Torres Novas voltou atrás no tempo uma vez mais

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Após paragem de dois anos, a Feira de Época “Memórias da História” não foi suficiente para os torrejanos.

Este verão marca o regresso das principais atividades culturais à cidade de Torres Novas, após dois anos sem Feira de Época ou Festas do Almonda, que decorrerão no próximo mês. Finalmente, entre os dias 2 e 5 de junho, os torrejanos tiveram oportunidade de se divertir em comunidade e de voltar atrás no tempo, no interior do Castelo e na zona envolvente.

O tema da edição deste ano da Feira de Época – Memórias da História foi “Dias de Bonança“, numa alusão ao dito popular que refere que depois da tempestade – ou, neste caso, da pandemia – vem a bonança. Acontece que nem tudo foi benéfico ou agradou aos habitantes, começando com as primeiras informações disponibilizadas pelo Munícipio de Torres Novas. As memórias de uma história mais recente fizeram com que diversos torrejanos não gostassem de algumas das adaptações à edição deste ano, justificadas pela pandemia.

O que mais queixas gerou nas redes sociais foi a lotação limitada da edição deste ano, o que levou à disponibilização de poucas entradas diárias, ao contrário de como acontecia em anos anteriores, em que existiam pulseiras para o evento completo. Os bilhetes diários disponibilizados antecipadamente rapidamente esgotaram, levando ao desespero de muita gente, e à revenda por valores mais elevados em grupos de Facebook, por exemplo. Uma questão em particular prendia-se com possíveis visitantes de fora – todos os anos a Feira de Época atraía milhares de pessoas externas à cidade – que poderiam deslocar-se até ao município, apenas para perceberem que não poderiam entrar por não haver bilhetes, causando uma péssima imagem do Município e do próprio evento. A solução arranjada pela Câmara Municipal de Torres Novas foi disponibilizar mais algumas centenas de bilhetes diários que colocou à venda no próprio dia, gerando filas enormes e novas queixas nas redes sociais.

Vários torrejanos denunciaram que a bilheteira abria a determinada hora, mas que, poucos minutos depois, os bilhetes eram dados como “esgotados”. No entanto, quando questionados, os funcionários das bilheteiras referiam que havia bilhetes guardados para outras pessoas.

Ultrapassada a situação dos bilhetes, foquemo-nos no evento propriamente dito.

Eu nunca fui o maior fã da Feira de Época, admito. Mas surgindo a oportunidade de espreitar a edição deste ano, que prometia dias de bonança, tive que a aproveitar. Visitei a Feira por duas vezes: na tarde de sábado… e na noite do mesmo dia. Pensava eu: “Após dois anos sem feira, este ano vão dar tudo, vai ser incrível!” Estava enganado.

Já era de conhecimento geral que o espaço utilizado para a Feira iria ser bastante reduzido, concentrando-se, apenas, no Castelo da cidade e na zona envolvente. Contudo, o facto de ter havido uma redução de espaço não deveria significar, também, uma redução na qualidade do que foi disponibilizado. Durante a visita da tarde até comentei com amigos que mais parecia uma feira de artesanato com motivo medieval, e julgo ser a melhor forma de descrever a edição deste ano da Feira de Época.

O recinto tinha duas entradas, sendo uma delas na Praça 5 de Outubro, a meu ver, a entrada principal e por onde mais visitantes terão passado. Não apanhei fila em nenhuma das vezes que lá fui e andava-se bastante bem e à vontade dentro da Feira. Não havia quaisquer atropelos nem confusão, mesmo na noite de sábado, que geralmente é uma noite boa para qualquer evento. Isto, mas não só, revela a provável fraca adesão que a edição deste ano teve.

No que diz respeito às bancas e pontos de interesse por lá existentes, volto a frisar o que disse mais acima: parecia uma feira de artesanato com motivo medieval. Podem achar que estou apenas a falar mal por falar, mas cheguei ao ponto de ver cartas Pokémon e isqueiros à venda em algumas das bancas, e acredito que nenhum desses itens existisse em tempos medievais…

Dentro do Castelo, o cenário era igual ou pior que fora dele. As imagens neste artigo provam-no e, como li numa publicação por essas redes sociais fora, o Castelo estava “nu”. Precisei de cerca de 15 minutos para ver tudo o que havia no interior das muralhas, e como eu, muita gente pensou o mesmo.

Tenho que apontar uma coisa positiva: não sei se é costume em edições passadas, mas senti uma enorme presença de forças de segurança espalhadas pelo recinto, como bombeiros, a própria equipa de segurança, e até a polícia esteve presente.

Em jeito de conclusão posso afirmar uma coisa: os torrejanos adoram a Feira e já a sentem como uma tradição, mas, após um interregno de dois anos, esta não foi a melhor maneira de os presentear com os dias medievais dos quais tanta gente sentia falta. Concordo que para o ano possa ser melhor, que um evento desta envergadura possa ser complicado de organizar, mas não posso concordar que eventos similares por todo o país aconteçam em todo o seu esplendor, e a Câmara Municipal de Torres Novas opte por reduzir o espaço dedicado à Feira e a lotação da mesma.

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