Depois da nomeação aos Óscares, este é mais um marco importante para o filme português mais premiado de sempre.
A curta-metragem de animação Ice Merchants, escrita e realizada por João Gonzalez, que se tornou em 2023 no primeiro filme português de sempre nomeado a um Óscar, prepara-se para alcançar mais um marco histórico para a sétima arte nacional.
Ice Merchants vai ser exibido no Japão a 7 de março, num espaço de enorme importância para o cinema de animação, no Museu Studio Ghibli – o museu de arte dedicado ao Studio Ghibli, situado em Mitaka, a cerca de 25km de Tóquio, no âmbito no Mitaka Animation Festival. Com uma narrativa visual e sem diálogos, a curta de 14 minutos conta a história de um pai e um filho que vivem numa montanha gelada solitária. A sessão surge na sequência da distinção máxima atribuída na edição de 2024 do Tokyo Anime Award Festival (TAAF), onde venceu o “Grande Prémio” para curtas-metragens e o “Prémio do Governador de Tóquio”.
O Studio Ghibli, fundado em 1985 por Hayao Miyazaki e Isao Takahata é um dos estúdios de animação mais influentes das últimas décadas, por onde não só passaram alguns dos maiores animadores e cineastas de animação contemporâneos, como também é uma constante referencia em todo o mundo, para lá do grande ecrã. No seu portefólio, o Studio Ghibli encontra obras aclamadas e acarinhadas como Spirited Away, Princess Mononoke, Howl’s Moving Castle, My Neighbor Totoro, ou, mais recentemente, The Boy and the Heron, que foi o vencedor do Óscar de Melhor Filme de Animação em 2024.
Investimento de 11 milhões conclui acesso ao Parque Empresarial do Mundão. Este projeto foi classificado como estruturante para o concelho de Viseu e para a região Centro.
A nova ligação rodoviária entre a A25 e a EN229, que serve o Parque Empresarial do Mundão, em Viseu, já se encontra aberta ao trânsito. A obra representa um investimento na ordem dos 11 milhões de euros, integralmente financiado por fundos da União Europeia através da vertente de Acessibilidades Rodoviárias do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). A intervenção visa impulsionar a competitividade das empresas instaladas nesta zona industrial, otimizando o escoamento de mercadorias e reforçando a segurança e a mobilidade na região.
A infraestrutura apresenta uma extensão total de aproximadamente cinco quilómetros e está dividida em três troços, cuja empreitada englobou a construção de cinco rotundas, uma passagem superior e uma passagem inferior. O primeiro segmento desenvolve-se ao longo de 1.450 metros, iniciando-se no novo nó de ligação ao antigo IP5 e estendendo-se até à interseção com o caminho municipal 135 (CM135). O troço intermédio, com 2.850 metros, tirou partido do canal do CM1351, que foi alvo de trabalhos de retificação e alargamento, estando delimitado nas extremidades por duas novas rotundas de transição. O terceiro e último traçado tem 770 metros e estabelece a ligação final em rotunda à EN229.
Miguel Cruz, presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), classifica a intervenção como um projeto estruturante para o concelho de Viseu e para a região Centro, destacando o impacto direto no desenvolvimento do território e na valorização do interior do país.
O projeto da Maverick Games continua em desenvolvimento, mas sem o apoio da editora com quem assinou acordo em 2024.
A Amazon Games continua a cortar relações com alguns estúdios de videojogos e desta vez quem a separação é com o estúdio britânico Maverick Games, que conta com o seu primeiro jogo atualmente em desenvolvimento.
Este afastamento da Amazon Games do projeto da Maverick Games e da sua equipa, foi partilhado ao The Game Business, onde um representante afirma: “Como parte da nossa evolução estratégica para nos focarmos em projetos que tirem partido das forças e escala, incluindo o relançamento do Luna e da franquia Tomb Raider em parceria com a Crystal Dynamics, decidimos retirar a Maverick Games do nosso acordo de publicação com a Amazon Game Studios. Temos um respeito tremendo pela equipa da Maverick Games e da experiência narrativa de corridas que estão a criar. Esta decisão irá dar à Maverick Games a flexibilidade de encontrar uma editora parceira cujas prioridades estratégicas sejam mais alinhadas com o que estão a tentar trazer para o mercado. Estamos orgulhosos do que fizemos em conjunto durante a nossa parceria e desejamos o maior sucesso para o futuro.”
A declaração da Amazon Games transparece que esta foi uma separação amigável e consciente, justificando possíveis diferenças criativas entre as duas partes. A Amazon aproveita também para garantir que ainda se mantém focada no investimento em jogos, dando o exemplo da série Tomb Raider, que se prepara para receber dois novos jogos e uma série live-action.
Já da Maverick Games, Mike Brown (ex-criador diretivo da saga Forza Horizon) e Harinder Sangha (ex-CEO da Sega Hardlight), confirmaram que o seu jogo continua em desenvolvimento, ao mesmo tempo que agradecem o apoio prestado pela Amazon Games até agora. “Estamos agradecidos à Amazon Game pela sua parceria e colaboração. O desenvolvimento do nosso jogo de estreia continua a progredir como planeado. Estamos em conversas ativas parceiros que partilhem as nossas ambições a longo prazo para este IP e queremos partilhar mais ainda este ano.”
O jogo da Maverick Gamesem questão, que fica agora sem editora, ainda não tem nome e foi anunciado em 2024, após a Amazon Games ter assinado um acordo de edição e de desenvolvimento do mesmo. Trata-se de um jogo de corridas em mundo aberto com uma forte vertente narrativa, desenvolvido por vários veteranos da industria, incluindo Brown e Sangha, assim como Jamie Brittain (co-criadora da série televisiva britânica Skins) enquanto guionista principal do jogo; o produtor executivo Tom Butcher (Forza Horizon e F1 All-Stars); o CTO Matt Craven (Forza Horizon, GRID, DIRT); o diretor de conteúdos Gareth Harwood (Forza Horizon e reboot de Fable); o diretor de áudio Fraser Strachan (Forza Horizon); o diretor de arte Ben Penrose (Forza Horizon e reboot de Fable); e a diretora de design visual Elly Marshall (Forza Horizon 3, Just Cause 3, DIRT).
Este novo jogo tem como alvo o PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.
Os passes gerais para o Vodafone Paredes de Coura 2026 continuam à venda nos locais habituais, com o custo fixado nos 130€.
M.I.A. é a mais recente confirmação para o cartaz da edição de 2026 do festival Vodafone Paredes de Coura, que decorre entre os dias 12 e 15 de agosto.
Reconhecida como uma figura disruptiva na música do século XXI, a produtora e performer apresenta uma identidade artística que cruza música eletrónica, hip-hop, grime, dancehall e sonoridades globais. O seu trajeto é assinalado por uma expressiva vertente política e visual, consolidada com o lançamento dos álbuns Arular, em 2005, e Kala, em 2007.
A projeção internacional atingiu o seu pico com o tema “Paper Planes”, um exemplo da capacidade da artista para transformar comentário político e social em composições orientadas para a pista de dança, através da combinação de ritmos do mundo com produção experimental.
O festival acolhe M.I.A. juntamente com um alinhamento que inclui já nomes como Amyl and The Sniffers, Underworld, Wet Leg, Thundercat, Hermanos Gutiérrez, Benjamin Clementine, CMAT, MEUTE, Aldous Harding e Kurt Vile & The Violators. O cartaz conta ainda com as presenças de Cate Le Bon, Maruja, WU LYF, Getdown Services, Show Me the Body, Bassvictim, terraplana, Strawberry Guy, Vendredi sur Mer, Skegss, Westside Cowboy, Prostitute, Dame Area, Friko, Tomode, Julia Mestre, Horsegirl e UNIVERSITY. O panorama musical português faz-se representar através de A garota não, Capitão Fausto, Milhanas e pelo espetáculo conjunto dos First Breath After Coma com Salvador Sobral.
Os passes gerais para o evento encontram-se atualmente disponíveis na plataforma DICE e nos pontos de venda físicos habituais, nomeadamente FNAC, CTT e El Corte Inglés, com o custo fixado nos 130€.
A instax mini Evo Cinema combina gravação de vídeo e filtros analógicos num único formato. Chega ao mercado nacional com um PVP de 379,99€.
A Fujifilm apresentou hoje, num evento no qual o Echo Boomer esteve presente, a sua mais recente aposta no segmento da imagem instantânea, a instax mini Evo Cinema. Segundo Isabel Pereira, responsável pelo departamento de marketing da instax, a nova câmara destina-se a um público predominantemente urbano, com forte inclinação para a estética e para a criatividade. A faixa etária prioritária situa-se entre os 25 e os 34 anos, um intervalo demográfico justificado pelo poder de compra exigido aos 25 anos para a aquisição do produto e pela constatação de que o interesse se prolonga além dos 34 anos.
A instax mini Evo Cinema é descrita pela fabricante como uma câmara instantânea premium com uma funcionalidade tripla, operando como máquina fotográfica, impressora e câmara de vídeo. Sob o lema “décadas de possibilidades”, o design do equipamento remete deliberadamente para a estética das clássicas câmaras de oito milímetros. Esta componente visual é acompanhada por funcionalidades mecânicas e de software específicas, com destaque para o comando físico denominado Eras Dial. Este seletor permite aplicar 10 variações de estilo que simulam a evolução fotográfica desde a década de 1930 até ao ano de 2020. O controlo criativo é ainda reforçado por um sistema de ajuste de intensidade, também com 10 níveis, que possibilita a manipulação de características como o grão da imagem, adaptando o resultado final às preferências do utilizador.
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A grande inovação tecnológica deste modelo reside na sua capacidade de captação de imagem em movimento. Através de um botão dedicado, o utilizador transita de forma intuitiva entre o modo fotográfico e o modo de gravação de vídeo. O hardware permite o registo interno de até cem sequências de vídeo, cada uma com uma duração nativa de quinze segundos, sem necessidade de edição prévia. O ecossistema digital da câmara complementa esta função através de uma aplicação móvel proprietária, que permite editar e expandir a duração destes vídeos para um limite de trinta segundos. A impressão das imagens é realizada no formato de película mini e herda uma das características mais populares da linha LiPlay: a capacidade de imprimir um código QR na fotografia. Quando lido através de um smartphone, este código digital encaminha o recetor da imagem física para um vídeo ou para uma mensagem de áudio guardada na nuvem.
Em termos de especificações técnicas de hardware, a instax mini Evo Cinema está equipada com um ecrã e sensor de 1,5 polegadas, sistema de flash automático e um temporizador integrado, concebido para facilitar a captação de autorretratos e fotografias de grupo. O pacote de software interno inclui ainda uma vasta seleção de molduras e filtros que acentuam o caráter nostálgico das composições.
A câmara chega ao mercado com um preço de venda ao público recomendado de 379,99€. Este valor base inclui a própria câmara, uma alça de pulso e um visor adicional. Para efeitos de proteção e transporte, a Fujifilm disponibiliza um estojo desenhado especificamente para este modelo, comercializado separadamente por 39,99€.
Kratos está de regresso em God of War Sons of Sparta, desta vez numa viagem até ao passado, num spin-off que transporta a série para o mundo dos metroidvania com resultados nem sempre positivos.
Enquanto muitos se questionam sobre o futuro de Kratos e da série God of War, a Santa Monica Studios decidiu responder com uma nova pergunta: e se viajássemos antes até ao passado? Em God of War:Sons of Sparta, o primeiro verdadeiro spin-off da série (desconsiderando as prequelas com registo semelhante à trilogia original), reencontramos Kratos e Deimos, anos antes de Ares manipular o semi-deus a ser o seu carrasco, numa era ainda envolta em ingenuidade e crenças que viriam a ser corrompidas. Em Esparta, Kratos ainda empunhe a sua lança e escudo em vez das suas Blades of Chaos, destinadas a ficarem cravadas nos seus punhos, numa aventura que procura contextualizar as origens daquele que viria a ser o destruidor da Grécia, agora a cargo da Mega Cat Studios, e numa estreia no género metroidvania.
Reencontrar Kratos antes da sua viagem até à mitologia nórdica, até antes do seu encontro com Ares, é refrescante. God of War Sons of Sparta funciona como um longo flashback, onde Kratos conta as suas aventuras de infância a Calliope, a sua filha, num ambiente propositadamente mais familiar que procura retrabalhar o herói de God of War como uma personagem mais humana e próxima ao seu retrato em God of War: Ragnarök. A própria interpretação de TC Carson demonstra essa vontade em criar uma maior uniformidade entre as várias fases da vida de Kratos. A história é competente, Kratos e Deimos carregam o fardo emocional aos seus ombros, mas a Mega Cat Studios parece ter ficado demasiado embevecida pelas suas cinemáticas, ao ponto de ter sufocado a ação em prol da narrativa. As paragens constantes, os diálogos de circunstância, a impossibilidade em avançara história tornaram a aventura progressivamente mais cansativa e menos apelativa, ao ponto de se tornar ruido.
A falta de equilíbrio está também presente na visão da Mega Cat Studios e na sua abordagem ao género metroidvania, com zonas desinteressantes, cheias de barreiras de progresso, que pouco recompensam os jogadores pela sua curiosidade. As salas e corredores são extensos e vazios, os puzzles nunca se tornam memoráveis – reduzidos quase sempre a atirar uma das habilidades contra um mecanismo para ativar portas ou plataformas – e existe uma falta de incentivo à exploração que condiciona a campanha de God of War Sons of Sparta. A campanha move-se a um ritmo demasiado lento, onde habilidades e ataques especiais são desbloqueados esporadicamente, sem sentirmos um claro crescimento no arsenal de Kratos até ser tarde demais. O modelo metroidvania é perfeito para God of War, mas este primeiro passo está longe de ser um sucesso. Há aqui potencial, mas a Mega Cat Studios, se tiver uma segunda oportunidade, tem muito para aprender com o género e a série que se propôs a adaptar.
Cópia para análise cedida pela PlayStation Portugal.
Acordo entre Ministério da Justiça e Parques de Sintra permite a reclusos trabalharem na conservação das matas e jardins do Património Mundial da UNESCO.
A Paisagem Cultural de Sintra, classificada como Património Mundial da UNESCO, vai passar a contar com o trabalho de reclusos nas ações de limpeza e manutenção florestal e paisagística. O Ministério da Justiça, através da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, e a empresa Parques de Sintra – Monte da Lua assinaram um protocolo de cooperação que reativa uma parceria estabelecida originalmente em 2007. O acordo, formalizado no Chalet da Condessa d’Edla, abrange os estabelecimentos prisionais do Linhó, Sintra e Tires, permitindo que indivíduos em regime aberto no exterior integrem equipas dedicadas à conservação de matas, jardinagem e pequenas obras de requalificação.
A iniciativa visa promover a reinserção social através de um enquadramento laboral semelhante ao encontrado em liberdade, fomentando o desenvolvimento de competências pessoais e profissionais. Os reclusos envolvidos no projeto auferem uma remuneração equivalente ao salário mínimo nacional, complementada pelo respetivo subsídio de alimentação. A Parques de Sintra assume a responsabilidade pela logística e segurança da operação, o que abrange o transporte dos trabalhadores, a formação específica para as tarefas a executar, a supervisão diária das atividades e a obrigatoriedade de cobertura por seguro de acidentes de trabalho.
Este modelo de execução de penas reflete a estratégia de reintegração social promovida pela tutela, procurando uma colaboração contínua entre as esferas pública e privada. A medida vai ao encontro da proposta da nova lei de política criminal, que privilegia programas de trabalho prisional focados na manutenção florestal, na recuperação de áreas ardidas e na prevenção de riscos coletivos.
A importação de gás natural liquefeito russo em Portugal representa apenas 5% do total. O Governo suspenderá o fornecimento assim que for aprovada base legal europeia.
O Estado prepara-se para cessar de forma integral a importação de gás natural liquefeito (GNL) proveniente da Rússia, encontrando-se a concretização desta medida dependente da aprovação de um quadro legislativo europeu que viabilize a rescisão do atual contrato de fornecimento. A estratégia nacional alinha-se com a diretriz da União Europeia que estipula a erradicação da dependência energética face ao mercado russo até 2027.
A posição nacional foi reiterada em Bruxelas pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, à margem da sua participação no fórum da EUFORES no Parlamento Europeu e de um encontro com Teresa Ribera, vice-presidente executiva da Comissão Europeia para a transição limpa, justa e competitiva. A governante clarificou que a entrada de GNL russo em território nacional ocorre através do porto de Sines, ao abrigo de um contrato de longo prazo detido por uma única entidade, a empresa espanhola Naturgy.
Os dados relativos a 2024 indicam que a presença deste gás no consumo nacional é atualmente residual e regista uma trajetória de declínio contínuo. No último ano, Portugal importou um total de 49.141 gigawatts-hora (GWh) de gás natural, sendo 96% desta energia adquirida sob a forma de GNL. Neste universo, o combustível de origem russa representou cerca de 4,4% do GNL importado. A análise da evolução do mercado demonstra uma quebra acentuada da quota russa, que recuou dos 15% registados em 2021 para a atual fasquia de 5% do fornecimento total importado pelo país.
O obstáculo à suspensão imediata das operações prende-se exclusivamente com a natureza jurídica do acordo em vigor. O Governo reconhece a validade do atual vínculo comercial e a impossibilidade de intervenção unilateral sem a devida proteção legal. A tutela aguarda a instauração de um mecanismo jurídico europeu sólido que permita contornar as obrigações contratuais assumidas pela empresa a operar em Sines.
O calendário fixado pelas instituições europeias no final do ano transato determina o dia 1 de janeiro de 2027 como limite para o término das importações de GNL russo, e 30 de setembro de 2027 para a cessação do fornecimento de gás transportado por gasoduto. A ação do executivo português será executada de forma imediata assim que a União Europeia fornecer a base legal necessária para atuar sobre o contrato, efetivando o corte definitivo com o fornecimento energético proveniente da Rússia.
Com um foco claro no turismo de base comunitária e na conservação, o estado brasileiro Piauí atrai cada vez mais europeus.
A cidade de Lisboa acolheu a terceira edição consecutiva do Showcase Piauí, um evento estratégico realizado em paralelo com a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), cujo objetivo central é posicionar o estado nordestino brasileiro como um destino de excelência no competitivo mercado europeu. A iniciativa, que junta a administração pública e a iniciativa privada, é encabeçada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Piauí, sob a representação do diretor Delano Rocha, em estreita articulação com a Secretaria de Turismo, tutelada por Daniel Oliveira, e a agência Invest Piauí.
O planeamento apresentado no Hotel Ritz, num evento no qual o Echo Boomer esteve presente, afasta-se deliberadamente do turismo de massas, assumindo o ecoturismo, o turismo de base comunitária, a preservação natural, as experiências autênticas e a prática de slow travel como as principais tendências globais do setor e os pilares do desenvolvimento regional. Esta estratégia conjunta gerou resultados estatísticos precisos: no ano de 2025, o estado do Piauí superou a marca dos 703.000 visitantes, um fluxo turístico que injetou 560 milhões de reais na economia local.
Para impulsionar a atração de visitantes europeus, a operação conta com a parceria da Visit Brasil Travel Association (VBRATA), presidida por Glauco Fuzinatto. A associação, sediada em Londres, atua nos mercados de Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha e Reino Unido, e delineou uma campanha promocional intensiva a decorrer até meados de março. A estratégia passa por uma forte presença mediática em outdoors no Aeroporto de Lisboa e no Cais do Sodré, complementada por ativações no stand da BTL que incluem gastronomia e cultura. No mercado português, caracterizado por uma cadeia de distribuição vertical, a associação implementou uma campanha de incentivo de vendas direcionada especificamente aos agentes de viagens da rede GEA, visando estimular a comercialização do destino ao consumidor final.
A atração turística é indissociável da estratégia de captação de investimento estrangeiro, uma missão liderada pela Invest Piauí. Em representação do presidente Victor Hugo e do vice-presidente Daniel Muniz, o representante Daniel Martins oficializou o lançamento de uma revista bilingue, desenvolvida com o intuito de apresentar as potencialidades do estado nas áreas do turismo, agronegócio, economia e na atual revolução educativa regional. A publicação, que inclui uma versão em inglês para o mercado europeu, tem distribuição garantida junto dos assinantes do jornal Público, materializando uma tática direta de penetração na imprensa e na sociedade portuguesa. Este esforço de internacionalização tem o respaldo do Governo do Estado, liderado por Rafael Fonteles, e assenta num território onde a geografia e a história ditam as regras da ocupação. Com uma população de 3,5 milhões de habitantes, o Piauí destaca-se por ter sido o único estado brasileiro colonizado a partir do interior em direção ao mar, impulsionado pelas antigas fazendas de gado, e por ser uma rica zona de transição ambiental que alberga os biomas da Caatinga, do Cerrado e da Amazónia.
O Parque Nacional da Serra da Capivara, situado no sul do estado e classificado como Património Mundial da UNESCO, assume-se como o grande motor do turismo científico e arqueológico. O local detém o maior registo da história do povoamento das Américas, com pinturas rupestres que comprovam a presença humana há mais de 50.000 anos, uma descoberta que reformulou as teorias modernas, ancorada em investigações franco-brasileiras. Este polo científico dispõe de infraestruturas de calibre internacional, albergando o Museu do Homem Americano e o Museu da Natureza, e registou um crescimento de visitação superior a 32% entre 2024 e 2025, integrando a impressionante estatística de crescimento superior a 40% mencionada pela administração do Sebrae. A sustentabilidade é o elemento transversal a esta operação, com 13% de todo o território piauiense rigorosamente preservado sob a forma de parques ecológicos, o maior índice proporcional fora da região amazónica brasileira.
No extremo oposto do território, o litoral do Piauí, embora seja o mais pequeno do Brasil, consolida-se através do ecossistema único do Delta do Parnaíba. Sendo o único delta em mar aberto de todo o continente americano, caracteriza-se pela interação com as comunidades ribeirinhas e por uma rica biodiversidade focada na fauna marítima. O destino faz parte da Rota das Emoções, um roteiro turístico partilhado com o Ceará e o Maranhão, distinguido pelo Ministério do Turismo, e que em 2025 ultrapassou a barreira dos 100.000 turistas, assegurando taxas de ocupação superiores a 90% e um crescimento de visitações costeiras na ordem dos 28%. A geografia costeira, beneficiando de águas mornas e ventos constantes de elevadíssima qualidade, transformou praias preservadas como Barra Grande num polo de atração para praticantes de kitesurf de todo o mundo, motivando a plataforma digital Booking.com a eleger a região de Cajueiro da Praia e Barra Grande como uma das seis grandes tendências de destino a nível global.
A riqueza natural é complementada por uma profunda valorização das matrizes culturais e sociais. A identidade do Piauí materializa-se em manifestações folclóricas de raiz, como o Bumba meu boi, o Reisado e as quadrilhas juninas, as quais se sagraram campeãs nacionais de cultura no Brasil ao longo de três anos consecutivos. Este património imaterial funde-se com o turismo de base comunitária, encontrando a sua máxima expressão no Quilombo Mimbó, e com o ecossistema artesanal impulsionado pela plataforma Made in Piauí.
Esta ferramenta digital e logística permite que os artesãos locais tenham acesso a um portal de vendas estruturado, com uma taxa de administração reduzida e subsidiada pelo Estado, facilitando a comercialização internacional, a profissionalização do setor e a distribuição sustentável de rendimento pelas comunidades que dão vida à hospitalidade singular do Piauí.
A editora francesa Nacon pediu a abertura de um processo de reorganização judicial depois de a sua acionista maioritária falhar o pagamento de um empréstimo obrigacionista.
A Naconentrou formalmente em processo de insolvência após a sua acionista maioritária, a Bigben Interactive, ter falhado o reembolso parcial de um empréstimo obrigacionista, levando assim a empresa a recorrer a um mecanismo judicial de proteção para garantir a continuidade da atividade.
O processo teve origem a Bigben Interactive ter falhado um pagamento de cerca de 43 milhões de euros a obrigacionistas, depois de o seu consórcio bancário ter recusado, de forma tardia, autorizar o levantamento do montante necessário, uma situação que a empresa classifica como resultante de uma “recusa inesperada e tardia do seu consórcio bancário em responder ao pedido de mobilização dos fundos”. Este incumprimento bloqueou liquidez essencial ao grupo e teve impacto direto na estrutura financeira da Nacon.
Perante esta situação, a Nacon reconheceu que os seus ativos disponíveis “não permitem satisfazer as suas responsabilidades exigíveis”, admitindo a impossibilidade de cumprir compromissos financeiros de curto prazo. Como resposta, a empresa avançou com o pedido formal de insolvência junto do tribunal francês, solicitando simultaneamente a abertura de um processo de reorganização judicial.
De acordo com a própria Nacon, o objetivo desta ação é de “avaliar todas as soluções possíveis para assegurar a sustentabilidade da atividade da empresa nas melhores condições, proteger os trabalhadores e preservar os postos de trabalho, renegociando simultaneamente com os credores num quadro calmo e construtivo”. A Nacon acrescenta ainda que este procedimento “permitirá à empresa continuar a sua atividade, renegociar as suas dívidas e desenvolver um plano de continuidade credível e eficaz”.
Caso o tribunal aprove o pedido, a Nacon poderá beneficiar de um período de proteção que pode estender-se até 18 meses, durante o qual as suas responsabilidades financeiras ficam temporariamente congeladas, permitindo a apresentação de um plano de recuperação assente na reorganização da dívida e na reestruturação do modelo financeiro.
Esta crise surge num momento sensível para a editora francesa, ao mesmo tempo que na próxima semana irá realizar o evento Nacon Connect, onde irá apresentar vários projetos em produção e em vias de lançamento, incluindo a versão final de GreedFall 2 e títulos em Early Access. A continuidade de operações da editora não está, para já, suspensa, mas o seu futuro passa a depender diretamente da decisão judicial e da capacidade de alcançar um acordo sustentável com os seus credores.
Recentemente, a Nacon foi responsável pelo lançamento de jogos como Styx: Blade of Greed, RoboCop: Rogue City e Hell is Us, e na sua área de operações conta também com a oferta de um conjunto de acessórios de jogos, como comandos, volantes, auscultadores, teclados, ratos e cadeiras, entre outros.
A Mealhada passa a integrar uma nova rota da FlixBus com quatro paragens diárias.
A rede de autocarros expresso FlixBus prepara-se para alargar a sua oferta de transportes no município da Mealhada a partir de maio. A expansão do serviço, recentemente aprovada em reunião de Câmara, contempla a criação da nova linha 1047, que assegurará a ligação regular entre Guimarães e Coimbra, efetuando paragem na localidade. Esta medida reforça a presença da FlixBus na Mealhada, cuja integração na rede nacional ocorreu em maio do ano passado, centralizando as operações de embarque e desembarque na Avenida 25 de Abril, junto à Praça do Choupal.
Com a introdução deste novo trajeto, os passageiros passam a dispor de quatro horários diários na referida paragem. No sentido proveniente de Guimarães e com término em Coimbra, os autocarros têm chegada à Mealhada às 10h50 e às 19h05. Em sentido inverso, na deslocação de Coimbra para Guimarães, as paragens estão programadas para as 07h40 e as 16h05. O incremento desta rota eleva para oito o número total de destinos diretos, de ida e volta, acessíveis a partir do concelho.
A lista de ligações sem transbordo a partir da Mealhada passa, desta forma, a abranger o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, as cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, bem como Paços de Ferreira, Lousada, Vizela e, no próximo mês de maio, Guimarães.
Adicionalmente, a infraestrutura da transportadora permite que os passageiros que iniciem a sua viagem na Mealhada tenham acesso, mediante ligação, a uma rede alargada que engloba mais de 250 destinos, distribuídos pelo território nacional e internacional.
Os passageiros da Rede Expressos passam a ter direito ao reembolso de 100% do valor da viagem, dependendo da antecedência do pedido.
A Rede Expressos reviu a sua política de cancelamentos para as compras efetuadas nas plataformas digitais da empresa, passando a garantir o reembolso integral do valor dos bilhetes de autocarro, dependendo da antecedência do pedido. Esta medida, aplicável às reservas realizadas no site oficial e na aplicação móvel, visa responder às atuais exigências de flexibilidade dos passageiros e mitigar a pressão associada à marcação antecipada de viagens.
A Rede Expressos justifica a alteração nas regras com a análise do comportamento dos consumidores, um padrão frequentemente marcado pelas flutuações de preços e pela necessidade de adaptação a imprevistos e mudanças de horários de última hora. A nova estrutura de devoluções pretende, assim, proporcionar uma maior margem de segurança e planeamento nas deslocações, contrariando a urgência da decisão de compra digital.
As condições e prazos para a obtenção da devolução variam consoante a adesão ao programa de fidelização da operadora. Os utilizadores com registo no sistema RFlex – cuja adesão não tem custos ou taxas associadas – beneficiam do reembolso de 100% do valor da reserva caso submetam o pedido até 72 horas antes do horário de partida estipulado no bilhete de ida. Para os clientes que não integram este programa de fidelização, o reembolso total apenas é garantido se a anulação da viagem ocorrer com uma antecedência mínima de sete dias.
A par da possibilidade de devolução integral para cancelamentos atempados, a empresa implementou também soluções para alterações mais próximas da hora de embarque. O sistema contempla agora pedidos de reembolso submetidos até três horas antes da partida, com condições ajustadas. Todo o processo de devolução decorre no site oficial da Rede Expressos, através do menu especificamente dedicado aos reembolsos.
Jane Eyre junta-se à lista de adaptações literárias a estrear nos próximos anos.
Em 1847, Charlotte Brontë lançava o livro Jane Eyre, um marco do romance gótico e da literatura feminista. E com várias adaptações a cinema, televisão, teatro e rádio, sequelas, retellings ou diferentes versões, este é um dos clássicos da literatura mais trabalhados de sempre. Uma das mais recentes foi lançada em 2011, um filme realizado por Cary Fukunaga, com Mia Wasikowska no principal papel. E agora, cerca de 180 anos após o lançamento do livro, de acordo com o Deadline, a obra vai voltar a ser adaptada.
Desta vez, o livro Jane Eyre será adaptado a série de televisão e contará com uma das estrelas de Sex Education e The White Lotus, a atriz britânica Aimee Lou Wood, como protagonista. A produção é da produtora britânica Working Title e o guião vai ser escrito por Miriam Battye, vencedora do prémio WGA com o seu trabalho em Succession. Antes de ser Jane Eyre, Aimee Lou Wood vai dar vida a Pattie Boyd, nos filmes biográficos dos Beatles.
Jane Eyre narra a história de uma órfã que supera uma infância de abusos para se tornar governanta na mansão Thornfield Hall. Lá, apaixona-se por Edward Rochester, o seu misterioso patrão, mas descobre segredos sombrios que testam a sua integridade e independência.
Atualmente, está em exibição nos cinemas Wuthering Heights, escrito pela irmã de Charlotte Brontë, Emily Brontë, com Margot Robbie no principal papel.
A cadeia de retalho Mercadona distribuiu 780 milhões de euros em lucros pelos trabalhadores.
A Mercadona anunciou um investimento superior a mil milhões de euros destinado à melhoria do poder de compra e das condições laborais dos seus 112.000 trabalhadores em Portugal e Espanha. Deste montante global, 780 milhões de euros foram hoje distribuídos sob a forma de prémios variáveis por objetivos, refletindo a partilha dos lucros da empresa retalhista com a sua equipa.
No mercado nacional, a operação da cadeia de supermercados traduziu-se numa alocação de 25 milhões de euros em prémios para os funcionários. Este valor agrega as retribuições anuais, que equivalem a um salário mensal para os colaboradores com menos de quatro anos de casa e a dois salários para os que ultrapassam essa antiguidade. A estes montantes soma-se ainda uma gratificação extraordinária correspondente a mais um vencimento. Na prática, um operador de base em Portugal com mais de quatro anos de antiguidade auferiu hoje 7.000€, sendo que 5.115€ dizem diretamente respeito a estes prémios e gratificações por objetivos.
Para além da distribuição de lucros, a Mercadona procedeu a atualizações salariais alinhadas com o Índice de Preços no Consumidor, fixando aumentos de 2,2% em Portugal e de 2,9% em Espanha, o que representa um encargo anual de 125 milhões de euros. Adicionalmente, a política de recursos humanos foi reforçada com um investimento de 100 milhões de euros para otimizar o tempo de descanso dos funcionários, dos quais quatro milhões foram aplicados em território português. Esta medida, em vigor desde o atual exercício, traduz-se num acréscimo de uma semana no período de férias, permitindo aos trabalhadores em Portugal usufruir de até 29 dias úteis.
O reforço do pacote remuneratório e das condições laborais surge no seguimento do desempenho alcançado no exercício de 2025, ano em que a empresa registou níveis históricos de rentabilidade, quota de mercado e produtividade.
Cadeia hoteleira B&B Hotels da Goldman Sachs avança para Sintra e Covilhã, havendo uma terceira localização ainda por conhecer.
A rede B&B Hotels, detida pelo banco norte-americano Goldman Sachs desde 2019, prossegue a sua estratégia de expansão no mercado nacional e tem prevista a inauguração de três novas unidades hoteleiras durante o corrente ano, avança o Jornal de Negócios (acesso pago).
Depois de um ano marcado por um crescimento ibérico na ordem dos 29% nas receitas, a cadeia francesa aponta agora para a abertura de novos hotéis em Sintra e na Covilhã, existindo ainda uma terceira localização por divulgar. Esta aposta reforça a presença do grupo em território nacional, onde já contabiliza 19 hotéis e mais de 2.000 quartos em operação.
No transato ano de 2025, o grupo inaugurou oito novos estabelecimentos no mercado ibérico. O território português foi contemplado com duas destas aberturas: o B&B Hotel Setúbal Bonfim, equipado com 120 quartos, e o B&B Hotel Porto Centro Massarelos. Este último assinalou a estreia da marca na cidade do Porto, resultando de um investimento de 8,5 milhões de euros, com construção a cargo da empresa bracarense Casais, e disponibilizando 176 quartos. A incursão na Invicta é justificada pelo forte atrativo turístico, cultural e empresarial da região, sendo considerada uma área estrutural para a contínua progressão ibérica da marca.
A estratégia a médio prazo da B&B Hotels Iberia visa atingir a meta de 200 hotéis em Portugal e Espanha num horizonte de cinco anos.
A operadora DIGI e o Metropolitano de Lisboa negoceiam uma infraestrutura provisória para garantir sinal de rede móvel em todas as linhas subterrâneas.
A DIGI e o Metropolitano de Lisboa encontram-se em negociações para garantir a cobertura de rede móvel em toda a infraestrutura subterrânea da capital. Após uma reunião realizada a 23 de janeiro de 2026, os serviços técnicos do Metro de Lisboa estão a avaliar uma proposta da empresa romena para a implementação de uma solução transitória, visando assegurar a conetividade dos clientes durante as viagens nos túneis.
O processo está a ser monitorizado de perto pelo Ministério das Infraestruturas e Habitação, liderado por Miguel Pinto Luz, na sequência de questões levantadas no Parlamento por deputados do Chega relativamente aos obstáculos na expansão do serviço. Atualmente, diz o Jornal de Negócios (acesso pago) o sinal da DIGI já abrange cerca de 20 estações.
A rede ficou acessível na totalidade da Linha Vermelha no último trimestre de 2025 e, posteriormente, na Linha Amarela no final de janeiro deste ano, através de implementações faseadas, sendo que a difusão tecnológica nas restantes Linhas Verde e Azul está projetada para decorrer ao longo de 2026. No entanto, este calendário oficial diverge das necessidades expressas pelo presidente executivo da operadora, Serghei Bulgac, que aponta a urgência em obter um acesso integral e imediato a toda a rede metropolitana.
A complexidade técnica do processo tem origem no enquadramento de um contrato estabelecido em 2005 entre o Metro de Lisboa e a MEO, Vodafone e NOS. Embora o documento estipule de forma clara a obrigatoriedade de partilha da rede de comunicações eletrónicas com novas entidades licenciadas, a MEO, que atua como interlocutora no processo, indicou inicialmente a necessidade de construção de uma infraestrutura nova para acomodar a concorrente.
Para evitar a morosidade das atualizações estruturais definitivas, a alternativa provisória apresentada pela DIGI encontra-se sob escrutínio para certificar a conformidade com as exigências da infraestrutura lisboeta. A análise foca-se nos rigorosos requisitos de segurança de pessoas e bens, na viabilidade física para a instalação dos novos equipamentos de difusão de cobertura e na capacidade de abastecimento dedicado de energia.
Município de Coimbra aprovou projeto ambicioso de 16 milhões de euros para reabilitar e converter o edifício histórico.
Na passada segunda-feira, 23 de fevereiro Câmara Municipal de Coimbra aprovou, em reunião camarária, um projeto ambicioso que prevê a reabilitação e conversão da Estação Nova, também conhecida como Estação Coimbra A. Outrora uma das portas da cidade, e agora fechado e desativado devido ao sistema de mobilidade Metrobus, o edifício vai dar lugar a um polo cultural e de inovação, confirmou o Município em comunicado.
Segundo destacou a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, a Estação Nova “representa um dos símbolos maiores da ligação histórica de Coimbra ao progresso e ao seu centro urbano“, moldando, durante décadas, “a vida económica e social da cidade“. Agora, vai continuar a moldar a cidade, mas também nos campos da cultura e da inovação.
O município vai assumir a utilização da Estação Nova, dando início a “um projeto de reabilitação destinado a transformar o edifício histórico num equipamento urbano multifuncional ao serviço da cidade“, a executar em sete anos. De acordo com o comunicado, a iniciativa prevê a subconcessão de uma área com cerca de 5.286 m2, incluindo o edifício de passageiros e as antigas plataformas ferroviárias atualmente desativadas, por um período de 50 anos. O investimento estimado é de cerca de 16 milhões de euros, abrangendo obras de reabilitação patrimonial, construção de infraestruturas, reorganização do espaço público e reestruturação funcional do edifício.
A intervenção vai ser faseada. A primeira fase prevê a instalação da Agência Municipal para o Investimento e Inovação — GoCoimbra na ala poente do edifício, que vai funcionar “como âncora para a atração de investimento, empresas inovadoras e emprego qualificado, em articulação com o futuro Distrito de Inovação da Frente Ribeirinha“. Posteriormente, o edifício vai ter lugar para a tecnologia e inovação empresarial, cultura, lazer e promoção de produtos locais e regionais. O projeto prevê igualmente a valorização da memória ferroviária do espaço, preservando a identidade histórica da Estação enquanto porta de entrada simbólica da cidade. Para a antiga zona das plataformas ferroviárias, está prevista a criação de uma praça pública, abrindo o edifício ao rio Mondego e promovendo uma nova relação entre a cidade, a frente ribeirinha e os percursos pedonais e cicláveis associados ao futuro sistema Metrobus.
A Estação Nova será progressivamente reaberta ao público como equipamento multifuncional, integrando espaços culturais, atividades económicas compatíveis, áreas de fruição turística e novos espaços de encontro urbano. Como sublinhou Ana Abrunhosa, o objetivo da intervenção é “valorizar o património, reintroduzir o fluxo de pessoas e atividades na Baixa e transformar a Estação Nova num novo ponto de encontro, chegada e partida para a cidade do futuro“.
A nova versão do Firefox para além de permitir desativar a IA inclui melhorias de acessibilidade, ajustes de privacidade e novidades no backup e nas novas abas.
A Mozilla lançou o Firefox 148 que inclui o já prometido botão para desativar todos os recursos de inteligência artificial do navegador. Após a atualização, basta abrir as definições e procurar a nova secção “AI Control”. Aí é possível desligar tudo de uma só vez, como traduções, geração de texto alternativo em PDFs, sugestões de grupos de abas, pontos‑chave em pré‑visualizações de links e até os chatbots integrados na barra lateral. Estas funções estão ativas por defeito, mas podem ser agora ajustadas ao gosto de cada utilizador.
O navegador deixa no entanto claro que, ao desativar a IA, não irá mostrar melhorias nem pop‑ups relacionados, embora permita reativar individualmente qualquer função. Quem quiser manter apenas alguns recursos, como traduções ou chatbots, também pode fazê‑lo. A lista de bots suportados inclui Claude, ChatGPT, Copilot, Gemini e Le Chat.
O Firefox 148 inclui ainda outras melhorias. Por exemplo, o suporte para leitores de ecrã foi reforçado ao lidar com fórmulas matemáticas em PDFs, tornando o acesso mais inclusivo; os melhoramentos remotos deixam de depender da telemetria, permitindo receber melhorias mesmo com a recolha de dados desativada; no Windows 10, o sistema de backup passa a funcionar mesmo para quem usa a opção de limpar o histórico ao fechar o navegador, excluindo apenas o que estiver configurado para ser apagado. Para além disso, os papéis de parede das novas abas passam a aparecer também dentro de pastas.
O Firefox 148 já pode ser descarregado diretamente no site oficial da Mozilla.
Os preços do BYD Atto 2 DM-i começam nos 33.990€, enquanto que a versão 100% elétrica poderá ser adquirida a partir de 37.990€.
A BYD reforçou a sua posição no mercado automóvel em Portugal através do lançamento simultâneo do novo Atto 2 DM-i, com tecnologia híbrida plug-in, e da versão atualizada 100% elétrica, o Atto 2 Comfort. Estes lançamentos surgem num momento em que a fabricante asiática apresenta resultados globais expressivos, com 4,6 milhões de viaturas vendidas mundialmente no último ano, divididas equitativamente entre modelos totalmente elétricos e híbridos plug-in.
As exportações da marca atingiram a fasquia de 1,5 milhões de unidades, o que representa um crescimento de 143%. No mercado nacional, a trajetória comercial reflete estes indicadores de expansão rápida. Desde a introdução oficial da construtora no país, em maio de 2023, foram comercializadas mais de 10.000 viaturas. O ano de 2024 encerrou com perto de 6.200 unidades matriculadas, consolidando um crescimento de 92% que posiciona a BYD como a segunda marca mais vendida no segmento livre de emissões em Portugal e garante o sétimo lugar na quota de mercado geral.
O compromisso europeu materializa-se ainda através da finalização da primeira fábrica da marca na Europa, situada na Hungria, cuja linha de produção arrancará no segundo trimestre deste ano e será responsável pelo fabrico de viaturas adaptadas ao continente, como o Dolphin Surf e o próprio modelo Atto 2.
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A grande aposta para dinamizar o segmento dos SUV compactos (B-SUV) centra-se no Atto 2 DM-i, o primeiro contacto direto do mercado nacional com a tecnologia híbrida de quinta geração da fabricante. A arquitetura, comercialmente designada Dual Mode Intelligence, baseia-se num historial de desenvolvimento que teve início em 2008 e foi alvo de produção massificada em 2021, somando 7,3 milhões de veículos vendidos em todo o globo.
O sistema organiza-se em três vertentes principais: uma Blade Battery estrutural de lítio-ferro-fosfato (LFP) com 18 kWh de capacidade, um bloco térmico de 1,5 litros desenhado para garantir os níveis mais elevados de eficiência térmica em produção em massa, e o módulo Electric Hybrid System (EHS), que efetua a transição impercetível da tração. Esta configuração permite alocar a bateria e um depósito de combustível de 45 litros no espaço convencionalmente ocupado apenas pelos componentes mecânicos tradicionais.
O modelo, que apresenta um comprimento superior em dois centímetros relativamente à versão totalmente elétrica, desenvolve mais de 200 cavalos de potência. Em cenário de utilização real, o veículo garante uma locomoção elétrica durante cerca de 90 quilómetros, proporcionando simultaneamente uma autonomia total combinada que ultrapassa os 1.000 quilómetros sem necessidade de reabastecimento. A versão proposta para o mercado português tem um valor base fixado nos 33.990€, com as entregas previstas ainda durante o primeiro trimestre do ano.
A par deste modelo, a BYD renovou a sua oferta livre de emissões com a introdução do Atto 2 Comfort. A decisão assenta numa análise ao comportamento do segmento B-SUV elétrico em Portugal, que registou perto de 9.500 matrículas no ano anterior, com os consumidores a demonstrarem uma preferência clara por autonomias compreendidas entre os 350 e os 480 quilómetros.
A iteração inicial do Atto 2, munida de uma bateria de 45 kWh com alcance estipulado de 312 quilómetros, captou uma quota de mercado de 24% nesta categoria. Para assegurar a competitividade técnica, o novo Atto 2 Comfort anuncia uma autonomia de 430 quilómetros. O automóvel é construído sobre a e-Platform 3.0 e adota a engenharia Cell-to-Body (CTB), que integra os módulos de energia diretamente no chassis, resultando numa rigidez estrutural superior, maior segurança em caso de colisão e um centro de gravidade rebaixado que beneficia a dinâmica de condução. A inclusão de uma bomba de calor de série otimiza a preservação da bateria em climas de baixas temperaturas.
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Para além disso, a viatura passa a suportar taxas de carregamento em corrente contínua até 155 kW e integra um eixo traseiro com suspensão multi-link. O habitáculo eleva o patamar de exigência com bancos dianteiros e volante com função de aquecimento, tejadilho panorâmico e sistema de carregamento sem fios por indução com 50W de potência. O valor de comercialização é de 37.990€, sendo que as encomendas estarão disponíveis em breve.
O fator tecnológico atua como elemento agregador destas duas propostas, evidenciado pela integração do habitáculo inteligente DiLink 5. Este ecossistema computacional exibe uma réplica tridimensional do veículo no ecrã rotativo central, simplificando a gestão operacional. A evolução mais significativa assenta na integração nativa da infraestrutura da Google, eliminando a dependência do emparelhamento de dispositivos móveis pessoais para o usufruto de serviços de conectividade.
O condutor tem ao dispor uma arquitetura de duplo assistente de voz a processar solicitações em paralelo: os comandos vocais orientados para a viatura operam funcionalidades físicas como a climatização e as janelas, enquanto a plataforma da Google gere o sistema de navegação, a reprodução de conteúdos e a pesquisa de informação em tempo real. Soluções como o Waze, o Google Maps e o Spotify encontram-se instaladas de raiz, existindo a possibilidade de descarregar ferramentas adicionais através da loja virtual. Os modelos dispõem ainda de um sistema de trancamento suportado por chaves digitais de proximidade e uma aplicação móvel que viabiliza o diagnóstico remoto e o estacionamento assistido em espaços condicionados.
A Insomniac Games confirmou o lançamento de Marvel‘s Wolverine para setembro.
Sem grandes apresentações ou novidades adicionais, a Insomniac Games revelou a data de lançamento para Marvel’s Wolverine, que será no dia 15 de setembro.
Esta não se trata só de uma data importante para o projeto inicialmente revelado há cerca de 5 anos, que encontra agora uma meta para chegar às mãos dos jogadores, mas também por ser potencialmente o maior jogo exclusivo da PlayStation este ano, com níveis de antecipação muito elevados.
Esta data vem, assim, também confirmar que Marvel’s Wolverine terá um lançamento primeiro que Grand Theft Auto VI, marcado para novembro, dando assim a oportunidade aos jogadores que pretendem jogar os dois jogos algum tempo para se divertirem ao controlo do popular mutante da Marvel.
Desde o seu anúncio original que pouco sabíamos sobre Marvel’s Wolverine, algo que mudou no State of Play de setembro de 2025, onde o estúdio que também nos trouxe Marvel’s Spider-Man, revelou, finalmente um trailer do jogo, com segmentos narrativos e outros de jogabilidade, acompanhado pela apresentação de Liam McIntyre, no papel de Logan/Wolverine.
Para já, a Insomniac Games não revelou mais detalhes sobre o jogo, algo que será apresentado nos próximos meses, se não houver nenhum tipo de adiamento até ao lançamento.