Entre analisar a qualidade do sono, acompanhar a frequência cardíaca ou corrigir a postura, nunca foi tão fácil vigiar a saúde e o bem-estar, de forma personalizada e praticamente autónoma. Na verdade, existe um interesse crescente pela compreensão do corpo e esta tendência não surge por acaso. Numa indústria cada vez mais dedicada à prevenção, o mercado mundial do bem-estar tem registado uma evolução expressiva. De acordo com o Global Wellness Institute, este atingiu os 6.8 mil milhões de dólares em 2024, estimando-se que alcance os 9.8 biliões em 2029.
Com este crescimento, multiplicam-se as soluções tecnológicas direcionadas para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Desde garrafas de água inteligentes, que enviam lembretes para manter uma hidratação adequada, até máscaras com terapia de luz vermelha, as opções são cada vez mais diversificadas. Mas sabiam que existem dispositivos que se destacam pela sua discrição? Quase invisíveis no dia a dia, estão a transformar a forma como cuidamos da saúde. Continuem a ler e descubram cinco equipamentos que merecem a vossa atenção.
Acessórios digitais
A estética já não é o único motivo para usar acessórios. Os relógios, as pulseiras e até os anéis foram repensados para unirem beleza a utilidade e, agora, podem encontrar opções completamente voltadas para o autocuidado.
Conhecidos como wearables (dispositivos vestíveis), disponibilizam as principais métricas de saúde do utilizador diretamente no equipamento ou através da aplicação móvel. Entre os equipamentos mais recentes estão os anéis inteligentes que, com um design simples e discreto, oferecem uma vasta gama de informações sobre o corpo e hábitos do utilizador. O sono é uma das suas principais métricas. Depois de uma noite de descanso, atribuem uma pontuação geral, além de detetarem as suas fases e até a saturação de oxigénio no sangue. Adicionalmente, disponibilizam informação sobre o stress, atividade física, idade cardiovascular e alguns aspetos da saúde da mulher.
Já para o universo fitness, as pulseiras e os smartwatches são opções populares. Dependendo dos modelos, estes medem o esforço e a recuperação, conseguindo fornecer informação como a frequência cardíaca e respiratória, número de passos, tempo de atividade e métricas de treino para diversas modalidades desportivas.
Aparelhos auditivos
Para quem tem dificuldades em ouvir, os aparelhos auditivos tornaram-se equipamentos cada vez mais sofisticados, oferecendo não só uma experiência auditiva de qualidade, como modelos cada vez mais pequenos, praticamente impercetíveis quando utilizados.
Aqui a tecnologia tem assumido um papel cada vez mais importante. Diversos aparelhos já incorporam Inteligência Artificial, conseguindo adaptar-se a ambientes ruidosos e focando-se automaticamente nas vozes que o utilizador pretende ouvir.
Além disso, a sua conectividade também tem evoluído significativamente. Atualmente, já existem aparelhos compatíveis com a tecnologia Auracast, que permite receber diferentes transmissões de áudio, incluindo emissões públicas, no dispositivo. Na prática, isto permite ouvir informações em museus ou até acompanhar concertos, recebendo o som com mais clareza e naturalidade. Cientes destas necessidades, a adoção desta tecnologia tem vindo a crescer em diferentes espaços e eventos. É o caso do aeroporto de Frankfurt, o primeiro do mundo a testá-la para transmitir anúncios diretamente nos dispositivos auditivos dos passageiros.
Biossensores adesivos
À primeira vista, estes adesivos parecem simples, mas estão a transformar a monitorização da saúde em contexto clínico. Funcionando como dispositivos de acompanhamento contínuo de sinais vitais, os biossensores são aplicados diretamente na pele para recolher e enviar dados instantaneamente. Aqui não há fios ligados ao corpo e, por isso, são uma alternativa mais confortável face a alguns equipamentos tradicionais.
Consoante o dispositivo, podem analisar indicadores como a frequência cardíaca, a respiração e a temperatura. Além disso, alguns equipamentos podem mesmo registar a postura corporal e detetar possíveis quedas.
Roupa inteligente
Além dos acessórios, as peças de vestuário inteligentes também estão a conquistar o seu espaço no mercado, existindo uma grande variedade de formatos que respondem a diferentes necessidades de saúde.
Desde leggings de ioga com sensores capazes de assinalar correções na posição do corpo até camisolas que recolhem os dados biométricos dos atletas em tempo real, as aplicações desportivas continuam a ser um dos principais focos no desenvolvimento destas peças.
Contudo, este tipo de tecnologia também está a ser utilizado para melhorar a qualidade de vida de quem tem diferentes condições de saúde. É o caso das meias criadas para pessoas com diabetes, que ajudam a reduzir a dor e a melhorar a sensação ao caminhar. Existem ainda modelos desenvolvidos para pessoas com demência. Neste caso, as meias disponibilizam informações importantes para o acompanhamento diário do doente, registando a frequência cardíaca e episódios de agitação ou de nervosismo.
Corretores de postura
Trabalhar no computador ou usar saltos altos durante longos períodos são apenas alguns dos hábitos que podem prejudicar a postura corporal. Para ajudar a corrigir os efeitos destes comportamentos, surgiram os corretores de postura.
Para isso, existem coletes que detetam as posições do corpo, emitindo vibrações para o utilizador ajustar a postura. Embora sejam soluções eficazes, já existem opções mais discretas. É o caso de pequenos dispositivos que se colam na parte superior das costas ou que podem ser utilizados através de um colar. Além de usarem vibrações de alerta, também permitem consultar diariamente a evolução postural.
