Plano para melhorar acesso a cuidados de saúde primários na região de Lisboa e Vale do Tejo apresentado em breve

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E permitirá protocolos com o setor social e privado.

O próximo concurso para médicos especialistas seguirá o modelo institucional em que cada instituição contrata os médicos de que precisa, disse o Ministro da Saúde, Manuel Pizarro.

Manuel Pizarro falava à Comunicação Social, no Ministério da Saúde, em Lisboa, onde referiu que este modelo, durante décadas, se revelou “muito produtivo para o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

Segundo Ministro, o recrutamento dos profissionais deve ser feito no âmbito da autonomia dos hospitais e das Unidades Locais de Saúde, abrindo os concurso à dimensão das suas necessidades e da disponibilidade de médicos. Contudo, refere, poderá ser feita “uma combinação entre os dos modelos para permitir mobilidade”.

Manuel Pizarro referiu ainda que este modelo de concurso será retomado para os médicos cuja formação terminou final 2022 e aberto durante o segundo trimestre deste ano, “por cada uma das 43 instituições do SNS” com autonomia jurídica para o fazer.

Sobre a atração de médicos para as regiões do interior do País, o Ministro disse que as instituições vão poder – em diversas alturas do ano – abrir vagas “na dimensão da sua capacidade orçamental e do que é possível contratar, aproveitando todos jovens médicos que acabam especialidade”. Referiu também a necessidade de aumentar as vagas carenciadas (que permite uma valorização remuneratória para quem ficar nestas regiões).

Sobre o plano para melhorar o acesso aos cuidados de saúde primários na região de Lisboa e Vale do Tejo, Manuel Pizarro disse que o mesmo vai ser apresentado nas próximas semanas e permitirá protocolos com o setor social e privado. Terá dois objetivos: aumentar o acesso às equipas de saúde familiar e criar um mecanismo de acesso aos cuidados de saúde primários para aqueles que não têm médico de família atribuído.

Manuel Pizarro disse ainda que há medidas que estão já em prática em alguns dos centros de saúde que o Governo quer ver replicadas noutros, dando o exemplo da medida Via Verde, em vigor no Seixal, onde os utentes sem médicos de família conseguem marcar de véspera, pelo telefone, uma consulta e ser atendidos por elementos de uma equipa que tem médicos, enfermeiros e assistentes.

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