Whoosh. Novas trotinetes elétricas partilhadas já circulam em Lisboa

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Mais propriamente, cerca de 2.000 e-scooters.

Tal como já referimos várias vezes, a cidade de Lisboa foi, antes da pandemia, consumida por diversas marcas de trotinetes elétricas. Chegou-se a um ponto em que existiam mais de 10 marcas diferentes na capital portuguesa.

Isto, naturalmente, fez com que diversas empresas abandonassem este nicho de mercado. E depois veio a pandemia, o que fez com a que febre acalmasse. Mas como a pandemia já lá vai – ou parece – e o turismo já está praticamente ao nível de 2019, os serviços voltam a surgir.

Tudo isto para dizer que, em Lisboa, estão agora disponíveis trotinetes partilhadas de uma nova marca: Whoosh. E traz algumas novidades que vão deixar os munícipes mais descansados, ainda que, para os utilizadores, os possa obrigar a percorrer distâncias maiores.

Ao contrário da concorrência – o que faz com que, na cidade, se vejam trotinetes espalhadas aqui e ali -, a Whoosh somente permite que se termine viagem se os utilizadores deixarem a trotinete estacionada num dos parques de estacionamento virtuais que surgem na app. Estes parques de estacionamento estarão localizados a curta distância uns dos outros e cobrem, desde Alfragide e Parque das Nações, por exemplo, até ao centro da cidade, seja Arroios ou Príncipe Real. Esses parques de estacionamento virtuais estão marcados na aplicação com o sinal “P” e encontram-se em zonas onde não interferem com o movimento de peões e carros.

No que toca à velocidade máxima, está limitada a 25 km/h, tal como as da concorrência, e, antes de uma primeira deslocação, os condutores terão de assistir a uma mini formação sobre as regras de condução, onde serão explicadas as melhores práticas de utilização de uma e-scooter em ambiente urbano. Além disso, em zonas pedestres ou com muita afluência, como a Placa Central do Marquês de Pombal, Praça dos Restauradores ou Jardim da Estrela, a velocidade será automaticamente reduzida para 20 km/h. E, ao entrarem em zonas proibidas, o dispositivo emitirá um sinal sonoro e a mesma irá parar. Todas as zonas estão marcadas na aplicação.

De resto, a Whoosh até pratica dos preços mais baratos por minuto – 0,15€ por minuto, ainda que este valor dependa a procura, do número de scooters disponíveis, do seu nível de bateria, entre outros parâmetros – mas tem como ponto negativo a taxa de desbloqueio de 0,50€, algo que marcas como a Bolt já descartaram. Ainda assim, os valores por minuto da Whoosh são mais interessantes que os praticados pela Bird, por exemplo, que é bastante mais cara: 1€ taxa de desbloqueio e 0,23€ por minuto.

De resto, a equipa da Whoosh refere que, se usam trotinete regularmente nos vossos dias, o melhor será optarem pela subscrição semanal, cujo valor é de 1,49€, ou pela subscrição mensal, que é de 3,99€. O que é que inclui? Isenção da taxa de desbloqueio, reservar uma trotinete com o dobro do tempo (20 minutos) e mudar de trotinete sem custos adicionais. Além disso, os novos utilizadores poderão experimentar gratuitamente o formato de subscrição entre sete e trinta dias.

Há ainda um código de desconto, LETSRIDE, que podem colocar na opção “Códigos promocionais” no menu. O que é que este código faz ao certo? Não sabemos, pois mesmo a app não indica qual é o desconto ao certo ou como funciona.

A marca conta com uma equipa operacional muito experiente, que irá assegurar que as scooters estejam sempre com bateria no seu máximo, em boas condições e localizadas em locais específicos: é responsabilidade dos membros da equipa alinharem e distribuírem as scooters de forma uniforme, para que estejam sempre disponíveis e na quantidade certa. Serão introduzidas zonas proibidas para as viagens em locais como não destinados a e-scooters, ou seja, não será possível andar de trotinete na Rua Augusta, por exemplo.

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