Docentes passam a ser remunerados pela classificação das provas do secundário, incluindo reapreciações e exames em suporte físico.
Os professores responsáveis pela classificação dos exames finais nacionais do ensino secundário vão passar a ser remunerados pelo trabalho desenvolvido ao longo das diferentes fases de avaliação no ano letivo de 2025/2026. A medida foi formalizada através de um despacho assinado pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e abrange a primeira fase, a segunda fase e a época extraordinária.
De acordo com o diploma, os docentes classificadores recebem 1€ por cada resposta avaliada. Nos casos em que as provas são realizadas em suporte físico, como acontece nas disciplinas de Geometria Descritiva e Desenho A, o valor fixado é de 10€ por prova classificada. O despacho prevê ainda a atualização dos montantes atribuídos em situações de reapreciação e de reclamação, passando estes a ser de 12 e 18€ por prova, respetivamente.
A decisão surge num contexto marcado pela generalização da classificação eletrónica dos exames nacionais, um modelo que introduziu alterações significativas nos procedimentos de avaliação. A correção passou a ser feita por item, exigindo novos métodos de trabalho e maior adaptação por parte dos professores envolvidos.
A implementação deste sistema implicou também um aumento da mobilização de docentes para assegurar a correção das provas nas várias fases do calendário de exames. No ano letivo em causa, esse esforço inclui não apenas a primeira fase, mas também a segunda fase, cuja classificação decorre em pleno período de férias de agosto, bem como a época extraordinária, realizada em setembro, fora do calendário habitual.
