John Wick vai ter um jogo de altas produções

A Saber Interactive anunciou mais um jogo ambicioso, desta vez uma adaptação de John Wick.

A Saber Interactive anunciou mais uma adaptação de filme para videojogo, trazendo John Wick ao controlo dos jogadores, com a cara e voz de Keanu Reeves.

Para já com o título provisório de Untitled John Wick Game, esta nova produção, resulta de uma colaboração com a Lionsgate, para entregar um jogo de ação na terceira pessoa de altas produções, designado como AAA.

Revelado com um trailer maioritariamente CGI, foi possível também ver pequenos clipes de jogabilidade que revelam o jogo em ação, com Wick a combater inimigos com as suas habilidades de “gun-fu” bem afinadas e com uma direção muito cinemática.

O jogo de John Wick conta também com o envolvimento do realizador Chad Stahelski, ao lado de Reeves, que servem também como produtores. Já no que toca à canonicidade deste projeto, está confirmado que o jogo faz parte da narrativa e linha temporal dos filmes, com a sua história a passar-se alguns anos da Impossible Task. Para além disso, estão também prometidas aparições de personagens familiares dos filmes e que fazem parte da história de John Wick.

Ainda sem data de lançamento prevista, o jogo de John Wick está em produção para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

007 First Light recebe novo trailer de história

A IO Interactive mostra um pouco mais da origem da sua versão de James Bond.

A caminho do lançamento de 007 First Light, a IO Interactive revelou mais um emocionante trailer da nova aventura original de James Bond.

O novo trailer revelado durante o mais recente State of Play foca-se na narrativa do jogo, com especial destaque na origem da personagem, ao passar pelo Programa 00. Para além disso, a produtora partilhou mais informações sobre a história do jogo, prometendo uma experiência cheia de momentos importantes que definem o início da carreira de Bond, as relações que o moldam e as missões de alto risco que o seu nome numa lenda até entre espiões e vilões.

Este novo olhar a 007 First Light apresenta novas localizações exóticas, muita ação, trechos de jogabilidade emocionantes com sequencias de tiro e de combate corpo a corpo, ao mesmo tempo que revela um pouco da sua premissa principal, na qual Bond terá que perseguir e travar 009, que virou vilão.

007 First Light é o novo jogo desenvolvido pela equipa responsável pela mais recente e aclamada trilogia de Hitman, descrito como um jogo de ação e aventura emocionante, do qual se espera encontrar o ADN de exploração e experimentação de Hitman, injetado no mundo de espionagem e James Bond.

Com lançamento marcado para 27 de maio, 007 First Light está a ser produzido para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC através da Steam e Epic Games Store.

Marvel Tokon: Fighting Souls tem lançamento em agosto

Com data marcada, os X-Men juntam-se a Marvel Tokon: Fighting Souls.

A Arc System Works anunciou durante o mais recente State of Play queMarvel Tokon: Fighting Souls tem lançamento marcado para 6 de agosto. O anúncio foi acompanhado com um novo olhar ao novo jogo de luta da Marvel, com trailer de história e a confirmação de que os X-Men se vão juntar às batalhas.

Entre o novo elenco de personagens encontram-se Storm, Magik, Wolverine e Danger, enquanto Unbreakable X-Men e parte integrante da narrativa do jogo, na qual a maioria dos X-Men viram-se obrigados a sair das linhas da frente do combate.

Para além da confirmação das novas personagens foi também revelado o Episode Mode, que servirá de campanha com uma progressão narrativa feita através de mangas e de comic books ocidentais dinâmicas, que apresenta heróis e vilões em conflito e em momentos de colaboração contra novas ameaças.

Com data já conhecida, Marvel Tokon: Fighting Souls tem lançamento no PC e PlayStation 5 e já pode ser reservado nas lojas digitais em três edições, a partir de 69,99€.

MultiOpticas renova imagem na Covilhã com reabertura no Serra Shopping

Com um design contemporâneo e melhor organização, a MultiOpticas reabriu no Serra Shopping, na Covilhã.

A MultiOpticas acaba de apresentar a sua nova face na Covilhã, reabrindo ao público a sua loja no Serra Shopping. A partir desta sexta-feira, 13 de fevereiro, o espaço volta a receber clientes após um período de intervenção focado na modernização das instalações e na melhoria da experiência de consumo.

Esta remodelação insere-se na estratégia nacional da marca, que tem vindo a atualizar a sua rede de lojas para oferecer ambientes mais contemporâneos e alinhados com a atual identidade visual da insígnia. Embora a intervenção tenha preservado todas as áreas funcionais preexistentes, o foco incidiu numa atualização estética profunda. Quem visita o espaço encontra agora um ambiente mais luminoso e organizado, desenhado para tornar o percurso de escolha de óculos mais intuitivo e a permanência em loja mais confortável.

O novo layout procura garantir uma maior fluidez na circulação, sem descurar o acompanhamento técnico personalizado. Para a marca, o investimento nestas melhorias físicas reflete a necessidade de responder às expectativas de um consumidor cada vez mais exigente, que valoriza tanto a qualidade do serviço clínico como o conforto do espaço comercial.

Com as portas novamente abertas no centro comercial da Covilhã, a ótica retoma a sua atividade plena, mantendo a aposta na acessibilidade aos cuidados de visão através da disponibilização de consultas gratuitas.

Governo segura preço da água no Alqueva e alarga margem para a agricultura

Despacho conjunto mantém preço da água contratada mas elimina descontos antigos. Medida visa garantir a sustentabilidade do Alqueva e penalizar o uso ineficiente da água.

Os agricultores servidos pelo Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA) não vão sofrer aumentos no preço da água, desde que se mantenham dentro dos volumes contratados. A garantia foi dada pelo Governo através de um novo despacho conjunto que, além de congelar a tarifa base, altera as regras de gestão do recurso para oferecer maior flexibilidade às necessidades das culturas, penalizando simultaneamente o desperdício.

A decisão, assinada pelos ministérios das Finanças, do Ambiente e da Agricultura, visa responder aos desafios climáticos sem comprometer a tesouraria do setor agrícola. Na prática, a tarifa da água mantém-se inalterada para todos os consumos que respeitem os limites estabelecidos nos contratos, uma medida que se estende também aos aproveitamentos confinantes. O objetivo central é oferecer previsibilidade económica a quem produz, num contexto de crescente pressão sobre os recursos hídricos.

A grande novidade deste regime prende-se com a elasticidade permitida na rega. O Governo decidiu aumentar o teto máximo de utilização de água por cultura, que passa de 110% para 125%. Esta alteração permite aos produtores acederem a volumes de água superiores em anos agrícolas mais exigentes ou quando as culturas assim o determinem. No entanto, esta flexibilidade vem acompanhada de um mecanismo de dissuasão do consumo excessivo: a água utilizada acima do volume contratado passará a ter um custo agravado. Este preço diferenciado funcionará por escalões, podendo atingir um agravamento de até 400% sobre a tarifa normal no último patamar, criando um forte incentivo à eficiência.

O diploma dita ainda o fim de uma era no Alqueva: é eliminada a tarifa reduzida que vigorava nos primeiros anos de exploração. Criada originalmente para incentivar a adesão ao regadio, o Governo considera que essa fase está ultrapassada, dados os atuais elevados níveis de adesão e a estabilização dos sistemas produtivos, sendo agora prioritário garantir a sustentabilidade económica de todo o empreendimento.

A revisão do contrato de concessão abre ainda a porta, sempre que as condições hidrológicas o permitam, ao reforço da capacidade do sistema, com a possibilidade de disponibilizar mais 100 hectómetros cúbicos de água para a agricultura. O plano do executivo contempla também o avanço de estudos e projetos para novas infraestruturas, nomeadamente a regularização de caudais nos afluentes do Guadiana, a jusante de Pedrógão, e a interligação entre as albufeiras do Monte da Rocha e de Santa Clara, obras que serão financiadas por verbas do Ambiente.

Governo avança com PRR nacional e duplica linha de crédito para mil milhões de euros

Vai ser criado o PTRR, um Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) integralmente nacional para recuperar infraestruturas críticas.

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, revelou esta quinta-feira a criação de um novo instrumento estratégico para fazer face aos estragos provocados pelas intempéries que têm assolado o país. Batizado pelo chefe do Governo como PTRR, trata-se de um Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) integralmente nacional, desenhado para reforçar a robustez das infraestruturas críticas e responder de forma estrutural às consequências das cheias.

O anúncio foi feito em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, onde Montenegro se deslocou para acompanhar a situação no terreno após a reunião do Conselho de Ministros. O governante explicou que já foram emanadas diretrizes para os vários ministérios com o objetivo de operacionalizar este plano, que surge após uma “reflexão aprofundada” do executivo. O foco deste programa “exclusivamente português” incidirá sobre a reabilitação e o fortalecimento de redes essenciais, abrangendo desde as infraestruturas básicas, rodoviárias e ferroviárias, até aos setores da energia, águas e serviços públicos.

Reconhecendo que o país tem pela frente “um desafio enorme”, o Primeiro-Ministro sublinhou a necessidade de preparar o território para resistir a futuros fenómenos extremos, assegurando uma resposta transversal a um problema que tocou todo o território nacional.

Para além da estratégia de infraestruturas, o Governo decidiu duplicar a “almofada” financeira destinada ao tecido empresarial. Face à elevada procura – já deram entrada cerca de 3.500 candidaturas correspondentes a 700 milhões de euros -, o Conselho de Ministros aprovou o aumento da linha de crédito de apoio à tesouraria de 500 para mil milhões de euros. Estes empréstimos, que contemplam um período de carência, visam injetar liquidez imediata nas empresas afetadas.

Luís Montenegro procurou transmitir uma mensagem de confiança e proximidade, garantindo que os apoios estão a ser processados “com uma rapidez muito grande”, embora admita que, para quem perdeu bens ou o seu meio de sustento, a perceção de celeridade possa ser diferente. O líder do executivo apelou ainda às seguradoras para que assumam as suas responsabilidades e às autarquias para que acelerem as vistorias necessárias, passos fundamentais para que as indemnizações cheguem rapidamente às famílias e comerciantes.

Arc Living. Porto ganha 93 novos apartamentos junto ao Pólo Universitário com a assinatura do Grupo Arliz

O Grupo Arliz lançou o Arc Living no Porto. Situado em Salgueiros, o novo projeto oferece 93 apartamentos T0 a T2, ginásio e foco na sustentabilidade.

A zona de Salgueiros, no Porto, prepara-se para acolher um novo dinamismo urbanístico com o lançamento do Arc Living. Situado numa localização estratégica na interseção da Rua do Dr. Manuel Laranjeira com a Via de Cintura Interna (VCI), o novo empreendimento residencial é promovido e construído pelo Grupo Arliz e promete reforçar a oferta habitacional numa das áreas mais procuradas da cidade, dada a sua proximidade ao Pólo Universitário e às principais unidades hospitalares.

O projeto, desenhado pelo gabinete de arquitetura mcf.a&a, destaca-se visualmente pela sua fachada Norte, onde uma curva pronunciada assume o protagonismo arquitetónico. Esta geometria arrojada é complementada pelo contraste de materiais nos alçados adjacentes, que combinam a robustez do betão com a elegância do mármore de Estremoz. O complexo organiza-se em dois blocos residenciais de sete pisos, somando um total de 93 frações que variam entre estúdios (18 T0), apartamentos de um quarto (51 T1) e de dois quartos (24 T2), com áreas compreendidas entre os 48 e os 139 m2.

Mais do que apenas habitação, o Arc Living foi concebido com foco na qualidade de vida e nas novas exigências do mercado residencial. O condomínio integrará diversas valências partilhadas, incluindo um ginásio, espaços ajardinados e uma sala multiusos equipada com kitchenette, apta para acolher reuniões ou eventos sociais. Ao nível da mobilidade e conveniência, o edifício dispõe de dois pisos de cave para estacionamento, contemplando lugares para mobilidade reduzida, zonas de lavagem de viaturas e pré-instalação para carregamento de veículos elétricos.

A sustentabilidade e a eficiência energética foram também prioridades no desenvolvimento do projeto. O edifício incorpora bombas de calor e painéis fotovoltaicos, além de uma seleção de materiais que privilegia recursos ecológicos. No interior das habitações, o conforto é assegurado por ar condicionado em todas as divisões, roupeiros embutidos e cozinhas em open space totalmente equipadas.

Segundo a MTC – Sic Imobiliária Fechada, entidade do Grupo Arliz responsável pela promoção, a localização é o grande trunfo deste investimento. A curta distância do Hospital de São João, do IPO e de diversas faculdades, aliada aos acessos diretos à A1, A3 e A4, posiciona o empreendimento como uma solução atrativa tanto para o segmento académico e da saúde, como para famílias que procuram centralidade. A promotora sublinha que esta é uma zona urbana consolidada e em constante valorização, esperando captar o interesse não só de residentes finais, mas também de investidores atentos ao potencial de rentabilidade da área.

A fase de comercialização do Arc Living já se encontra ativa, com o grupo promotor a disponibilizar condições especiais de lançamento para este novo marco residencial que pretende aliar a funcionalidade urbana a um design contemporâneo.

Grupo Mosqueteiros antecipa nove milhões de euros a produtores nacionais para mitigar impacto do clima

O Grupo Mosqueteiros avança com medida excecional para apoiar 525 produtores nacionais afetados pelo clima extremo, garantindo tesouraria e a continuidade da produção local.

Em resposta direta às severas condições meteorológicas que têm fustigado a atividade agrícola em Portugal nas últimas semanas, o Grupo Mosqueteiros anunciou uma medida excecional de apoio à tesouraria dos seus parceiros nacionais. A detentora da insígnia Intermarché decidiu antecipar pagamentos no valor aproximado de nove milhões de euros, visando injetar liquidez imediata no setor primário num momento particularmente crítico.

A iniciativa, que entra em vigor com efeitos imediatos, traduz-se numa redução temporária dos prazos de pagamento acordados com os produtores que integram o Programa Origens. O objetivo central é dotar estas empresas de maior capacidade financeira para enfrentarem os desafios operacionais e os prejuízos decorrentes da instabilidade climatérica recente, salvaguardando a continuidade das suas produções.

Esta medida de apoio abrange um segmento vital da cadeia de abastecimento do grupo. Atualmente, o Programa Origens envolve 525 produtores nacionais e representa um volume superior a 50.000 toneladas de produtos. Ao avançar com esta injeção de capital circulante, o Grupo Mosqueteiros reafirma uma estratégia de proximidade que mantém há mais de 30 anos em território nacional, privilegiando as cadeias curtas de abastecimento e a valorização do património gastronómico português.

Metal Gear Solid 4 é finalmente relançado com a Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2

A Konami revelou a Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2 e novidades para o Vol.1.

Após uma longa espera, Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots, vai ser relançado em plataformas modernas, terminando a sua exclusividade na já antiga PlayStation 3.

Este relançamento acontece graças ao anúncio de Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2, a segunda parte da coleção de remasterizações da saga completa de Metal Gear Solid. Este novo volume é mais contido que o primeiro, apenas com três jogos, destacando-se Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots e Metal Gear Solid: Peace Walker, na sua versão da HD Collection. Adicionalmente, o volume integra também Metal Gear: Ghost Babel como bónus extra, um jogo originalmente lançado nas Nintendo Game Boy e Game Boy Color no ano 2000.

Enquanto que Metal Gear Solid: Peace Walker chega com melhorias mais contidas, uma vez que já teve um tratamento HD no passado, é Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots que recebe as maiores atualizações. De acordo com a Konami, os jogadores encontrarão melhorias na resolução interna do jogo, frame rate elevado e jogabilidade revista e personalizável. Também digno de destacar é o seu lançamento em ecossistemas da Xbox e Nintendo, algo que foi, em tempos, impensável.

Para além de Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2, a Konami também revelou uma última atualização para Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 1. Esta atualização é de teor técnico, com atualizações visuais aos jogos, onde se destaca um aumento de resolução de Metal Gear Solid 1.

Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2 tem lançamento marcado para dia 27 de agosto no PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch e Nintendo Switch 2.

Upon Angels: Uma escolha luxuosa e atrevida para o Dia dos Namorados

O Upon Angels, do Stay Upon Hospitality Group, apresenta-se como um pequeno hotel cheio de irreverência, ao estilo de boudoir copiado do universo queirosiano, mas assumidamente atrevido.

O Upon Angels instala-se numa zona historicamente marcada pela transição entre o sagrado e o profano, recebendo francas influências da herança da sociabilidade boémia oitocentista reinterpretada num registo contemporâneo, maximalista e provocador. Entre papéis de parede narrativos, néons insinuantes, tecnologia invisível e um terraço-jardim que espelha o espírito multicultural do bairro, este hotel merece bem o distintivo de refúgio hedonista onde o apelo da transgressão é filtrado através da elegância e da arte.

Trata-se de um hotel bem discreto e à mão, numa Lisboa que cultiva a memória mas também o excesso. No número 10 da Rua dos Anjos, o Upon Angels, do Stay Upon Hospitality Group, surge como uma unidade hoteleira fora da caixa que soube materializar um conceito decadentista do século XIX, de realidades menos piedosas, numa tradução visual contemporânea disruptiva e, paradoxalmente, bem lisboeta.

Mas, para compreender a alma deste hotel, é necessário começar pela rua que o acolhe.

A rua dos Anjos está no cerne de uma história urbana cujo nome deriva da antiga Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, templo quinhentista que acabou por ser sacrificado no altar do progresso, aquando da abertura da Avenida Almirante Reis. No final do século XIX, a zona dos Anjos representava o início da “cidade nova”, fronteira simbólica entre a Baixa consolidada e as áreas em expansão.

Sociologicamente, tratava-se de um espaço nem aristocrático nem popular, nem totalmente respeitável nem francamente marginal. Nas imediações, em Arroios e Anjos, multiplicavam-se casas de pasto e cafés de tertúlia onde a boémia literária encontrava palco. Era um bairro onde o prazer, quando revestido de requinte, podia ser legitimado como forma superior de existência – a materialização urbana do que se convencionou chamar “pecado elegante”.

Um dos detalhes que mais nos chamaram logo a atenção foi o fantástico papel de parede do Upon Angels, com as suas figuras mascaradas, espartilhos e cenas de sedução, onde se nota, precisamente, uma transposição visual direta dos ambientes de “deboche sofisticado” que povoavam obras como Os Maias ou O Primo Basílio do nosso famoso escritor realista Eça de Queirós. Não se trata de uma reconstituição histórica, evidentemente, mas de uma evocação intencional dessa iconografia, que assim aparece reinterpretada sob o prisma do design contemporâneo: os néons provocadores, enquadramentos ousados, atitudes atrevidas, que transfiguram a reverência num jogo.

De notar que o edifício que alberga o Upon Angels mantém a traça exterior de uma estrutura histórica recuperada. A fachada, alinhada com a malha urbana, não denuncia de imediato a explosão estética que nos aguarda no interior.

Dizem-nos os funcionários que muitos dos que ali passam após o anoitecer, dando conta das janelas iluminadas, dos tons dos reposteiros vermelhos e do papel de parede, ou dos reflexos dourados do bar, acabam por se interrogar sobre que lugar é aquele, de aparência tão mística e intimista, luxuriante…

O Upon Angels, que resulta da recuperação de um edifício histórico, possui 47 quartos distribuídos por cinco pisos que, curiosamente, se vão estreitando à medida que subimos, assemelhando-se a uma estrutura piramidal. Ao cruzarmos o átrio, a primeira impressão é a de estarmos a pular para o interior de uma estética maximalista eclética do século XXI: o hotel recebe os hóspedes com veludos densos, franjas, padrões florais e elementos dourados, que convivem com superfícies industriais, iluminação de néon e detalhes gráficos contemporâneos.

O icónico sofá-namoradeira carmim – peça central logo à entrada – assenta sobre um pavimento geométrico azul e branco que evoca a tradição azulejar sem cair na literalidade, peça que remete para a intimidade partilhada, para o encontro cúmplice, para o espaço onde o olhar e a conversa se tornam prelúdio de algo mais.

Nos quartos, desde o standard, às suites românticas ou pop, a atmosfera aproxima-se da de um boudoir de luxo, filtrada por uma sofisticação artística que evita o vulgar.

Raissa Martins, que nos acompanhou e integra a equipa do Upon Angels há quase dois anos, descreveu a estética do hotel como “romântica e casual”, sublinhando o uso de tons vermelhos para evocar uma atmosfera mais íntima. Durante a visita, guiou-nos por diferentes tipologias de quartos, incluindo as suites temáticas. Na verdade, estes quartos estão pensados para se transformarem em palcos de encenação privada.

O primeiro onde entrámos foi o nosso estúdio Premium. Aí, a primeira impressão é de uma modernidade luxuosa e acolhedora. O estúdio é amplo e destaca-se pelo seu sofá vermelho vibrante e uma cama de casal larga, estrategicamente separada da zona de estar por uma cortina de tranças metálicas – um elemento de design que, segundo nos explicou Raissa, é um dos favoritos dos hóspedes pelo jogo visual que cria. Os néons reaparecem sobre a cabeceira da cama, por vezes sob a forma de silhuetas insinuantes – pernas que se desenham na penumbra – dialogando com quadros e almofadas de detalhes anatómicos.

Um roupeiro (munido de cofre) com luzes LED automáticas e de estética nipónica organiza o espaço, enquanto o balcão de apoio funciona como uma verdadeira coffee station, equipada com máquina de café, cafeteira e micro-ondas, além do mini-bar discretamente embutido e do armário superior com loiças de pequeno-almoço.

No WC, o contraste entre metais dourados e cerâmicas em tons de terracota, combinados com padrões em xadrez, revela uma atenção meticulosa ao detalhe. Cada superfície foi pensada para contribuir para uma atmosfera coerente, onde a exuberância é controlada por um desenho rigoroso.

No entanto, a mais surpreendente peça é a banheira japonesa circular, em tons de antracite, uma peça-escultura. Emoldurada por pastilha metalizada que cria reflexos hipnóticos, transforma o banho num ato cénico. A água, a luz e os materiais conjugam-se numa experiência relaxante, num cenário de luxo casual. Sinceramente, não é de perder.

E, como se não bastasse, da varanda, a vista sobre o saguão permite vislumbrar a piscina no piso térreo, criando uma sensação de oásis urbano.

Já o Red Room é um quarto totalmente dedicado ao vermelho, onde, das cortinas ao frigorífico, tudo exala paixão. Há também a Sweet Pop, localizada no quinto piso. Esta suite transporta-nos para um universo retro-vanguardista, como o nome indica, com decorações inspiradas na cultura pop, com certa inspiração evocativa dos clássicos da ficção científica, como Espaço: 1999. Por fim, a Sweet Romantic: um espaço que remete para o estilo dos anos 20 e para a Art Nouveau, proporcionando um ambiente mais relaxante e sofisticado.

O acesso aos quartos é controlado por cartões magnéticos, reforçando a ideia de exclusividade e segurança num espaço assumidamente destinado a adultos.

Nos elevadores, um painel digital rompe com a monotonia do transporte vertical. Mais do que indicar o piso, o ecrã oferece boas-vindas em múltiplas línguas e apresenta informação meteorológica em tempo real.

Na senda do lazer, somos reconduzidos ao Angels Bar, o coração social do Upon Angels, aberto diariamente das 11h às 21h30. Como dissemos, o papel de parede do bar é uma homenagem à Lisboa boémia do século XIX, criando o cenário perfeito para os pequenos-almoços (servidos das 8h às 12h) ou para um cocktail ao final da tarde.

O buffet continental (15€ por pessoa) é variado, em boa quantidade e com todos os básicos, oferecendo diversos tipos de corn flakes, ovos mexidos ou estrelados, queijos, salpicão e presunto, diversos tipos de pão, frutas, tomate e pepino, além de iogurtes. Estão disponíveis também opções mais doces, como croissants e mini panquecas, mini folhados de chocolate e pastéis de nata, tudo servido de vários toppings à discrição e acompanhado por sumos naturais e outras bebidas dispensadas por uma versátil máquina de café Delta.

A verdade é que o Angels Bar prolonga esta experiência. É uma sala lindíssima e única. O pequeno-almoço é aí servido num ambiente que evoca um clube privado exclusivo. O design industrial-chic – visível em estruturas metálicas e na garrafeira suspensa que ilumina o balcão ripado – sobrepõe-se à iconografia clássica das paredes. O resultado é um espaço híbrido, onde o passado boémio e a contemporaneidade urbana se entrelaçam. Ao final do dia, o bar assume outra identidade: torna-se ponto de encontro, lugar de socialização onde hóspedes e visitantes partilham a sensação de pertencer a um microcosmo distinto da cidade lá fora.

E, no entanto, o Upon Angels não se fecha sobre si próprio.

No saguão, no exterior, o terraço revela-se um segredo bem guardado. Trata-se de um pátio emoldurado por um mural de cores vibrantes que ecoa a tradição lisboeta de contar histórias nas fachadas, agora reinterpretada à luz da arte urbana, entre folhas imponentes de Strelitzias. Com uma piscina jacuzzi aquecida (muitos hóspedes utilizam-na mesmo no pino do inverno) e aquecedores a gás, o espaço é versátil e surpreendentemente íntimo e confortável.

No verão, o Upon Angels organiza aí sessões de cinema ao ar livre, sendo que este espaço pode ser reservado para eventos privados, como jantares com chefs convidados (que preparam desde sushi a comida mexicana) ou até casamentos íntimos.

Em suma, o Upon Angels não só se insere nesta nova dinâmica, como recupera a memória boémia e literária, projetando-a para um público global habituado a procurar e valorizar experiências imersivas e conceptuais.

Num tempo em que muitos projetos optam pela neutralidade escandinava ou pelo minimalismo assético, o Upon Angels escolhe exuberância, afirmando a liberdade de experimentar, de cruzar referências, de provocar. Mas fá-lo com elegância, evitando a caricatura. Como nas melhores páginas do grande Eça, a crítica e o deleite caminham lado a lado.

No fim, talvez o maior “pecado” do Upon Angels do número 10 da Rua dos Anjos seja o de dar aos visitantes a oportunidade de se sentirem felizes e realizados com requinte e liberdade autêntica. E porque não já no próximo dia 14, com o evento de fado previsto para o Angels Bar? Angelicamente falando, eu adoraria!

Saros recebe mais um vídeo de jogabilidade intenso

A Housemarque revelou mais um vídeo de Saros, que mostra cinemáticas e novas mecânicas.

O próximo jogo da Housemarque (a equipa de criadores de Returnal), está quase ao virar da esquina. E enquanto entramos em contagem decrescente há um novo vídeo com novos detalhes para explorar.

O novo vídeo de Saros serve de apanhado geral ao jogo, apresentando a jogabilidade frenética em combate e navegação pelo planeta Carcosa, novas cinemáticas protagonizadas por Rahul Kohli – um poderoso Soltari que parte numa aventura em busca de alguém muito importante do seu passado – e um olhar mais aprofundado às habilidades do nosso herói.

Com um loop de jogabilidade que a Housemarque define como “regressar mais forte”, através da exploração e inevitáveis mortes do jogador à medida que enfrenta inimigos mais fortes, é possível desbloquear novas e mais habilidades, algumas delas permanentes, que podem ser a chave para progredir e avançar.

O novo vídeo foca-se na Passage, um hub interativo, com outros personagens, onde o jogador regressa sempre que morre. Aqui, será possível também descobrir segredos de Carcosa, aprender mais sobre a história do jogo e das suas personagens e, claro, personalizar a experiência do jogo com habilidades e modificadores.

Na árvore de habilidades, denominada como Armor Matrix, encontram-se as melhorias permanentes para tornar o jogador mais forte, já os modificadores, são elementos mais experimentais que moldam a experiência de jogo, podendo tornar os confrontos mais desafiantes e difíceis, ou mais relaxados. No entanto, o jogo incentiva ao equilíbrio destas mecânicas, com um indicador que garante um nível de desafio consistente ao longo da campanha.

Na Passage também será possível escolher e viajar diretamente para os diferentes biomas do jogo, à medida que se vão desbloqueando, permitindo assim uma navegação mais intuitiva quando se pretende repetir e explorar novamente áreas já conhecidas.

Estes foram apenas algumas das novidades de Saros, que tem lançamento marcado para 30 de abril, para já em exclusivo nas consolas PlayStation 5.

Trilogia original de God of War vai ter um remake e God of War Sons of Sparta tem lançamento surpresa

A Santa Monica Studio celebra os 20 anos de God of War com boas notícias para os fãs.

Após muitos rumores e muita antecipação por parte dos fãs, a Santa Monica Studio, revelou tudo o que a comunidade queria ouvir. Há mais God of War e vamos regressar à “Greek Saga”.

Naquele que pode ter sido o anúncio mais explosivo do mais recente State of Play da PlayStation, as primeiras aventuras de Kratos nos videojogos terão um tratamento ambicioso em forma de remake. Ainda numa fase de desenvolvimento muito inicial, God of War Trilogy Remake foi, assim, anunciado, não se sabendo ainda para já a extensão deste remake, embora o estúdio afirme que a trilogia está a ser “refeita”, aludindo a algo maior que uma atualização visual dos jogos.  

O anúncio foi feito com TC Carson, o ator de voz original de Kratos, que nos trouxe uma notícia menos boa e outra fantástica. A menos boa é que God of War Trilogy Remake pode demorar algum tempo até ver a luz do dia, a fantástica é que God of War Sons of Sparta já pode ser jogado.

God of War Sons of Sparta é o nome do antecipado jogo de ação 2D, que foi assunto de discussão e de rumores nos últimos meses. E não foi apenas anunciado, como foi imediatamente lançado.

Esta aventura serve de prequela da saga God of War, colocando os jogadores na pele de um Kratos adolescente, durante o seu treina na Agoge, lado a lado com o seu irmão Deimos.

Este novo projeto conta com uma apresentação em pixel-art e é da responsabilidade da Mega Cat Studios e da equipa de escrita da Santa Monica Studio, responsável por God of War (2018) e pelo mais recente God of War Ragnarök.

God of War Sons of Sparta é, para já, exclusivo da PlayStation 5 e pode ser adquirido a partir de 29,99€.

Control Resonant desafia a gravidade no novo vídeo de jogabilidade

A sequela de Control promete ser ainda mais mirabolante.

A Remedy Entertainment revelou um novo vídeo de jogabilidade para o seu próximo jogo, Control Resonant, a sequela do aclamado Control – e spin-off de Alan Wake.

Agora ao controlo de Dylan Faden, o irmão de Jesse, a protagonista do jogo anterior, Control Resonant muda também de estilo, como já tínhamos visto no seu trailer de revelação durante os The Game Awards. Em vez de tiros e poderes sobrenaturais, Dylan conta com uma nova arma de combate de corpo a corpo, capaz de se transformar em espada, lança, martelo e muito mais, num registo mais próximo de um hack-and-slash.

Descrito como um RPG de ação, o novo vídeo de Control Resonant foca-se não só no combate, mas também no mundo e como vamos interagir e navegar nele, com destaque para o seu design aberto e interessantemente desorientante, já que tudo parece desafiar as leis da física e da gravidade, ao estilo do que vimos em filmes como Inception e Doctor Strange

De acordo com a Remedy, o jogo passa-se numa zona afetada por forças sobrenaturais na cidade de Manhattan, com áreas expansivas, cheias de atividades, combates escondidos e descobertas opcionais. Ao longo do jogo, o ambiente irá tornar-se cada vez mais estranho, à medida que Dylan tenta travar uma entidade conhecida como Resonant de destruir a realidade.

Ainda sem data de lançamento fechada, mas marcada para 2026, Control Resonant está a ser desenvolvido para PC, Mac, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

Podracing está de regresso em Star Wars Galactic Racer

A Fuse Games confirmou que vai haver podracing em Star Wars Galactic Racer, com um novo emocionante trailer.

Revelado durante os The Game Awards, Star Wars Galactic Racer promete ser um dos jogos novos mais nostálgicos de 2026, para quem cresceu com as infames prequelas de Star Wars – mais precisamente com Star Wars: Episode I.

Desenvolvido pela Fuse Games, composta por veteranos de jogos de séries como Need For Speed e Burnout, Star Wars Galactic Racer mostrou-se agora num novo trailer de jogabilidade durante o mais recente State of Play da PlayStation, confirmando aquilo que os fãs mais queriam: podracing.

Depois de assistirmos a naves de corrida a explodirem gloriosamente como em jogos como Burnout e Motorstorm, o trailer fecha com um breve momento de jogabilidade ao controlo da icónica e ameaçadora nave de corrida de Sebulba, o rival de Anakin Skywalker em Phantom Menace, cuja presença no jogo já tinha sido confirmada. Para além dele, também há um breve momento com Ben Quadrinaros na sua nave numa corrida em Tatooine.

O podracing não será, no entanto, o foco principal de Star Wars Galactic Racer, como ficamos a conhecer em dezembro. Esta nova aposta convida os jogadores a participarem numa campanha ao controlo de Shade, um piloto solitário com sonho de glória e vingança, que busca também a derrota do seu rival Kestar, através de corridas multidisciplinares cheias de adrenalina. Ao longo da campanha, os jogadores poderão aliar-se a outros pilotos, escolher e evoluir diferentes veículos, à medida que saltam de planeta em planeta com as suas pistas e biomas dinâmicos.

Ainda sem data e com muito mais por revelar até ao seu lançamento já este ano, Star Wars Galactic Racer está a ser desenvolvido para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

Parlamento aprova proposta para limitar acesso de menores às redes sociais

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Diploma do PSD segue agora para discussão na especialidade após votação marcada por divisões entre bancadas.

A Assembleia da República aprovou hoje o projeto de lei do PSD que pretende restringir o acesso de crianças e jovens a plataformas online e redes sociais. A iniciativa contou com o apoio das bancadas do PSD, PS, PAN e JPP, garantindo assim a sua passagem à fase seguinte do processo legislativo.

Durante cerca de duas horas, os deputados debateram o diploma social‑democrata, levantando dúvidas sobre a sua aplicação prática, o impacto na vida digital dos mais novos e a necessidade de equilibrar proteção e autonomia. Apesar das críticas, a maioria parlamentar considerou pertinente avançar para a discussão na especialidade, onde o texto poderá ser ajustado.

A proposta enfrentou oposição clara do Chega e da Iniciativa Liberal, que votaram contra, argumentando que o diploma poderá representar uma limitação excessiva da liberdade individual ou uma intervenção desproporcionada do Estado na esfera familiar. Já os deputados do CDS‑PP, PCP, Livre, Bloco de Esquerda e o socialista Miguel Costa Matos optaram pela abstenção, sinalizando reservas quanto ao conteúdo ou à formulação atual da medida.

Com a aprovação em plenário, o projeto desce agora à comissão competente, onde serão analisadas eventuais alterações e contributos de especialistas. O debate promete manter‑se intenso, num momento em que a segurança digital dos menores e o papel das plataformas online continuam no centro das preocupações públicas.

O renascimento do “Bristol Club”: como o Café de São Bento trouxe a tradição do bife para a baixa lisboeta

Com estátuas de 1925, uma atmosfera que respira os loucos anos 20 e um menu executivo que desafia a zona turística, fomos conhecer o novo Café de São Bento, nascido entre as paredes históricas do edifício da Fundação Benfica, na Rua das Portas de Santo Antão.

Ao entrar no novo espaço do Café de São Bento, situado no número 7 da Rua do Jardim do Regedor, com o Coliseu e o Teatro Politeama ali bem perto, respira-se uma atmosfera que oscila entre o conforto clássico e a imponência museológica. O restaurante, que abriu a 15 de janeiro, é o resultado de um processo iniciado há cerca de dois anos e meio, quando a operadora Feels Like Home venceu o concurso para a exploração hoteleira do edifício, propriedade da Fundação Benfica (e onde atuamente existe o 1904 Benfica Hotel). O desafio lançado à marca foi claro: criar um restaurante que mantivesse a identidade do original, mas que se adaptasse a uma escala e localização diferentes.

O local escolhido carrega um peso histórico assinalável. Onde hoje se ouve o ruído dos talheres e o verter do vinho nos copos, funcionou, na década de 1920, o Bristol Club. Este antigo espaço de lazer, famoso pelos seus concertos e salas de jogo – numa época em que o jogo era uma constante na zona antes da proibição do Estado Novo -, deixou marcas que a nova gerência fez questão de preservar. O destaque maior vai para as duas estátuas monumentais que ladeiam a sala, da autoria de Leopoldo de Almeida, o escultor responsável pelas figuras do Padrão dos Descobrimentos. Datadas de 1925, estas peças de arte, que chegaram a ser equacionadas para o espólio da Gulbenkian, permaneceram no edifício, tornando-se agora as guardiãs silenciosas das refeições dos novos clientes.

Miguel Garcia, o responsável pelo espaço, é perentório ao explicar a filosofia desta expansão. “Isto não é um franchise tipo pipocas”, afirma, rejeitando a massificação da marca. O objetivo foi criar um restaurante com “vida própria”, que, embora inserido numa unidade hoteleira, funcione de forma totalmente independente, com entrada direta pela rua e sem o estigma de ser apenas “o restaurante do hotel” onde se servem pequenos-almoços. A decoração segue fielmente a linha da casa-mãe: as cadeiras, as mesas, o uso extensivo de mogno e os veludos recriam aquele “conforto penumbroso” que faz parte do ADN do Café de São Bento há mais de 40 anos.

Mas se a decoração respeita o passado, a cozinha, liderada pelo Chef João Santos, aproveita as novas condições para inovar. Ao contrário da cozinha exígua do restaurante original, que limita a operação a cerca de 50 lugares e a uma carta mais reduzida, a nova infraestrutura do Café de São Bento na Baixa permitiu alargar a oferta gastronómica, com uma cozinha de maiores dimensões capaz de servir refeições para um máximo de 70 pessoas, incluindo lugares ao balcão – está prevista a instalação de uma estrutura para apoiar essa zona e dar-lhe maior presença visual.

A nossa refeição no Café de São Bento arrancou, claro, com as entradas. Chegaram à mesa os Peixinhos da Horta, provavelmente dos melhores que comemos nos últimos anos. E muito graças à sua textura – não estando moles, como aqueles que dobram -, com uma polme estaladiça e o feijão verde al dente, numa tempura muito bem executada com maionese de citrinos. Seguiram-se as Ameijoas à Bulhão Pato, cujo molho de vinho branco, azeite, alho e coentros estava tão delicioso que demos por nós a molhar várias fatias de pão… Ah, e não nos podemos esquecer dos sempre obrigatórios Croquetes de Novilho (recomenda-se vivamente que usem e abusem da mostarda que vem no prato).

Há também outra entrada obrigatória, o Steak Tartare, que é basicamente lombo de novilho picado, temperado como manda a tradição – e com um nível de picante bem interessante! -, e servido com tostas. Caso para dizer que tão rápido chegou à mesa como desapareceu.

O incontornável Bife à Café de São Bento, com o seu molho secreto criado em 1982 – descrito ironicamente pelo chef como “o segredo é não ter segredos, é fazer o básico bem feito” -, continua a ser o ex-líbris. Para quem não sabe, a genealogia de um dos pratos mais emblemáticos de Lisboa remonta ao final do século XVIII, com a chegada do napolitano António Marrare à capital. Foi nos seus históricos cafés, no início do século XIX, que nasceu a receita do bife que se tornaria uma instituição alfacinha.

Séculos mais tarde, em 1982, os fundadores do Café de São Bento recuperaram essa herança. Após um processo inicial de afinação da receita original, a fórmula estabilizou e permanece inalterada até hoje. Há mais de quatro décadas que a casa serve aquele que é frequentemente aclamado pela crítica e pelo público como o melhor bife de Lisboa. O segredo do sucesso reside numa combinação guardada a sete chaves: a qualidade do corte, a técnica de confeção e, claro, o inconfundível molho que atravessa gerações.

Para além do famoso bife, a carta apresenta novidades exclusivas desenhadas para esta localização. Destaca-se a reinterpretação do Bife à Marrare, um clássico lisboeta que estava a cair no esquecimento, aqui servido com um molho enriquecido com cogumelos e natas. Há ainda o Bife à Portuguesa, servido com alho, louro e batatas fritas às rodelas, e o imponente Chateaubriand para duas pessoas, sendo trinchado na sala em frente aos clientes.

A grande “rutura” com a tradição da casa-mãe do Café de São Bento surge, contudo, na introdução de pratos de peixe, pensados para responder à diversidade de clientes da zona turística. As opções incluem Filetes de Peixe-Galo, que provámos, surgindo no prato acompanhados por um arroz de tomate e molho tártaro, que imediatamente nos remetem para os pratos de conforto – o limão em cima dos filetes é opcional, tal como disse o chef, e é por isso que vem à parte. Outro prato de peixe é também o inconfundível Bacalhau à Brás. A lógica é clara: evitar twists gratuitos que comprometam o sabor e a memória.

Para terminar em beleza, demos umas colheradas na Tarte de Lima, bem fresca e docinha, e no Soufflé de avelã com gelado de baunilha, sobremesa exclusiva desta morada do Café de São Bento, com um travo bem evidenciado ao famoso fruto seco. Atenção que, neste último caso, têm de esperar uns 15 minutos, uma vez que é confecionado na hora.

Consciente da realidade empresarial da Baixa Lisboeta, o Café de São Bento lançou um Menu Executivo, disponível aos dias úteis (de segunda a sexta-feira) exclusivamente ao almoço. Com o preço fixo de 29€, esta opção foi desenhada para ser competitiva e completa, incluindo couvert, bebida e café. O cliente tem a liberdade de escolher a composição da refeição: pode optar por uma Entrada e um Prato Principal, ou, em alternativa, um Prato Principal e uma Sobremesa. As opções de prato principal neste menu variam entre um dos bifes da casa ou um dos pratos de peixe, garantindo que a qualidade não é comprometida pelo formato mais económico.

No fim de tudo, fica a certeza de que o novo Café de São Bento na Baixa não se limita a replicar uma fórmula de sucesso. Assume-se como um tributo à história da cidade, ao mesmo tempo que adapta a sua oferta gastronómica aos tempos modernos.

Saga Off Campus, de Elle Kennedy, vai ser adaptada a série pela Prime Video

Depois de Boys of Tommen, Off Campus: os fenómenos do booktok são a aposta de 2026 para o streaming.

O universo do desporto universitário e dos romances arrebatadores está a saltar do booktok diretamente para o pequeno ecrã. O Prime Video está a produzir uma série baseada em Off Campus, a aclamada saga de livros da autora Elle Kennedy, e há dias divulgou a data de estreia. Esta quinta-feira, revelou que está, também, a trabalhar na adaptação da saga Boys of Tommen, de Chloe Walsh.

A saga Off Campus é composta – até à data – por cinco livros, e a primeira temporada da série vai adaptar apenas o primeiro, The Deal. Nele, e em breve na série, acompanhamos “o romance entre Hannah, uma compositora reservada, e Garrett, o astro do hóquei da Universidade Briar. O relacionamento deles une dois mundos muito diferentes enquanto descobrem o que significa se conectar com alguém que desafia tudo o que pensavam saber sobre si mesmos“. A estreia da primeira temporada de Off Campus está marcada para maio, e já foi renovada para a segunda temporada.

Os protagonistas da série Off Campus são Ella Bright como Hannah Wells e Belmont Cameli como Garrett. O elenco também conta com Josh Heuston como Justin, Khobe Clarke como Beau Maxwell, Steve Howey como Phil Graham, Antonio Cipriano como John Logan, Stephen Kalyn como Dean Di Laurentis, Jalen Thomas Brooks como John Tucker e Mika Abdalla como Allie Hayes. A série foi cocriada por Louisa Levy e Gina Fattore, que também produtoras executivas ao lado de Wyck Godfrey, Marty Bowen, James Seidman, Leanna Billings e Neal Flaherty.

The Editory reforça turismo na Madeira com a inauguração de duas novas unidades no Funchal

O Grupo The Editory Collection Hotels acaba de inaugurar o Garden Carmo e o Ocean Way, dois projetos que apostam na recuperação de edifícios históricos e na valorização da identidade madeirense.

A paisagem hoteleira do Funchal conta, a partir de agora, com duas novas referências de peso. O grupo The Editory Collection Hotels oficializou a abertura do The Editory Garden Carmo e do The Editory Ocean Way, num movimento estratégico que aposta na reabilitação urbana e na valorização do património edificado da região.

As duas unidades apresentam conceitos distintos, desenhados para perfis de viajantes diferenciados. O The Editory Garden Carmo surge como um refúgio de tranquilidade no coração da cidade. O projeto foi concebido para equilibrar a vivacidade do centro do Funchal com a serenidade dos seus interiores, destacando-se pela presença de espaços verdes e por um ambiente que privilegia o conforto e a autenticidade da vida local.

Por sua vez, o The Editory Ocean Way posiciona-se como uma aposta contemporânea, tirando partido da sua vista privilegiada para o Atlântico. Esta unidade foi pensada para o viajante moderno que não dispensa o design, a localização estratégica e uma integração harmoniosa na malha urbana, contribuindo diretamente para o reforço da atratividade turística de qualidade na ilha.

Paredes de Coura une First Breath After Coma e Salvador Sobral num palco transformado em sala de ensaios

First Breath After Coma e Salvador Sobral são a mais recente adição ao cartaz do Couraíso 2026.

O cartaz da edição de 2026 do Vodafone Paredes de Coura continua a ganhar forma e a mais recente confirmação promete trazer uma dinâmica inédita à Praia Fluvial do Taboão. A banda de Leiria First Breath After Coma e o cantor Salvador Sobral vão apresentar-se em conjunto no festival, que regressa ao Minho entre os dias 12 e 15 de agosto, juntando-se a um alinhamento que já inclui nomes como Underworld, Wet Leg e Amyl and The Sniffers.

O projeto colaborativo, intitulado A Residência, resulta de um encontro artístico desenhado de raiz, distanciando-se dos formatos habituais de colaboração onde o repertório já existe previamente. Segundo a organização, o processo criativo baseou-se inteiramente na partilha e no tempo de criação conjunta, sem canções pré-definidas, permitindo que o próprio convívio entre os músicos moldasse os temas originais que serão apresentados. Em palco, o concerto pretende quebrar a barreira tradicional com a audiência, recriando a intimidade e a vulnerabilidade de uma sala de ensaios, convidando o público a entrar nesse espaço de criação partilhada.

Esta nova adição reforça o contingente nacional de um cartaz que aposta forte no ecletismo. Para além da dupla criativa agora anunciada, o festival já garantiu a presença de artistas portugueses como os Capitão Fausto, A garota não e Milhanas. No plano internacional, o “habitat natural da música” receberá figuras de destaque como Thundercat, Benjamin Clementine, Kurt Vile & The Violators, Aldous Harding e o coletivo alemão MEUTE, a par de propostas alternativas como CMAT, Maruja e Horsegirl.

Os preparativos para o regresso ao anfiteatro natural de Coura já estão em marcha e a bilheteira encontra-se aberta. Os passes gerais para o festival estão disponíveis na plataforma DICE e nos locais habituais, como FNAC, CTT e El Corte Inglés, com um custo fixado nos 130€.

BTS: Concertos da nova digressão mundial transmitidos nos cinemas em abril

O grupo sul-coreano BTS vai transmitir os concertos de Goyang e Tóquio nas salas de todo o mundo.

O grupo sul-coreano BTS vai transmitir dois concertos da sua nova digressão mundial, intitulada BTS World Tour ‘Arirang‘, em salas de cinema de todo o mundo durante o próximo mês de abril. A iniciativa resulta de uma parceria entre a distribuidora Trafalgar Releasing, a HYBE e a BIGHIT MUSIC, permitindo ao público assistir a atuações integrais transmitidas a partir da Coreia do Sul e do Japão.

As transmissões cinematográficas focam-se no arranque da digressão e realizar-se-ão em dois sábados consecutivos. A 11 de abril será exibido o concerto de Goyang, na Coreia do Sul, seguido da transmissão do espetáculo de Tóquio, no Japão, a 18 de abril.

Este regresso aos palcos marca a primeira digressão do grupo desde a Permission to Dance on Stage, realizada entre 2021 e 2022. A nova agenda estabelece um recorde de atuações para um artista de K-pop, totalizando 82 espetáculos distribuídos por 34 cidades. A digressão serve de promoção ao quinto álbum de estúdio dos BTS e conta com uma configuração de palco em 360 graus.

Os bilhetes para as sessões são colocados à venda na próxima quarta-feira, 25 de fevereiro. O início da venda global está marcado para as 13h (hora de Lisboa), através do site oficial do evento. A organização indicou que cada território terá direito a duas exibições por concerto, com horários ajustados para acomodar os diferentes fusos horários locais, estando ainda previstos novos eventos de visualização para o final do ano.