O novo menu do restaurante Clorofila tem um bife Wellington… com alga nori

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O chef Celso Dias apresenta uma ementa contemporânea de cozinha portuguesa focada em pratos de partilha, com novidades na carta do Clorofila que vão dar que falar.

A redefinição dos restaurantes de hotel em Lisboa – para deixarem de ser vistos como espaços caros, pretensiosos e vazios – é um movimento coletivo que envolve várias unidades na cidade, as quais procuram abrir as suas portas à comunidade local. É nesta vaga de mudança que se insere o restaurante Clorofila, integrado no LUMEN Hotel, que apresenta uma identidade muito própria e distinta da restante unidade hoteleira, embora perfeitamente alinhada com o conceito global focado na luz e na natureza.

O próprio nome e a decoração do espaço inspiram-se na ideia de clorofila, refletindo-se na escolha dos tons e na relação estreita com a luminosidade natural. Com uma capacidade de 130 lugares no interior e 32 no exterior, mais de 60% das mesas estão orientadas para o Pátio Fotossíntese, estabelecendo uma ligação direta e conceptual ao ar livre e ao ambiente envolvente.

É neste cenário que o chef Celso Dias assina uma abordagem contemporânea à cozinha portuguesa, assente em pratos pensados para momentos de partilha num ambiente informal, mas suportado por um serviço estruturado. Recentemente, a ementa do Clorofila passou por uma reformulação marcada por uma redução significativa do número de pratos disponíveis. Esta estratégia de afunilamento da oferta visa focar a operação na excelência técnica, mantendo, contudo, o foco em opções generosas. Muitas das sugestões foram concebidas idealmente para duas pessoas, embora, dada a dimensão das porções, possam perfeitamente ser servidas a mais elementos à mesa, incentivando a dinâmica de partilha que o espaço tanto promove.

Esta filosofia comercial e de gestão humana do restaurante responde diretamente às novas exigências do setor no pós-pandemia. Durante um jantar no qual o Echo Boomer esteve presente juntamente com outros colegas, o chef Celso Dias tem vindo a notar que o público atual, com especial destaque para uma faixa etária mais jovem entre os 25 e os 30 anos, demonstra um claro desapego pelo valor financeiro em si, priorizando a vivência social e a experiência gastronómica global.

O fluxo de clientes do Clorofila divide-se, assim, entre o buffet executivo ao almoço, que capta o tecido empresarial da cidade pela sua rapidez e qualidade, e o serviço de jantar, onde os hóspedes se cruzam com os clientes locais atraídos por parcerias com plataformas de reservas. Este ecossistema exige uma equipa polivalente e coesa de cerca de 15 pessoas, que assegura desde o pequeno-almoço e o room service até aos banquetes e ao serviço de sala, operando num ambiente de estabilidade laboral que afasta a alta rotatividade histórica do setor.

Passando para o nosso jantar, a experiência à mesa iniciou-se com o couvert, desenhado para introduzir texturas através de uma manteiga aromatizada com curcuma – que lhe confere a tonalidade amarela -, um creme de iogurte fresco e uma pasta de feijão cozido aveludada. Nas entradas, o receituário tradicional serve de base a propostas como os camarões relish apurados em cebolada de tomate e pimentos e os Sonhos de alheira com chutney de manga, balsâmico e crumble de pistáchio, decorados com flores comestíveis cuja seleção varia diariamente segundo a apanha.

Nos pratos principais, a nova carta revela o rigor técnico do chef Celso Dias. O Wellington de novilho surge acompanhado por legumes assados e uma mousse de batata-doce e queijo mozzarella, que confere elasticidade ao puré. A receita respeita os cânones da duxelles de cogumelos, espinafres e presunto envoltos em massa folhada, mas esconde entre as camadas uma inovação: a introdução de alga nori, que deixa uma nota marinha discreta e persistente no palato, harmonizada com um molho de carne com redução de medronho. Para a mesa veio também o bacalhau, neste caso o Brás de bacalhau com textura cremosa e elementos crocantes, estruturado de forma tridimensional em três andares com massa filo e servido com presunto ibérico e pó de azeitona. Se o Wellington impressiona pelo tamanho, aqui o bacalhau destaca-se pela sua apresentação.

Na secção dos arrozes, o restaurante rejeita as variedades italianas para valorizar o produto nacional através do Carolinoto Clorofila, um arroz cremoso de camarão e espargos que foi alvo de uma cuidadosa reformulação, sendo finalizado com um ovo escalfado que liberta a gema e aumenta a humidade do bago.

Já o encerramento da refeição é articulado com a dinâmica do pátio exterior do hotel, permitindo que os clientes assistam ao espetáculo diário de projeção de luzes antes da chegada das sobremesas. Trata-se do The Lisbon Light Show, uma projeção de videomapping com cerca de 15 minutos que utiliza as paredes do espaço como suporte visual. O conteúdo percorre diferentes momentos do dia em Lisboa, explorando elementos visuais característicos da cidade, como a arquitetura, os azulejos ou os elétricos, acompanhados por uma componente sonora que inclui referências ao fado e aos ambientes urbanos. A projeção é visível a partir de vários pontos do hotel, incluindo quartos com vista para o pátio, e resulta de uma colaboração com a Vórtice Dance Company, sob direção artística de Cláudia Martins e Rafael Carriço.

A doçaria foca-se no conforto e conta com propostas clássicas como o Leite creme tostado – aqui acompanhado por sorvete de mojito -, ainda que a grande novidade da carta neste capítulo seja o Flan de pistáchio, servido com um crocante de amêndoa, xarope de frutos silvestres e suspiros, uma sobremesa que encerra a experiência no Clorofila demonstrando que a cozinha portuguesa contemporânea se faz de constante aprimoramento, luz e partilha.

De resto, relembrar que o LUMEN Hotel volta a reforçar a sua oferta de eventos corporativos com propostas ao ar livre adaptadas aos meses mais quentes. A poucos dias do início do verão, o hotel apresenta três formatos distintos de convívio empresarial – Rooftop Cool Moments, Arraial e Barbecool – que decorrem em diferentes espaços da unidade e procuram tirar partido das áreas exteriores, nomeadamente o terraço panorâmico e o Pátio Fotossíntese.

A principal novidade é o Rooftop Cool Moments, disponível até outubro e centrado no terraço do hotel, com vista sobre a cidade. Este formato prevê a realização de eventos ao final do dia, em regime de exclusividade do espaço. O aluguer do rooftop tem um valor base de 500€ para um período de duas horas, entre as 20h e as 22h, podendo ser complementado com serviço de bebidas, como welcome drink ou bar aberto, com preços definidos por participante e variáveis consoante a oferta. A proposta inclui ainda música ambiente, existindo a possibilidade de acrescentar atuações de DJ ou música ao vivo mediante custos adicionais. A capacidade mínima exigida é de 30 pessoas, sendo o limite máximo fixado nas 100.

Também direcionadas para empresas estão as soluções no Pátio Fotossíntese, onde decorrem os formatos Arraial e Barbecool, disponíveis até outubro. O primeiro inspira-se nas festas populares lisboetas, com uma oferta gastronómica baseada em pratos tradicionais associados aos Santos Populares, como caldo verde, sardinhas assadas e bifanas, além de sobremesas típicas. As bebidas incluem cerveja, sangria, vinhos, refrigerantes e outras opções, com possibilidade de café ou chá. O preço base é de 35€ por pessoa, por hora, com um mínimo de 30 participantes, podendo aumentar para 45€ caso inclua decoração temática alusiva aos arraiais.

Já o Barbecool assenta num conceito de churrasco, com preparação de grelhados no espaço exterior do hotel. A oferta inclui diferentes opções de carne e enchidos servidos em formato informal, acompanhadas pelas mesmas bebidas previstas no modelo de arraial. O preço base mantém-se nos 35€ por pessoa, por hora. Este formato pode ser complementado com soluções de animação, como DJ, karaoke ou atuações de fado, com valores adicionais definidos consoante a escolha.

Os eventos realizados no período noturno no Pátio Fotossíntese podem ainda integrar, sem custos adicionais, o espetáculo de videomapping exibido diariamente até às 21h30. Existe também a possibilidade de personalização de conteúdos, permitindo a exibição de vídeos corporativos mediante pagamento.

Todas estas propostas estão disponíveis ao longo da semana, mediante reserva antecipada com pelo menos três dias de antecedência, feita diretamente junto da equipa do hotel.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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