Portugal vai eliminar 135 passagens de nível até 2030

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A Infraestruturas de Portugal prevê substituir passagens de nível por estruturas superiores ou inferiores, automatizar sistemas de segurança e reforçar fiscalização até 2030.

Até 2030, várias passagens de nível em linhas ferroviárias estratégicas de Portugal vão deixar de existir ou sofrer alterações significativas, segundo o Plano para a Redução da Sinistralidade em Passagens de Nível. O programa prevê a eliminação de 135 passagens e a reclassificação de 237, num investimento global que ultrapassa os 316 milhões de euros, inserido numa estratégia mais ampla de modernização da ferrovia e de redução de acidentes para menos de dez por ano até ao final da década.

Ainda este ano, estarão concluídas 16 supressões e 31 automatizações, num investimento de 31 milhões de euros. As intervenções no terreno têm como objetivo principal reduzir os riscos nos cruzamentos entre estradas e linhas ferroviárias, tornando o trânsito mais seguro.

Entre as supressões previstas ainda este ano, destacam-se quatro na Linha do Oeste, nos concelhos de Sintra, Mafra, Óbidos e Figueira da Foz; três na Linha do Norte, nos concelhos de Santarém, Montemor-o-Velho e Coimbra; duas na Linha do Douro, nos concelhos de Peso da Régua e Sabrosa; duas na Linha do Sul, em Setúbal e Silves; uma no Alentejo, em Palmela; uma em Alfarelos, Montemor-o-Velho; uma no Algarve, em Silves; uma na Beira Baixa, em Abrantes; e uma no Leste, em Elvas.

António Viana, coordenador da Estrutura de Missão para a Redução da Sinistralidade na IP – Infraestruturas de Portugal, afirmou à Antena 1 que a concretização do plano implicará a eliminação de todas as passagens de nível rodoviárias na Linha do Norte, na Linha da Beira Alta, na Linha do Alentejo e na Linha de Évora até 2030. Estas passagens serão substituídas por estruturas superiores ou inferiores, permitindo atravessamentos mais seguros e contínuos.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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