Reportagem North Music Festival (Dia 1): 30 anos de Ornatos Violeta no regresso aos festivais de verão

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Sentimos, finalmente, uma normalidade nos grandes eventos.

Está oficialmente aberta a época dos festivais de verão! Depois de uma longa paragem devido à pandemia, a Alfândega do Porto recebeu finalmente a 4ª edição do North Music Festival, desta vez numa versão de três dias.

O primeiro dia foi inteiramente dedicado à música portuguesa, com o destaque a ir para o regresso à Invicta dos Ornatos Violeta, banda que celebra 30 anos de existência. Foi, sem surpresas, o momento alto da noite e que provocou a maior enchente no recinto. Foi mais uma “reunião” bonita com a banda de Manel Cruz e que levou à loucura os festivaleiros que estavam sedentos de uma boa festa num grande festival.

Houve êxtase em temas como “Chaga”, “Ouvi Dizer” ou “Capitão Romance”, mas também houve momentos de ternura no belo tema “Devagar”. Como sempre, os Ornatos têm a particularidade de juntar um público eclético e que entoam em uníssono as letras dos maiores êxitos, e na Alfândega não foi exceção. Do 8 ao 80, jovens e graúdos, todos juntos para celebrar uma grande noite de regresso aos grandes eventos.

Antes dos portuenses, assistimos aos lisboetas Linda Martini, agora com Rui Carvalho, conhecido pelo seu projeto como Filho Da Mãe, no lugar de Pedro Geraldes, e que haviam tocado pela primeira vez do outro lado do rio, no antigo Hard Club no Cais de Gaia. Foi um concerto com destaque para o seu mais recente álbum ERRÔR, editado no início deste ano, mas que também foi passando um pouco por toda a sua discografia e que culminou com “Cem Metros Sereia”.

Houve ainda um regresso ao rock alternativo dos anos 90 com os ZEN, banda de culto que nasceu no Porto e que continua a trazer toda a sua alma punk para cima de qualquer palco, sempre com o carisma e a energia do vocalista Rui Silva, aka Gon.

Pelo fim da tarde, com as temperaturas muito altas, subiram ao palco os Paus para provocar o primeiro ajuntamento do dia. O quarteto garantiu animação e muita dança com as suas percussões de Hélio Morais e Quim Albergaria e os riffs vindos do baixo de Makoto Yagyu.

A abertura do festival ficou a cargo de S. Pedro, o projeto de Pedro Pode, seguido pelo space rock dos vimaranenses Paraguaii.

Sentimos, finalmente, uma normalidade nos grandes eventos, sem medo por parte do público, interessado apenas em desfrutar ao máximo de todas as emoções que um festival de música pode proporcionar.

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