Lisboa pode entrar numa nova fase da gestão do estacionamento, com menos parquímetros e mais pagamentos eletrónicos.
Os parquímetros de Lisboa podem, em breve, desaparecer do espaço público, numa mudança que a EMEL justifica com o crescimento dos pagamentos digitais, a redução do uso dos equipamentos e os custos associados à sua manutenção, diz o Público (acesso pago). Em 2025, 74% dos pagamentos de estacionamento na via pública já tinham sido feitos por via digital, num sinal claro da consolidação deste modelo.
A presença destes equipamentos na cidade começou há mais de três décadas, primeiro no centro de Lisboa e depois, de forma gradual, noutras zonas com estacionamento tarifado. Desde então, o sistema foi sofrendo ajustamentos, mas a empresa municipal considera agora que a evolução dos hábitos dos utilizadores e a expansão das soluções digitais criaram condições para avançar com uma transição mais ampla.
A EMEL está a preparar essa mudança e admite a realização de um projeto-piloto numa zona da cidade para testar a eliminação dos parquímetros. Para isso, está a desenvolver um estudo exploratório que inclui a recolha de contributos junto dos utilizadores, com o objetivo de avaliar hábitos, expectativas e grau de aceitação da medida, além de ajudar a definir a área onde a experiência será aplicada. Desde maio de 2024, a empresa já retirou 225 parquímetros de operação.
A EMEL disponibiliza o pagamento digital desde 2014 e diz que essa opção foi ganhando relevância até se tornar dominante depois da pandemia. Em 2021, a solução electrónica ainda tinha um peso inferior, mas em 2025 já representava 18 milhões de euros em receita, num total superior a 24 milhões de euros cobrados em tarifas.
A rede atual inclui 3186 parquímetros, cuja gestão implica manutenção preventiva e corretiva, recolha de numerário, tratamento das moedas e monitorização contínua do funcionamento.
Os custos também pesam na decisão. Desde 2020, a EMEL registou 3400 atos de vandalismo contra parquímetros, além de avarias que continuam a exigir intervenção técnica frequente.
E para além de andar a retirar equipamentos, a EMEL tem estado a modernizar outros com soluções como o MB Way, disponível em 38% das máquinas.
