Redmi Note 17 Pro Max Review: O rei da autonomia na gama média

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O Redmi Note 17 Pro Max aposta numa autonomia elevada sem esquecer o essencial, mas fica aquém das capacidades fotográficas normalmente associadas a produtos aumentados deste género.

A gama Redmi Note tem ocupado, ao longo dos anos, uma posição particularmente disputada no mercado entre os smartphones mais acessíveis, enquanto equipamentos de gama média que procuram oferecer funcionalidades habitualmente reservadas a modelos mais premium, e talvez por esse motivo a Xiaomi já tenha vendido mais de 500 milhões de unidades dessa série. No caso do Redmi Note 17 Pro Max 5G, a designação Pro Max éuma estreia nesta gama de produtos que não deve ser interpretada como um sinal de capacidades fotográficas significativamente superiores, à semelhança do contrário do que acontece em alguns concorrentes. Aqui esta nomenclatura reflete apenas a vontade da Xiaomi em trazer um produto aumentado para cima da mesa, mas concentrando os seus esforços em outras áreas do equipamento.

Por 599,99€, o Redmi Note 17 Pro Max apresenta uma relação preço/qualidade muito interessante. O destaque vai para o excelente ecrã AMOLED de 6,83 polegadas com resolução 1.5K, a construção surpreendentemente resistente, o carregamento rápido de 100W e, acima de tudo, a enorme bateria de 9210mAh (tecnicamente de 10000mAh, mas limitada na versão europeia). Naturalmente, existem alguns compromissos. O processador Qualcomm Snapdragon 6 Gen 5, juntamente com 8GB de memória RAM LPDDR5X (neste modelo) oferecem um desempenho competente para a maioria das tarefas do dia a dia, mas este processador está longe de ser um dos mais poderosos do segmento, e na fotografia, a proposta é igualmente conservadora. O equipamento dispõe de uma câmara principal de 50MP e de uma ultra grande angular de 8MP, sem recorrer a um sensor de elevada resolução, como o de 200MP presente em outros modelos da marca, nem a uma lente teleobjetiva dedicada. Estas escolhas colocam-no frente a frente com equipamentos como o Pixel 10a, que segue uma filosofia semelhante ao apostar num sistema de câmaras relativamente simples. Mas, apesar dessas limitações, a impressão geral é bastante positiva.

Em termos de design, o Redmi Note 17 Pro Max apresenta um visual agradável, embora a unidade preta utilizada durante os testes seja particularmente discreta. A combinação entre a traseira e as laterais cria um aspeto sóbrio e uniforme que dificilmente desperta grande entusiasmo. Não é um defeito, mas também não é um equipamento que chame a atenção. Felizmente, a Xiaomi disponibiliza alternativas mais interessantes em verde e rosa claro, que na marca é chamada de Cloud Blush. E essa versão é, sem dúvida a mais distinta, já que conta com uma traseira em fibra de vidro que utiliza tecnologia fotocrómica que é capaz de alterar a tonalidade entre branco e rosa alaranjado quando exposta à luz solar.

Redmi Note 17 Pro Max
Redmi Note 17 Pro Max

Na realidade, esta falta de originalidade não é um problema exclusivo da Xiaomi. O design dos smartphones chegou a um ponto de maturidade em que muitos modelos de marcas como a OPPO, OnePlus e Xiaomi seguem fórmulas muito semelhantes, usando laterais planas, cantos suavemente arredondados, ecrãs de grandes dimensões e módulos fotográficos posicionados no canto superior da traseira. É inevitável reconhecer que as tendências mais recentes da Apple também tiveram influência nesta aproximação estética. Ainda assim, considero esta geração visualmente mais conseguida do que a anterior. A mudança do módulo fotográfico para um dos cantos, abandonando a grande ilha circular central, parece-me uma decisão acertada, pois para além de resultar num aspeto mais equilibrado, reduz a probabilidade de tocar acidentalmente nas lentes ao segurar o equipamento. Outro aspeto que merece destaque é a discrição do módulo fotográfico. Estando habituado a testar equipamentos com câmaras volumosas e salientes, foi muito bom testar um smartphone cuja saliência é tão contida. Mas, claro que essa discrição também resulta da ausência de uma lente teleobjetiva.

A versão preta que recebi para teste oferece uma boa ergonomia, embora a traseira pareça ligeiramente oca quando tocada. No entanto, nunca transmite sensação de fragilidade. Pelo contrário, a Xiaomi também apostou muito na durabilidade. O equipamento conta com proteção do Gorilla Glass Victus 2 e certificações IP66, IP68, IP69 e IP69K contra água e poeiras, permitindo uma utilização bastante despreocupada em ambientes exigentes. A marca refere igualmente diversos testes de resistência, incluindo quedas de até três metros de altura e submersão prolongada em água doce. Durante o período de utilização, algumas quedas foram testadas e serviram para avaliar essa robustez na prática e o resultado foi bastante positivo. Mas, como quase sempre, foi em tapetes ou carpetes e nenhum risco superficial surgiu na estrutura.

No entanto, aquilo que mais impressiona é a engenharia aplicada ao interior do equipamento. Integrar uma bateria desta capacidade num corpo com apenas 8,65 mm de espessura é um feito notável. Para além disso, os 229 gramas de peso parecem perfeitamente aceitáveis quando se considera a capacidade energética disponível. Nos controlos físicos encontramos apenas o essencial, com um botão de energia e ajuste de volume. Pessoalmente, não senti falta de um botão dedicado à câmara, uma tendência que continua a surgir em vários equipamentos e cuja utilidade considero discutível. A boa noticia, é que a Xiaomi inclui uma capa de silicone simples na caixa. Não é um acessório particularmente sofisticado, mas continua a ser uma adição bem-vinda, evitando um gasto adicional imediato.

O sensor de impressões digitais integrado no ecrã é rápido e fiável, embora esteja colocado ligeiramente mais abaixo do que seria ideal. Mesmo após vários dias de utilização, continuava a sentir necessidade de ajustar ligeiramente a posição do polegar para o alcançar de forma natural. E no que diz respeito ao ecrã em si, a experiência é verdadeiramente impressionante para esta gama de preço. O painel AMOLED de 6,83 polegadas, com resolução de 2772 x 1280 pixeis e taxa de atualização até 120Hz, produz uma imagem nítida, vibrante e visualmente muito agradável. O brilho também merece elogios, garantindo excelente legibilidade mesmo sob luz solar intensa. Ou seja, a qualidade do painel do Redmi Note 17 Pro Max vai além dos números habituais. O suporte para cor de 12 bits, espaço de cor DCI-P3, HDR10+ e Dolby Vision contribui para uma experiência multimédia muito competente. A isto juntam-se ainda o escurecimento PWM de 3840 Hz e várias certificações TÜV Rheinland relacionadas com a redução da fadiga visual, tornando o equipamento confortável para longos períodos de utilização.

Redmi Note 17 Pro Max
Redmi Note 17 Pro Max

Conforme já havia mencionado, o conjunto fotográfico do Redmi Note 17 Pro Max é composto por uma câmara principal de 50MP, equipada com estabilização ótica de imagem e abertura f/1.5, acompanhada por uma lente ultra grande angular de 8MP com abertura f/2.2. Na parte frontal encontra-se uma câmara de 32MP. Face a modelos anteriores da marca, sente-se alguma contenção na aposta fotográfica, sendo que a ausência de um sensor de resolução mais elevada e, sobretudo, de uma lente teleobjetiva dedicada, acaba por limitar a versatilidade do sistema. Na minha opinião, esta é precisamente a principal fragilidade do Redmi Note 17 Pro Max para quem procura um smartphone com ambições fotográficas mais sérias. Não espero encontrar uma objetiva periscópica complexa neste segmento de preço, mas uma teleobjetiva de curto alcance teria acrescentado valor à experiência de utilização e tornado o equipamento mais competitivo perante alguns rivais diretos. Ainda assim, a câmara principal consegue apresentar resultados bastante competentes. Em condições de boa luminosidade, produz imagens detalhadas e, acima de tudo, com uma reprodução cromática equilibrada. Gostei particularmente da forma como a Xiaomi trata as cores, evitando a saturação excessiva que continua a ser comum em muitos smartphones. As fotografias tendem a aproximar-se da realidade, embora não atinjam o o nível de processamento que encontramos nos modelos premium da marca desenvolvidos em parceria com a Leica.

Contudo, nem tudo é perfeito. O processamento de imagem aplicado pela Xiaomi revela alguma tendência para exagerar a nitidez. Quando observadas com maior atenção, muitas fotografias apresentam um aspeto ligeiramente artificial, típico da fotografia computacional mais agressiva. Os resultados continuam a ser agradáveis, mas raramente transmitem a naturalidade que os utilizadores mais exigentes procuram. O HDR também deixa margem para melhorias. Em cenários com elevado contraste, especialmente em dias de céu limpo e muito luminoso, encontrei algumas zonas sobre-expostas onde esperaria uma recuperação mais eficaz das altas luzes. Em determinadas situações, o céu perdia detalhe e profundidade, algo que alguns equipamentos desta faixa de preço conseguem gerir de forma mais convincente. A opção de zoom digital de 2x revelou-se útil para utilização ocasional e gera imagens perfeitamente aceitáveis quando a luz é favorável. No entanto, a qualidade degrada-se rapidamente à medida que se aumenta o nível de ampliação. É precisamente nestes momentos que se sente falta de uma lente teleobjetiva ou de um sensor com resolução suficiente para suportar cortes mais agressivos sem comprometer significativamente o detalhe. Acima dos 4x, os limites do sistema tornam-se bastante evidentes. Também não existe uma câmara macro dedicada. Para fotografar objetos a curta distância, recorri à câmara principal utilizando o zoom de 2x. O sistema consegue focar relativamente perto e produzir imagens adequadas para pequenos detalhes ou fotografias ocasionais, mas está longe de proporcionar uma verdadeira experiência de fotografia macro. Por outro lado, o modo Retrato deixou uma impressão bastante positiva. O desfoque artificial do fundo apresenta um aspeto credível na maioria das situações, e a separação entre o sujeito e o cenário é de um modo geral, muito eficaz.

Para os utilizadores que gostam de maior controlo criativo, a Xiaomi disponibiliza um modo Pro para fotografia e vídeo. Embora as limitações físicas do smartphone impeçam o mesmo nível de controlo encontrado em câmaras dedicadas, é sempre útil poder ajustar parâmetros como ISO, velocidade do obturador, balanço de brancos e foco manual. Também temos direito a capturar imagens em resolução total de 50MP quando o nível máximo de detalhe é prioritário. Contudo, essa opção implica um compromisso. Ao fotografar na resolução máxima, parte do processamento computacional utilizado pela Xiaomi em cenários de pouca luz deixa de estar disponível. Na prática, uma resolução superior não significa necessariamente melhores fotografias em todas as circunstâncias.

A aplicação da câmara inclui ainda uma seleção considerável de filtros criativos. Apesar de alguns parecerem algo excessivos para o meu gosto, a possibilidade de ajustar intensidade, contraste e tonalidade torna-os bastante mais úteis do que os habituais filtros pré-definidos encontrados em muitos smartphones. Durante os testes deparei-me apenas com um problema que merece referência. Em algumas ocasiões, ao abrir rapidamente a aplicação da câmara e capturar uma fotografia de imediato, a imagem resultante surgia totalmente corrompida, ficando com uma imagem toda em branco. Não aconteceu com frequência suficiente para comprometer a experiência geral, mas também não foi um episódio isolado. Tudo indica tratar-se de uma falha de software que deverá poder ser corrigida numa futura atualização.

Redmi Note 17 Pro Max
Redmi Note 17 Pro Max

Do lado do desempenho, o Redmi Note 17 Pro Max recorre ao processador Snapdragon 6 Gen 5 da Qualcomm. Embora seja um chipset perfeitamente adequado para a utilização quotidiana, fica um patamar abaixo de algumas alternativas encontradas no mesmo segmento, incluindo aqueles que estão equipados com o Snapdragon 7 Gen 4, que oferecem níveis de desempenho superiores. Para além disso, as opções de configuração estão limitadas a 8GB ou 12 GB de memória RAM LPDDR5X (com mais 8GB de Virtual RAM) e 256GB ou 512GB de armazenamento interno UFS 4.1. Nos meus testes, o equipamento registou 919 pontos em desempenho de single-core, 2.829 pontos em multi-core e 3.279 pontos no teste gráfico do Geekbench. Não são resultados particularmente impressionantes quando comparados com alguns dos seus concorrentes mais diretos, mas também não refletem necessariamente a experiência real de utilização.

No dia a dia, o desempenho revelou-se globalmente satisfatório. As aplicações abrem com rapidez suficiente, a navegação pelos menus é fluida e raramente surgem bloqueios ou interrupções significativas. Ainda assim, existe uma ligeira sensação de lentidão ocasional no sistema operativo que impede o equipamento de transmitir a mesma sensação de rapidez imediata encontrada em modelos mais caros. Essa diferença sente-se em tarefas mais exigentes, como a edição fotográfica. E ao utilizar o editor integrado na aplicação Galeria da Xiaomi, reparei que algumas alterações demoravam mais tempo a ser processadas e apresentadas no ecrã do que acontece em smartphones concorrentes. Não é um problema grave, mas quem está habituado a equipamentos um pouco mais rápidos irá notar a diferença.

O HyperOS 3 (Android 16), continua a ser uma interface intuitiva e relativamente fácil de utilizar. Como é habitual na Xiaomi, existem muitos softwares pré-instalados que muitos utilizadores poderão considerar dispensáveis, mas nada que comprometa seriamente a experiência. Entre as aplicações incluídas, uma das que mais me agradou foi precisamente o editor de fotografias da galeria. Oferece ferramentas suficientemente avançadas para a maioria dos utilizadores sem se tornar excessivamente complexo ou confuso. Naturalmente, o equipamento não escapa à atual tendência dos recursos baseados em inteligência artificial, e aqui a Xiaomi inclui funcionalidades como expansão generativa de imagem, remoção de objetos, substituição de céu, simulação de efeito bokeh e diversas ferramentas de edição automática. Na prática, estas funcionalidades revelam-se bastante úteis para pequenas correções. Remover um reflexo indesejado, apagar um objeto secundário ou aplicar um ligeiro efeito de profundidade ao fundo pode produzir resultados bastante convincentes. No entanto, quando as intervenções se tornam mais complexas, percebe-se que a Xiaomi ainda não atingiu o nível de maturidade alcançado pelas soluções desenvolvidas pela Google ou pela Adobe. A ferramenta de correção automática através de inteligência artificial é um bom exemplo disso. Em imagens com sombras complexas ou contornos difíceis, o sistema nem sempre consegue reconstruir as áreas afetadas de forma convincente. Ocasionalmente surgem texturas artificiais, zonas excessivamente suaves ou padrões repetidos que denunciam claramente a intervenção do software.

Mas o verdadeiro protagonista deste equipamento é, sem dúvida, a bateria. A Xiaomi conseguiu integrar uma célula de 9.210 mAh recorrendo à tecnologia de silício-carbono, mantendo uma espessura relativamente contida. O conjunto é complementado por carregamento rápido com fios de 100W e carregamento reverso com potência de até 27W. Sem esquecer que o carregador adequado para isso, não é fornecido com o smartphone. Durante o período de testes, a autonomia revelou-se simplesmente excecional. Mesmo com uma utilização muito intensiva, envolvendo navegação na Internet, consumo de conteúdos multimédia, fotografia, edição de imagem e utilização geral ao longo do dia, foi possível ultrapassar confortavelmente os dois dias de utilização entre carregamentos. Os utilizadores menos exigentes poderão facilmente alcançar 3 dias de utilização sem grandes dificuldades. O cenário mais revelador surgiu quando o equipamento permaneceu praticamente em repouso durante cinco dias consecutivos. Nesse período, o consumo total rondou apenas 25% da bateria, um resultado que demonstra de forma clara a excelente eficiência energética do Redmi Note 17 Pro Max e reforça a ideia de que este é, acima de tudo, um smartphone pensado para utilizadores que privilegiam uma autonomia acima da média sem abdicar de uma experiência global equilibrada.

Quando é necessário recarregar a bateria, convém relembrar que estamos perante uma bateria de 9.210mAh, com um carregador de 100W, são necessário quase 2 horas. São 2 horas de carregamento para 3 dias de utilização para a maioria dos utilizadores, que a meu ver colocam o Redmi Note 17 Pro Max no topo dos smartphones, quando o assunto é autonomia.

Redmi Note 17 Pro Max
Redmi Note 17 Pro Max

No Redmi Note 17 Pro Max, a Xiaomi decidiu que a designação “Pro Max” deveria refletir a autonomia e não as capacidades fotográficas. Depois de o utilizar, é difícil contestar essa escolha. A enorme bateria revelou-se capaz de proporcionar mais de dois dias de utilização intensiva sem qualquer dificuldade, podendo facilmente ultrapassar os 3 dias com uma utilização mais moderada. O mais impressionante é que esta autonomia foi alcançada sem transformar o equipamento num bloco excessivamente volumoso, já que mantém uma espessura de apenas 8,65 mm. A isso junta-se um excelente ecrã AMOLED, uma construção particularmente robusta e um desempenho suficientemente fluido para a maioria das tarefas do dia a dia, mesmo recorrendo a um processador menos ambicioso do que alguns dos seus concorrentes diretos. Contudo, a área da fotografia parece ter recebido menos atenção nesta geração. O sensor de 200MP presente em modelos anteriores deu lugar a uma câmara principal de 50MP, que continua a produzir imagens agradáveis e com cores bastante naturais, mas sem o mesmo impacto técnico que alguns rivais conseguem oferecer. Apesar dos bons resultados em condições favoráveis, o processamento de imagem tende por vezes a ser demasiado agressivo, enquanto o HDR ainda demonstra algumas limitações em cenários de elevado contraste. A lente ultra grande angular de 8MP cumpre a sua função, mas dificilmente vai impressionar quem procura maior qualidade ou versatilidade.

Para muitos utilizadores, esta escolha não será um problema. Quem procura um smartphone equilibrado, resistente e com uma autonomia muito acima da média encontrará aqui uma proposta extremamente apelativa. Já para quem valoriza a fotografia como um dos principais critérios de compra e procura um equipamento capaz de oferecer maior flexibilidade na captação de imagem, a falta de uma teleobjetiva poderá ser suficiente para pesar na decisão final.

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Este dispositivo foi cedido para análise pela Xiaomi Portugal.

Joel Pinto
Joel Pinto
Joel Pinto é profissional de TI há mais de 25 anos, amante de tecnologia e grande fã de entretenimento. Tem como hobbie os desportos ao ar livre e tem na sua família a maior paixão.
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