Construtoras portuguesas asseguram presença no novo aeroporto de Lisboa

O novo aeroporto de Lisboa contará com a participação de construtoras portuguesas, num investimento liderado pela Vinci Airports.

O novo aeroporto de Lisboa, batizado Luís de Camões, contará com uma forte participação de construtoras portuguesas. Nicolas Notebaert, presidente da Vinci Airports e diretor-geral de concessões do grupo francês, disse em entrevista ao Negócios (acesso pago) que a prioridade da Vinci é o mercado local, garantindo que empresas nacionais como Teixeira Duarte, Alves Ribeiro e Mota-Engil terão um papel ativo no projeto.

A expansão do terminal 1 do Aeroporto de Lisboa, atualmente liderada pela Mota-Engil em consórcio, exemplifica essa estratégia. Segundo Notebaert, mesmo que a Vinci participe financeiramente, será sempre em parceria com empreiteiros portugueses, reforçando a ideia de que todos os grupos nacionais têm lugar em futuros projetos, não apenas os grandes nomes citados.

O investimento no novo aeroporto é descrito como o maior da Vinci na sua rede global, superando projetos anteriores, como o comboio de alta velocidade entre Paris e Bordéus. Comparado com outras obras internacionais, a construção de raiz em Lisboa representa o maior projeto de infraestrutura na Europa Ocidental do grupo. A preparação financeira já começou, com a Vinci a planear mecanismos de financiamento complexos, ajustados às flutuações das taxas de juro, garantindo solidez económica e operacional para um projeto desta dimensão.

Em Portugal, o grupo investiu cerca de 800 milhões de euros nos últimos 13 anos em aeroportos nacionais, sendo 2025 o ano de maior investimento até ao momento, com 130 milhões. O reforço da pista do Aeroporto do Porto, inaugurado recentemente com um investimento de 50 milhões, faz parte de um programa mais amplo para aumentar capacidade e atrair mais voos. O desenvolvimento do Porto serve também como contrapeso ao congestionamento de Lisboa, permitindo que o tráfego seja equilibrado entre os aeroportos e que o potencial das cidades seja desbloqueado de forma sustentável.

Quanto ao novo aeroporto, a ANA, detida pela Vinci, já avançou com a primeira fase do estudo de impacto ambiental e mantém-se dentro dos prazos. O projeto técnico e financeiro será conduzido em paralelo com a avaliação ambiental, considerada crítica para a obtenção das licenças necessárias. A otimização do projeto permitiu reduzir custos sem comprometer capacidade ou qualidade, adaptando o aeroporto às necessidades da aviação moderna.

Até lá, a Vinci procura garantir que os passageiros tenham mais voos diretos para destinos nacionais e internacionais, diminuindo a pressão sobre Lisboa e distribuindo de forma mais equilibrada o tráfego aéreo. A segunda fase de aumento de capacidade do atual aeroporto está planeada para o período entre 2027 e 2030, com um investimento ligeiramente superior aos 250 milhões atualmente em curso. O objetivo é maximizar a eficiência operacional sem criar constrangimentos artificiais.

Manteigaria lança meias inspiradas nos Pastéis de Nata

Os Pastéis de Nata ganham uma nova forma com as meias da Manteigaria, produzidas em algodão orgânico e à venda em Portugal.

A Manteigaria lançou um novo artigo que transporta um dos maiores símbolos da doçaria portuguesa para um território inesperado: os pés. A marca passou a disponibilizar meias inspiradas nos Pastéis de Nata, já à venda em todas as suas lojas, e apresentou em simultâneo um kit especial associado ao Dia dos Namorados, com comercialização limitada entre 9 e 16 de fevereiro.

O novo produto surge como uma extensão do universo da marca, permitindo que um dos doces portugueses mais reconhecidos a nível internacional seja transformado num objeto do quotidiano. As meias, de edição limitada, foram produzidas em Portugal com algodão 100% orgânico e estão disponíveis em dois tamanhos, 36-40 e 41-45.

Segundo Lúcia Martins, Brand Manager da Manteigaria, a aposta segue a lógica de outros produtos lançados anteriormente, como chávenas e sacos de pano, que se tornaram populares entre clientes nacionais e turistas interessados em levar uma recordação ligada à marca e à identidade portuguesa. A responsável explica que a intenção foi manter esse conceito, criando um souvenir com uma abordagem descontraída, associado ao imaginário emocional que os Pastéis de Nata já representam para muitos consumidores.

Com um PVP de 10€, podem ser adquiridas em qualquer uma das lojas físicas da marca ou através de entrega ao domicílio, recorrendo ao Uber Eats.

Para além deste lançamento das meias, a Manteigaria apresentou um kit especial dedicado ao Dia dos Namorados, pensado para consumo a dois. Disponível apenas durante o período referido, o conjunto tem o valor de 20€ e inclui um saco de algodão da marca, duas caixas com dois Pastéis de Nata cada e dois pares de meias, assumindo o tema do amor aos pares.

Atualmente, a Manteigaria conta com 16 lojas em Portugal, distribuídas pelos concelhos de Braga, Cascais, Lisboa e Porto. Em todas elas mantém-se o ritual do sino que assinala a saída de novas fornadas de Pastéis de Nata acabados de fazer.

Ryanair confirma saída dos Açores e aponta 2027 como possível regresso se taxas forem reduzidas

    Michael O’Leary confirma o fim da operação da Ryanair nos Açores em março e admite um eventual regresso apenas se forem eliminadas taxas ambientais e reduzidos os custos aeroportuários.

    Michael O’Leary admite que a Ryanair só regressará aos Açores se houver uma redução significativa das taxas cobradas, admitindo mesmo que esse regresso apenas possa acontecer no verão de 2027. Em entrevista ao Negócios (acesso pago), o CEO da companhia aérea garante que não existe qualquer negociação em curso com as autoridades regionais ou com a ANA e confirma que a operação termina definitivamente no final de março.

    A decisão de abandonar as rotas açorianas foi tomada em novembro do ano passado, numa altura em que a Ryanair ainda admitia a possibilidade de reabrir a base aérea em Ponta Delgada. Apesar desse cenário, O’Leary mantém-se convicto quanto à saída e aponta como fator determinante a aplicação da taxa ambiental aos voos entre o continente e os Açores. Até ao final de 2025, a região beneficiava de uma isenção semelhante à das Canárias, mas desde 1 de janeiro de 2026 passou a ser cobrada uma taxa de 12€ por passageiro nos voos a partir de Lisboa e do Porto. Segundo o responsável, este encargo inviabiliza uma operação baseada em tarifas baixas, sobretudo num contexto em que os custos aeroportuários nos Açores se aproximam dos praticados em Lisboa.

    O CEO da Ryanair acrescenta que o Governo Regional não cumpriu um acordo celebrado há cerca de três anos, o que contribuiu para a decisão de encerrar a operação. Sublinha ainda que existem alternativas mais competitivas para a companhia, referindo que é possível voar de Lisboa para Rabat, em Marrocos, sem taxa ambiental, com custos aeroportuários cerca de 50% mais baixos do que nos Açores e com uma duração de voo inferior. Para O’Leary, as ilhas ficam fora da rede da Ryanair até que a taxa ambiental seja eliminada e as tarifas aeroportuárias reduzidas entre 50% e 60%.

    Estas declarações contrastam com a posição do Turismo dos Açores, que tem afirmado que as negociações continuam. O’Leary rejeita essa versão e assegura que não existe qualquer diálogo em curso, apontando como prova o facto de não ser possível reservar voos para depois de março. Segundo o responsável, os aviões já foram realocados para outros destinos e as autoridades regionais estão a transmitir informação que não corresponde à realidade.

    Questionado sobre um eventual regresso caso a ANA avance com uma redução relevante das taxas, O’Leary admite essa possibilidade apenas a médio prazo. Se a taxa ambiental for abolida e os custos aeroportuários reduzidos de forma significativa, a Ryanair poderá regressar aos Açores no verão de 2027, descartando qualquer retorno ainda este ano. Quanto à possibilidade de eliminação destas taxas, considera que existe uma probabilidade real de a União Europeia rever o modelo durante este ano, criticando o que classifica como incoerências na política ambiental europeia, que penaliza voos de curto curso enquanto mantém isenções para a aviação de longo curso, mais poluente.

    Apesar da saída dos Açores, a Ryanair não prevê abandonar outros aeroportos em Portugal. Pelo contrário, a companhia planeia acrescentar novas rotas, embora mantenha um diferendo com a ANA. O’Leary acusa a gestora aeroportuária de ter aumentado as taxas na Portela em cerca de 50% desde a pandemia e critica a proposta de novos aumentos para financiar antecipadamente o futuro aeroporto de Alcochete, defendendo que não faz sentido cobrar por uma infraestrutura que ainda não entrou em funcionamento. Na sua leitura, o monopólio da ANA deveria terminar e o Governo português tem margem para promover concorrência, nomeadamente através da abertura do Montijo num prazo reduzido, permitindo aliviar a pressão sobre Lisboa.

    No contexto da privatização da TAP, a Ryanair manifesta igualmente interesse nas slots que a companhia aérea portuguesa terá de libertar por razões de concorrência. O’Leary confirma essa intenção e critica a atribuição anterior de slots à easyJet, argumentando que a decisão beneficiou uma companhia com menor capacidade de crescimento. Segundo o CEO, a Ryanair prevê receber cerca de 300 aviões da Boeing nos próximos oito anos, o que permitirá aumentar o número de passageiros de 200 para 300 milhões, enquanto a easyJet terá um crescimento bastante mais limitado.

    Caso consiga adquirir slots em Lisboa, O’Leary estima que cada par de aterragem e descolagem permita transportar cerca de 100.000 passageiros por ano. Um conjunto de dez pares de slots eficientes poderia, assim, acrescentar um milhão de passageiros anuais ao aeroporto da Portela. Ainda assim, sublinha que esse crescimento não depende exclusivamente da redistribuição de slots, defendendo que o aumento da capacidade dos terminais existentes permitiria acrescentar entre 10 e 15 aviões à operação em Lisboa.

    Quanto às limitações da pista, O’Leary rejeita que constituam um entrave estrutural. Compara a Portela ao aeroporto de Gatwick, que opera com uma única pista e movimenta cerca de 65 milhões de passageiros por ano, questionando a razão pela qual Lisboa se mantém próxima dos 30 milhões. Na sua perspetiva, o problema reside sobretudo na gestão dos terminais, lembrando que a generalização do check-in online e a redução da bagagem de porão diminuíram as necessidades de espaço. Com ajustes operacionais, considera possível elevar a capacidade da Portela para cerca de 40 milhões de passageiros por ano.

    Executivo prepara novo modelo para garantir distribuição de jornais no Interior

    Governo anuncia novos concursos para apoiar a distribuição de jornais no Interior e avalia alternativas face à situação da VASP.

    O Governo vai lançar dois concursos públicos, um a Norte e outro a Sul do país, com o objetivo de assegurar a distribuição de jornais e revistas em territórios de baixa densidade. A iniciativa pretende reforçar a concorrência no setor e garantir o acesso à informação em todo o território nacional. O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, durante uma audição na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, num momento em que a comunicação social atravessa dificuldades estruturais.

    De acordo com o governante, o modelo em preparação assenta numa partilha de custos entre o Estado, as empresas cujos títulos são distribuídos e os municípios abrangidos. A medida visa apoiar pontos de venda localizados em zonas do Interior, através de uma articulação entre administração central, poder local e operadores privados. A proposta já foi apresentada às empresas de distribuição e à Associação Nacional de Municípios Portugueses e prevê um sistema dual de responsabilidades, procurando dar resposta a um problema persistente na distribuição de publicações.

    A situação da VASP, atualmente a única distribuidora nacional de jornais e revistas, foi igualmente abordada. António Leitão Amaro reconheceu que as rotas no Interior são financeiramente deficitárias, mas considerou excessivo o montante solicitado pela empresa para assegurar esse serviço, estimado em 3,5 milhões de euros anuais. O Governo aguarda agora uma posição formal dos intervenientes, admitindo a análise de alternativas caso não seja possível garantir a distribuição regular das publicações nas zonas mais isoladas.

    RioSul Shopping vai ser requalificado e ampliado

      O RioSul Shopping, aberto desde 2006, irá sofrer em breve obras que visam melhorar a experiência dos visitantes.

      Quando se fala de centros comerciais, normalmente o assunto é sempre relacionado com abertura ou fecho de lojas. Porém, vão também surgindo obras de requalificação, e parece que é isso que acontecerá, em breve, com o RioSul Shopping.

      Aberto desde 2006, o centro comercial surgiu, na altura, da necessidade de expandir o hipermercado Continente. 20 anos depois, o shopping conta com 126 lojas distribuídas por dois pisos, 18 restaurantes, um hipermercado, uma esplanada, um parque infantil e estacionamento gratuito. Mas as coisas não vão ficar por aqui.

      Esta semana, o Presidente da Câmara do Seixal, Paulo Silva, reuniu-se com a proprietária do RioSul Shopping e foi apresentado um projeto que prevê a requalificação e a ampliação daquele centro comercial. A proposta contempla o aumento da área destinada a espaços comerciais, bem como a implementação de um conceito integrado que articula comércio e cultura, incluindo iniciativas de carácter lúdico e cultural abertas à população. Está igualmente previsto o reforço da capacidade do parque de estacionamento existente.

      O desenvolvimento do projeto será acompanhado por um estudo de mobilidade, considerado essencial para assegurar soluções equilibradas ao nível dos acessos e da circulação, salvaguardando o interesse público, a qualidade de vida dos residentes e uma adequada organização do território.

      Nesse sentido, a Câmara Municipal do Seixal mantém disponibilidade para acompanhar e discutir propostas apresentadas por promotores sempre que estas representem benefícios para o concelho, incluindo a criação de novos postos de trabalho.

      Limitações na infraestrutura ferroviária condicionam serviço da Fertagus, admite concessionária

      Sobrelotação, atrasos e supressões continuam a marcar o serviço da Fertagus, afetando diariamente milhares de utentes do concelho do Seixal.

      O Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva, reuniu-se esta semana com a Fertagus, concessionária da ligação ferroviária entre as duas margens do Tejo, com o objetivo de exigir respostas concretas e imediatas para os problemas que afectam diariamente milhares de utentes do concelho do Seixal. A degradação do serviço, que o próprio autarca constatou, marcada por comboios sistematicamente sobrelotados, atrasos recorrentes e supressões frequentes, tem gerado um elevado número de reclamações e criado condições de circulação que não garantem conforto nem segurança a quem depende deste transporte para se deslocar.

      Este encontro surge na sequência da contestação crescente da população, que culminou numa petição pública a exigir melhorias urgentes no serviço prestado. Para além das queixas formais, foi feito um acompanhamento direto da realidade vivida pelos utentes, através de viagens realizadas em horas de maior afluência, permitindo observar e ouvir quem utiliza diariamente o comboio para ir trabalhar. Dessa observação resultou a constatação de um cenário de grande compressão humana, com pessoas sem espaço para se moverem, em condições consideradas incompatíveis com um serviço público essencial.

      Durante a reunião, Paulo Silva disse que a Fertagus reconheceu a existência de constrangimentos, atribuindo-os sobretudo ao aumento da procura e a limitações impostas pela Infraestruturas de Portugal. Segundo a concessionária, troços onde anteriormente a circulação se fazia a cerca de 90 quilómetros por hora passaram, por imposições técnicas, a ser percorridos a velocidades muito inferiores, chegando aos 10 quilómetros por hora, o que provoca atrasos sucessivos e acumulação de passageiros nas estações. Foi também explicado que a aquisição de novo material circulante implica prazos de entrega na ordem dos sete anos, o que levou a empresa a optar pela compra de material usado. Devido à bitola da linha, essa aquisição só é possível no mercado espanhol.

      Nesse contexto, a Fertagus referiu ter conseguido adquirir apenas duas carruagens em Espanha, que necessitam de adaptação e certificação em Portugal, estando a sua entrada ao serviço prevista apenas para o segundo semestre de 2027. Cada uma dessas carruagens terá capacidade para cerca de 380 passageiros, pelo que o impacto desta incorporação no aumento da oferta será reduzido. A empresa admite a possibilidade de vir a adquirir mais material usado, uma vez que está prevista, em 2026, a entrega de novos comboios à operadora espanhola, o que poderá libertar unidades atualmente em circulação.

      A Fertagus afastou a hipótese de regressar aos horários anteriormente praticados e indicou que, a curto prazo, qualquer melhoria dependerá sobretudo de intervenções na infraestrutura ferroviária, nomeadamente da redução dos chamados afrouxamentos, permitindo uma circulação a velocidades mais elevadas e com menor probabilidade de atrasos. Foi ainda mencionado que, em 2025, a empresa realizou um inquérito aos utentes, no qual a maioria manifestou satisfação com o serviço, com resultados superiores aos registados no ano anterior.

      Após a reunião, foi reafirmada a intenção de continuar a acompanhar a situação e a manter a pressão institucional e cívica, sublinhando a urgência de encontrar soluções eficazes para a mobilidade na margem sul do Tejo, em particular no transporte ferroviário. A Câmara Municipal do Seixal já solicitou reuniões com o Ministro das Infraestruturas e com a Secretária de Estado da Mobilidade, considerando que o problema exige respostas estruturais, articuladas e urgentes, estando também prevista a solicitação de um encontro com a Infraestruturas de Portugal.

      A série Fallout está disponível gratuitamente no YouTube

      Oferta limitada permite ver a série sem subscrição do Prime Video.

      Os fãs de histórias pós‑apocalípticas têm agora uma oportunidade rara: a Amazon colocou a primeira temporada completa de Fallout no seu canal do YouTube, permitindo ver os oito episódios sem qualquer custo.

      A iniciativa abre a porta a novos espetadores que ainda não têm subscrição do Prime Video, mas a oferta é temporária, uma vez que estará disponível apenas até 12 de fevereiro. Depois dessa data, a série regressa ao catálogo exclusivo da plataforma.

      A estratégia da Amazon parece ser a de disponibilizar gratuitamente a primeira temporada, e assim procura atrair novos fãs precisamente no momento em que a segunda temporada se aproxima do fim, cujo episódio final está marcado para 5 de fevereiro.

      Baseada no universo dos jogos da Bethesda, Fallout transporta-nos para uma Los Angeles devastada, onde três narrativas se cruzam: Lucy, interpretada por Ella Purnell, uma jovem ingénua que abandona o abrigo onde cresceu; Maximus, um soldado da Irmandade do Aço; e o Ghoul, vivido por Walton Goggins, um caçador de recompensas marcado pela radiação e por um carisma singular. A série mantém o tom característico da saga, misturando humor negro, violência a cair para o exagerada e um ambiente retrofuturista cuidadosamente recriado.

      Tribunal desbloqueia e avançam as obras da Barragem do Pisão

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      Decisão anula suspensão e permite retomar trabalhos num projeto considerado estratégico para o Alto Alentejo.

      A construção da Barragem do Pisão pode finalmente avançar, depois de o Tribunal Administrativo de Castelo Branco ter anulado o efeito suspensivo que impedia o início das obras. A decisão dá razão aos municípios de Portalegre e Fronteira, representados pelo advogado Nuno Barroso, e invalida a providência cautelar apresentada por associações ambientalistas.

      Joaquim Diogo, presidente da CIMAA, afirmou que o tribunal identificou um erro no processo que tinha originado a suspensão das obras da Barragem do Pisão, confirmando que todos os procedimentos legais foram cumpridos, incluindo a Declaração de Impacte Ambiental. Para o responsável, trata‑se de uma validação importante de um projeto fundamental para o Alto Alentejo. E embora impedida de iniciar a obra no terreno, a CIMAA garante que nunca parou o trabalho preparatório, prosseguindo com as operações de realojamento dos habitantes da aldeia do Pisão, os processos de indemnização de proprietários, a análise das propostas para o sistema de regadio, avaliado em mais de 60 milhões de euros, e a fase final de adjudicação da conduta de adução para abastecimento público. Ao mesmo tempo, avançaram os estudos para o concurso da componente fotovoltaica.

      Joaquim Diogo reforçou ainda que a CIMAA mantém abertura ao diálogo com todas as partes envolvidas, defendendo uma abordagem assente no respeito por diferentes posições e na defesa dos interesses da região.

      Belle and Sebastian regressam a Lisboa para tocar If You’re Feeling Sinister na íntegra

      If You’re Feeling Sinister, disco icónico dos Belle and Sebastian, vai ser interpretado na íntegra em Lisboa, no Coliseu dos Recreios.

      Os Belle and Sebastian vão regressar a Lisboa para celebrar os 30 anos do disco If You’re Feeling Sinister. A banda escocesa atua no Coliseu dos Recreios no dia 21 de julho, num concerto em que o disco será tocado na íntegra, seguido de um segundo bloco com alguns dos temas mais emblemáticos da carreira do grupo.

      Formados em 1994, os Belle and Sebastian destacaram-se rapidamente na cena musical contemporânea, sob a liderança de Stuart Murdoch, criando uma sonoridade própria que influenciou gerações de artistas, incluindo Camera Obscura, The Shins, Pains of Being Pure at Heart, Kimya Dawson, Sufjan Stevens e Jens Lekman.

      Em 1996, o grupo lançou os seus primeiros álbuns de longa duração. Tigermilk, editado em junho pela editora local Electric Honey, abriu portas a uma audiência mais ampla e levou à assinatura com a Jeepster Records, que publicou If You’re Feeling Sinister em novembro do mesmo ano. O disco contém clássicos como “Seeing Other People”, “Like Dylan in the Movies” e “Get Me Away from Here, I’m Dying” e é frequentemente apontado como a obra-prima da banda.

      Quanto aos bilhetes, estão disponíveis nos locais habituais variando entre os 40 e os 60€.

      Nespresso lança edição limitada Caffè Florian inspirada na tradição veneziana de 1720

      Em 2026, a Nespresso assinala 40 anos de existência com o Caffè Florian, uma homenagem à tradição do café italiano e aos espaços históricos de encontro em Veneza.

      A Nespresso apresentou esta quinta-feira, num evento onde o Echo Boomer esteve presente, a sua mais recente edição limitada, o Caffè Florian, um lote desenvolvido para homenagear as raízes do café italiano e, especificamente, o histórico estabelecimento de Veneza fundado em 1720. O objetivo? Replicar o perfil sensorial servido no café mais antigo de Itália.

      O novo lote caracteriza-se por ser composto inteiramente por grãos 100% Arábica, provenientes maioritariamente do Brasil e das Honduras. Durante o evento, Cláudia Costa, Coffee Ambassador da marca, distinguiu as duas principais espécies de café, notando que enquanto a Robusta é responsável pelo amargor e corpo, a Arábica oferece habitualmente notas mais aromáticas. Contudo, o Caffè Florian apresenta uma particularidade técnica relevante: apesar da ausência de grãos Robusta, o café atinge um aftertaste prolongado e vincado devido ao processo de torra italiana, que é significativamente mais escura.

      Com uma intensidade classificada em nível 9, o perfil sensorial do café revela notas de chocolate, especiarias e frutos secos. A embaixadora da marca sublinhou que a intenção foi criar um produto que espelhe a cultura de consumo italiana, onde o café é encarado não apenas como uma bebida, mas como um momento de pausa e criação.

      Inserido na gama Ispirazione Italiana, o Caffè Florian integra as celebrações dos 40 anos da Nespresso. Já está disponível nas boutiques da marca e no site oficial, com cada cápsula a custar 0,59€ – o mínimo para comprar é sempre em caixas de 10 cápsulas.

      Nespresso celebra 40 anos em Portugal com “casamento” com a Torres Novas

      A colaboração com a Torres Novas marca os 40 anos da Nespresso e foca-se na produção nacional, com artigos fabricados em unidades têxteis no norte de Portugal.

      A Nespresso e a marca têxtil Torres Novas apresentaram publicamente esta quinta-feira, num evento onde o Echo Boomer esteve presente, uma colaboração que marca as celebrações do 40º aniversário da marca de café. O projeto centra-se no desenvolvimento de uma coleção de artigos de mesa que, ao contrário das habituais linhas de acessórios globais da multinacional, tem a sua base de produção concentrada em unidades fabris situadas no Norte de Portugal.

      A coleção Nespresso x Torres Novas é composta por guardanapos e individuais de mesa de tecido 100% algodão que utilizam o histórico de fabrico da Torres Novas, empresa com atividade centenária no setor têxtil nacional. O design das peças aposta numa paleta de cores que alterna entre o bege, o encarnado e o bordeaux, apresentando-se tanto em padrões de riscas como em versões lisas. Durante a apresentação, os responsáveis destacaram que todo o processo de confeção foi assegurado por mão-de-obra local, reforçando a ligação da marca suíça à indústria e cultura portuguesas.

      Esta iniciativa surge como uma tentativa de associar o consumo de café a contextos de refeição mais alargados e de convívio, como o almoço ou o brunch, afastando-se da lógica do consumo rápido e isolado. Segundo Inês Vaz Pinto, Partner & Creative Director da Torres Novas, a parceria fundamenta-se em valores de longevidade e qualidade técnica, visando a criação de produtos com durabilidade geracional.

      O evento serviu ainda para enquadrar esta colaboração no percurso histórico da Nespresso, que teve origem em 1986 com o objetivo técnico de transpor a experiência do café expresso profissional para o contexto doméstico. Em 2026, a estratégia passa por integrar o produto em rituais de mesa mais tradicionais, acompanhando o lançamento de novas referências de café, como o Caffè Florian, num ambiente que privilegia a produção e o saber-fazer local.

      A coleção Nespresso x Torres Novas está disponível nas Boutiques Nespresso e no site oficial da marca, sendo que cada conjunto de 2 guardanapos pode ser adquirido por 22.90€ e cada conjunto de 2 individuais por 24.90€.

      Piscina Municipal Coberta de Portalegre encerrada por tempo indeterminado

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      Intervenção nas caldeiras e trabalhos de limpeza motivam encerramento temporário da infraestrutura.

      A Câmara Municipal de Portalegre anunciou o encerramento temporário da Piscina Municipal Coberta dos Assentos a partir de 29 de janeiro, devido à necessidade de realizar trabalhos de manutenção. Segundo o município, foram identificadas anomalias que comprometem o funcionamento normal da instalação, sobretudo no que diz respeito às temperaturas da água e do ambiente.

      Para resolver estas falhas, será feita uma intervenção no sistema de caldeiras, considerada essencial para restabelecer as condições adequadas de utilização. Ao mesmo tempo, vai ser efetuada uma manutenção mais profunda em toda a infraestrutura, incluindo operações de limpeza, tratamentos intensivos da água e outras ações necessárias para garantir o cumprimento dos requisitos legais aplicáveis a equipamentos desportivos.

      A autarquia de Portalegre sublinha que a reabertura da piscina será comunicada oportunamente através das suas redes sociais e do site oficial, assegurando que os utilizadores serão informados assim que os trabalhos estiverem concluídos.

      2025 marca crescimento histórico na CP com aumento de passageiros em todos os serviços

      Em 2025, a CP transportou 208,2 milhões de passageiros, com crescimento significativo nos comboios Regionais, InterRegionais e Intercidades.

      A CP – Comboios de Portugal alcançou em 2025 um marco histórico, transportando 208,2 milhões de passageiros, o valor mais elevado deste século e um aumento de 10,6% face a 2024, equivalente a 19,9 milhões de viajantes adicionais.

      O crescimento mais expressivo ocorreu nos comboios Regionais e InterRegionais, que passaram de 15,3 para 31,7 milhões de passageiros, registando um aumento de 107,1%. Os Intercidades também registaram uma subida significativa, com 5,4 milhões de passageiros, mais 1,8 milhões do que no ano anterior, enquanto os serviços Urbanos do Porto aumentaram cerca de 15,8%, totalizando 27,6 milhões de passageiros, impulsionados em parte pela reativação da Linha de Leixões. Os Alfa Pendular mantiveram-se estáveis, com procura crescente e elevada adesão por parte dos viajantes.

      O Passe Ferroviário Verde, em vigor desde outubro de 2024, já contabiliza 780.000 assinaturas e mais de 3 milhões de reservas nos Intercidades, das quais 704.000 assinaturas e 2,7 milhões de reservas ocorreram apenas em 2025.

      De resto, a CP continua a modernizar e recuperar o material circulante, com o objetivo de aumentar a disponibilidade de carruagens e assegurar a operação regular dos serviços. Neste contexto, as carruagens ARCO foram introduzidas nos Intercidades, contribuindo para uma maior capacidade de transporte de passageiros.

      Relembrar ainda que o processo de renovação da frota ferroviária prossegue com a chegada, para ensaios técnicos, da primeira de 22 novas automotoras encomendadas à Stadler, incluindo 12 bi-modo e 10 elétricas, destinadas a reforçar os serviços Regionais, num investimento de 158 milhões de euros. Para além disso, foi assinado um contrato com o consórcio Alstom/DST para a aquisição de 117 novos comboios elétricos, 62 para serviços urbanos e 55 para regionais, com 36 unidades opcionais adicionais, totalizando 175 novas automotoras e um investimento superior a 1,2 mil milhões de euros, a maior compra de material circulante da história da empresa.

      Governo prolonga apoio da Botija Solidária e mantém subsídio de 15€

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      Medida de proteção a famílias vulneráveis vai continuar perante os elevados preços da energia.

      O Governo decidiu prolongar em 2026 o apoio de 15€ por garrafa de gás de petróleo liquefeito, mantendo ativo o programa Botija Solidária. A medida, publicada em Diário da República através do despacho nº 1016/2026, assegura uma dotação máxima global de 2,065 milhões de euros para este ano.

      Segundo o documento, a decisão resulta da continuidade da instabilidade no setor energético, marcada por conflitos geopolíticos que têm pressionado em alta o preço do GPL. O Executivo sublinha que, perante este cenário, é essencial reforçar o apoio às famílias mais vulneráveis e combater a pobreza energética.

      O regulamento agora aprovado prevê uma dotação de 865.000€ para 2026, à qual se soma o saldo remanescente de 2025, no valor de 1,2 milhões de euros. O apoio mantém-se destinado a beneficiários da tarifa social de eletricidade ou de prestações sociais mínimas, permitindo um subsídio de 15€ por garrafa, até duas por mês e um máximo de 12 por ano.

      Assinado pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, o despacho entra em vigor esta sexta-feira e garante a continuidade do programa Botija Solidária, que é considerado essencial para aliviar o impacto dos custos energéticos nas famílias com menores recursos.

      Chantiers de l’Atlantique vai construir os próximos navios da Royal Caribbean

      A Royal Caribbean vai ter a novíssima Discovery Class, com novos navios que prometem experiências únicas aos passageiros, reforçando a colaboração de longa data com o Chantiers de l’Atlantique.

      O Royal Caribbean Group anunciou acordos com o estaleiro Chantiers de l’Atlantique, em Saint-Nazaire, França, para a construção da nova classe de navios Discovery, concebida para transformar a experiência dos passageiros. Os contratos incluem duas encomendas, com opções para quatro navios adicionais. O primeiro navio deverá ser entregue em 2029, enquanto o segundo está previsto para 2032.

      A colaboração entre Royal Caribbean e Chantiers de l’Atlantique remonta a 1985, com a construção dos navios da classe Sovereign, incluindo o Sovereign of the Seas, Monarch of the Seas e Majesty of the Seas. Desde então, a cooperação prolongou-se com classes como a Oasis, com navios como o Harmony of the Seas, e a Edge Series da Celebrity Cruises. A Discovery Class surge agora como o mais recente capítulo desta relação histórica.

      O estaleiro Chantiers de l’Atlantique, reconhecido mundialmente, conta com uma trajetória de quatro décadas a construir navios de referência para a indústria, tendo entregue até agora 21 unidades para o Royal Caribbean Group. Atualmente, o estaleiro trabalha na construção de novos navios, incluindo o Oasis 7 e o Celebrity Xcite.

      O Royal Caribbean Group prepara-se também para apresentar uma carteira diversificada de experiências turísticas, que inclui cruzeiros oceânicos e fluviais, além de oito destinos terrestres até 2028.

      Celebrity River Cruises vai ter 20 navios até 2031

      A frota fluvial da Celebrity River Cruises vai crescer com 10 novos navios, oferecendo cruzeiros pelo Reno, Danúbio e rotas sazonais na Europa.

      A Celebrity River Cruises anunciou um plano de expansão que vai aumentar a sua frota para 20 navios até 2031, com a adição de 10 novas embarcações. O primeiro passo desta expansão começa com o corte do primeiro aço do Celebrity Compass, o primeiro navio de rio da companhia. Com esta estratégia, a Celebrity River Cruises vai tornar-se num dos maiores operadores de cruzeiros fluviais na Europa, oferecendo mais itinerários e destinos do que em qualquer outro momento. A temporada europeia de 2028 já está aberta para reservas, apresentando um aumento de 80% no número de destinos em comparação com a primeira temporada de 2027.

      Para assinalar esta fase, a companhia disponibilizou para reservas mais de 160 cruzeiros em mais de 50 destinos europeus. Os passageiros poderão percorrer o Reno até às vinhas da Alsácia, seguir o Danúbio até aos históricos mercados de Budapeste, ou acordar em Praga e terminar o dia num café no centro de Viena. A estreia da Celebrity River Cruises está prevista para 2027 com os navios Celebrity Compass e Celebrity Seeker, seguidos pelo Celebrity Wanderer, Celebrity Roamer e Celebrity Boundless em 2028.

      Jason Liberty, presidente e CEO do Royal Caribbean Group, sublinhou que a procura pelos cruzeiros fluviais da marca ultrapassou todas as expectativas e que a expansão da frota permitirá disponibilizar esta experiência a mais viajantes. Já Laura Hodges Bethge, presidente da Celebrity Cruises, recordou que a temporada inaugural de 2027 esgotou em menos de seis minutos, evidenciando a procura pela experiência de serviço e hospitalidade da marca. Para dar resposta a esta procura, a temporada de 2028 apresenta 80% mais destinos europeus, cinco navios e mais de 160 itinerários, ampliando significativamente as possibilidades de explorar os rios europeus.

      Os cruzeiros de 2028 vão incluir trajetos pelo Reno, pelo Danúbio superior e inferior, e rotas sazonais, como a época das tulipas na Holanda ou os mercados de Natal europeus. Entre as novidades estão 24 novos portos, incluindo uma estadia em terra em Bucareste, no Danúbio inferior, e itinerários que destacam a beleza natural e a história de cada região.

      Os cruzeiros pelo Danúbio inferior incluem seis viagens entre Bucareste e o desfiladeiro de Iron Gates, uma das passagens fluviais mais impressionantes da Europa, combinando património cultural e paisagens naturais. Nos cruzeiros pelo Reno, os passageiros navegarão entre Basileia e Amesterdão, atravessando castelos, vinhedos e vilas históricas como Estrasburgo e Rüdesheim. O Danúbio superior conecta Regensburg e Nuremberga a Budapeste, oferecendo a possibilidade de coincidir com o Gäuboden Festival, uma das maiores celebrações culturais da Alemanha.

      A temporada inclui também cruzeiros durante a época das tulipas, entre Bruxelas e Amesterdão, com paragens nos Jardins de Keukenhof, nos moinhos de Kinderdijk e em Maastricht. Os cruzeiros de Natal percorrem a rota entre Basileia e Amesterdão, visitando aldeias iluminadas no Vale do Reno, proporcionando uma experiência de inverno marcada por mercados tradicionais e paisagens cobertas de neve.

      Falhas graves levam Apple a suspender atualizações para dispositivos antigos

      Problemas nas atualizações levam a Apple à retirada imediata de várias versões do iOS.

      A Apple decidiu suspender as atualizações lançadas no início da semana para iPhones e iPads mais antigos. As versões iOS 18.7.4, 16.7.13, 15.8.6 e 12.5.8, bem como as correspondentes para iPad, deixaram de poder ser instaladas, mesmo que continuem a surgir como disponíveis no menu de atualização do sistema.

      Estas versões tinham um propósito de renovar certificados de segurança prestes a expirar, assegurando o funcionamento contínuo de serviços essenciais como iMessage, FaceTime e autenticação de contas Apple até, pelo menos, janeiro de 2027. Contudo, algo correu mal durante o processo de distribuição, obrigando a empresa a suspender de imediato a sua disponibilidade.

      A situação ganhou maior gravidade quando a operadora australiana Telstra alertou para falhas de ligação à rede e dificuldades em realizar chamadas de emergência após a instalação do novo software. Embora o problema pareça circunscrito, a Apple optou por agir rapidamente para evitar riscos adicionais.

      Para já, não há indicação de que utilizadores portugueses estejam a ser afetados, mas a recomendação passa por evitar instalar qualquer atualização que tenha sido suspensa, mesmo que ainda apareça listada no dispositivo. A Apple deverá lançar novas versões corrigidas assim que o problema estiver totalmente identificado.

      Acta Moa Lisboa Hotel abre portas após reconversão do Edifício GC30

      O Acta Moa Lisboa Hotel, resultado da reabilitação de um edifício histórico, combina turismo, escritórios e áreas comuns no coração de Lisboa.

      A MAP Engenharia e Construção concluiu a reabilitação e transformação do Edifício GC30, dando origem ao Acta Moa Lisboa Hotel, um estabelecimento de quatro estrelas localizado no coração do Areeiro, em Lisboa. O projeto representa a reconversão integral de um imóvel histórico da Avenida Gago Coutinho, com mais de 24.500 m², originalmente construído nos anos 70, adaptando-o aos padrões contemporâneos de conforto, eficiência e experiência urbana.

      O novo hotel integra 197 quartos, áreas de escritórios flexíveis, restaurante, cafetaria, ginásio, biblioteca, auditório, amplos espaços comuns e uma piscina no terraço, criando uma oferta diversificada que combina turismo e estadias prolongadas. A intervenção exigiu soluções técnicas complexas, incluindo desafios estruturais e funcionais, numa área urbana consolidada, onde cada etapa da obra teve impacto direto na dinâmica do bairro.

      O desenvolvimento do hotel esteve a cargo da Acustikassunto, participada do The Edge Group, que possui atuação relevante no setor imobiliário e turístico.

      Smash burgers da Twist e poke bowls da I Love Poke chegam em breve a Lisboa

      A Twist e a I Love Poke chegarão à cidade de Lisboa este ano, e logo com duas lojas. Mas o Grupo Starfoods tem mais aberturas na calha.

      O Grupo Starfoods avançou para uma nova fase do seu plano de crescimento ao escolher a Retail Mind como parceira para acompanhar a expansão das suas marcas em centros comerciais. A colaboração surge num contexto de reforço da presença física do grupo e de maior exigência na seleção de localizações consideradas críticas para a sustentabilidade do negócio.

      Com um portefólio que inclui Companhia, Loja das Sopas, Selfish, Bifanas de Vendas Novas, Ti Catarina e Basílico, a Starfoods prepara-se ainda para integrar duas novas marcas, Twist (dedicada a smash burgers) e I Love Poke (poke bowls). Esta entrada amplia a diversidade da oferta do grupo e reflete uma estratégia orientada para diferentes segmentos do mercado da restauração.

      No âmbito do acordo agora estabelecido, a Retail Mind passa a atuar como interlocutora do grupo junto das entidades gestoras dos centros comerciais. Entre as responsabilidades assumidas estão a análise de oportunidades de expansão, a avaliação das zonas com maior potencial dentro dos shoppings e a condução dos processos de negociação, tanto para novas lojas como para contratos já em vigor. O trabalho desenvolvido tem como objetivo otimizar as condições contratuais e contribuir para uma maior eficiência económica das unidades existentes.

      A curto prazo, o grupo prepara várias aberturas ainda no primeiro semestre do ano. Estão previstas novas unidades da Bifanas de Vendas Novas em Miraflores, Ovar e no Campus de São João, a inauguração de uma Loja das Sopas no Atrium Saldanha e a chegada das marcas Twist e I Love Poke à região de Lisboa, com duas lojas de cada conceito.

      A I Love Poke é uma cadeia italiana de poke bowls, onde surgiu pela primeira em 2017. Nove anos depois, fará a sua estreia internacional, entrando no mercado português em breve. Sobre a Twist nada conseguimos descobrir, mas insere-se num nicho já amplamente dominado por propostas como a da Street, Smashville, VICIO, Ugly Smash Burgers, Dupe, Bullguer e No.Sense, entre outros.

      Tudo isto acontece numa altura em que o Grupo Starfoods acelera o seu plano estratégico, que prevê a duplicação da rede de lojas até 2030, alcançando um total de 120 unidades.

      CUGA automatiza embalamento de cogumelos na unidade de Paredes

      A produtora de cogumelos CUGA concentra em Paredes o embalamento de produtos laminados e prevê produzir 6,5 mil toneladas em 2026.

      A CUGA, produtora de cogumelos frescos sediada no Norte de Portugal, vai avançar com a automatização do embalamento na unidade de Paredes, concentrando nessa fábrica, a partir do final de fevereiro, a embalagem dos produtos laminados. Esta operação integra um investimento global de três milhões de euros iniciado em 2025, destinado à modernização das linhas de produção e de refrigeração nas várias unidades do grupo, localizadas também em Vila Flor, no distrito de Bragança, e em Vila Real.

      O objetivo passa por reforçar a eficiência operacional e criar condições para que a empresa atinja, em 2026, uma faturação de 24 milhões de euros.

      Segundo o CEO da empresa, Nuno Pereira, a aposta na marca própria no mercado nacional implicou uma reorganização profunda de todo o processo produtivo. Após a entrada em funcionamento, em Vila Flor, de uma unidade dedicada à produção interna do composto onde crescem os cogumelos, o foco do investimento deslocou-se para Paredes. A unidade retomou a produção em 2025 e, desde então, foram contratados 50 trabalhadores para funções de colheita.

      A modernização tecnológica, associada à requalificação das infraestruturas de frio, permitiu assegurar a continuidade da cadeia de refrigeração desde a colheita até ao consumidor final. De acordo com o responsável, uma hora após serem colhidos, os cogumelos são arrefecidos e mantêm a mesma temperatura ao longo de todo o circuito de distribuição. Este processo obrigou à reorganização das várias unidades do grupo, uma adaptação que se encontra em fase de conclusão.

      A CUGA prevê manter um crescimento anual de cerca de 20%, ritmo iniciado em 2023, estimando uma produção de 6,5 mil toneladas de cogumelos frescos em 2026. O investimento ao longo de toda a cadeia produtiva permitiu, segundo a empresa, ganhos de eficiência capazes de compensar o aumento generalizado dos custos registado nos últimos anos, ao mesmo tempo que reforçou a capacidade de resposta às exigências da grande distribuição, tanto em volume como em qualidade.

      Responsável por cerca de 80% da produção nacional de cogumelos frescos, a empresa, anteriormente conhecida como Varandas do Sousa, continua a fornecer produtos para marcas brancas dos supermercados, tendo simultaneamente alargado a sua oferta com uma gama própria posicionada em diferentes segmentos de mercado. Desde 2025, a marca passou a estruturar os seus produtos em quatro linhas distintas, abrangendo propostas regulares e sazonais.

      A inovação e a ligação ao meio académico constituem outro dos pilares da estratégia da CUGA. A empresa colabora com o Departamento de Química da Universidade de Aveiro no estudo da valorização de subprodutos dos cogumelos, nomeadamente na investigação de aplicações na área dos suplementos alimentares. Em paralelo, o Instituto Politécnico de Bragança trabalha com a produtora no aperfeiçoamento dos cogumelos cultivados em Trás-os-Montes, envolvendo investigação científica, produção de conhecimento e formação de estudantes e antigos alunos.

      A cooperação estende-se à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, que desenvolve projetos de investigação com a CUGA com o objetivo de melhorar a qualidade do produto e aumentar a eficiência das condições de produção. Estas parcerias incluem a realização de estágios curriculares e profissionais nas unidades da empresa, bem como a preparação de projetos académicos nos diferentes ciclos de ensino superior, centrados na fileira dos cogumelos produzidos na região.