Bit Reactor começou a reintegrar trabalhadores após lançamento de Star Wars Zero Company

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A Bit Reactor tinha suspendido temporariamente cerca de 80% da equipa antes de Star Wars Zero Company chegar ao mercado, mas já começou a recuperar os funcionários afastados.

A Bit Reactor, estúdio responsável pelo recentemente lançado e celebrado Star Wars Zero Company, começou a reintegrar parte dos trabalhadores que tinham sido afastados antes da chegada do jogo ao mercado. A informação foi confirmada pelo CEO Greg Foertsch, que ainda não revelou quantas pessoas regressaram, mas uma fonte próxima do estúdio, citada pelo Game File, garante que mais de metade do efetivo anterior às suspensões já se encontra novamente a receber salário.

A suspensão temporária dos trabalhadores, conhecida no início de setembro, deixou apenas uma equipa reduzida a acompanhar o lançamento do jogo e a resolver eventuais problemas técnicos. Os restantes funcionários mantiveram os seus vínculos ao estúdio, mas deixaram de receber salários e benefícios. Na altura, a Bit Reactor garantiu que a decisão tinha sido tomada antes de conhecer os resultados do lançamento e que partiu do próprio estúdio, sem intervenção da Electronic Arts ou da Disney.

Agora, num comunicado publicado nas redes sociais, Greg Foertsch explicou as dificuldades que levaram o estúdio a tomar esta decisão tão perto do lançamento: “Esta semana, iniciámos o processo de trazer mais membros da nossa equipa de volta ao trabalho na Bit Reactor, um passo importante para continuarmos a apoiar Zero Company. Ter de pedir aos membros da equipa que se afastassem, depois de termos enfrentado acontecimentos empresariais inesperados e fora do nosso controlo, tão perto do lançamento, foi uma decisão extremamente difícil, mas necessária para que pudéssemos, eventualmente, trazer de volta o maior número possível de pessoas. Esta equipa significa muito para mim e estou extremamente orgulhoso daquilo que conseguimos alcançar juntos. Obrigado aos nossos fãs pela incrível receção ao jogo e por nos terem apoiado ao longo deste percurso. Esperamos partilhar mais novidades sobre a Bit Reactor e Zero Company em breve.”

Apesar dos progressos, continuam a existir trabalhadores afastados e sem remuneração, não sendo ainda conhecido um calendário para a sua reintegração. Também não foram esclarecidos os acontecimentos empresariais que provocaram estas dificuldades, deixando por explicar o que levou o estúdio a reduzir tão drasticamente a sua atividade antes do lançamento do seu primeiro jogo.

O caso contrasta com a receção de Star Wars Zero Company, lançado a 27 de agosto para a PlayStation 5, XBOX Series X|S e PC. O jogo de estratégia tática por turnos, desenvolvido por uma equipa com antigos responsáveis de XCOM, recebeu críticas bastante positivas, tendo atualmente uma média de 85 pontos no Metacritic, na versão PC, e no OpenCritic. A receção dos jogadores também tem sido favorável, com 83% das mais de 17 mil avaliações em inglês na Steam a serem positivas.

Entre os aspetos mais elogiados encontram-se o sistema de combate, a personalização dos membros da equipa e a narrativa passada durante as Guerras dos Clones, embora algumas análises tenham apontado problemas técnicos. A boa receção crítica não permite, no entanto, determinar o desempenho comercial de Star Wars Zero Company, uma vez que a Electronic Arts ainda não divulgou números oficiais de vendas.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
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