Restaurante Estação Menina Bonita. É como se fosse uma estação de comboios tecnológica que nos leva numa viagem (de sabores)

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Aqui, a Internet é fundamental. Com robôs que servem às meses, casas de banho inteligentes, cascatas luminosas, jogos de luzes, música ao vivo e ótimos pratos, o restaurante Estação Menina Bonita vai, sem dúvida, dar muito que falar.

O que fazer a um armazém abandonado no número 306 da Avenida Infante Dom Henrique, em Lisboa, cheio de contentores com cocó de pombo? Criar uma discoteca? Uma fábrica? Uma discoteca? Nada disso. A ideia de Manoel Junior, empreendedor e CEO de empresas como a Pixelvision Robotics e Traver Trabalhos Verticais, foi precisamente a de criar um restaurante… muito diferente de outros que encontram por aí. O nome? Restaurante Menina Bonita, que tem toda uma história. Uma história de amor.

Essa bonita história começou na juventude de Manoel e Ana, que as circunstâncias da vida viriam interromper antes da idade adulta. Seguiram rumos opostos, casaram e construíram as suas próprias famílias, sem nunca se esquecerem um do outro, até o amor levar a melhor e os juntar de novo. No final de contas, o restaurante é o “filho” da relação de Manoel com a sua “Menina Bonita”, que passou por uma longa viagem até chegar ao destino final.

O caminho, porém, não foi fácil. Manoel necessitava de um investimento para concretizar a sua ideia, mas o Turismo de Portugal não conseguia apoiar na zona de Lisboa, a não ser que fosse criado algo “excecional e extraordinário”. A verdade é que a candidatura de Manoel acabou por ser a única aceite, e tudo começou a ser feito ainda na pandemia – “não parei um único dia”, disse o responsável num almoço de imprensa no qual o Echo Boomer esteve presente. O investimento? Um milhão e meio de euros.

As coisas demoraram, é certo, e alguns atrasos por parte da Câmara Municipal de Lisboa fizeram com que a inauguração somente tivesse acontecido em outubro, e não na altura do verão, como estava previsto. Mas o Estação Menina Bonita já está a funcionar a todo o vapor, e preparem-se, pois a viagem promete ser inesquecível.

A experiência começa assim que passam pela entrada. Reparam logo num mural repleto de fotografias de paisagens, comboios e estações ferroviárias, como que a dar início à viagem. Depois, e isto é algo que não se vê todos os dias, um robô leva-vos à vossa mesa – e que até faz “pisca” com as luzes traseiras quando quer mudar de direção. A tecnologia é um dos pontos fortes do Restaurante Estação Bonita, daquelas coisas que deu o selo de “fora de série”, e é por isso que, aqui, a Internet tem um papel fundamental.

Mas antes sequer de chegarem à mesa, podem aproveitar para explorar este artigo armazém agora transformado em restaurante, que é realmente gigantesco. Contam-se 300 lugares sentados, havendo uma zona mais “recatada” e com mesas mais pequenas, ideais para jantares a dois; um enorme bar situado ao meio do restaurante (e que nos fez logo pensar que este armazém daria uma bela discoteca); um gigante videowall (por acaso estava desligado, mas é maior que muitas salas de apartamentos); um espaço para mesa de DJs, um cantinho onde todos os dias está uma banda a atuar ao vivo; uma parede com quatro televisões e que mostram diversos cenários; e não nos podemos esquecer da plataforma elevatória com 3 metros de diâmetro situada na zona do bar, onde, por diversas vezes, um dos músicos das banda terá oportunidade de brilhar a solo. Tudo isto conjugado com um jogo de luzes (kinetic balls) no teto, que podem (ou não) estar sincronizados; além de uma “cascata” de água luminosa (chamada Fonte dos Desejos) controlada por computador, em que água vai caindo e assumindo formas e símbolos, como estrelas e corações. Mas calma que há mais, até porque também as casas de banho são inteligentes.

Existem vários sensores assim que se dirigem a um dos compartimentos no WC. As sanitas têm sensores, o que faz com que, por exemplo, e assim que se aproximem, a tampa abra automaticamente. Se colocarem o vosso pé do lado do sensor, o assento abre-se automaticamente. E quando se tiverem aliviado, basta colocarem novamente o pé do lado do sensor para que o autoclismo seja acionado e a tampa e o assento voltem à posição original.

Caso se sentem, existe ainda um botão que permite lavar o rabinho e outro botão para as partes íntimas das senhoras. E fiquem descansados: as sanitas têm espuma para garantir que não fica nenhum cheiro mais incomodativo no ar.

No Restaurante Menina Bonita existe ainda uma sala, a qual podem reservar por uma tarifa fixa de 100€. Podem ali juntar um grupo de amigos e fazer com que ninguém se aperceba da vossa existência. Como? Tudo porque o restaurante está munido de vidro fosco, o que faz com que seja possível negar a visão do interior da sala a quem está fora dela. Basta pedir a um dos funcionários e, com recurso a um botão, os vidros escurecem, quase como se, do nada, tivessem colocado cortinas. É um efeito giríssimo.

Mas voltemos ao robôs, parte também integrante desta experiência. Existem 10 ao todo (seis Bella Bots, três Holla bots e um Ketty Bot), cada um com a sua função. O Ketty Bbot, por exemplo, é o responsável por conduzir os clientes até às mesas. Já os Bellabots encarregam-se de levar os pratos e as bebidas preparadas pela cozinha e pelo bar às mesas, ao passo que os Hollabots transportam os pratos e talheres limpos à mesa e os pratos usados de volta para a cozinha. Como é óbvio, não se tratam de robôs humanoides, ou seja, é sempre necessário o auxílio humano. E não, nenhum posto de trabalho ficou em risco. A ideia é mesmo facilitar o trabalho dos funcionários, recorrendo a um software. Basta pedir ao robô que vá até uma mesa com os pratos para que um funcionário depois os distribua pelos clientes. Se quiserem, os clientes também podem tirar os pratos dos tabuleiros dos robôs. O mesmo serve para a recolha dos pratos.

E finalmente, o menu. Confessamos que, no meio de tanta parafernália, tínhamos algum receio que a comida não correspondesse às expectativas. Felizmente, estávamos (bem) enganados. A carta criada pelo chef Lyon Frutuoso (e com Márcio Rodrigues como consultor) condiz com o objetivo do conceito, que é levar-nos numa experiência sensorial, neste caso por 15 países diferentes, de todos os continentes.

No nosso almoço, começámos com três tipos de pães a casarem na perfeição com as três manteigas (fumada, ervas e picante) servidas. Seguidamente vários pratos, entre os quais o Cebiche de Bacalao (cubos de bacalhau dessalgado, marinado em puro azeite extra virgem, sumo de lima, malagueta, nori levemente apimentado, grânulos de alho, paprica, cebola roxa, coentro e pimentos) como entrada, e o Camarão Colonial (camarão confitado em azeite extra virgem, manteiga e alho, pousado em creme de batata doce com crispy de cebola, acompanhado de fatias de pêssego), Spaguetti Nero Gamberoni (reduzido em caldo confecionado com as cabeças dos camarões, camarões confitados em manteiga, alho, conhaque e azeite extra virgem), Filetto Piemontese (filet mignon selado à francesa, acompanhado por um surpreendente risotto de Piemonte, reduzido em grana padano), Cuscuz Magrebe (sêmola de trigo, tomate seco, spaguetti de cenoura, amêndoas, passas, sumo de lima e especiarias) e Risotto Lombardo (Arroz arbório, funghi boletus, escalope de lombo, molho gorgonzola, grana padano e especiarias) como pratos principais. Na mesa, as opiniões dividiram-se: enquanto uns escolheram o Camarão Colonial (ideia de Manoel Junior para a carta) como o melhor prato servido, outros (como foi o caso do Echo Boomer) brandaram aos céus o fabuloso Risotto Lombardo. Há também que destacar o risotto de Piemonte a acompanhar o Filetto Piemontese, que os fãs de queijo vão adorar. E os vegetarianos ficarão bem servidos com o Cuscuz Magrebe, que gostámos mais do que estávamos à espera.

Para acompanhar a refeição, há toda uma seleção de cocktails e vinhos internacionais, mas o que promete mesmo fazer sucesso são as sangrias… perdão, poções mágicas. Há quatro ao todo (Lust, Sonas, Dragoste e Anbisyon), de dois litros cada, e que trazem gelo seco para garantir que estão sempre fresquinhas. Provámos a Anbisyon, que leva vodka, lambrusco, hortelã, puré de lichia, bagas de romã e soda, e adorámos, o que não deixa de ser estranho, dado que nem somos propriamente fãs de lichia.

Para terminar em beleza, três sobremesas: Italian Cake (bolo de cenoura com mascarpone, ganache de chocolate, creme de confeiteiro e redução de Amaretto), Catalán Brûlée (Creme de leite fresco, fava de baunilha, gemas de ovos, açúcar e framboesa) e Amazônia Ice (gelado preparado com Castanha do Pará, harmonizado com mousse de chocolate, framboesa e folhas de hortelã). A nossa boca disse-nos que o gelado era fabuloso, mas temos que terminar em empate com o Italian Cake, em que a junção do bolo de cenoura com mascarpone é nada menos que perfeita.

Agora, tudo o que o restaurante Restaurante Estação Menina Bonita precisa é do passa a palavra, para que possa prevalecer e deixar a sua marca na gastronomia lisboeta. Nós já fizemos a nossa parte, agora deixamos convosco.

Para reservas, podem ligar para o 211650343/934652138 ou marcar diretamente através do site oficial.

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