Portugal concluiu o maior arquivo digital 3D do património cultural, com visitas virtuais a museus, monumentos e mais de 60.000 bens digitalizados.
O maior arquivo digital 3D do património cultural em Portugal já está concluído. O anúncio foi feito pelo Património Cultural, que confirmou o cumprimento – e superação – da meta definida no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com a criação de visitas virtuais a dezenas de espaços culturais em todo o país.
A iniciativa, integrada na submedida Visitas Virtuais em 65 Museus sob gestão da DGPC e das Direções Regionais de Cultura, ficou concluída no final de março. No total, foram produzidas 67 visitas virtuais, ultrapassando o objetivo inicialmente previsto.
Este projeto representa uma das principais apostas na digitalização do património cultural em Portugal, permitindo o acesso remoto a museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos. Através de tecnologia imersiva, os utilizadores podem explorar estes espaços online com elevado nível de detalhe, incluindo áreas e elementos que, em muitos casos, não estão acessíveis ao público em visitas presenciais.
Desde o arranque, em abril de 2024, o projeto incluiu também a digitalização de mais de 60.000 bens culturais móveis, recorrendo a tecnologias 2D e 3D. Foram ainda produzidos 13 filmes documentais, contribuindo para reforçar o acesso público ao património e criar novas ferramentas de apoio à investigação, educação e divulgação cultural.
Designado PATRIMÓNIO CULTURAL 360, o projeto envolveu um investimento superior a 11 milhões de euros e abrange atualmente um conjunto alargado de instituições culturais em Portugal continental. A iniciativa contou com a participação de mais de 20 entidades parceiras, entre organismos públicos, autarquias, fundações e arquivos, além da RTP como media partner.
Entre os espaços já disponíveis online destacam-se o Mosteiro da Batalha, com acesso detalhado a elementos como as abóbadas das Capelas Imperfeitas e o rendilhado manuelino; a Sé de Évora, cuja visita virtual inclui o claustro e o terraço; e o Museu Nacional da Música, agora instalado em Mafra, que pode ser explorado digitalmente através desta plataforma.
