O Cantaloup, referência gastronómica de São Paulo, abriu o seu primeiro restaurante internacional no Chiado, com produto português e influências mediterrânicas.
O Cantaloup, restaurante de referência em São Paulo há três décadas, abriu o seu primeiro espaço fora do Brasil no Chiado, em Lisboa. O projeto é liderado por Daniel Sahagoff, restaurateur e responsável pela conceção da casa, que transporta para a capital portuguesa uma proposta já consolidada na cidade paulista.
A abertura lisboeta não se apresenta como uma simples réplica do original. O restaurante procura estabelecer uma ligação entre duas realidades gastronómicas – a experiência acumulada pelo Cantaloup em São Paulo e a matéria-prima portuguesa – através de uma cozinha que combina sabores de raiz com influências mediterrânicas. O produto nacional ocupa um lugar central na ementa, embora a proposta não se limite a uma leitura estritamente tradicional da cozinha portuguesa.
A cozinha é descrita pela casa como uma cozinha “sem fronteiras”, assente na liberdade criativa e no diálogo entre referências distintas. O enfoque recai sobre o ingrediente, o gesto técnico e o detalhe da execução, mais do que sobre a apresentação de um prato isolado. Trata-se de uma abordagem que privilegia a matéria-prima e a forma como esta é trabalhada, sem renunciar a uma dimensão contemporânea.

O espaço foi pensado para funcionar em diferentes registos ao longo do dia. A sala, a esplanada, o bar e a garrafeira compõem ambientes distintos, mas complementares, concebidos para receber tanto refeições mais formais como momentos mais descontraídos. A decoração aposta em luz, materiais e uma estética contemporânea que procura evitar excessos, num registo que a casa define como elegante e intemporal.
A garrafeira é um dos elementos destacados do restaurante, com uma seleção de vinhos pensada para acompanhar a proposta gastronómica. A oferta pretende valorizar o produto português, mas também criar pontes com a identidade do Cantaloup e com as influências mediterrânicas que marcam a cozinha.
Com esta abertura, o Cantaloup passa a ter presença internacional e entra no panorama restaurativo lisboeta com uma proposta que alia a experiência de três décadas em São Paulo a uma leitura atual da gastronomia portuguesa.
