Em Aguarela de Paris, João Pinto Coelho, vencedor do Prémio Leya em 2017, traz-nos uma surpreendente história de rebeldia e resistência.
Com uma Europa em guerra como pano de fundo, Aguarela de Paris é o novo romance do escritor português João Pinto Coelho, que foi publicado pela editora Dom Quixote este mês. Neste livro, o autor regressa aos ambientes históricos marcantes que caracterizam o seu sucesso literário anterior, conhecido por livros como Perguntem a Sarah Gross ou Os Loucos da Rua Mazur, que lhe valeu o Prémio LeYa 2017.
Em Aguarela de Paris, João Pinto Coelho leva-nos numa viagem emocionante pelo continente europeu. A história tem início em terras escocesas, um cenário isolado que serve de refúgio privado do ramo britânico dos Senigallia, a mais influente dinastia de banqueiros judeus da Europa, e de “palco da infância de Franca e Giullietta, duas gémeas impossíveis de distinguir e, ainda assim, tão diferentes“. É nesse mesmo refúgio que se dá o maior crime do século, “uma tragédia que marcará de maneira impiedosa o destino das raparigas“. A narrativa segue por caminhos diferentes, com destinos improváveis: “dos cafés de Montparnasse, onde Giullietta impõe o seu génio artístico, até à costa do Estoril, onde Franca apanha sol no Tamariz e se cruza com espiões nas festas exuberantes do Hotel Palácio“.
Contudo, a sinopse alerta-nos que, quando tudo se desmorona, “o romance anoitece, quase insuportável de ler perante a mais hedionda das faces do Holocausto, essa que se oculta nos blocos de Auschwitz e Birkenau, pelas mãos de Mengele, o Anjo da Morte, e a sua legião de médicos nazis“.
Ao longo de 424 páginas, Aguarela de Paris é uma leitura imperdível para os fãs de ficção histórica de alta qualidade. E, para quem apreciou Perguntem a Sarah Gross, este novo livro representa um regresso muito bem-vindo de João Pinto Coelho ao mesmo tom emotivo, denso e doloroso que o tornou conhecido. O livro já pode ser comprado por 22,20€.
