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Análise – Huawei P Smart – Descontraído e com estilo

O Huawei P Smart é o mais recente telemóvel de média-gama da tecnológica chinesa, que já se introduz na linha P. É um dispositivo com um aspeto simples e moderno, com características bastante interessantes e um desempenho fantástico para quem quer um bom telemóvel para usar no seu dia-a-dia.

O Huawei P Smart foi apresentado no início de fevereiro, com um lançamento feito logo na semana seguinte. Desde essa altura que já conhecíamos as suas características, mas, aliado a isso, é o público a quem se dirige que este smartphone, o que nos chamou a atenção.

O P Smart é um equipamento dirigido ao público jovem. A verdade é que apesar da sua simplicidade, o seu aspeto e ergonomia dão-lhe aquela sensação premium de smartphones mais caros, e, ao mesmo tempo, descontraído.

Com 5.65 polegadas, o ecrã Huawei FullView Display ocupa quase a totalidade do dispositivo, com uma moldura bem fina, deixando apenas espaço em cima para a câmara frontal, auscultador, sensores e led de notificações e, em baixo, o simples logo da marca. O painel frontal é simples e simétrico com os cantos arredondados.

Na parte de trás temos a traseira em metal fosco, que, no nosso modelo de teste, era um azul escuro brilhante, que poucas ou nenhumas dedadas apresenta. Aqui temos também o sensor biométrico extremamente rápido, estrategicamente bem posicionado para os nossos dedos indicadores, e, no canto superior esquerdo, vamos encontrar duas câmaras fotográficas de 13MP + 2 MP. Já na parte superior e inferior temos acabamentos em plástico.

Huawei P Smart

A nível de conexões físicas, vamos ter um Jack áudio de 3.5mm, uma porta micro-USB e uma slot híbrida para um cartão SIM e um microSD.

Apesar de ainda ser mais prática a porta micro-USB, para um modelo de 2018 já se pedia uma versátil USB-C com capacidade de quick-charge. Também neste aspeto a posição da ficha surge invertida, o que me levou a não encaixar o cabo na ficha à primeira, metade das vezes.

Também na conexão áudio encontrei um pequeno problema, em que nem todos os pares de auscultadores funcionavam como devido. Após alguns testes, reparei que a ficha parece um pouco mais larga que o comum, o que poderá ser frustrante para alguns utilizadores.

Ainda assim, em termos de aspeto e ergonomia, não há dúvidas que é um equipamento excelente, com uma qualidade de construção e robustez bem acima da média, e, diria até, ao nível dos seus irmãos mais caros. É bastante agradável de o ter nas mãos e de o usar.

A nível de características, temos aqui um equipamento bastante atual para o seu segmento, que irá certamente manter o utilizador atualizado para os próximos anos.

Como já foi referido, estamos perante um equipamento de sensivelmente seis polegadas com um ecrã de 18:9 polegadas e uma resolução máxima de 2160x1080p. A qualidade de imagem do P Smart é exímia, com cores bastante naturais e excelente definição quer em vídeo, quer em menus de sistema. O grande destaque deste ecrã vai para o controlo de luminosidade, apresentando um excelente brilho no máximo, que não só não magoa a vista, como mantém a imagem definida e apresenta-se visível mesmo em plena luz do dia.

O tamanho do ecrã também é um fator importante. Apesar de ter mais de cinco polegadas, é bastante fácil de usar apenas com uma mão ao longo de todo o painel.

Dentro do P Smart vamos contar 3GB de memória RAM, 32GB para o armazenamento, um processador Octa-core Kirin 659 que conta com quatro núcleos a 2.36GHz e outros quatro restantes 4 a 1.7GHz e um GPU Mali-T830 MP2.

Equipado com o Android 8 de origem e com sistema EMUI 8.0, em termos práticos o P Smart comporta-se na perfeição. A navegação entre menus é fluida e rápida, assim como na troca entre aplicações. Para quem não gostar da experiência EMUI pode também mudar para o launcher da Google ou para um Nova Launcher. Em todos eles temos uma experiência sem compromissos.

Mesmo em aplicações mais pesadas o P Smart comporta-se relativamente bem. Em jogos recentes 3D, que permitem a alteração das definições gráficas, estes comportam-se bem nas definições médias, havendo exceções, pois alguns começam a mostrar algum atraso, e outros que deixam colocar tudo no máximo. Não sendo este um dispositivo de topo, cada jogo funciona de acordo com definições diferentes.

No entanto, é nas aplicações pesadas que também encontramos as primeiras negas deste dispositivo, nomeadamente no aquecimento, que aumenta consideravelmente e pode causar-nos algum desconforto. Fica também a dica para sair e fechar este tipo de aplicações por completo, para não correrem em background.

Durante a minha utilização encontrei, porém, alguns bugs aquando da alteração de algumas definições, que só se resolviam com o reiniciar do dispositivo.

A bateria do P Smart é de 3000mAh e tem uma longevidade bastante aceitável. No uso diário irá durar um dia e ainda ficar com alguma energia de sobra. Ainda que não estejamos perante um equipamento com quick-charge, é agradável que a bateria encha com facilidade em cerca de uma hora.Huawei P Smart

O P Smart junta-se ao grupo de dispositivos com duas câmaras, com um par de 13MP+2MP. Na prática, esta dupla poderia ser só uma câmara, uma vez que o sensor mais pequeno serve apenas para fazer o efeito bokeh (desfoque da profundidade). Ainda assim, as capacidades e oportunidades de utilização são enormes e, felizmente, a aplicação padrão de fotografia tem muito por explorar, com diferentes modos de captura e até manipulação de profundidade de campo, depois da captura.

A qualidade de imagem das fotografias está longe de ser fantástica, mas proporciona resultados bastante satisfatórios nos modos automáticos em diferentes condições de luz. É apenas quando começamos a fazer zoom nas fotografias que começamos a ver a falta de detalhe ou o ruído digital, sendo assim uma opção a evitar. A fotográfica, como ela se apresenta, é como deve ficar.

O efeito bokeh, ou efeito de profundidade desfocado, é, sem dúvida, uma componente bastante interessante, e até viciante, por ser novidade, e acrescenta aquele toque profissional às fotografias que encontramos em dispositivos mais caros. Neste P Smart funciona, mas com alguns problemas menores, especialmente quando o objeto de foco apresenta cores ou elementos que não o distinguem do fundo, resultando em fotografias com o efeito mal aplicado.

Outra vantagem dos dois sensores, que este equipamento também tira partido, é a utilização da informação de iluminação de um segundo ponto da imagem, ou seja, podemos focar um objeto numa determinada condição e ir buscar a iluminação de outra área da fotografia para podermos ver o objeto como queremos.

Como seria de esperar, para além de diferentes perfis, vamos ter ainda um modo manual, que, embora não muito compreensivo, é bastante fácil de utilizar e entender os efeitos das várias opções.

Já na câmara frontal vamos ter um sensor de 8MP bastante competente com resultados relativamente semelhantes à da 13MP traseira, mas sem os extras. Ainda assim, é possível aplicar um falso efeito de profundidade, proporcionado via software. Só fica mesmo a faltar um flash frontal.

Na sua apresentação e na comunicação feita ao Huawei P Smart, a marca fala ainda de uma aprendizagem dos hábitos do utilizador, fazendo prever a ideia de que também este dispositivo utiliza tecnologias de inteligência artificial. No meu tempo de teste não reparei em nenhuma destas capacidades de aprendizagem, ou pelo menos não reparei numa diferença de comportamento do dispositivo ao longo deste período.

Com inteligência artificial ou não, o Huawei P Smart cumpre em todas as áreas aquilo que promete. Da sua aparência ao desempenho, o P Smart pode ser uma das soluções mais interessantes, para quem procura um smartphone abaixo dos 300€

O Huawei P Smart está disponível em três cores, Azul, Dourado e Preto, a um preço recomendado de 279,99€, mas pode ser encontrado mais barato dependendo da superfície comercial.

O equipamento foi cedido para análise pela Huawei.

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