Governo aprova PTRR, o novo programa de recuperação até 2034

Com execução prevista até 2034, o novo PTRR foca-se na modernização do Estado e na resposta a fenómenos extremos.

O Governo aprovou as linhas gerais do Programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), um plano estratégico apresentado pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, após a reunião do Conselho de Ministros. O documento traça o rumo para a recuperação socioeconómica e a modernização do país até 2034.

A versão final do programa deverá ser aprovada no início de abril, seguindo-se um período de auscultação nacional que se inicia nos próximos dias. Este debate envolverá reuniões com os partidos com assento parlamentar, já agendadas para o dia 24 de fevereiro, bem como encontros com os governos regionais, autarquias locais, parceiros sociais, setor académico, tecido empresarial e a sociedade civil, assumindo a iniciativa como um desígnio partilhado.

A execução do PTRR está estruturada em três horizontes temporais distintos. A primeira fase, de curto prazo e com termo previsto para o final deste ano, centra-se na resposta imediata às necessidades das populações e empresas afetadas por contingências recentes, garantindo que não existem exclusões no processo de recuperação. A segunda fase, delineada a médio prazo, acompanha o horizonte da atual legislatura até 2029. A terceira e última etapa projeta a estratégia nacional até 2034, fazendo coincidir o planeamento interno com o próximo quadro financeiro plurianual da União Europeia, com o propósito de preparar o território português para antecipar e enfrentar riscos e ameaças futuras.

A arquitetura do programa assenta em três pilares complementares focados na recuperação, na resiliência e na transformação. A componente de recuperação canaliza apoios para as zonas fustigadas por fenómenos extremos, como a depressão Kristin, prevendo a reconstrução de habitações permanentes, a reativação da capacidade produtiva das empresas e o financiamento dos setores agrícola, florestal e das pescas. Esta frente engloba igualmente a reabilitação de infraestruturas públicas e o apoio direto aos municípios.

No eixo da resiliência, o objetivo passa pelo reforço da prevenção estrutural, abrangendo o domínio hídrico, florestal, energético e sísmico. Estão previstas a aceleração da Estratégia Nacional de Gestão de Água, o avanço do Plano de Intervenção para a Floresta 2025-2050, a revisão da legislação antissísmica e reformas operacionais na Proteção Civil e no INEM. O pilar da transformação visa aliar estes esforços à modernização do Estado, apostando na transição digital, na simplificação administrativa e na adoção de modelos de fiscalização sucessiva em detrimento do controlo prévio.

O envelope financeiro global do programa será apurado apenas após a conclusão do debate nacional e a definição rigorosa das prioridades de investimento. O modelo de financiamento articulará os recursos provenientes dos fundos europeus com os instrumentos nacionais, mobilizando verbas do Orçamento do Estado e recorrendo à gestão da dívida pública conforme as necessidades identificadas. Luís Montenegro demarcou o PTRR do anterior Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), clarificando que não se trata de uma continuidade metodológica ou de propósitos, mas sim de uma nova abordagem estrutural concebida para proteger as famílias e a economia portuguesa a longo prazo.

OPPO quer tornar smartphones em agentes inteligentes com o AIOS

A parceria com a Google Cloud vai impulsionar o desenvolvimento de um sistema operativo mais inteligente, personalizado e seguro.

A OPPO apresentou a sua estratégia para a próxima geração do seu sistema operativo de inteligente, o AIOS, um projeto com o qual a marca procura transformar os smartphones em verdadeiros assistentes inteligentes, capazes de compreender e antecipar as necessidades do utilizador. Esta iniciativa está a ser desenvolvida em colaboração com a Google Cloud, assentando em dois pilares fundamentais, a Simbiose de Memória e a Proteção de Privacidade, de forma a resultar num ecossistema totalmente nativo de IA.

De acordo com Haonan Lu, responsável pelos algoritmos de LLM da OPPO, o objetivo é criar um companheiro digital profundamente personalizado, que vá para lá das funcionalidades tradicionais e que se adapte de forma intuitiva ao quotidiano de cada utilizador. Para isso, a marca identifica três desafios centrais na experiência atual, que é reter, localizar e antecipar informação. A resposta a esses desafios surge com o novo AIOS, que integra a memória como um elemento estrutural. O AI Mind Space, desenvolvido com base no Google Gemini, funciona como um “segundo cérebro”, organizando dados provenientes de texto, imagem e voz para fornecer respostas personalizadas. A Pesquisa IA – também reforçada pela Google Cloud -, permite procurar informação em várias aplicações utilizando linguagem natural. Já a Sugestão IA combina contexto em tempo real com dados armazenados localmente para oferecer recomendações proativas.

No campo da privacidade, a OPPO apresentou a Private Computing Cloud, uma extensão de segurança do sistema que utiliza tecnologias de Confidential Computing para processar dados sem exposição. Esta abordagem pretende garantir que o poder da computação na nuvem não compromete a segurança do utilizador. E, com uma estratégia baseada em computação no dispositivo, no motor de simbiose PersonaX e na estrutura Agent Matrix, a OPPO ambiciona criar um ecossistema aberto e interoperável.

Meta poderá lançar o seu primeiro smartwatch, o Malibu 2, ainda em 2026

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Apelidado como projeto Malibu 2, o smartwtch da Meta renasce com foco em saúde, IA integrada e ligação ao ecossistema dos seus óculos inteligentes.

De acordo com o portal The Information (acesso pago), a Meta está a preparar o lançamento do seu primeiro smartwatch já em 2026. O novo dispositivo, conhecido internamente como Malibu 2, deverá marcar o regresso da empresa ao segmento após ter cancelado um projeto semelhante em 2021. A nova versão do smartwatch deverá incluir ferramentas de monitorização de saúde e integração com a Meta AI.

Ainda não se sabe se o relógio terá uma câmara – um elemento raro neste segmento e que estava presente no protótipo cancelado -, mas o que realmente o distingue não são os sensores de saúde, hoje comuns no mercado, mas sim o seu papel dentro do ecossistema da Meta. O smartwatch deverá funcionar tanto com iOS como com Android, eliminando a limitações que afeta dispositivos como o Apple Watch e Samsung Galaxy Watch mais recentes que não operam entre sistemas operativos diferentes. Para além disso, poderá integrar‑se de forma avançada com os óculos inteligentes Ray‑Ban Meta, permitindo interações por gestos entre os dois dispositivos, algo que os concorrentes ainda não conseguem replicar.

A apresentação formal do novo dispositivo deverá acontecer na Meta Connect, conferência anual que costuma realizar‑se em setembro. Espera-se ainda que o smartwatch seja revelado ao lado de uma nova geração dos óculos Ray‑Ban Meta Display, equipamentos que prometem reforçar a posição da empresa nos segmentos de wearables e dispositivos de realidade aumentada.

Huawei Mate X7 já chegou às lojas

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O novo smartphone dobrável topo de gama da Huawei aposta na fotografia, resistência e autonomia de longa duração.

A Huawei lançou o Huawei Mate X7, o seu mais recente smartphone dobrável topo de gama. O novo modelo apresenta um design ultrafino e leve, e um conjunto de funcionalidades que prometem transformar a experiência de utilização.

Um dos grandes destaques do Huawei Mate X7 é o seu sistema de câmaras True‑to‑Color, desenvolvido para captar imagens com grande precisão cromática. A marca afirma que o seu sensor oferece uma entrada de luz significativamente superior e uma melhoria na reprodução de cor, face ao modelo anterior. A câmara principal de 50MP está equipada com estabilização ótica e abertura física ajustável, capaz de gravar vídeo em resoluções 4K com Ultra HDR.

A construção do Mate X7 foi também pensada para resistir ao uso diário. O seu ecrã dobrável é protegido pelo vidro Ultra Durable Crystal Armor Kunlun, reconhecido pela sua elevada resistência a riscos e impactos. Já na estrutura interna conta com uma dobradiça reforçada que assegura durabilidade. O dispositivo é ainda complementado pelas certificações IP58 e IP59, que oferecem proteção contra água e poeiras.

A nível de componentes, destaca-se a bateria de 5300 mAh, que a marca afirma estar preparada para atingir um dia inteiro de utilização intensiva. E suporta carregamento rápido, tanto com fio (66 W) como sem fios (50 W).

O Huawei Mate X7 encontra-se à venda na Huawei Store por 2099€, e como oferta de lançamento, a marca inclui o smartwatch Huawei Watch Fit 4 Pro e o serviço Huawei Care, com proteção de ecrã durante 12 meses, garantindo reparações gratuitas em caso de danos acidentais.

Novo Aeroporto de Alcochete: desvio de pistas aumenta custos e levanta desafios ambientais

A localização definitiva das pistas do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete sofreu alterações, suscitando um debate entre a viabilidade da engenharia e a proteção de uma das maiores reservas de água doce da Península Ibérica.

A localização definitiva das pistas do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete sofreu alterações, suscitando um debate técnico entre a viabilidade da engenharia civil e a necessidade de proteção ambiental. Inicialmente projetadas para a secção mais à esquerda da infraestrutura militar, diz a SIC Notícias que as pistas foram agora desviadas para o lado direito, situando-se nas freguesias de Santo Estêvão e Canha.

Com esta nova configuração geográfica, as infraestruturas ficarão paralelas à Estrada Nacional 10 e à A13. Existe ainda a possibilidade técnica de deslocar o projeto mais a poente, o que traria vantagens ao nível hidrogeológico, geotécnico e na proteção dos aquíferos e linhas de água envolvidas.

A hidrologia local e as condições do terreno apresentam desafios imediatos à construção. As chuvas intensas das últimas semanas provocaram o transbordo de uma pequena barragem existente no campo de tiro. Além disso, a superfície do terreno, classificada como quase plana, é atravessada por uma ribeira que passará junto à futura pista 2 e cruzará a área destinada às pistas 3 e 4. Para que a obra avance nestes moldes, será necessário desviar as linhas de água, uma intervenção estrutural que ditará o encarecimento do projeto.

No plano ambiental, os especialistas alertam para os riscos associados à edificação sobre uma das maiores reservas de água doce da Península Ibérica. A ocupação da superfície afetará a zona de armazenamento deste vasto lençol freático, levantando o risco de contaminação das águas e de comprometimento dos recursos hídricos da região. Por outro lado, a perspetiva da engenharia civil assegura que a concretização da obra não levanta dúvidas técnicas. Jorge Paulino, professor do Inistituto Superior Técnico, garante que existem soluções de engenharia para construir um aeroporto em qualquer localização, destacando casos reais no Extremo Oriente, como o aeroporto de Macau, construído no estuário do Rio das Pérolas, ou o de Hong Kong, onde uma ilha foi completamente desbastada para a construção da pista.

De forma a acautelar o desenvolvimento do projeto, o Governo publicou a localização final das pistas e decretou restrições nos concelhos abrangidos. Durante um período de dois anos, ficam impostos limites à construção, a loteamentos, a obras de urbanização, à ampliação ou alteração de edifícios e a trabalhos de remodelação de terrenos. A avaliação definitiva dos riscos e das soluções apresentadas fica agora a aguardar o Estudo de Impacte Ambiental, que já foi solicitado e demorará um ano a ser concluído.

WhatsApp recebe melhorias na gestão grupos e partilha controlada do histórico

Os administradores dos grupos do WhatsApp podem agora decidir quantas mensagens recentes ficam visíveis para quem entra no grupo.

O WhatsApp introduziu uma nova funcionalidade que chega para simplificar a entrada de novos participantes em grupos, evitando o habitual envio de capturas de ecrã ou o reencaminhamento manual de mensagens antigas. Esta opção permite agora aos administradores escolher se os recém‑chegados podem visualizar parte do histórico recente da conversa.

Essa decisão não é automática, e ao adicionar um novo membro, surge aos administradores a possibilidade de partilharem entre 25 e 100 mensagens anteriores. Cabe assim aos administradores ativarem ou não esta partilha, mantendo o controlo total sobre o que é revelado para os novos membros. Para além disso, os administradores podem, a qualquer momento, enviar manualmente um excerto do histórico – caso considerem útil para contextualizar discussões em curso.

No entanto, a transparência continua a ser um elemento central da implementação, já que sempre que um histórico é partilhado, todos os membros do grupo recebem uma notificação. As mensagens antigas surgem visualmente diferenciadas das novas, embora mantenham a data, a hora e o remetente originais, evitando confusões sobre a cronologia da conversa.

Este recurso responde a uma necessidade frequente em grupos de trabalho, comunidades escolares ou equipas de projeto, onde a entrada de novos elementos implica, muitas vezes, recuperar rapidamente informação relevante. Ao permitir uma integração mais fluida, o WhatsApp reduz assim a dependência de métodos improvisados, melhorando a organização interna dos grupos.

Águas Passadas: livro de João Tordo vai ser série com atores de La Casa de Papel e Rabo de Peixe

A série Águas Passadas vai ter oito episódios e será uma produção ibérica.

Em 2024, soubemos que o livro Águas Passadas, de João Tordo, seria adaptado a série de televisão. Agora, foram reveladas mais informações da coprodução luso-espanhola, com oito episódios. Ainda não há data de estreia.

Já sabemos quem vai dar vida às personagens de um dos melhores thrillers psicológicos nacionais dos últimos anos, e são estrelas da ficção internacional. De acordo com a Variety, entre os protagonistas estão atores que os portugueses bem conhecem de outras séries: Helena Caldeira, a Sílvia de Rabo de Peixe, e Enrique Arce, o Arturo Román do sucesso espanhol La Casa de Papel, ambas da Netflix. As filmagens decorrem entre março e junho, e vão passar por cenários como a Grande Lisboa e Alcácer do Sal, em Portugal, e Valência, em Espanha.

O argumento é assinado pelo próprio autor, João Tordo, por María Mínguez e Bruno Gascon. Já a produção é uma parceria entre a produtora portuguesa Caracol Studios e a espanhola TV ON Producciones. A série tem o apoio da RTP, PIC Portugal e do Instituto Valenciano de Cultura.

Lançada em junho de 2021 pela Companhia das Letras, a obra foi considerada um “policial de ritmo imparável e delicada sensibilidade“. A história passa-se em janeiro de 2019, e tem Lisboa como pano de fundo, com corpos que aparecem na Praia de Assentiz, que dá o mote ao mistério, e na floresta de Monsanto.

Governo quer alterar lei para travar o fecho de cinemas em Portugal

A Ministra da Cultura anunciou alterações legais para impedir o fecho de mais cinemas. Em janeiro, o país contava com menos 112 salas face ao ano anterior.

O Governo prepara-se para alterar a legislação referente à desafetação das salas de cinema, numa tentativa de travar a vaga de encerramentos que atinge o país. A Ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, anunciou a intenção de envolver diretamente os municípios e o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) no processo de decisão, garantindo que a extinção destes espaços culturais deixe de ser um mero procedimento burocrático.

O objetivo passa por avaliar o impacto territorial de cada encerramento, compreendendo as razões e os contextos específicos que motivam os pedidos de desativação por parte dos proprietários, e também perceber que tipo de espaços no país podem ser adaptados para exibição cinematográfica.

Esta mudança foi comunicada durante uma sessão pública promovida pelo Ministério da Cultura na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, desenhada para debater a atual crise na exibição cinematográfica. Para analisar o cenário e propor medidas concretas, foi já constituído um grupo de trabalho setorial, cujas conclusões oficiais serão apresentadas durante o mês de março. A nova estratégia governamental visa fundamentar as decisões executivas com base na realidade de cada região, assegurando a proteção do acesso à cultura à escala local.

A urgência da intervenção legislativa encontra reflexo direto nos indicadores estatísticos mais recentes. Após um volume ímpar de pedidos de desafetação registados ao longo do ano de 2025, os dados oficiais do ICA revelam que, em janeiro, operavam apenas 450 salas em Portugal. Este número traduz a perda de 112 espaços de exibição face ao período homólogo e resultou num cenário de deserto cultural em diversas zonas do território nacional, deixando atualmente cinco capitais de distrito totalmente desprovidas de exibição comercial regular de cinema: Beja, Bragança, Guarda, Portalegre e Viana do Castelo.

ByteDance lança IA Seedance 2.0 e Hollywood exige fim da violação de direitos de autor

A MPA enviou notificações legais à ByteDance para travar o uso não autorizado de personagens e atores na nova plataforma de geração de vídeos por IA Seedance 2.0.

A gigante tecnológica ByteDance, detentora do TikTok, lançou uma nova geração de inteligência artificial, o Seedance 2.0, que está a abalar a indústria de Hollywood devido à criação de vídeos hiper-realistas sem salvaguardas de direitos de autor. O modelo permite gerar sequências de 15 segundos a partir de comandos de texto, oferecendo um controlo avançado sobre ângulos de câmara, iluminação, sombras e movimentos subtis das personagens.

Segundo a consultora CTOL Digital Solutions, a ferramenta supera as capacidades de alternativas do mercado, como o Sora, da OpenAI, e o Veo, da Google. A ausência de filtros resultou numa proliferação imediata de vídeos nas redes sociais que utilizam, sem autorização, a imagem de atores reais e propriedade intelectual de vários estúdios.

Em poucas horas, fóruns e plataformas digitais foram inundados com clipes não oficiais que mostram perseguições num arranha-céus em ruínas entre Tom Cruise e Brad Pitt, confrontos do Batman com criaturas inspiradas na série Stranger Things, ou batalhas entre o Spider-Man e o Superman. Os utilizadores recriaram finais alternativos para produções como Game of Thrones, Squid Game e Bridgerton, e geraram imagens hiper-realistas de personagens como Darth Vader, Grogu, Shrek, SpongeBob, Deadpool e até Will Smith a lutar contra monstros de esparguete digitais. A viralização rápida destes conteúdos atraiu milhões de visualizações e gerou um debate intenso sobre os limites da reprodução digital e a proteção da criatividade humana.

A reação da indústria cinematográfica foi imediata e unificada de uma forma que conflitos anteriores não conseguiram alcançar. A Motion Picture Association (MPA), em representação de sete grandes estúdios, incluindo Disney, Warner Bros., Paramount e Netflix, enviou notificações de cessação e desistência aos escritórios da ByteDance. A exigência central passa pela suspensão imediata do treino do algoritmo com recurso a filmes e séries dos estúdios, bem como a implementação de mecanismos que impeçam a geração de material protegido. A conselheira geral da MPA, Karyn Temple, sublinhou numa carta que as infrações são sistémicas e não um erro informático, exigindo até 27 de fevereiro uma resposta detalhada sobre as medidas corretivas a adotar, rejeitando declarações gerais por parte da empresa chinesa.

Já o diretor executivo da MPA, Charles Rivkin, acusou a tecnológica de operar sem salvaguardas significativas, ignorando as leis de direitos de autor e ameaçando milhões de empregos norte-americanos no setor audiovisual. Esta posição é apoiada pelo sindicato de atores SAG-AFTRA e pela Human Artistry Campaign, que classificou o Seedance 2.0 como um ataque global aos criadores.

Por sua vez, a Netflix rotulou a plataforma como um motor de pirataria em alta velocidade, enquanto que a Disney, que já tinha processado a Midjourney no ano anterior, enviou uma missiva acusando a ByteDance de roubo virtual de propriedade inteletual e de sequestro das suas personagens, segundo a Axios. Quanto à Paramount, tomou medidas semelhantes, reportadas pela Variety, alertando para a criação de conteúdos visualmente e auditivamente indistinguíveis das suas franquias originais.

As consequências estendem-se aos profissionais da área criativa. Rhett Reese, argumentista de Deadpool, alertou que a tecnologia poderá transformar drasticamente a produção de guiões e eliminar postos de trabalho, tornando mais barato o recurso a máquinas. Em contrapartida, Heather Anne Campbell, produtora de Rick e Morty, questionou o valor criativo das obras geradas, considerando o fenómeno um espetáculo passageiro. O principal receio de Hollywood é a perda de controlo sobre personagens e universos consagrados, bem como a associação feita pelo público entre os conteúdos gerados de forma artificial e as narrativas oficiais dos estúdios.

A ByteDance, num curto comunicado à CNBC, garantiu respeitar as proteções de direitos de autor e anunciou a intenção de reforçar os mecanismos de segurança. Um porta-voz da empresa indicou que o objetivo é prevenir o uso sem autorização de propriedade inteletual, limitando a criação de conteúdos com pessoas reais e personagens protegidas, embora os detalhes práticos destas restrições permaneçam por esclarecer. O Wall Street Journal (acesso pago) refere que a empresa vê a ferramenta, atualmente disponível para utilizadores chineses na aplicação Jianying e com previsão de expansão global via CapCut, como uma forma de democratizar a criação de vídeo.

A controvérsia surge numa altura em que a ByteDance finalizou um acordo para vender as operações do TikTok nos Estados Unidos, mantendo uma participação no negócio, e evidencia o contraste com estúdios como a Disney, que, apesar da firmeza nestes casos, assinaram acordos de licenciamento com empresas como a OpenAI, privilegiando plataformas com salvaguardas e acordos comerciais estabelecidos.

Livraria Lello vai encerrar durante uma semana para obras de manutenção

Algures entre abril e maio. As obras na Livraria Lello chegam no seguimento do anúncio do primeiro-ministro Luís Montenegro, por ocasião do 120º aniversário.

A Livraria Lello – agora Livraria Lello Porto – vai encerrar para obras durante uma semana, algures entre abril e maio. Não foi dada a conhecer a data concreta do encerramento, por ainda não ter sido agendada.

Em comunicado, Aurora Pedro Pinto, administradora do estabelecimento, afirmou que, durante esse encerramento, vão ser realizadas “obras de manutenção profunda no edifício histórico“, dando-se “continuidade à expansão assinada pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira“. A expansão prevê a abertura de um espaço assinado pelo mesmo, marcada para junho. A administradora acrescentou: “Esta é uma responsabilidade que sempre assumimos e que agora se torna ainda mais clara. A intensidade da procura exige uma gestão rigorosa dos fluxos de circulação e um reforço contínuo das condições técnicas do edifício. O encerramento temporário, durante uma semana entre abril e maio, permitirá implementar essas melhorias, garantindo simultaneamente a proteção do espaço centenário e a qualidade da experiência cultural“.

As obras chegam no seguimento do anúncio do primeiro-ministro Luís Montenegro, por ocasião do 120º aniversário. No evento de comemoração da data, o primeiro-ministro revelou que a Livraria Lello vai ser declarada “monumento nacional“. E é nessa condição que se torna “ainda mais evidente que esta casa é património de todos os portugueses. É imperativo continuar a investir na sua preservação“, reforçou Aurora Pedro Pinto.

Shelly anuncia a Shelly Camera, uma nova câmara de segurança

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A fabricante dedicada à automação doméstica vai expandir-se no setor da segurança.

A Shelly, marca conhecida pelas suas soluções de automação doméstica, prepara-se para se expandir para um novo setor ao anunciar o lançamento de uma nova câmara de segurança. O novo dispositivo chama-se Shelly Camera, e para já ainda não são conhecidas as suas especificações, que deverão ser reveladas na feira Light + Building, em Frankfurt, entre 8 e 13 de março. Sabe-se, no entanto, que todo o processamento e gestão de vídeo será feito localmente, com suporte para RTSP e ONVIF, algo que agradará especialmente a utilizadores avançados e a quem utiliza NAS ou NVR para vigilância.

Apesar da novidade, esta não será a primeira vez que a empresa se aventura na vídeo-vigilância. No passado, a marca lançou a Shelly Eye, que já integrava sensor PIR, visão noturna por infravermelhos, microfone e altifalante para comunicação bidirecional. No entanto, a nova Shelly Camera parece marcar uma aposta mais séria e estruturada no segmento da segurança doméstica.

Portugal e Brasil ligam-se com arte, música e tecnologia no evento Galeria Visit Brasil

Entre 25 de fevereiro e 1 de março, celebra-se a ligação entre Portugal e o Brasil através do Atlântico com o Galeria Visit Brasil.

Entre 25 de fevereiro e 1 de março, Lisboa vai receber o que de melhor tem o Brasil com o evento Galeria Visit Brasil, que chega à capital portuguesa depois de passagens bem-sucedidas por Londres, Roma, Paris, Nova Iorque, Los Angeles e Miami. Sob o mote da ligação atlântica entre Portugal e o Brasil, a iniciativa organizada pela Embratur transforma o espaço numa “experiência sensorial imersiva“, que combina arte, artesanato e tecnologia. No coração desta edição está a exposição Oceano – Descubra o Brasil em Paisagens Bordadas pelo Atlântico, “um percurso imersivo onde fotografia, artesanato, vídeo e som se cruzam numa atmosfera de cinema“.

Para completar toda a experiência de imersão, os visitantes da Galeria Visit Brasil vão poder “mergulhar” em destinos brasileiros icónicos como Fernando de Noronha e os Lençóis Maranhenses, explorando a biodiversidade marinha de forma próxima e sustentável, tudo através de óculos de realidade virtual.

Levaremos mais do que a promoção de destinos para Lisboa. Levaremos uma visão de futuro. Colocar o mar no centro da promoção turística é reconhecer sua importância e se tornar um aliado do meio ambiente, apoiando a conservação da vida marinha e a regeneração dos ecossistemas costeiros“, afirma Marcelo Freixo, presidente da Embratur.

A programação arranca no dia 25 com uma forte componente cultural, destacando-se o projeto Rua das Pretas, de Pierre Aderne, e a exibição do documentário Quanto vale o azul. O primeiro dia conta ainda com visitas guiadas pelo designer Renato Imbroisi e debates sobre o impacto positivo das viagens na conservação dos ecossistemas. Nos dias seguintes, o foco divide-se entre conferências com especialistas da Bandeira Azul, oficinas de frevo e momentos gastronómicos dedicados aos sabores do mar, protagonizados por chefs brasileiras que exploram as fusões culinárias entre os dois países.

Para encerrar a semana, a galeria aposta na música e na descontração. Haverá exibições cinematográficas, como o documentário Caiçara de Oskar Metsavaht e ritmos tropicais do projeto Som Live N’Águlha. Claro que não faltarão as típicas caipirinhas, que contam com diversos momentos de degustação.

A entrada é livre, e o evento acontece na Rua da Boavista, 54, zona do Cais do Sodré. A Galeria Visit Brasil em Lisboa vai acontecer na mesma semana da Better Tourism Lisbon Travel Market (BTL), que em 2026 tem o Brasil como país convidado.

Como a Jornada do cliente estrutura estratégias de marketing digital

A jornada do cliente é um processo de marketing cada vez mais importante para compreender o comportamento, tendências e desejos dos clientes.

A jornada do cliente é um conjunto de regras que define estratégias de relações entre marcas e consumidores no mundo do marketing digital, ao descrever o percurso entre o primeiro contacto e o pós-compra, ajudando as marcas a compreender como as pessoas descobrem, escolhem e voltam a interagir com produtos e serviços ao longo do tempo.

Atualmente, comprar e adquirir produtos, aceder ou subscrever serviços, deixou de ser um ato isolado e solitário, com decisões precipitadas e impulsivas. Os consumidores pesquisam cada vez mais online, comparam diferentes opções, leem opiniões, veem conteúdos, seguem marcas nas redes sociais, visitam websites, recebem emails, falam com outras pessoas e só depois tomam decisões que se ajustam às suas reais necessidades. Este conjunto de ações forma um percurso contínuo, feito de pequenas interações que se acumulam até à decisão de compra e continuam depois dela. E é esse percurso que o conceito de jornada do cliente procura descrever e organizar.

A jornada do cliente funciona, assim, como um mapa aproximado das experiências reais de pessoas com marcas. E este inclui todos os contactos, mesmo aqueles que não levam diretamente a uma compra. Por exemplo, coisas como uma pesquisa no Google, um anúncio visto numa rede social, um artigo lido num site, uma newsletter recebida, uma visita a uma loja online, outra compra compra, um pedido de apoio ao cliente ou uma recomendação feita a um amigo fazem todos parte do mesmo processo. No fundo, toda uma pegada digital, onde nada acontece de forma isolada.

Este modelo ajuda a perceber que a relação entre pessoas e marcas não é linear ou única, podendo ser mais longa ou curta e com várias ramificações que se intercetam até com outras jornadas e/ou decisões. Um consumidor pode, até, descobrir uma marca hoje, só adquirir um produto ou serviço após vários meses e voltar várias vezes a uma loja online antes de tomar uma decisão. Pode comprar, ficar satisfeito, desaparecer durante algum tempo e regressar mais tarde. Pode mudar de ideia, adquirir produtos e serviços concorrentes e voltar atrás. A jornada do cliente existe, precisamente, para explicar este comportamento real, uma vez que nunca segue caminhos simples nem previsíveis.

Para facilitar a análise de comportamento dos utilizadores, esta jornada é normalmente organizada em fases. A primeira é a chamada Consciencialização, que define quando a pessoa descobre que a marca, o produto ou o serviço existe. Um momento que ocorre através dos diversos meios de exposição, seja através de uma pesquisa, de um anúncio, de um conteúdo, de uma rede social ou de uma recomendação. Depois surge a Aquisição, que corresponde ao momento em que ocorre a primeira conversão, ou seja, quando o utilizador dá um primeiro passo para uma compra, uma subscrição ou um registo.

A seguir vem a Integração, a fase em que a pessoa aprende a usar o produto ou serviço e forma a sua opinião sobre a experiência. Aqui contam fatores como a facilidade de utilização, a clareza da informação, o apoio ao cliente e a qualidade do serviço prestado. A integração corresponde normalmente com a interação direta do utilizador com as marcas, através de feedback e avaliações. Se a experiência for positiva, surge ainda o Envolvimento, marcado por interações regulares, novas compras, consumo de conteúdos e contacto contínuo com a marca, numa espécie de ciclo, que pode ser curto ou duradouro.

Por fim, pode surgir a Recomendação, quando o próprio cliente passa a falar da marca a outras pessoas, por satisfação e confiança, sem necessidade de incentivos diretos. Esta fase não se constrói com campanhas, mas com experiências consistentes e relações bem geridas ao longo do tempo.

Importa perceber que nem todas as pessoas passam por todas estas fases, nem da mesma forma. Como já foi referido em cima, a jornada não é linear e certa. Cada pessoa constrói o seu próprio percurso. Algumas pessoas decidem rapidamente o que querem, outras demoram mais tempo. Algumas regressam várias vezes antes de comprar, outras compram por impulso. A jornada do cliente não serve assim como medida de imposição de estratégias e caminhos, mas para compreender comportamentos e adaptar então as estratégias a essas diferenças.

Na prática, trabalhar a jornada do cliente permite organizar a forma como uma marca comunica, vende e se relaciona com as pessoas. Em vez de ações soltas, existe uma lógica contínua. Em vez de mensagens desconexas, existe coerência. Em vez de foco apenas na venda, existe atenção à relação. A compra passa a ser parte de um processo maior, e não o único objetivo.

É por isso que a jornada do cliente se tornou um conceito central no marketing atual. Não porque seja um modelo teórico complexo, mas porque descreve algo simples, ou seja, a forma como as pessoas tomam decisões, se relacionam com marcas e constroem confiança ao longo do tempo.

Câmara de Lisboa cancela 40% das licenças de alojamento local

A capital tornou-se o primeiro município a concluir a limpeza do alojamento local, anulando 6.765 licenças.

A Câmara Municipal de Lisboa cancelou 6.765 registos de alojamento local na capital portuguesa, o que representa uma redução de 40% no volume de licenças até então ativas. A autarquia concluiu no início de fevereiro o escrutínio às denominadas “licenças fantasma”, depurando um universo que rondava os 20.000 registos. Com a finalização desta triagem, iniciada durante o ano anterior, Lisboa assume a posição de primeiro município a nível nacional a concluir a verificação e a limpeza da base de dados do setor.

A depuração do cadastro turístico lisboeta decorre da obrigatoriedade legal, instituída em março de 2025, que exige aos proprietários a apresentação de um seguro de responsabilidade civil. O incumprimento da entrega deste documento determina o cancelamento automático do registo por parte das autoridades municipais, justificando assim o elevado número de inatividades agora oficializadas.

Carlos Moedas, presidente da autarquia, definiu o escrutínio como uma ação de regulação e fiscalização sem precedentes no concelho. O autarca enfatizou a urgência de garantir a estabilidade entre a dinâmica económica gerada pela atividade turística e a salvaguarda do direito à habitação. Para ilustrar a dimensão do crescimento do mercado, o presidente apontou a evolução da cidade na última década, onde a oferta de alojamento de curta duração em Lisboa disparou de cerca de 500 para aproximadamente 20.000 unidades.

A intervenção aplicada na capital servirá agora de referencial para cerca de 150 outros municípios portugueses que se preparam para avançar com o mesmo procedimento de fiscalização. A medida encontrou um acolhimento favorável junto dos representantes da indústria turística. Eduardo Miranda, líder da associação nacional do alojamento local, frisou que a cooperação institucional viabilizou a eliminação de quase metade das licenças do sistema sem que isso implicasse a destruição de postos de trabalho ou o encerramento de negócios com atividade efetiva.

Lisboa aprova reabilitação do Vale de Santo António com 2.400 casas a preços acessíveis

O município de Lisboa vai avançar com a regeneração de 480.000 m2 no Vale de Santo António. O projeto a 12 anos prevê 2.400 novas casas acessíveis e um parque urbano.

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou a proposta da Área de Reabilitação Urbana do Vale de Santo António, num projeto que prevê a requalificação de um território com 480.000 m2 nas freguesias da Penha de França e São Vicente. A intervenção contempla a injeção no mercado de 2.400 novas habitações a preços acessíveis, respondendo às necessidades habitacionais da capital.

Planeada para ser executada num horizonte temporal de 12 anos, o projeto visa a reconversão profunda de uma área classificada como obsoleta e em estado de degradação. O plano de ação incide sobre a totalidade da malha urbana, abrangendo a renovação do edificado existente, a modernização das infraestruturas de base, a criação de novos equipamentos de uso público e a implementação de espaços verdes. A área abrangida por esta intervenção é esmagadoramente dominada pela posse pública, com 94% dos terrenos a pertencerem ao município lisboeta e 4% a serem propriedade do Estado central, estando apenas os restantes 2% na posse de privados.

A proposta da Operação de Reabilitação Urbana (ORU) de cariz sistemático, impulsionada pelo vereador do Urbanismo, Vasco Moreira Rato, assenta numa visão integrada para a dinâmica do território. O modelo adotado privilegia a construção de uma estrutura comunitária coesa, que funde a vertente habitacional com uma oferta abrangente de comércio, serviços e equipamentos locais. Este planeamento foca-se no conceito de cidade de proximidade, com o objetivo de reduzir as distâncias associadas às atividades diárias da população, diminuindo consequentemente a pressão sobre a rede de transportes públicos e a circulação de veículos particulares. Para suportar esta alteração de paradigma, o projeto estipula a mobilidade pedonal como o pilar central das futuras acessibilidades da zona.

Ao nível do espaço público, o documento prevê a construção de um novo parque urbano. Esta infraestrutura verde foi concebida para funcionar como um elemento agregador da comunidade, injetando valor ambiental e social no tecido urbano. Para além disso, a intervenção assegura a manutenção da identidade do local, tirando partido das preexistências e das características orográficas da colina lisboeta, de forma a criar uma imagem global coerente. A qualidade espacial e a adoção de princípios de desenho profilático orientam a configuração do projeto, garantindo o cumprimento de critérios rigorosos de salubridade e segurança nas novas áreas residenciais e públicas.

A aprovação no executivo municipal surge após a conclusão do período de discussão pública, decorrido entre 29 de setembro e 24 de outubro de 2025. O projeto avança sustentado por um parecer favorável emitido pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU). O documento relativo à Reabilitação Urbana do Vale de Santo António segue agora para escrutínio e votação final na Assembleia Municipal de Lisboa.

RFM Somnii Intermarché: novas confirmações trazem muito house e alguns dos melhores DJs nacionais

O cartaz do RFM Somnii Intermarché continua a crescer, mas ainda faltam alguns nomes.

O RFM Somnii Intermarché regressa à Figueira da Foz de 10 a 12 de julho para “o maior sunset de sempre“. O cartaz está a ficar completo e conta com artistas que vão agradar a todos os fãs de música eletrónica, independentemente do subgénero preferido. Os nomes confirmados nos últimos dias incluem regressos e estreias em Portugal, e ainda alguns dos melhores DJs portugueses.

No primeiro dia do festival, 10 de julho, está confirmado Timmy Trumpet, a estrela do trompete que regressa ao RFM Somnii depois de ter atuado no ano passado, e as duplas Third Party e Matisse & Sadko em formato back-to-back, ou seja, uma atuação a quadriplicar. Para 11 de julho foram anunciados Will Sparks, que também é um regresso, e Zanova (que atua no Mountain Experience by SOMNII, este sábado, 21 de fevereiro, a cerca de 2.000 metros de altitude). Para fechar o festival, junta-se a 12 de julho a dupla de hardstyle Sound Rush, que se estreia no nosso país.

Já os portugueses Kura e Diego Miranda também descem das alturas diretamente para o areal da Praia do Relógio. Diego Miranda sobe ao palco a 10 de julho, acompanhado por MC Katorz, e Kura atua dois dias depois, a 12 de julho. O DJ português de house Tiago Cruz, criador do festival Nómadas, junta-se à festa no mesmo dia de Diego Miranda.

Já estavam confirmados Vertile (10 de julho), Dual DamagePadre Guilherme (11 de julho) e HardwellKaazeNifra (12 de julho). A organização promete que ainda faltam alguns nomes para a edição deste ano do RFM Somnii Intermarché. Os bilhetes já estão à venda.

Tapada Nacional de Mafra reabriu ao público com acompanhamento obrigatório de guia em todas as experiências

Vão ser aplicadas várias medidas na Tapada Nacional de Mafra que têm em vista a segurança e a qualidade das experiências.

A Tapada Nacional de Mafra, Património Mundial da UNESCO desde 2019, reabre ao público este sábado, 21 de fevereiro, depois do encerramento forçado por conta do mau tempo. Contudo, há uma novidade. As visitas continuam a acontecer, mas agora com um modelo reforçado que “passa a exigir acompanhamento obrigatório por guia em todas as experiências“, como informado em comunicado. Esta medida pretende focar-se “na segurança, na qualidade da experiência e numa abordagem tecnicamente sustentada“.

Os acontecimentos recentes, como dito no site oficial, “vieram reforçar aquilo que a vivência diária neste território nos ensina: a Tapada é um sistema vivo, onde solo, água, fauna, flora e ação humana se interligam permanentemente“. A reabertura “assenta numa abordagem tecnicamente fundamentada e orientada para a segurança dos visitantes, garantindo simultaneamente a qualidade da experiência e a preservação deste património natural e histórico“, lê-se na informação divulgada.

O Conhecer a Tapada, um passeio de carro elétrico pelo parque, é a primeira experiência a retomar e a sofrer alterações: passa a integrar “uma componente pedestre de aproximadamente 600 metros (ida e volta) para acesso à viatura“. Esta experiência decorre aos fins de semana, pelas 11h15 e 15h, e nos dias úteis também às 15h. A partir de 2 de março, a experiência de percurso pedestre passa a ser realizada exclusivamente com guia. O horário será brevemente divulgado e a bilheteira disponibilizada online e nos locais habituais. O preço do bilhete não se altera, mantendo-se o valor de 5€ por participante, com um mínimo de três pessoas por grupo.

Também para março estão agendadas duas experiências especiais: o percurso interpretativo Plantas mágicas e animais escondidos, que assinalar o Dia Mundial da Vida Selvagem, no dia 7, e Passeio de Forest Mind, no âmbito do Dia Internacional da Mulher que se celebra no dia seguinte, 8.

Apesar das alterações, a Tapada Nacional de Mafra indica que a “observação de fauna mantém-se com normalidade“. No entanto, pela movimentação dos solos, é recomendado o uso de calçado adequado. A experiência não é aconselhada a pessoas com mobilidade reduzida, dificuldades em percorrer trajetos sinuosos ou a carrinhos de bebé.

Clássicos da literatura portuguesa vão ficar disponíveis em audiolivro de forma gratuita na BiblioLED

Cerca de 50 livros fazem parte desta parceria da BiblioLED com a produtora Tale House.

Lançada em janeiro de 2025, a BiblioLED, biblioteca pública digital gerida pela Direção-Geral do Livro dos Arquivos e das Bibliotecas, já conta com mais de 33.000 inscritos e 3.000 títulos disponíveis no catálogo, entre livros digital e audiolivros. Em pouco mais de um ano, a iniciativa registou mais de 136.000 obras emprestadas e mais de 71.000 reservas. E agora, há mais uma novidade, resultado de parceria com a Tale House, a maior produtora nacional de audiolivros.

Cerca de 50 livros, alguns parte do Plano Nacional de Leitura, vão ficar disponíveis gratuitamente em formato audiolivro a partir de setembro. Na lista entram autores clássicos como Gil Vicente, Eça de Queiroz, Luís de Camões, Almeida Garret e Florbela Espanca, entre outros autores de renome da literatura nacional.

As vozes emprestadas a alguns destes audiolivros são conhecidas do panorama nacional, como a jornalista e autora Joana Stichini Vilela, e a atriz Mia Tomé. Com esta iniciativa, a Tale House “procura contribuir ativamente para uma literacia mais democrática e inclusiva, tornando estas obras acessíveis a todos“, além de querer facilitar “o acesso dos adolescentes à literatura recomendada no contexto escolar, independentemente da sua localização geográfica ou contexto socioeconómico“.

Hotel Na Praia abre em junho na Comporta, mas já está a aceitar reservas

O projeto hoteleiro Na Praia, na costa alentejana, abre portas após uma década de regeneração paisagística.

Situado na costa alentejana, nas imediações da Comporta, o projeto hoteleiro Na Praia abre apenas a 1 de junho, mas já está a aceitar reservas.

A conceção deste complexo teve início no ano de 2011, sob a direção do hoteleiro português José António Uva, exigindo mais de uma década de intervenção focada na regeneração e preservação da paisagem dunar. O desenvolvimento arquitetónico resultou de uma colaboração entre o Studio KO, a Doxiadis+ e o Estúdio Lisboa, assentando na premissa de subordinação das infraestruturas à topografia existente e na conservação de espécies nativas do ecossistema, como o zimbro e o tomilho. A integração ambiental dita que a construção assuma uma presença discreta na paisagem costeira, orientando-se pelos elementos naturais, marés e fauna local.

A oferta de alojamento do complexo divide-se em três tipologias distintas, todas desenhadas para assegurar a privacidade e a ligação direta ao território. A primeira tipologia corresponde às suítes, reservadas em exclusivo a hóspedes com idade igual ou superior a 16 anos. Estas unidades, caracterizadas pela forte iluminação natural e incorporação de mobiliário artesanal, dividem-se em quatro categorias: a Suíte Pinheiro, que inclui uma sala de estar e varanda resguardada; a Suíte Duna, definida por um terraço exterior privado; a Suíte Pinheiro com Piscina, que adiciona uma piscina aquecida e duche exterior; e a Suíte Duna com Piscina, a unidade de maiores dimensões neste segmento, equipada com sala de jantar e um amplo terraço exterior com piscina aquecida.

Para estadias de grupos ou famílias, o Na Praia disponibiliza casas de arquitetura de base hexagonal, passíveis de interligação modular. Estas infraestruturas apresentam portas com acesso direto ao areal, salas de jantar amplas e zonas de bar edificadas em carvalho e pedra portuguesa. A Casa Duna dispõe de um terraço semi-privado, enquanto a variante Casa Duna com Piscina integra uma piscina circular aquecida e área exterior privada. A tipologia expande-se com a Casa Grande, que oferece sala de estar espaçosa, cozinha totalmente equipada, pátio interior com jardim de contemplação, área exterior de estar e piscina aquecida. A Casa Duna 2 Quartos com Piscina acrescenta uma segunda divisão de dormir e a Casa Mãe, a maior desta categoria, engloba sala de estar com lareira, cozinha completa, zona de refeições exterior, pátio central amplo e acesso direto à piscina aquecida a partir do quarto.

Na Praia Hotel

O segmento superior de alojamento é composto pelas vilas, que garantem o acompanhamento por um anfitrião exclusivo e vistas abertas sobre o sistema dunar. A Vila 3 Quartos com Piscina inclui sala de estar ampla, cozinha equipada, duas suítes principais com duches exteriores, um terceiro quarto e um terraço coberto adjacente à piscina aquecida. Já a Vila 4 Quartos com Piscina maximiza a oferta de luxo do complexo com dois quartos principais, dois quartos adicionais, duas lareiras, pátio interior ajardinado, sala de jantar generosa e acesso ao exterior a partir de todas as divisões de dormir.

Quanto à vertente gastronómica, o Na Praia articula-se através de quatro operações com conceitos distintos, focadas na identidade atlântica e mediterrânica. O espaço Casa Na Praia opera diurnamente como café, padaria e charcutaria, servindo pão artesanal e refeições marcadas pela sazonalidade, transitando ao cair da tarde para um bar de vinhos suportado por uma garrafeira com mais de cinco mil referências e um menu concebido para partilha. Por sua vez, o restaurante Zimbro, situado na área central do complexo em torno de uma árvore centenária, foca-se na culinária mediterrânica para todas as gerações, servindo omeletes de marisco aos pequenos-almoços, pizzas em forno de lenha e arrozes confecionados sobre fogo aberto, além de pratos de carne de produção biológica aos jantares.

Na Praia Hotel

Há também o espaço Mais Sol, de montagem sazonal e localizado junto ao areal, disponibiliza refeições ligeiras de apoio balnear, como saladas, sanduíches com ingredientes locais, sumos frescos e bolas de Berlim. Por último, a vertente de investigação gastronómica materializa-se no restaurante MOGO, liderado pelo chef João Rodrigues em articulação com a curadoria do Projecto Matéria. Este espaço desenvolve o seu menu com base na observação de três campos de estudo do ecossistema local – Duna, Terra e Água -, utilizando a água como o elemento condutor para traduzir o território através dos ingredientes regionais, das técnicas de ofício e da memória partilhada.

A infraestrutura do Na Praia complementa-se com o Spa Na Praia, um centro de bem-estar desenhado para a contemplação silenciosa e imersão na paisagem. Os tratamentos e as práticas de repouso consciente fundamentam-se no contacto com os elementos naturais da região costeira, conjugando a água, a terra, a luz e a brisa marítima com o saber ancestral associado à recuperação física e ao equilíbrio natural.

Novo Metrobus do Porto arranca no final de fevereiro

A primeira fase do Metrobus do Porto liga a Casa da Música à Praça do Império, com viagens gratuitas durante o mês de março.

O novo serviço de metrobus do Porto entra oficialmente em funcionamento no próximo sábado, dia 28 de fevereiro. Este sistema de autocarros movidos a hidrogénio arranca com um período de familiarização e ajuste progressivo, delineado pela Metro do Porto para consolidar horários, frequências, sinalética semafórica e procedimentos de segurança em contexto real. Durante o primeiro mês de atividade, coincidente com março, os passageiros poderão utilizar a infraestrutura de forma totalmente gratuita.

A primeira fase do Metrobus do Porto estabelece a ligação direta entre a Casa da Música e a Praça do Império, num percurso com uma duração exata de 12 minutos que contempla sete paragens estratégicas na Avenida da Boavista: Casa da Música, Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves, João de Barros e Império. Para assegurar a eficiência do canal e evitar atrasos na cadência dos autocarros, a inversão de marcha será efetuada na Rotunda da Boavista, abandonando-se a hipótese inicial de realizar a manobra no topo da avenida. O presidente da Metro do Porto, Emídio Gomes, garantiu que a operação está desenhada para que, no exato momento em que um veículo atinge a estação da Casa da Música, exista já outro posicionado do lado oposto para dar continuidade ao serviço.

O canal dedicado a esta primeira fase encontra-se concluído desde setembro de 2024. O hiato temporal até à inauguração em fevereiro deveu-se a uma conjugação de fatores logísticos, burocráticos e políticos, visto que a frota de veículos iniciou a sua chegada apenas no segundo semestre de 2025 e a indispensável licença do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) foi emitida em novembro do mesmo ano. A validação do modelo operacional exigiu também um memorando de entendimento, assinado em dezembro, entre a Câmara Municipal do Porto, a STCP e a Metro do Porto. A logística de abastecimento constituiu o derradeiro obstáculo, tendo a Metro do Porto obtido garantias de fornecimento de hidrogénio apenas a partir de meados de fevereiro. Até à conclusão definitiva da estação de produção de hidrogénio na Areosa, cuja estimativa aponta para o mês de julho, a frota será abastecida nas instalações localizadas em São Roque da Lameira.

A segunda fase da empreitada do Metrobus do Porto, que prolongará o serviço até à Praça da Cidade do Salvador (conhecida como Anémona), tem o seu término agendado para agosto e um tempo total de viagem estipulado em 17 minutos. As obras deste troço específico, alvo de suspensão em outubro pela nova administração, foram retomadas a 3 de novembro na Avenida da Boavista, no segmento compreendido entre o Colégio do Rosário e a Fonte da Moura (Antunes Guimarães). O modelo urbanístico desta segunda etapa difere substancialmente da primeira. O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, sublinhou que a intervenção manterá o separador central junto ao Parque da Cidade, admitindo inclusive o seu alargamento, com o objetivo de preservar e promover o usufruto comunitário e as áreas verdes num espaço considerado de excelência para as famílias portuenses.

Os autocarros deixarão de circular num canal estritamente dedicado, passando a operação a decorrer em via partilhada com os automóveis ligeiros na Avenida Marechal Gomes da Costa e no troço entre a Rua de Antunes Guimarães e o Castelo do Queijo. A administração da Metro do Porto e a STCP validaram esta solução, considerando que a partilha ocorre num setor viário com menor pressão automóvel, não penalizando a eficiência estrutural do transporte.

Toda a infraestrutura e operação do Metrobus do Porto representam um investimento global de 76 milhões de euros, financiado através de verbas provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), do Fundo Ambiental e do Orçamento do Estado.