Bungie pode estar a preparar mais despedimentos com o fim do desenvolvimento de Destiny 2

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Com Destiny 2 a chegar ao fim de vida, com uma última grande atualização de conteúdos, a Bungie pode passar por uma nova reestruturação interna com o despedimento de trabalhadores, de acordo com a Bloomberg.

Jason Schreier, jornalista do portal Bloomberg, partilhou num novo artigo onde refere que a Bungie não tem atualmente novos projetos definidos para a equipa responsável por Destiny 2, para depois do encerramento do seu desenvolvimento, o que poderá resultar numa nova vaga de despedimentos nas suas equipas. De acordo com algumas fontes anónimas ouvidas pelo jornalista, a Bungie também não parece ter planos de avançar imediatamente para um Destiny 3.

Estes receios surgiram imediatamente ao anúncio do encerramento da produção ativa de Destiny 2, com o lançamento da atualização Destiny 2: Monument of Triumph, marcado para 9 de junho, fechando assim um longo ciclo de suporte, com o lançamento de conteúdos de jogo, narrativos, modos e expansões, ao longo dos últimos nove anos, desde o lançamento original de Destiny 2. Ou de 12 anos, se considerarmos o lançamento do jogo original em 2014. De acordo com a Bungie, “tornou-se claro que, depois de The Final Shape, chegámos ao momento de os nossos mundos partilhados, e Destiny, existirem para lá de Destiny 2“. Nesse anúncio, a Bungie não referia qualquer intenção de despedir trabalhadores, indicando que iria alocar pessoal na “incubação de novos jogos”, uma mensagem particularmente suspeita, que também foi descrita no verão de 2024, quando o estúdio despediu 17% do pessoal.

Atualmente, a Bungie está investida no shooter de extração Marathon, lançado em março, cujos resultados de vendas encontram-se abaixo das expectativas, o que levou à decisão de, nos últimos meses, transferir membros da equipa de Destiny 2, para o novo projeto, que o estúdio garante que irá continuar a explorar, na esperança de atrair mais jogadores.

A Bungie, cujo legado é lembrado também pelo seu trabalho na saga Halo, foi comprado pela Sony em 2022 por cerca de 3,3 mil milhões de euros e, nos anos seguintes à aquisição, já tinha passado por vagas de despedimentos que afetaram centenas de funcionários, tendo também cancelado vários projetos, incluindo Payback, um jogo no universo de Destiny que era considerado o futuro da propriedade intelectual. Sediada em Bellevue, Washington, a Bungie é um dos estúdios mais dispendiosos a operar dentro do grupo da Sony.

Destiny original gerou mais de 460 milhões de euros em receita quando lançou em 2014 com o apoio da Activision Blizzard, e tornou-se numa referência para projetos semelhantes no mercado, ao fundir o formato MMO com FPS. Destiny 2 chegou em 2017 e, após separar-se da Activision Blizzard, a Bungie optou por atualizar continuamente o jogo com novo conteúdo em vez de avançar para novos jogos. Em 2019, Destiny 2 tornou-se gratuito, com um modelo pago através de itens monetários e expansões. The Final Shape, lançada em 2024, foi a mais recente expansão, e teve uma receção bastante positiva, apesar de contar com uma população de jogadores mais reduzida.  

Face à possibilidade de haver futuros despedimentos após o fim de Destiny 2, a Bungie ainda não prestou qualquer declaração oficial sobre o assunto.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
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