Análise – Disc Room

Fujam das serras assassinas neste frenético jogo de ação e arcada distribuído pela Devolver.

Disc Room
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Depois de Carrion, a Devolver Digital lança ao mundo mais um projeto intrigante. Disc Room, produzido por Terri, Dose, Kitty e JW, é um jogo de ação e aventura onde controlamos um astronauta preso num mundo povoado por serras. Sim, serras de todos os tamanhos, com poderes especiais e com consciência que farão de tudo para parar o nosso jovem astronauta através de níveis onde só existe um objetivo: não morrer.

Disc Room assume uma jogabilidade e um formato simplificado ao colocar-nos num mundo dividido por níveis curtos. Em cada sala, que compõem um mapa extenso com vários caminhos alternativos, encontramos um desafio principal e vários objetivos secundários, onde teremos de evitar a todo o custo as serras que nos tentam matar. Apesar de termos várias habilidades especiais à nossa disposição, que debloqueamos ao longo da campanha – como a possibilidade de criarmos um clone ou reduzirmos a velocidade das serras –, a jogabilidade foca-se unicamente em ecrãs únicos onde só nos podemos desviar das serras. É uma aposta tão simples, tão arcada e tão limada, auxiliada por um respawn quase automático – que corta assim a frustração do reinício constante e dá-nos vontade de tentar mais uma vez – que é impossível não nos divertirmos com Disc Room.

De facto, é um jogo divertido e fico feliz por ser tão simples e direto como é. Disc Room é tão intuitivo que entramos rapidamente no seu ritmo e vemo-nos a tentar melhorar os tempos conquistados em cada nível, à medida que nos aventuramos pelos seus desafios adicionais: que abrem, por sua vez, novos caminhos e novas oportunidades. A jogabilidade não evolui para além deste jogo de gato e rato entre o nosso astronauta e as serras, mas existem vários tipos de inimigos e até bosses que temos de derrotar através dos nossos dotes de desvio. Podemos voltar atrás a qualquer momento e explorar novos recantos do mapa à medida que a estória se vai desenvolvendo e apresentando os seus mistérios – ainda que não seja um destaque do jogo.

A simplicidade e a aposta em mecânicas limadas e vocacionadas para sessões de jogo mais curtas são duas boas apostas dos produtores, mas é impossível não sentir que falta algo a Disc Room. A jogabilidade está muito bem trabalhada, os controlos resumem-se ao analógico e ao A, os gráficos são básicos, mas complementam os níveis curtos com pequenos apontamentos de cor – como o amarelo do nosso astronauta e o sangue que se espalha sempre que morremos –e a banda sonora ajuda a manter-nos o ritmo e o coração a palpitar. Não há nada que me faça dizer que Disc Room é um mau jogo ou que falha no seu design e tom, mas o que pareciam ser virtudes fizeram com que me fartasse do jogo.

Os desafios não são suficientemente interessantes, repetindo constantemente tarefas como “ficar vivo durante 10 segundos” ou “pressionar uma plataforma durante 20 segundos”, relegando a ação para ações temporárias que nunca se tornam mais interessantes. Mesmo com uma certa aleatoriedade na ordem e na disposição das serras, que mudam de tentativa para tentativa, a verdade é que nunca paramos de nos desviar de objetos que nos eliminam num só toque, muitas vezes com uma hitbox implacável. Eu sei que estou a ser injusto com Disc Room e espero que vocês se divirtam com a sua simplicidade, mas, ao contrário de títulos como Hotline Miami, Katana Zero e o recente Ghostrunner, falta-lhe alma, agressividade e presença.

No entanto, Disc Room concentra-se numa fórmula limitada, mas muito própria. Não procurem grandes narrativas ou momentos de extrema beleza, mas sim uma jogabilidade básica, muito responsiva e um leque apetitoso de níveis. Não esperem muito mais de Disc Room: é bom, mas falta algo.

Nota: Bom

Plataforma: PC, Nintendo Switch
Este jogo (versão Nintendo Switch) foi cedido para análise pela Cosmocover.

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