A Something We Made regressa ao mundo de TOEM com uma sequela segura que pouco se afasta do original, apesar de introduzir algumas mecânicas interessantes que mereciam mais tempo e oportunidades para brilharem.
Mais nem sempre é sinónimo de melhor, já dizia o ditado, mas no caso de TOEM 2, o novo título da Something We Made, um bocadinho “mais” podia ter sido “melhor” que o primeiro. A sequela mantém a aposta na resolução de puzzles e fetch quest através da captura de fotografias, combinando a perspetiva isométrica com a capacidade de olharmos pelo visor da máquina fotográfica para vermos o mundo na primeira pessoa. A mudança de perspetiva continua a ser um dos pontos de destaque de TOEM 2 e a combinação entre puzzles acessíveis, que requerem a fotografia certa ou a descoberta de um item perdido, e um mundo descontraído e que nunca se leva muito a sério são já marcas estilísticas da produtora sueca neste género.
No entanto, TOEM 2 é muito seguro, quase um TOEM 1.5 do que uma sequela a sério, e nunca se expande além do título original para dar algo novo aos jogadores. Mesmo com a introdução de novas funcionalidades para a câmara, como um martelo e uma chave de fendas, TOEM 2 parece ainda mais pequeno e indisposto a evoluir, uma escolha peculiar para uma sequela deste nível.
Cópia para análise (versão PlayStation 5) cedida pela popagenda.
