A Tarta de Queso Vasca é a primeira sobremesa da Street e vai permanecer no menu, com receita e produção totalmente internas.
Foi a 25 de agosto que a Street, conhecida marca dedicada aos smash burgers, anunciou uma novidade no seu menu. E não é uma qualquer: trata-se da Tarta de Queso Vasca, aquela que é a primeira sobremesa da empresa.
A sobremesa, disponível por 4,50€, assenta numa base de bolacha crocante e apresenta um acabamento caramelizado na superfície. No interior, a sobremesa tem uma textura descrita como cremosa, densa e aveludada, resultante da combinação de ovos, natas e uma seleção de queijos.
Ao Echo Boomer, os responsáveis Carlos Anton Conde e Beatriz Santiullana Martinez, ambos espanhóis, referiram que a decisão não nasceu de uma tendência de mercado nem de uma pressão comercial para “ter sobremesa”, mas de uma convicção pessoal de que o cheesecake, tal como o entendem e apreciam, merecia integrar a experiência da marca.
Da ideia à receita final
A lógica por trás de qualquer novidade no Street parte de um princípio simples: só vai para o menu aquilo que os responsáveis gostariam genuinamente de comer. O cheesecake, neste caso, é uma sobremesa que consomem “desde sempre” e que sempre quiseram ver representada no final da refeição, mas sem cair no erro de introduzir um doce sem critério.
Antes de chegar aos restaurantes, cada produto passa por meses de investigação e desenvolvimento, com testes e ajustes sucessivos. Com a tarta de queijo não foi exceção: havia uma ideia clara do resultado pretendido, mas a concretização exigiu um período prolongado de experimentação até se considerar o produto final pronto.
A receita não é uma adaptação de um modelo pré-existente com um “twist” cosmético, isto é, trata-se de uma receita original da Street, com base numa leitura muito específica do que deve ser um cheesecake de qualidade. Os critérios eram precisos: que o sabor do queijo se destacasse, que o interior fosse muito cremoso, que a doçura fosse equilibrada e que a superfície apresentasse aquele tostado característico.
Para lá da intenção, houve um trabalho técnico extenso: teste de diferentes queijos, ajuste de proporções, afinação de texturas e calibração dos processos de cozedura. O objetivo era que o produto final, embora aparentemente simples – tal como os hambúrgueres da casa -, escondesse um processo robusto de desenvolvimento que garantisse que essa simplicidade fosse, de facto, bem executada.
A tarta é produzida internamente, na cozinha central da marca, que abastece todos os restaurantes. Esta opção permite controlo total sobre a receita, os ingredientes e o processo produtivo, assegurando que a qualidade, o sabor e a textura sejam consistentes em todas as localizações.
Por que uma Tarta de Queso Vasca e não outra sobremesa?

Para os responsáveis, a escolha não foi feita em função do que a concorrência faz ou do que está em voga. Cookies, por exemplo, estão omnipresentes no mercado, mas a marca afirma não orientar as suas decisões de produto por tendências ou pelo catálogo da concorrência. A aposta na Tarta de Queso Vasca decorre do perfil dos fundadores, da sua familiaridade com este estilo de cheesecake muito cremoso e da convicção de que se tratava da opção mais natural e autêntica para eles quando decidiram introduzir um doce.
A intenção é que a sobremesa seja uma adição permanente ao menu, não um produto sazonal ou temporário. Trata-se da primeira sobremesa de sempre do Street, o que a marca encara como um passo importante.
Quanto a futuras sobremesas, a postura é cautelosa: há sempre ideias em desenvolvimento e teste, doces e salgadas, mas o critério de lançamento mantém-se rígido – só entra no menu o que, após meses de testes, for considerado digno de lá estar. Não há interesse em alargar o menu rapidamente, uma vez que a prioridade é manter o foco e garantir que cada item seja algo de que a equipa se orgulhe. Por agora, a Tarta de Queso Vasca é o centro da estratégia no segmento doce, mas a marca deixa a porta aberta para continuar a explorar essa vertente no futuro.
As reações iniciais também têm sido muito positivas, com os clientes a destacarem a cremosidade e o sabor do queijo, dois aspetos em que a equipa diz ter colocado especial ênfase durante o desenvolvimento.
