Just Dance 2022 – Música nova, danças antigas

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Just Dance está de volta. Mas apesar de trazer novas músicas lançadas ao longo deste ano, continua a falhar nas mecânicas de deteção dos movimentos de dança.

A franquia Just Dance é líder na área e tal justifica-se pelo constante investimento em novas músicas, acompanhadas de coreografias elaboradas que conseguem meter qualquer um a suar. Este ano podem contar com “Good 4 You” da emergente Olivia Rodrigo, “Happier Than Ever” de Billie Eilish, a versão da Taylor Swift da canção “Love Story”, “Don’t Go Yet” de Camila Cabello e até “Think About Things” dos Daði Freyr, que participaram na Eurovisão 2021.

Há também algumas novidades no que toca a música lançada nos dois anos anteriores, tais como “Girl Like Me” em colaboração entre os The Black Eyed Peas e Shakira, “Levitating” da irreverente Dua Lipa, “Mood” de 24kGoldn ou “Jerusalema” de Master KG. De clássicos terão acesso gratuito a “Freed From Desire” de Gala Rizzatto, “Buttons” das Pussycat Dolls, “Level Up” de Ciara, “Rock Your Body” de Justin Timberlake ou “I’m Outra Love” de Anastacia.

É certo e sabido que, apesar das novidades e seleção gratuita de temas incluídos com a compra do jogo, este ano o catálogo está mais diversificado que nunca, com música de várias décadas (o que vai agradar a um público maior). Na verdade, há todo um catálogo de mais de 700 músicas por explorar com a subscrição do Just Dance Unlimited. O primeiro mês de teste é gratuito (com a Deluxe Edition têm direito a quatro meses), sendo que a subscrição de um ano custa 24,99€ no total.

Para além deste volume conter muita música nova e entusiasmante, segundo consta, a Ubisoft foi buscar inspiração a passos de várias coreografias originais para algumas músicas, que era algo que já vinha a ser pedido há muito tempo pelos fãs da franquia. A este ritmo, para além de ser um jogo de festa, Just Dance torna-se cada vez mais num jogo de dança.

Na interface colorida e dinâmica não mudou muita coisa, coisa à qual já me habituei, para ser sincero. Contudo, foi introduzida uma novidade deveras intrigante e inclusiva, que é a secção “Kids” para os pequenos just dancers, cuja interface é bastante simples (só andar para o lado e selecionar a música), sem as complicações e funcionalidades da versão normal. Para além destas duas opções, agora também existe o “Quick Play” que leva o jogador logo para a pista de dança, com uma seleção musical aleatória, sem ter de perder tempo a escolher uma música.

Apesar de todas as novidades, que são bem vindas, o jogo continua a falhar na parte que interessa: as opções de dança. Atualmente, a versão da PS5 só dá para dançar usando o smartphone na mão direita. Tudo bem que é uma opção prática para festas, mas não é nada fiável nem motivador uma pessoa aplicar-se na coreografia para ter apenas os movimentos de um braço contabilizados. Nada contra a existência desta opção, mas não aceitar os acessórios “move”, que são mais ergonómicos e seguros do que andar a balançar um smartphone de mais de 500€ na mão (já houve uma casualidade numa festa cá em casa) ou não existir compatibilidade com a câmara HD para a PS5 que permite dançar sem preocupações, nesta fase não faz sentido nenhum.

Posto tudo isto, e apesar das novidades de interface para os mais novos, novas músicas e coreografias mais fiéis que nunca, é difícil recomendar a compra deste jogo. A não ser que sejam mesmo fãs de dança ou queiram ter mais um jogo de festa, sabendo que vão dançar com o vosso smartphone na mão. O problema? A dança não é divertida quando se está sempre em sobressalto em relação a um possível descuido com a mão direita, onde está o vosso smartphone.

Cópia para análise (versão PlayStation) cedida pela Ubisoft.

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