemos enrolar um determinado tipo de itens ou somos obrigados a aumentar o tamanho do nosso Katamari para acender uma fogueira ou construir um boneco de neve. São sempre os mesmos níveis, desafios, cenários e objetos que enrolamos há mais de 10 anos. No entanto, a fórmula é tão sólida e viciante que me vi a repetir esta campanha com a mesma alegria de sempre, contagiado pela banda sonora soberba e por uma jogabilidade limada, simples e ao mesmo tempo desafiante.

Mas é uma pena e acredito que a Bandai Namco o saiba. De facto, o que podemos fazer com a fórmula de Katamari Damacy senão reviver o passado e esperar por dias melhores? Depois de Forever, parece que estamos simplesmente a jogar o mesmo jogo e a reencontrar a mesma experiência, mas não consigo ficar chateado ou aborrecido com Reroll.

As mecânicas são demasiado viciantes e intuitivas, e a satisfação de aumentar o Katamari, ao ponto de enrolar continentes e planetas inteiros, é indescritível. A fórmula é clássica, se calhar até arcaica – quando comparada a outros jogos mais recentes –, mas a alma mantém-se viva e a seleção de níveis, diretamente do primeiro jogo (lançado em 2004), consegue evidenciar todas as virtudes da série.

Na PS4, as cores ganham vida e o mundo tresloucado de Katamari Damacy nunca foi tão apelativo e expansivo. A fluidez nos movimentos e a ausência de slowdowns aumentam o ritmo da campanha, ao ponto de parecer ainda mais pequena e rápida do que realmente é. Até certo ponto, podemos olhar para Reroll como um aperfeiçoar da jogabilidade e o culminar de 15 anos de progresso – mas não é totalmente verdade.

Este regresso ao passado fez com que a Bandai Namco removesse uma das mecânicas mais interessantes de Forever – o salto. Não falo do salto que nos permite observar os níveis de cima, mas sim a possibilidade de saltar com o Katamari e chegar a locais superiores. Uma omissão que deixa saudades e que devia ser integrada no título original.

Se estão familiarizados com a série, Katamari Damacy Reroll poderá ser uma desilusão. As novidades são nulas e pouco ou nada justificam o preço a que está disponível nas lojas digitais. No entanto, se nunca tiveram a oportunidade de dar o salto e descobrir o que torna a franquia tão irreverente e popular, este relançamento é a porta ideal para vocês.

Da minha parte, não consigo não ficar feliz com a possibilidade de voltar revisitar Katamari Damacy, mesmo que seja o título que joguei em 2004. Talvez esteja a ser um mau fã e a não transmitir a mensagem que a Bandai Namco deveria ouvir, mas neste preciso momento, estou apenas contente por a série se manter viva ao fim de tantos anos. Veremos o que o futuro reserva para o Príncipe e o Rei do Cosmos.

Nota: Bom

Plataformas: PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch
Este jogo (versão PlayStation 4) foi cedido para análise pela Bandai Namco.

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