Marvel’s Wolverine vende mais cópias físicas do que digitais na Europa

- Publicidade -

O lançamento de Marvel’s Wolverine somou cerca de 2,16 milhões de cópias vendidas em setembro, com uma procura elevada pelas edições em disco nos mercados europeus.

As vendas físicas de Marvel’s Wolverine ultrapassaram as digitais na Europa durante o mês de setembro, com 51% das cópias vendidas a corresponderem à edição em disco do exclusivo da PlayStation 5. Os dados foram publicados pelo The Game Business, com base em informações da Ampere Analysis e da GSD, mostrando que o formato físico continua a ter uma importância considerável para os jogadores, especialmente no caso de grandes lançamentos como o da Insomniac Games, um dos estúdios internos da PlayStation.

No entanto, a preferência por cada formato varia bastante entre países europeus. Em França, mais de dois terços das vendas de Marvel’s Wolverine foram realizadas em formato físico, enquanto no Reino Unido a situação foi praticamente inversa, com cerca de dois terços dos jogadores a optarem pela versão digital. Estas diferenças mostram que a transição para o digital não está a acontecer ao mesmo ritmo em todos os mercados, mesmo quando se trata do mesmo jogo.

A nível mundial, o formato físico representou 35% das vendas de Marvel’s Wolverine, com as restantes 65% a corresponderem a cópias digitais. De acordo com as estimativas da Ampere Analysis, o jogo foi também o segundo mais vendido na PlayStation 5 durante setembro, ficando apenas atrás de EA Sports FC 27. E não foi o único lançamento a demonstrar uma procura significativa pelas edições em disco, com Silent Hill: Townfall a registar mais de 45% das vendas em formato físico, seguido de The Blood of the Dawnwalker, com 36% na PlayStation 5, e Onimusha: Way of the Sword, com 30%.

Estes resultados ganham especial importância tendo em conta a decisão da Sony de abandonar o formato físico para novos jogos PlayStation a partir de janeiro de 2028. A Sony justificou essa nova estratégia com a crescente preferência dos consumidores pelas compras digitais, mas os números de Marvel’s Wolverine mostram que continua a existir um mercado bastante relevante para os discos, sobretudo na Europa. E embora as vendas digitais sejam mais rentáveis para a Sony, o desaparecimento das edições físicas irá retirar aos jogadores a possibilidade de emprestar, revender ou comprar cópias usadas dos futuros lançamentos, para além de levantar preocupações relacionadas com a preservação dos videojogos.

Em declarações ao The Game Business, o analista Joost van Dreunen considera que esta procura está também relacionada com os hábitos dos colecionadores. “As pessoas têm necessidade de colecionar. É aí que as vendas físicas continuam a ser extremamente relevantes para o mercado de consumo. A indústria está preparada para avançar, mas não tão depressa“, afirmou, numa altura em que a própria Sony continua a enfrentar críticas pela decisão. Recorde-se que um dos trailers de Marvel’s Wolverine chegou a ser inundado por comentários de jogadores contra o fim dos discos, e a empresa já reconheceu o descontentamento, embora tenha mantido os seus planos.

Apesar deste pequeno sucesso, para já, não existem indicações de que a Sony esteja a reconsiderar a decisão, mas os resultados de Marvel’s Wolverine voltam a levantar as dúvidas sobre a rapidez desta transição, especialmente num mercado onde mais de metade dos compradores ainda escolhe o formato físico. Ainda assim, os jogos lançados em disco antes de janeiro de 2028, incluindo Marvel’s Wolverine, poderão continuar a receber novas tiragens depois dessa data, ao contrário dos futuros lançamentos da PlayStation.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
- Publicidade -

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Relacionados