Reportagem – Vinhos no Pátio

Entres os dias 9 e de 11 de fevereiro, o Pátio da Galé, no Terreiro do Paço, em Lisboa, serviu de montra de mais de 200 rótulos de vinhos das Regiões Demarcadas de Lisboa e da Península de Setúbal.

Na 4ª edição do Vinhos no Pátio, não faltaram masterclasses e workshops conduzidos por especialistas, bem como a possibilidade de degustação de petiscos e produtos tradicionais, além das propostas gastronómicas dos Restaurantes Can The Can e Lisboa à Vista.

Em particular, tivemos oportunidade de marcar presença na masterclass Palmela, A Essência do Castelão, onde Rodolfo Tristão e Alexandre Lalas serviram de guia numa divertida viagem por esta casta, presente em cinco exemplares disponíveis para prova: Horácio Simões 2016, Venâncio Costa Lima 2015, Xavier Santana 2014, Quinta da invejosa 2018 e Quinta da Mimosa 2016.

Foi uma boa oportunidade para os neófitos do castelão conhecerem melhor esta casta, em tempos a mais plantada em Portugal, e que hoje encontra habitat privilegiado nos solos argilosos de Palmela. De facto, é uma casta que beneficia de solos relativamente pobres, e que, por contraste, acaba por perder capacidade em zonas onde a produção se possa tornar muito (no caso, demasiado) abundante.

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Nas provas simples nas bancas dos diversos produtores presentes, localizadas bem no centro deste local privilegiado e numa lógica mais informal, lugar de destaque para a casa Damasceno, com o seu moscatel roxo e o seu tinto Nocturno, colhido durante a noite dada a distância para o lugar de depósito das uvas, o qual nas horas de calor provocou o início de processo de fermentação antes do desejado. No capítulo dos vinhos brancos, referência para os Viognier, Arinto e Marsanne da Quinta do Lagar Novo.

Aliás, a presença forte das castas francesas foi uma constante neste evento, em parte justificada pela apetência das mesmas no terroir de Lisboa e Setúbal, quer pela forte vertente exportadora de muitas das explorações presentes, em que a utilização de castas reconhecidas internacionalmente garante uma porta de entrada mais escancarada do que se apenas se utilizassem referências nacionais.

Bandeira para duas regiões que muitas vezes ainda não ocupam, injustamente, um lugar privilegiado junto do consumidor português, o Vinhos no Pátio foi uma boa ocasião para quem, sem preconceitos, quis conhecer melhor o bem que se trabalha neste capítulo nas proximidades da capital.

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