Vício do jogo online – Um problema grave na sociedade

Há anos que os portugueses têm a possibilidade de jogar online, sempre aliciados com fortunas que todos almejam ganhar. Deparam-se com “verdadeiros testemunhos” e “provas” de outras pessoas que ganharam milhares de euros e vêem isso quase como um objetivo de vida.

Podemos dizer que é atrativo, que é desafiante, que existe adrenalina e uma esperança enorme em ganhar. O problema, e todos tendem a esquecer-se disto, é que as apostas foram feitas para alguém depositar e apostar o seu dinheiro e, consequentemente, perder. É este o objetivo dos diversos sites que existem pela Internet: lucrar com os seus clientes.

Aliás, não é por nada que apenas uma ínfima parte dos jogadores que aposta online consegue realmente tirar algum proveito disso. Mas aí há disciplina e muito, muito estudo de equipas. No final de tudo, quase parece matemática, pois pensamos em várias possibilidades e a probabilidade de determinado acontecimento concretizar-se.

Neste caso, para ajudar os jogadores, existem sites como o ApostasEsportivas24.net, que tem avaliações de várias casas e apostas, dicas e prognósticos para que tentemos tirar o máximo partido deste mundo, além de ofertas de bónus para providenciar as melhores oportunidades aos jogadores.

Mas apesar das ajudas existentes, a grande maioria dos jogadores não estuda o mercado, sequer. Baseiam as suas decisões apenas em palpites, no facto de conhecerem, ou não, determinadas equipas, e no momento que atravessam, por exemplo. Esquecem-se, porém, que os jogos são imprevisíveis e que tudo pode mudar de um momento para o outro. E é quando as coisas correm mal e o dinheiro começa a escassear que os jogadores tendem a investir dinheiro que não têm, pedindo emprestado a familiares ou amigos, mas sem nunca revelarem as suas reais intenções.

Não existe um controlo propriamente dito. Quando alguém se embrenha a sério no mundo do jogo online, tende, também, a isolar-se e a afastar-se socialmente do resto do mundo. É um risco grande, apostar online. É fácil, barato, cómodo e seguro, o que facilita logo a adesão.

Tudo começa quando colocamos no nosso browser o endereço da casa de apostas. Assim que abre, é-nos logo apresentado uma série de possibilidades de aposta, além de bónus de depósito, isto é, é oferecido um determinado valor consoante o nosso depósito inicial.

Vício do jogo online

Mas o pior chega com a nossa primeira aposta. É quando apostamos os primeiros euros que começamos logo a sonhar que vamos rechear a nossa conta bancária. Porém, na realidade, a grande maioria começa logo por perder. E perdemos e perdemos até deixarmos a nossa conta a zeros.

Existem ainda situações que nos oferecem uma primeira aposta grátis, ou seja, caso percamos, esse dinheiro é-nos restituído. É como se essa experiência negativa fosse aligeirada.

No entanto, quando isto acontece, existe algo a ter em mente: rollover. O rollover não é mais do que uma estratégia das casas de apostas para que, no final, o apostador acabe por perder todo o valor que conseguiu, uma vez que, na maioria dos casos, as condições requeridas para que se possa levantar o nosso dinheiro são extremamente complicadas, levando a que, no final de tudo, e com várias apostas concretizadas, fiquemos novamente a zeros.

Embora o mundo das apostas online tenha sofrido um resvés quando os sites foram impedidos de atuar em Portugal até que fosse legalizada a exploração e a prática destes jogos, sempre existiram formas de contornar estes percalços. No entanto, em maio de 2016, foi emitida a primeira licença em Portugal, com mais casas de apostas a seguirem-se. E a partir daí tudo ficou mais simplificado.

No ano passado, o primeiro Relatório Atividade do Jogo Online em Portugal revelava que, num universo de meio milhão de registados nos sites de jogos online, mais de 13 mil pediram para ser impedidos de jogar, numa média de cerca de mil jogadores por mês, de forma a fugir a um vício. Razões? Os jovens tendem a ser imaturos e impulsivos.

No relatório publicado o ano passado, os jovens com idades entre os 18 e os 24 anos representavam quase 30% dos apostadores. Em 2016, segundo o mesmo relatório, foram apoiadas 135 apostadores viciados no jogo online nos 15 Centros de Respostas Integradas, que funcionam junto das Administrações Regionais de Saúde.

Qual é o problema? Apesar de legalizado, nem os sites de apostas nem os casinos online têm uma componente do jogo responsável. As pessoas têm de ser informadas sobre os riscos que existem e têm que ter em conta as formas saudáveis em jogar.


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