Recolha de lixo pode deixar de ser feita a nível nacional, avisa associação

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Tudo devido à guerra na Ucrânia e consequentes aumentos do preço dos combustíveis.

Por vezes vemos queixas aqui ou ali relacionadas com a recolha de lixo, com os munícipes a denunciarem situações que vamos encontrando nas redes sociais, ainda que esse lixo acabe por ser efetivamente recolhido. Mas e se, a nível nacional, a recolha de lixo puder vir a deixar de ser feita?

O aviso é dado por André Almeida, porta-voz da Associação Portuguesa dos Empregadores de Resíduos de Limpeza Urbana, que denuncia que, devido à guerra na Ucrânia e ao aumento do preço dos combustíveis, as empresas de recolha de lixo estão a perder dinheiro, o que pode colocar em causa vários postos de trabalho.

Esta situação explica-se facilmente: por norma, são assinados contratos entre os cinco e os 10 anos entre as empresas que asseguram o serviço público de higiene urbana e os municípios, sendo que esses contratos têm como pressuposto o preço dos combustíveis. O problema é que, com o preço por litro a subir escandalosamente, esses contratos acabam por não beneficiar as empresas de recolha de lixo. E como os valores não estão a par com os que são praticados no mercado, estas empresas ficam com prejuízo.

Ou seja: caso os valores não sejam atualizados, estes empresas deixarão de ser capazes de efetuar a recolha do lixo, o que colocaria a saúde pública em risco.

À Renascença, André Almeida refere que basta atualizar o valor dos contratos para baterem com os preços atuais dos combustíveis. “Se eu tiver um aumento do preço dos combustíveis, o valor da prestação de serviço aos municípios tem de aumentar. Mas se eu tiver uma descida, o preço também tem de descer”.

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