Sony abraça a inteligência artificial com ferramentas para ajudarem no desenvolvimento de jogos PlayStation

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A Sony Interactive Entertainment assumiu que a inteligência artificial é prioridade estratégica e que alguns dos seus estúdios já aplicaram a tecnologia em jogos PlayStation já lançados.

Numa apresentação de estratégia corporativa divulgada a 8 de maio, Hideaki Nishino, presidente e CEO da Sony Interactive Entertainment, clarificou o posicionamento da empresa mãe da PlayStation face à inteligência artificial, abraçando as novas tecnologias para ajudarem no desenvolvimento de jogos e, até, revelando que alguns estúdios já estão a implementar inteligência artificial em diferentes partes da produção e gestão de projetos futuros e já lançados comercialmente.

 “Vemos a IA como uma ferramenta poderosa para nos ajudar nesta missão“, lê-se no documento, que detalha a aplicação das tecnologias nos estúdios internos, desde o controlo de qualidade à modelação 3D e à animação.

Um dos exemplos de destaque é o Mockingbird, uma ferramenta desenvolvida internamente que gera animações faciais 3D a partir de capturas de performance com atores reais. A Sony garante que esta ferramenta que não está a substituir atores humanos, mas que torna mais eficiente o processamento dos dados recolhidos nas sessões de captura. Alguns exemplos de resultados desta tecnologia já podem ser encontrados em projetos ativamente em desenvolvimento na Naughty Dog e a San Diego Studio, não mencionando quais, destacando-se a menção de Horizon Zero Dawn Remastered daGuerrilla Games, já publicado, nomeadamente na modelação do cabelo de Aloy.

A apresentação aponta também para o que a tecnologia pode significar para os jogadores com, por exemplo, a Sophy, o agente de corridas utilizado em Gran Turismo 7, como exemplo de uma experiência que só existe graças a estas ferramentas. Há ainda protótipos de NPCs movidos por inteligência artificial, ainda sem nome público, e aplicações ao nível da plataforma, como o encaminhamento de transações e novas formas de curadoria de conteúdo.

O entusiasmo da liderança da Sony não é, no entanto, partilhado por uma grande maioria dos envolvidos no desenvolvimento de jogos. No recente inquérito State of the Industry do GDC Festival of Gaming foi identificado que 52 por cento dos profissionais da indústria considera que a tecnologia de inteligência artificial já tem um impacto negativo, um salto considerável face aos 30 por cento do ano anterior. Os números são ainda mais expressivos nas áreas de arte visual e técnica (64 por cento), design e narrativa (63 por cento) e programação (59 por cento).

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
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