SEGA explica porque cancelou o misterioso Super Game

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A dimensão necessária para concretizar a produção do Super Game, obrigaria SEGA a aumentar demasiado o investimento e a estrutura operacional.

A SEGA explicou finalmente porque decidiu cancelar o misterioso Super Game, revelando que o projeto exigiria recursos muito superiores ao inicialmente previsto. Em entrevista ao portal Nikkei, o presidente e COO da editora, Shuji Utsumi, explicou que a empresa acreditava possuir a tecnologia necessária para concretizar a iniciativa, mas uma análise do projeto acabou por expor dificuldades crescentes.

“Partimos da hipótese de que possuíamos a tecnologia necessária e tentámos avançar, mas, à medida que continuámos a analisar o projeto, percebemos que a escala do investimento e das operações teria de crescer enormemente para acompanhar a dimensão do serviço, e começámos a perceber os desafios envolvidos”, uma situação que levou a SEGA a concluir que avançar representaria um risco demasiado elevado. “Determinámos que assumir este desafio neste momento seria demasiado arriscado. Foi por isso que interrompemos o desenvolvimento do Super Game”, afirmou Utsumi.

Anunciado em 2021, o Super Game foi apresentado como uma iniciativa composta por um conjunto de títulos AAA que aproveitariam várias tecnologias da SEGA e procurariam ultrapassar “o formato tradicional dos videojogos”. A editora chegou a admitir um investimento de até 100 mil milhões de ienes ao longo de cinco anos.

O Super Game nunca foi demonstrado ao público.

Apesar dessas ambições, o projeto nunca chegou a ser apresentado de forma concreta, desconhecendo-se plataformas, géneros, jogabilidade, nada. Ao longo dos anos, a SEGA limitou-se a descrevê-lo através de conceitos vagos, normalmente associados a experiências online de grande dimensão e a um ecossistema que incluiria jogadores, streamers e espetadores. No fundo, uma espécie de jogo enquanto serviço e algo reminiscente de um metaverso.

E com o peso da ambição, veio o cancelamento, que foi confirmado em maio de 2026, durante a apresentação dos resultados financeiros da empresa, no contexto de uma revisão da sua estratégia para títulos com modelos de serviço contínuo.

Apesar deste percalço, a SEGA continua aparentemente com ambições em apostar em jogos enquanto serviço, com Utsumi a considerar que continua a existir uma oportunidade relevante para empresa, sobretudo na criação de novas propriedades intelectuais com alcance global. “Os jogos enquanto serviço são uma área que simplesmente não podemos ignorar. Se conseguirmos lançar globalmente e em grande escala uma propriedade intelectual criada de raiz, as recompensas serão enormes”, afirmou.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
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