Nova chefia da Xbox considera o Xbox Game Pass “muito caro para os jogadores”

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O atual valor do Xbox Game Pass poderá alterar em breve, com novas formas de acesso ao catálogo.

Numa mensagem interna nos canais de comunicação da Microsoft, a nova chefe da Xbox admitiu que o “Game Pass tornou-se muito caro para os jogadores” e que precisa de “uma melhor equação de valor”. A mensagem foi obtida pelo The Verge e vai de encontro às informações obtidas por Jez Corden, que recentemente afirmou que a série Call of Duty poderá deixar de ter lançamentos diretos na popular subscrição.

Esta alteração de visão surge após a mudança de liderança do departamento de jogos da Xbox, agora a cargo de Asha Sharma, que chegou com vontade de alterar algumas das decisões mais contestadas e ambiciosas da direção anterior de Phil Spencer e Sarah Bond, que ficou marcada pela aquisição de da Bethesda e da Activision Blizzard, pela estratégia de impulsionar o Cloud Gaming em detrimento do hardware da Xbox Series X|S e, recentemente, pela edição de jogos numa vertente multiplataforma.

De acordo com a mensagem obtida pelo The Verge, Sharma explica que o “Game Pass é central ao valor dos jogos na Xbox” e que também “é claro que este modelo atual não é o final”. Sharma reforça esta ideia de evolução com modalidades novas ou uma alteração para breve, “a curto prazo, o Game Pass tornou-se muito caro para os jogadores, por isso precisamos de uma melhor equação de valor. A longo prazo, iremos evoluir o Game Pass para se tornar num sistema mais flexível, o que vai demorar tempo a testar e a tirar lições.

A nova mensagem de Sharma reflete a ótica publica deixada em particular pelos aumentos de preço do serviço em outubro de 2025, com uma reestruturação gigante, que tornou a nomenclatura das modalidades confusas, assim como a leitura dos seus catálogos e benefícios, incentivando ao acesso à modalidade mais cara do serviços, de 26,99€, que inclui os desejados lançamentos de Dia 1, mas atrelados de benefícios descartáveis para a maioria dos utilizadores, como a integração de outros catálogos de terceiros (EA Play e Ubisoft+ Classics) e do Fortnite Crew, que poderiam ser, simplesmente, opcionais.

Fica assim claro, que a nova chefia não está satisfeita com a oferta que está a dar aos jogadores, muito provavelmente por uma questão de imagem publica que se acaba por traduzir também numa resistência à adoção da própria marca e dos seus serviços.

Quando surgiu, o Game Pass era visto pela comunidade como um dos serviços de melhor valor, com preços muito acessíveis, na casa dos 10€, e com promoções fantásticas que começavam com 1€ por mês. Obviamente que a oferta era na altura mais modesta, mas já se fazia valer por lançamentos de Dia 1, como incentivo para os jogadores tanto da Xbox como do PC.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
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