Fúria do Mar – Frescura em Campo de Ourique

Quem vê o nome na Rua Ferreira Borges percebe imediatamente do que se trata neste novo espaço, aberto desde o final de agosto. Trata-se de marisco e de peixe. Fica mesmo ali do outro lado da esquina com a Rua de Campo de Ourique, onde em tempos funcionou a Cataplana da Gina. O nome do novo espaço é também de fácil memorização, mistura de poema épico com novela da TVI: Fúria do Mar.

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Mas aqui não há dramas. Desde a presença de uma útil zona de estacionamento em frente (fenómeno escasso na zona), ao atendimento simpático e atento e, o que é fundamental, à existência de produto de qualidade, apresentado em receitas tradicionais num espaço moderno e confortável. A começar pela entrada de bom pão e azeitonas, acompanhados por um simpático queijo de Nisa (6€ este último). E de seguida uma das bandeiras da casa, o Casco de Sapateira (17€). Feito com a carne ao natural, cozida todos os dias, a frescura nota-se de imediato ao provar, bem como a suavidade da mistura do recheio do casca. A acompanhar um pão torrado cortado finíssimo, bem quente e com manteiga barrada. Daquelas coisas fáceis que tantas vezes não são feitas tão bem como deveriam e que, quando correm como deveriam, trazem um sorriso. Como aqui.

Veio-se aqui para petiscar e, nessa lógica, as Amêijoas à Bulhão Pato (18€) são uma sequência lógica. Mais uma receita típica de marisqueira, em que a qualidade do produto conta muito. Neste prato isso é especialmente visível, com as ameijoas vindas de Moçambique via Peniche a mostrarem-se grandes e carnudas, dos melhores espécimenes que temos comido nos últimos tempos. Para beber, não existe vinho a copo, mas a carta, constítuida por referências dos produtores mais conhecidos do mercado, é correta e apresenta várias gamas, contendo algumas meias garrafas. Curiosidade para as cervejas disponíveis em torneira, onde consta a artesanal Trindade, além das tradicionais Sagres e Bohemia.

Se se vai ao Fúria do Mar para partilhar uns petiscos, também se pode ir para comer um peixinho, de preço ao quilo. Neste capítulo destacam-se o linguado e o pregado, que os clientes, em grande medida constítuidos por famílias da zona, têm elegido. Há também pratos do dia e as especialidades do chef, com diversos arrozes de marisco, massada de peixe, caril de gambas e algumas cataplanas, como a Fúria do Mar (72€, duas pessoas), com ameijoa, mexilhão, gambas, lavagante e camarão tigre.

Quanto ao ambiente, a sala de cima apresenta tons de branco, com uma grande tela de uma onda do oceano do lado contrário ao balcão, e tem uma decoração de linhas direitas e com boa luminosidade. Nas colunas toca a Best Mood, estação de jazz suave que acaba por se revelar uma escolha curiosa para este perfil de restaurante. Já a sala de baixo, não tendo naturalmente a mesma luz natural, teve um bom aproveitamento de espaço, com os aquários a servir de barreira e os paineis brancos amadeirados e dar um ar quase de sala lá de casa. Bem simpático para grupos.

A refeição continua a bom ritmo, com umas Gambas “al ajillo” (16€), também elas carnudas, neste caso já descascadas, e com um molho a dar um bom corte, a não saber demasiado a gordura. Mas é o Pica-pau do Lombo (18€) a merecer chamada a cabeça de cartaz, pela suavidade e suculência da carne. Mal passado, como se quer, generosamente regado com o molho de pimenta. A acompanhar, batatas às rodelas de fritura sem pingo de gordura a mais. É uma excelente opção neste campeonato, mas quem quiser tem ainda bifes, do lombo ou da vazia, ou ainda entrecote, nas opções da carta.

Para completar a refeição, possibilidade ainda para provar o Bolo de chocolate crocante e o Fidalgo (5,5€ cada). Ambos generosos na sua doçura, o bolo de chocolate apresentando vários tipos e texturas de chocolate, enquanto que o Fidalgo, rico em ovos, se revelou um representante digno da doçaria conventual portuguesa.

Em resumo, o Fúria do Mar apresenta cozinha tradicional de qualidade num enquadramento moderno, sendo uma opção que parece que chegou para ficar e ser uma referência no eixo Amoreiras/Campo de Ourique, para os apreciadores das mui portuguesesas marisqueiras, mas não só.

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