Análise – Just Die Already (PC)

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A resposta para a pergunta que ninguém fez: “como seria Goat Simulator se fôssemos um idoso em vez de uma cabra?

Em Just Die Already, a morte é apenas o início. Corrijo: a morte é apenas um pretexto. E é um pretexto para semearmos o caos num dos conceitos mais estranhos que encontrámos este ano nos videojogos, colocando-nos no papel de um idoso que, ao fugir do seu lar, tem de terminar várias tarefas antes de partir para o outro mundo. Com um protagonista quase indestrutível, que nos dá a possibilidade de fazermos “respawn” sempre que morre ou é ferido – e quando digo ferido, quero dizer ficar sem os membros ou partir a espinha de tal forma que deixará de andar -, o jogo alimenta-se de tarefas repetitivas que irão depender não só da curiosidade do jogador, mas também da sua criatividade.

Poderá ser uma comparação injusta, mas assim que comecei a explorar a cidade e a descobrir os itens, ferramentas, armas e tarefas que esconde, recordei-me imediatamente de Goat Simulador. Apesar de Just Die Already ser uma experiência muito mais coesa e limada, ainda que apresente um leque frustrante de bugs e texturas pobres, a sua campanha constrói-se sobre uma estrutura muito próxima do jogo da Coffee Stain Studios, colocando o jogador em cenários extensos, totalmente exploráveis e sem uma direção concreta para resolver as várias tarefas na sua Bucket List.

Como seria de esperar, Just Die Already foca-se muito no humor, ainda que nem sempre funcione. As suas tarefas, objetos e até as personagens vivem em prol de um sentido de humor sádico, com o nosso protagonista a conseguir pegar em qualquer objeto e a usá-lo das formas mais criativas possíveis. Podemos, por exemplo, controlar os dois braços individualmente e agarrar objetos com as mãos enquanto lançamos o caos por onde passamos. O jogo foca-se muito em puzzles ambientais que requerem não só a leitura dos cenários, como a combinação entre objetos e personagens, algum timing certo e uma pitada determinação que poderá não ser do agrado de todos.

A jogabilidade não é intuitiva como aparenta ser, o controlo da personagem não é totalmente satisfatório e o jogo torna-se cansativo devido à quantidade de estímulo que atira contra o jogador. A ideia é interessante, mas o humor falha muitas vezes e a ideia de podermos destruir e assassinar tudo à nossa volta tem a mesma duração da atenção de um adolescente com a mania que é irreverente.

No lançamento, Just Die Already foi bastante apoiado por YouTubers e Streamers, que retiraram partido da sua vertente cooperativa para soltar alguma gargalhada, mas, infelizmente, não me consegui rever no jogo e no tipo de experiência que quis retratar. É bom para uma hora, depois vão querer fazer algo que seja verdadeiramente divertido.

Nota: Satisfatorio

Disponível para: PC, Xbox One, PlayStation 4 e Nintendo Switch
Jogado na PC
Cópia para análise cedida pela Renaissance PR.

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