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Terras sem Sombra leva-te a ouvir, sentir e descobrir o Alentejo

Surgiu em 2003 com vontade de quebrar o círculo de suspeição no Alentejo face a concertos em igrejas, criando uma programação musical coerente sob o formato de uma temporada. A partir daí, igrejas restauradas/recuperadas pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja ganharam outra vida, mas também se pensou em levar o evento e respetivos concertos a localidades diferentes.

Entre as edições do Terras sem Sombra, organizado pela associação Pedra Angular – Associação dos Amigos do Património da Diocese de Beja, foram percorridas 15 localidades espalhadas por 12 concelhos, sempre com o objetivo de valorizar os recursos naturais e sensibilizar as comunidades locais para salvaguardarem os seus espaços. Afinal, é um festival que persegue os princípios da inclusão social e da sustentabilidade e que pretende revelar o que há de mais fascinante nos municípios.

Para 2018, 14ª edição do festival, o Terras sem Sombra, a decorrer de 17 de fevereiro a 8 de julho em vários fins-de-semana, tem como mote “Aproximando o Distante: Tradição e Vanguarda na Música Europeia (Séculos XVI-XXI)“, cuja programação presta atenção ao facto de se comemorar, em 2018, o Ano Internacional do Património Cultural, efeméride a cujo programa oficial o Terras sem Sombra se associa.

Cada fim-de-semana de programação do festival irá caracterizar-se por explorar no concelho os três pilares (integração da música, património e biodiversidade) em que assenta este evento. Portanto, nas tardes de sábado, o Terras sem Sombra abre as portas, em exclusivo, de espaços habitualmente fechados ao público através de uma visita guiada por conhecedores ao património edificado; os concertos realizam-se também aos sábados, mas de noite, em igrejas e outros monumentos que sobressaem pelo valor patrimonial e condições acústicas e, finalmente, nas manhãs de domingo, o festival promove ações-piloto de salvaguarda da biodiversidade.

Este ano, é a Hungria a assumir o papel de protagonista, tendo investido 20.000 euros no certame. Esse papel alarga-se aos outros países do Grupo de Visegrád, formado pela Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia. Neste ano, países como Espanha e Estados Unidos da América também foram convidados a contribuir.

Pela primeira vez, o número de concertos vai aumentar para dez no total, com a incorporação de novos concelhos, como Barrancos ou Elvas, e o regresso a outros, como Mértola e Vidigueira. Ou seja, o evento, que habitualmente tende a limitar-se ao Baixo Alentejo, alarga-se, este ano, ao Alto Alentejo.

Para este ano, os municípios visitados são Vidigueira, Sines, Santiago do Cacém, Ferreira do Alentejo, Odemira, Serpa, Mértola, Barrancos, Elvas e Beja.

Terras sem Sombra

Nesta edição, ganham relevo as temáticas de valorização do património e da salvaguarda da biodiversidade, com uma programação que abre as portas de quintas, conventos, moinhos, adegas e herdades, entre outros, propondo um novo olhar e oferecendo uma perspectiva inovadora do território. O objetivo é chamar a atenção da opinião pública para as fragilidades e oportunidades do Baixo-Alentejo.

No que toca à programação da música, dirigida artisticamente pelo crítico Juan Ángel Vela del Campo, conta com cinco concertos “centro-europeus” que são complementares, de onde destacamos as atuações de Vena Piano Trio, Artur Pizarro e Ludovice Ensemble. Também de destacar é o concerto da jovem pianista americana Pauline Yang que, aos 11 anos, já deu um recital no Carnegie Hall, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Os concertos e demais atividades são de acesso livre. O festival terá início a 17 de fevereiro na igreja de S. Cucufate, em Vila de Frades, no concelho da Vidigueira, tendo como concerto inaugural um espetáculo de música sacra protagonizado pelo coro de câmara húngaro Vaszy Viktor, dirigido pelo maestro Sándor Gyüdi, que irá interpretar peças de compositores do século XIX ao atual.


 

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