A viagem de carro entre Lisboa e o Algarve pode superar os 150€. Mas optar pelo autocarro ou comboio pode significar uma poupança considerável.
A evolução da oferta de transportes em Portugal alterou a dinâmica das deslocações entre a região de Lisboa e o Algarve. Se o trajeto em automóvel particular continua a implicar despesas substanciais, que facilmente superam os 100 a 150€ ao somar o combustível às portagens da Autoestrada do Sul (A2), a consolidação das operadoras privadas de autocarros e as recentes reformulações nos passes ferroviários nacionais introduziram alternativas económicas para cobrir a distância de cerca de 250 a 300 quilómetros.
No transporte rodoviário passageiro, a operação de redes de longo curso como a FlixBus veio mexer com a oferta disponível no mercado. A compra antecipada de bilhetes para ligações diretas entre Lisboa e destinos algarvios como Albufeira, Portimão ou Faro permite obter tarifas individuais a partir dos 6 aos 8€ por trajeto. Com este modelo de bilheteira dinâmica, uma viagem de ida e volta pode situar-se entre os 15 e os 20€ por passageiro. O serviço inclui comodidades a bordo, como ligação à rede sem fios e tomadas elétricas, mantendo tempos de percurso aproximados de três a quatro horas, dependendo do tráfego e do destino final.
Em alternativa, a via ferroviária passou a dispor de uma opção integrada através do Passe Ferroviário Verde, promovido pela CP – Comboios de Portugal. Por um valor fixo de 20€ válidos por 30 dias consecutivos, os residentes no país podem realizar viagens ilimitadas nos comboios Intercidades (em segunda classe), além dos serviços Regionais e InterRegionais em toda a rede nacional. Para a ligação entre a capital e a região sul, o título exige apenas a reserva antecipada do lugar no serviço Intercidades, efetuada sem custos adicionais, permitindo aos passageiros realizar o percurso integral de ida e regresso ao abrigo da mensalidade fixa.
Claro que optar por estes meios de transporte quando se viaja em família para o Algarve é complicado, devido a toda a logística e à quantidade de coisas que é preciso levar, desde malas, sombrinhas, comida… mas para quem viaja sozinho, ou no máximo em casal, é sem dúvida uma opção a ter em conta.
