Ryanair vai fechar base de Faro

por Echo Boomer

E tal deve-se a várias coisas: Brexit, aumento do preço dos combustíveis e atrasos na entrega dos 30 aviões Boeing 737 MAX encomendados. Tendo isto em conta, a Ryanair optou por anunciar o encerramento da base de Faro, algo que deverá acontecer em janeiro de 2020. Cerca de 100 trabalhadores estão em risco de perder o seu emprego.

Claro, isto não quer dizer que a companhia aérea irlandesa vai deixar de operar em Faro. Os voos vão continuar a acontecer. No entanto, Elidérico Viegas, presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), referiu à Agência Lusa que o fluxo de voos deverá, eventualmente, diminuir.

“Vimos isto com preocupação, caso a notícia se venha a confirmar. O fim da base da Ryanair em Faro significa que, mais tarde ou mais cedo, apesar de a companhia continuar a afirmar que isso não afetará o número de voos [para Faro], na nossa perspetiva é óbvio que o número de voos , mais tarde ou mais cedo, será menor”, afirmou o dirigente.

“É preciso dizer que a Ryanair é maior companhia aérea a operar para Faro, tem um share de quase 30% do total e não é uma companhia qualquer. É uma companhia muito importante, digamos decisiva, determinante e estratégica, porque é o maior fornecedor de passageiros ao aeroporto e de turistas ao Algarve”, desabafou Elidérico à Lusa, consciente dos eventuais problemas que possam vir a surgir no futuro.



No que toca aos trabalhadores, é bem possível que nem todos mantenham o seu emprego. Em declarações à TSF, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) referiu que a Ryanair pretende manter os seus funcionários, com a hipótese de recolocação tentar noutras bases. No entanto, há sempre o pior dos cenários: um despedimento coletivo.

Para já, as bases da Ryanair de Lisboa, Porto e Açores não estão em causa. Recorde-se que, entre os dias 21 e 25 de agosto, os tripulantes de cabina da Ryanair vão estar em greve. Exigem o pagamento dos subsídios de férias e de Natal, a não atribuição de 22 dias úteis de férias por ano, o não cumprimento integral da lei da parentalidade portuguesa ou a não integração do quadro de efetivos de todos os tripulantes de cabine com mais de dois anos de serviço sem perda de retribuição ou antiguidade.

Esta greve deverá afetar milhares de passageiros.

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