A Sony removeu da PlayStation Store todos os jogos da ThiGamesDE, uma das editoras mais prolíficas da plataforma, mas igualmente responsável por entulhar a loja de jogos de baixa qualidade.
O número de jogos disponíveis na PlayStation Store diminuiu consideravelmente, mas talvez por boas razões. Esta diminuição do catálogo de jogos disponíveis para compra deve-se a uma nova posição da PlayStation, no combate produtos de baixa qualidade, designados por shovelware.
Ao todo, terão sido “delisted” cerca de 1194 jogos, como afirma o utilizador e caçador de trofeus RobThanatos. Em comum, todos estes títulos pertencem à editora ThiGamesDE, que apesar de ser desconhecida pelo publico em geral, ocupava a quarta posição enquanto maior editora na PlayStation Store. Alguns dos jogos de baixa qualidade, costumam ter a aparência de apresentações ao estilo de power point, usar mecânicas minimalistas, elementos genéricos e gratuitos, por utilizarem conteúdos gerados por IA e por explorarem temas absurdos inspirados em memes de baixa qualidade.
Estes jogos tornavam-se rapidamente populares na plataforma, pela sua componente memética, pelos preços muitos baixos e pela facilidade de concluir trofeus, tornando-os aliciantes aos caçadores de troféus, que podem acumula-los sem grande desafio e muito rapidamente. Graças a isso, também surgiam facilmente em tabelas de novos lançamentos e de mais vendidos, causando alguma disrupção indesejada na plataforma.
Até ao momento, a Sony não comentou oficialmente a situação, mas este é um dos raros caso de controlo de conteúdos que muitos jogadores e utilizadores da PlayStation irão aceitar de braços abertos, por encontrarem a sua plataforma um pouco mais limpa e com menos entulho intrusivo.
Este problema não é, no entanto, exclusivo da PlayStation e da PlayStation Store. Nos últimos meses, também a Nintendo tem sido alvo de críticas por aceitar jogos de baixa qualidade na Nintendo eShop, uma situação que se tem agravado cada vez mais, colocando inclusive jogos com teor adulto com grande facilidade nas mãos dos mais jovens e que também denuncia os processos de validação da tecnológica nipónica.
