Afinal, quanto custa uma bola de Berlim na praia?

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O levantamento dos preços da bola de Berlim revela uma subida face a 2025 e diferenças de até 3€ entre praias portuguesas.

Todos os anos parece que a bola de Berlim nas praias portuguesas fica cada vez mais cara, mas a ausência de um registo oficial faz com que não exista, até agora, uma série estatística regular sobre o preço da bola de Berlim na praia.

Ora, o site questiona.pt, lançado pelo famoso British Tuga, pretende preencher essa lacuna através da recolha de preços praia a praia, com base nos valores pagos pelos consumidores. A iniciativa surgiu depois de, no X, o copywriter Miguel Ferreira defender publicamente a criação de uma base de dados nacional capaz de acompanhar a evolução deste preço ao longo dos anos.

Em média, a bola de Berlim vendida na praia custa, em 2026, 2,20€, de acordo com os 171 preços recolhidos até agora junto do público. O valor representa uma subida de 10% face aos 2€ registados em 2025, embora a comparação tenha limitações: o valor deste ano resulta de uma mediana calculada a partir de envios dos leitores, enquanto o dado do ano passado foi obtido numa reportagem realizada em 14 praias.

O valor mais baixo da Bola de Berlim foi registado nas praias de Francemar, em Vila Nova de Gaia, e do Furadouro Sul, em Ovar, ambas com preços de 1,50€. O preço mais elevado, de 4,50€, foi registado na praia da Barra, em Ílhavo.

A distribuição dos preços varia significativamente entre praias. Em 89 praias foram recolhidos 171 preços, mas 43 dessas praias têm apenas um registo. Nesses casos, o valor apresentado corresponde a uma observação individual e não a uma mediana. Apenas seis praias têm cinco ou mais preços, número a partir do qual é apresentada também a metade central dos valores recolhidos.

As praias com preços medianos de 3€ ou mais são Cabedelo, na Figueira da Foz; Carvalhal e Atlântica, em Grândola; Aterro, em Matosinhos; Meia Praia Poente, em Lagos; e Tróia – Bico das Lulas, também em Grândola.

Na faixa entre 2,50 e 2,99€ encontram-se 38 praias, responsáveis por 74 preços. Entre os valores mais elevados deste grupo estão Buarcos, na Figueira da Foz, com uma mediana de 2,75€; Portinho da Arrábida, em Setúbal, com 2,63€; e Praia da Riviera, na Praia da Vitória, com 2,55€.

Na faixa entre 2 e 2,49€ estão 41 praias, com um total de 81 preços. Franquia, em Odemira, Matosinhos Sul e Santo Amaro, em Oeiras, apresentam medianas de 2,25€. A Praia Verde, em Castro Marim, tem uma mediana de 2,20€, calculada a partir de dois preços iguais.

A maioria dos preços de 2€ concentra-se em praias do Algarve, mas também há registos nesse valor noutras zonas do país. Alagoa – Altura, Armação de Pêra, Monte Gordo, Califórnia, Manta Rota, Ouro, Quarteira Central, Ancão, Cabeço, Fuseta, Ilha de Tavira, Inatel – Albufeira, Lota, Mindelo, Pescadores, Rocha Baixinha – Nascente, São Martinho do Porto, Vilamoura e várias praias com apenas uma observação apresentam esse valor.

Abaixo dos 2€ estão quatro praias. São Pedro de Maceda, em Ovar, tem um preço registado de 1,70€. Salgueiros, em Vila Nova de Gaia, apresenta uma mediana de 1,65€, com valores entre 1,50 e 1,80€. Francemar, também em Vila Nova de Gaia, e Furadouro Sul, em Ovar, têm um único preço registado de 1,50€.

A esmagadora maioria dos preços recolhidos corresponde a bolas de Berlim compradas a vendedores ambulantes. Esta categoria reúne 167 registos e apresenta uma mediana de 2,20€. Os bares ou apoios de praia representam apenas quatro preços, com uma mediana de 2,85€.

Também existem diferenças entre praias com Bandeira Azul e praias sem essa distinção. As praias com bandeira azul somam 153 preços e têm uma mediana de 2,20€. Nas praias sem Bandeira Azul foram recolhidos 18 valores, com uma mediana de 2,50€.

A lista de praias utilizada no formulário tem como base o registo nacional de águas balneares identificadas da Agência Portuguesa do Ambiente. A base inclui 755 praias do continente, dos Açores e da Madeira, correspondentes à época balnear de 2024. É também dessa listagem que vêm as indicações relativas à bandeira azul e à existência de apoio de praia.

A diferença entre praias pode estar relacionada com as condições de venda e com o número de licenças disponíveis, dado que a venda ambulante na areia exige uma licença municipal. Em algumas praias, as câmaras atribuem apenas uma licença, o que limita o número de vendedores autorizados e pode deixar o titular sem concorrência direta.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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