Praça de Touros da Póvoa de Varzim demolida para dar lugar a um novo espaço multiusos

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Ali irá nascer a Póvoa Arena.

Têm sido vários os projetos que pretendem reabilitar antigas praças de touros. Em 2020, a Câmara de Setúbal informou que a Praça de Touros Carlos Relvas, encerrada desde 2017, e que chegou a ser considerada uma das praças de touros mais importantes do seu distrito, iria dar origem a um novo espaço cultural na cidade.

Em junho do ano passado, a Zaratan, uma associação de arte arte sediada em Lisboa, teve a ideia de requalificar a Praça de Touros da Azaruja, a mais antiga praça de touros em Portugal, mas entretanto não soubemos mais nada sobre o projeto. A única informação pública é que o crowdfunding correu muito mal – dos 250.000€ pedidos, somente foram angariados 8.750€.

Já este ano, tivemos os primeiros detalhes do novo espaço que vai substituir a Praça de Touros de Albufeira, um tauródromo que, durante vários anos, recebeu imensos espetáculos tauromáquicos, chegando até a ser uma das mais importantes praças do país.

O futuro projeto, a ser conhecido como Real Praça de Touros, será um espaço urbano contemporâneo, sóbrio e ambicioso, que promove uma inclusão social e uma consciência ambiental relevante. Terá zonas residenciais, áreas culturais, espaços comerciais de convívio e espaços ajardinados e de relaxamento, não havendo lugar para a tauromaquia.

Tudo isto para chegarmos ao presente, numa altura em que a Praça de Touros da Póvoa de Varzim, no distrito do Porto, começou a ser demolida. Essa vontade foi demonstrada em em 2019, quando foi anunciado que, ali, iria nascer a Póvoa Arena, um novo espaço multiusos com capacidade para 3.000 pessoas.

Acontece que, no ano seguinte, já depois do lançamento do concurso público para a empreitada, o processo de demolição foi travado pela Justiça, na sequência de uma ação movida pela Patripove (Associação de Defesa e Consolidação do Património Poveiro).

A associação considerava que o equipamento devia ser “preservado e não demolido”, apontando que o mesmo faz parte “do património imaterial da memória de gerações de poveiros e da memória da cultura popular Portuguesa”.

Já em março deste ano, Aires Pereira, presidente da Câmara da Póvoa de Varzim, revelou que, após análise, o tribunal indeferiu a providência cautelar, permitindo à autarquia ratificar, em Assembleia Municipal, o Plano de Pormenor para aquela zona da cidade, contemplando o novo equipamento. Seis meses depois, deu-se então início ao processo de demolição.

Quando estiver concluída, daqui a 18 meses, a Póvoa Arena poderá receber eventos culturais, feiras, congressos e atividades desportivas, mas as corridas de touros serão coisa do passado. Além disso, terá estabelecimentos comerciais e de restauração. O investimento estimado é de cerca de oito milhões de euros.

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