Party Sleep Repeat 2019 – Paragem obrigatória em S.João da Madeira

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No passado dia 27 de abril marcámos presença em mais um Party Sleep Repeat, em S.João da Madeira. Foi a 7ª edição de um festival que se destaca pelo seu cariz social e que nasceu em 2013 como um tributo a Luís Lima, jovem sanjoanense falecido em 2012. Para além dos donativos a famílias carenciadas angariados através da receita da bilheteira (Apadrinhe Esta Ideia), há ainda, desde a 4ª edição, o apoio a uma causa nacional, a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

O Oliva Creative Factory albergou, assim, a nova edição deste festival que tem atraído cada vez mais festivaleiros. Foram mais de 12 horas de música e 10 artistas distribuídos por três palcos. Marcaram presença nomes grandes do panorama da música nacional como Dead Combo, The Parkinsons ou Glockenwise.

A festa começou cedo com um concerto surpresa de Duquesa, alter-ego de Nuno Rodrigues, vocalista e guitarrista dos Glockenwise, no Centro de Arte Oliva.

De seguida avançámos, já sem surpresas, para o Palco Terraço, onde desfrutámos de um final de tarde bem caloroso na companhia de Melquiades, banda lisboeta de rock experimental composta por António Agostinho na guitarra, Diogo Sousa na bateria, João Nascimento nas teclas e Luís Luceno no baixo, e ainda de Galo Cant’Às Duas, duo oriundo de Viseu que prefere não assumir qualquer género/rótulo musical. Foi um concerto agradável com o baixo e as teclas de Gonçalo Alegre e a bateria de Hugo Cardoso a envolverem-se para uma sonoridade única.

Sem grandes demoras, descemos para o Palco Alameda onde a banda portuense Astrodome já se preparava para abrir as hostes do mesmo. O seu rock psicadélico repleto de fuzz contagiou os presentes que, aos poucos, se foram aglomerando junto do palco. Foi uma atuação bastante segura e intensa de uma banda que merece ser destacada.

Seguiu-se Jibóia, projeto que nasceu como sendo one man band por Óscar Silva, mas que, neste momento, conta já com mais dois elementos – André Pinto nas teclas e no saxofone e Ricardo Martins na bateria. Com as sonoridades de Jibóia, sentimo-nos a deambular ora por terras orientais, ora por terras ocidentais, como se estivéssemos a experienciar uma mescla de culturas. Impossível ficar indiferente a esta junção de ritmos.

A tarefa de encerrar o Palco Alameda ficou a cargo dos Conjunto Corona, carismático grupo de Hip-Hop portuense. Quem já assistiu a um espetáculo de Corona sabe que a festa é garantida e, desta vez, bem antes do começo do concerto, o público foi-se amontoando bem junto do palco. O coletivo do produtor dB (David Bruno) conduziu o tão aclamado Santa Rita Lifestyle para S.João da Madeira num espetáculo bem regado de boa disposição, euforia e, claro, do famoso Hidromel que a mascote da banda, o Homem do Robe, se encarregou de distribuir pelos mais sedentos que pairavam nas primeiras filas.

Por esta altura já havia algum atraso no que diz respeito ao horário estipulado do alinhamento, e foi com alguma pressa que o público se deslocou para o Palco Forno, o principal do festival, pois estava prestes a começar o concerto de Go!Zilla, banda italiana ainda não muito conhecida do público português, mas que demonstrou ser uma boa surpresa com um fuzz psicadélico bastante maduro.

Era a vez de dos Glockenwise subirem ao palco num concerto que foi inteiramente dedicado a Plástico, o mais recente álbum do coletivo barcelense. Este 4º longa duração representa uma metamorfose da banda, não só nas letras, desta vez escritas na língua materna e que contrastam com os três trabalhos anteriores todos eles na língua inglesa, mas também nas sonoridades que agora abraçam uma realidade mais pop.

O concerto mais aguardado da noite estava prestes a acontecer. O recinto estava praticamente lotado para receber os Dead Combo com Tó Trips a liderar a banda sem Pedro Gonçalves. Ficamos sempre com a sensação de que poderíamos passar horas a fio a ouvir os Dead Combo. Demasiado bom! Foi, sem dúvida, um momento de excelência desta 7ª edição do festival.

Depois de um concerto arrebatador, foi altura de agitar o Oliva Creative Factory. E quem melhor que os The Parkinsons para o fazer? Já todos sabemos do que estes senhores são capazes em palco e Afonso Pinto, Victor Torpedo, Pedro Chau e Ricardo Brito exigem nada menos que uma sala completamente agitada. Não é para meninos!

Já pela madrugada dentro, e para terminar, Cumbadélica, projeto de Igor Ribeiro e Marie Lopes, brindaram os resistentes com um set repleto de sonoridades tropicais misturando diferentes culturas que resultam num ambiente festivo.

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