Portugal vai passar a integrar a rede internacional de cibersegurança da Vodafone com um novo centro em Lisboa dedicado à deteção e resposta a ameaças digitais.
A Vodafone escolheu Portugal para instalar um novo centro global dedicado à cibersegurança, que ficará localizado em Lisboa e terá como função reforçar a proteção das operações, redes, sistemas e clientes do grupo à escala internacional.
Designado Global Cyber Centre – Lisbon (GCC), este novo polo integra a estratégia da empresa para aumentar a capacidade de antecipação, deteção e resposta a ameaças digitais, num contexto em que os riscos cibernéticos se tornam mais frequentes e sofisticados. A operação portuguesa passa assim a integrar uma rede internacional que já inclui estruturas semelhantes no Reino Unido, Alemanha, Roménia e Índia.
Numa fase inicial, o GCC deverá contar com cerca de 40 especialistas, estando o processo de recrutamento em curso e previsto prolongar-se até ao final do ano. As vagas destinam-se a profissionais com experiência em áreas como cibersegurança, engenharia, tecnologias emergentes e transformação digital, incluindo também oportunidades de mobilidade interna e requalificação dentro do grupo.
As equipas ficarão baseadas na sede da Vodafone Portugal, em Lisboa, e trabalharão em articulação com outras unidades internacionais, integrando uma organização global dedicada à segurança digital. O centro concentrará competências que vão desde a definição de estratégias e arquiteturas de segurança até à prevenção, deteção e resposta a incidentes, com uma abordagem integrada à proteção dos sistemas do grupo.
Entre as áreas de intervenção estão o desenvolvimento seguro de soluções – tanto internas como de parceiros -, a gestão de risco, a proteção de infraestruturas críticas e a monitorização contínua de ameaças. O centro terá ainda um papel no reforço das capacidades de resposta a incidentes e na operação de sistemas de cibersegurança.
Outro dos eixos de atuação passa pela análise de tecnologias emergentes, incluindo soluções baseadas em inteligência artificial, bem como o acompanhamento de novas áreas de risco, como a segurança em contexto de computação quântica. O objetivo é preparar a organização para cenários futuros, tanto ao nível das ameaças como das ferramentas de defesa.
Além das funções operacionais, o GCC deverá também envolver-se em atividades de demonstração tecnológica, colaboração com diferentes áreas internas da Vodafone e interação com clientes, numa lógica de partilha de conhecimento e desenvolvimento contínuo.
