Projeto cultural Rota Clandestina vai transformar Setúbal num laboratório teatral

Devido à realização de residências artísticas por criadores nacionais e internacionais consagrados.

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Foi esta manhã, do dia 25 de junho, em conferência de imprensa que se realizou no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, que foi apresentado um projeto cultural inédito que se assume como voltado para o território e para a comunidade.

Trata-se da Rota Clandestina, projeto que tem o objetivo de transformar Setúbal num laboratório teatral, com a realização de residências artísticas por criadores nacionais e internacionais consagrados.

Nesta estratégia de afirmação de Setúbal como Cidade da Criação Artística, que se destina a reforçar a identidade cultural do concelho e a dinamizar o território do ponto de vista artístico, equipamentos municipais como o Fórum Luísa Todi e A Gráfica serão palco de várias residências artísticas.

As residências irão acolher dezenas de artistas nacionais e estrangeiros convidados, como Marco Martins e Victor Hugo Pontes, de Portugal; Pablo Rosal, de Espanha; Pippo Delbono, de Itália; e Leonardo Moreira, do Brasil, que vão explorar Setúbal nas criações.

O novo programa cultural, a decorrer até pelo menos 2022, é dirigido artisticamente por Renzo Barsotti, que em Portugal, entre outros projetos, fundou o Centro de Criação para o Teatro e as Artes de Rua e organizou o espetáculo inaugural do MAAR – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa.

Segundo o produtor, a Rota Clandestina permite “estabelecer uma relação nova, diferente e não convencional entre espetador e ator”, com ensaios abertos, além de “libertar e despertar novas energias criativas no território de Setúbal”.

A iniciativa procura, igualmente, ser um lugar de pensamento, pesquisa e experimentação, com o objetivo de dar corpo às ideias nos tempos e modos de que os artistas precisam.

A primeira sessão realizada no âmbito do projeto decorreu dezembro do ano passado, em A Gráfica – Centro de Criação Artística, com a residência artística Corpos Clandestinos, conduzida pelo coreógrafo e encenador Victor Hugo Pontes, que volta a Setúbal em agosto para nova residência.

Desde o dia 17 de junho e até 3 de julho, o artista italiano Pippo Delbono está a preparar a estreia da produção teatral Amore, sobre a busca pelo amor que conduz a vida das pessoas, com um conjunto de ensaios no Fórum Municipal Luísa Todi.

Paralelamente, está a decorrer no Cinema Charlot – Auditório Municipal o Ciclo Pippo Delbono, de entrada gratuita, sempre a partir das 20h, com a exibição de quatro registos em vídeo de peças de teatro criadas pelo artista italiano, com legendas em português.

Pau Palacios, da Agrupación Señor Serrano, de Barcelona, irá desenvolver, a partir de outubro, o limite e fronteira enquanto conceitos explorados numa residência artística.

Sabe-se ainda que, no próximo ano, o dramaturgo e diretor artístico do Teatro Hiato de São Paulo, Leonardo Moreira, irá desenvolver em Setúbal uma residência artística, na qual propõe abordar questões relativas ao processo colonial e à quebra de barreiras entre colonizadores e colonizados.

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