Restaurante Doca de Santo – Para quem procura uma refeição mais leve, para petiscar ou para aqueles clássicos de sempre

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O menu da Doca de Santo assenta em raízes portuguesas mas faz uma viagem por outras latitudes, de onde traz algumas propostas mais modernas.

Desfrutar de uma ótima refeição é algo que nos dá alegria e prazer a todos. Acompanhar essa refeição com bebidas exóticas e refrescantes é o complemento perfeito para um bocado bem passado. Mas e se juntarmos a tudo isso uma vista incrível sobre o Tejo e ainda uma envolvência tropical incrível em nosso redor? Esse sítio tem nome. Chama-se Doca de Santo e é nestas paragens que vamos atracar hoje e dar-vos a conhecer este belo restaurante de Lisboa.

Mas para falarmos do projeto teremos de voltar ao passado, nomeadamente até 1995, quando o Grupo Capricciosa, hoje em dia responsável por restaurantes como Popolo, Capricciosa, Selllva e Lat.a, decidiu fazer a abertura do seu primeiro restaurante na zona das docas, o Doca de Santo, sendo este também um dos primeiros a abrir naquela zona.

O grupo criou este espaço a pensar no bem-estar dos clientes e, por isso mesmo, tentou aliar uma das melhores vistas da cidade com boa comida. Já há quatro anos, ou seja, em 2018, e sempre a pensar na melhor experiência possível, o Doca Santo acabou por ter algumas obras de melhoria, para que o interior do espaço fizesse jus ao exterior onde está inserido.

Já sabem que aqui na redação adoramos experimentar tudo o que seja diferente, e a verdade é que, quando vimos o Doca de Santo, ficámos logo rendidos ao cenário idílico que encontrámos. As fotos disponíveis online denunciavam um belíssimo espaço, quer exterior, quer interior, o que nos cativou logo e nos deixou a pensar: estará a comida à altura de um espaço assim? E para por fim a todas as dúvidas, decidimos experimentar almoçar numa bela tarde de segunda-feira.

Ao chegarmos às docas foi facílimo de estacionar, até porque existe um parque de estacionamento (pago) nas traseiras do restaurante, que fica virado para a beira-rio. A entrada da doca é guarnecida de uma vegetação que nos faz parecer que estamos a entrar num oásis tropical e, já dentro do próprio restaurante, essa sensação continua, já que existem grandes janelas que não só tornam o restaurante muito luminoso, como tem uma vista soberba para a ponte sobre o rio Tejo.

No interior está tudo pensado ao pormenor, com mesas de madeira e individuais com motivos tropicais, além de muita luminosidade a entrar por todas as janelas, como já referimos. A juntar a isso temos ainda o atendimento impecável do staff, pelo que é seguro dizer que qualquer um irá sentir que a Doca de Santo é o sítio perfeito para uma qualquer ocasião – encontro de amigos, almoço com a cara metade ou um meeting de negócios. Vimos tudo isto a acontecer numa só refeição, o que é fantástico.

Indo para a degustação propriamente dita, começámos a experiência com um ótimo couvert de pãozinho quente de Mafra, acompanhado com manteiga de chouriço, azeite balsâmico e azeitonas marinadas.

Rapidamente saltámos para as entradas, e era inevitável pedirmos os Croquetes com mostarda, uma opção tão habitual em tantos outros restaurantes que já visitámos. E aqui não só desiludiram, como acabam por ser melhores que noutros spots com “mais nome”: deliciosos e quentinhos, sendo impossível resistir quando os molham na mostarda.

Mas claro que não se fica satisfeito com apenas dois croquetes de entrada, pelo que também pedimos um magnífico Tártaro de Atum que causou uma explosão de sabores na nossa boca, ou não estivéssemos a falar de atum dos Açores em marinada ligeiramente picante, envolvido em quinoa, tomate cereja, abacate e cebolinho. Estava tão delicioso como parece – e olhem que a nossa foto não faz jus ao sabor. E fiquem descansados: o picante, mesmo para quem não é nada tolerante, fica muito disfarçado, mas dá um toque muito interessante e diferenciador.

Não ficámos por aqui, até porque a secção das entradas tinha demasiadas coisas boas para devorar. Foi assim que chegou à nossa mesa o Ceviche de Peixe Branco (Corvina em pedaços, tradicional ”leite de tigre“ peruano, cebola roxa, puré de batata doce, creme de abacate, milho frito e malagueta) e o Pica-pau do Lombo com Maionese de Kimchi. Quanto à primeira opção, duas notas: a batata doce não veio em puré, mas sim em pequenos cubos, o que até acaba por fazer todo o sentido dado o “leite de tigre” peruano que viaja no prato; e não encontrámos nenhum creme de abacate, o que não nos aborreceu, de todo. De resto, é um prato que não tem muito por onde falhar: basta que o peixe tenha qualidade (e tinha), bem como os restantes ingredientes.

Já o Pica-pau do Lombo com Maionese de Kimchi, caros leitores, estava incrível. É uma entrada absolutamente obrigatória numa visita à Doca de Santo. O Pica-pau do Lombo vinha mergulhado num molho típico (não sabemos os ingredientes ao certo, mas estava delicioso) e, como já estava bem regado, acabámos por não dar qualquer importância à maionese de kimchi. Pode ser uma boa adição, sem dúvida, mas considerando o molho que já vinha no recipiente, talvez aqui a maionese possa ser dispensada. Ainda assim, não duvidamos que faça sentido como acompanhamento.

A acompanhar a refeição, a nossa escolha recaiu em dois cocktails: o clássico Pisco Sour e a Caipifruta de morango. Nota para a Caipifruta – recheada de morango e muito docinha, talvez até demais para alguns, que poderão achar um pouco enjoativa.

Já com o estômago a ficar bem aconchegado, ainda nos faltavam os pratos principais: Secretos de Porco Preto e Prego do Lombo na frigideira – séc. XXI. O primeiro, apesar de ser um prato tradicional da culinária portuguesa – e, neste caso, não se apresentar como um prato exuberante ou com algum twist -, não deixa nada ao acaso: carne muito tenra e saborosa e muito bem guarnecido de batata frita e salada. Para os amantes de carne, é o que basta – e nem estavam nada gordurentos, algo habitual neste prato. Já o Prego do Lombo na frigideira foi outro vencedor. Bem típico, mas muito bem conseguido, com um bom molhinho, batatas fritas e ovo estrelado por cima. É extremamente difícil falhar um prato tão clássico – basta mesmo um bife de qualidade e não estragar tudo com o molho. Mais que aprovado, sendo também obrigatório pedir.

Para terminar com chave de ouro, gostaríamos de vos apresentar uma das nossas novas sobremesas favoritas. Falamos da Tarte do Lat.a, com caramelo salgado e lima, que é simplesmente de comer e chorar por mais. Aliás, ela é tão boa que nós quase que pedíamos para repetir, não fosse já estarmos completamente cheios com este repasto. Finalizou-se com a tipica (mas muito deliciosa) Queijadinha de Sintra e um café, que na nossa opinião é um duo perfeito para terminar qualquer refeição.

Caso nunca tenha tido oportunidade de visitar o Doca de Santo, saibam que está aberto todos os dias: domingo a quinta-feira das 12h às 00h, e sextas, sábados e feriados até à 01h. Para reservar mesa, basta ligarem para o 213963535 ou marcar diretamente através do site oficial.

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