Condições de trabalho no Hotel Vila Galé Estoril levantam preocupações sobre saúde e segurança

O Sindicato de Hotelaria do Sul denuncia práticas laborais no Hotel Vila Galé Estoril que expõem os trabalhadores a temperaturas extremas e a oito horas de trabalho contínuo ao sol.

O Hotel Vila Galé Estoril está no centro de críticas por práticas laborais que, segundo o Sindicato de Hotelaria do Sul, colocam em risco a saúde e a segurança dos seus trabalhadores. Na passada quinta-feira, 13 de agosto, o sindicato realizou uma ação de denúncia pública junto à unidade hoteleira, alertando para situações que considera inaceitáveis e prejudiciais ao bem-estar da equipa.

De acordo com a denúncia, os funcionários do bar da piscina são sujeitos a oito horas diárias expostos a temperaturas que frequentemente ultrapassam os 40 °C, sem acesso a equipamento de proteção individual adequado, fardamento apropriado ou qualquer sistema de climatização. Além disso, não existem pausas regulares que permitam aliviar o impacto do calor extremo, expondo os trabalhadores a riscos significativos para a saúde.

O sindicato aponta ainda outras práticas problemáticas, como a alteração unilateral dos horários de trabalho, que dificulta a conciliação entre a vida profissional e pessoal, e os elevados ritmos de serviço resultantes da falta de funcionários permanentes. Acresce o recurso frequente a contratos precários e à contratação de trabalhadores temporários para suprir necessidades que deveriam ser cobertas por pessoal do quadro, medidas que, segundo a organização, comprometem a estabilidade laboral e a dignidade dos colaboradores.

Apesar das tentativas de diálogo com a direção do Vila Galé Estoril, não foram identificadas soluções que garantam o cumprimento da legislação laboral e a proteção dos direitos dos trabalhadores. Perante este cenário, o sindicato apresentou queixas formais e solicitou a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e do Delegado de Saúde Pública de Cascais, exigindo ações que fiscalizem a situação no local.

O Sindicato de Hotelaria do Sul sublinha que a segurança e a saúde no trabalho constituem direitos fundamentais e não podem ser tratados como uma opção da gestão. A organização exige que o Hotel Vila Galé Estoril cumpra de imediato todas as obrigações legais, garantindo condições dignas e seguras para os seus trabalhadores.

Nova tecnologia coreana promete mudar a forma como medimos a pressão arterial

Uma equipa de Investigadores da Universidade Nacional de Seul desenvolveu adesivo flexível capaz de monitorizar a pressão arterial em tempo real com precisão hospitalar.

Uma equipa da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, criou um dispositivo vestível que mede a pressão arterial de forma contínua e com a mesma precisão dos aparelhos usados em ambiente hospitalar. A novidade pode ter grande impacto na sociedade, considerando que, segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 1,3 mil milhões de pessoas vivem com hipertensão e apenas uma em cada cinco consegue controlá-la. Conhecida como “assassina silenciosa”, esta condição aumenta o risco de enfarte e AVC, tornando o acompanhamento regular essencial para a prevenção.

Ao contrário dos tradicionais medidores de braçadeira, volumosos e pensados para medições pontuais, este sensor é aplicado diretamente na pele, como um penso. Funciona através da medição do intervalo entre o sinal elétrico do coração, detetado quase de imediato no pulso, e a chegada da onda de pressão mecânica, que ocorre frações de segundo depois. Quando a pressão arterial sobe, o intervalo encurta; quando desce, prolonga-se.

Para atingir este nível de sensibilidade, a equipa liderada pelo professor Seung Hwan Ko recorreu a metal líquido, que é um condutor, maleável e fluido à temperatura ambiente, com elasticidade próxima da pele humana. O desafio da elevada tensão superficial, que dificulta a criação de circuitos de precisão, foi ultrapassado com um processo de sinterização a laser, no qual um feixe funde microgotas de metal para formar circuitos ultrafinos e flexíveis, sem químicos. O resultado é um sensor que pode esticar até sete vezes o seu comprimento e resistir a mais de 10 mil ciclos de alongamento sem perda de desempenho. Nos testes feitos, o dispositivo mediu com maior exatidão do que as braçadeiras convencionais as variações rápidas de pressão arterial, como as que ocorrem antes e depois do exercício físico.

De acordo com Ko, esta tecnologia poderá transformar a medição da pressão arterial, deixando de ser uma rotina ocasional no consultório para passar a um acompanhamento contínuo. As aplicações vão desde unidades de cuidados intensivos até ao bem-estar pessoal e segurança no trabalho. Para doentes hipertensos, significaria um controlo constante, sem incómodos; no desporto e fitness, permitiria monitorizar em tempo real o impacto do treino.

Os investigadores Jung Jae Park e Sangwoo Hong, principais autores do estudo, trabalham já em novas versões com materiais mais avançados, ligações sem fios e integração de tecnologias inteligentes, para tornar o sistema mais prático e acessível. A equipa acredita que este projeto é um passo importante para um modelo de saúde inteligente e atento, em que prevenção e monitorização contínua façam parte do dia a dia.

Microsoft 365 recebe novos atalhos na barra de tarefas do Windows 11

Os novos atalhos para Pessoas, Pesquisa de Ficheiros e Calendário passam a estar acessíveis diretamente do ambiente de trabalho.

A Microsoft lançou um conjunto de aplicações complementares do Microsoft 365, integradas diretamente na barra de tarefas do Windows 11. Estas novidades são dirigidas a utilizadores empresariais, tendo sido concebidas para aumentar a produtividade, através do acesso imediato a contactos, documentos e compromissos.

A aplicação Pessoas permite visualizar a estrutura das empresas, procurar colegas e iniciar rapidamente conversas no Teams, via chamada ou um e-mail. A aplicação Pesquisa de Ficheiros, como o nome indica, serve para encontrar documentos armazenados no Microsoft 365, entre os quais o OneDrive, SharePoint, Teams e Outlook, seja através de nome, autor ou palavras-chave, com opções adicionais de filtragem, visualização e partilha. Por fim, o Calendário, igualmente óbvio, serve para gerir verificar eventos próximos, com pesquisa facilitada de compromissos e até a capacidade de entrar diretamente em reuniões a partir da barra de tarefas.

Oficialmente anunciadas na conferência Ignite 2024 e testadas em fase beta nos últimos meses, estas aplicações passam agora a estar disponíveis para todos os clientes corporativos do Microsoft 365. São instaladas automaticamente em sistemas com Windows 11 e com licenciamento ativo do 365, embora os administradores de TI possam bloquear a instalação e os utilizadores possam desativar a sua execução automática.

Os novos pães da Gleba usam sementes pré-fermentadas

A Gleba acredita que pães feitos com os melhores cereais, com respeito e intenção são um alimento completo, saboroso e com impacto positivo na saúde.

A Gleba lançou recentemente dois novos pães surgem agora com uma particularidade que os distingue: a utilização de sementes pré-fermentadas. Esta técnica, aplicada a receitas já conhecidas, permite intensificar o sabor, tornar a digestão mais fácil e aumentar a absorção de minerais essenciais como ferro, zinco, cálcio e magnésio. O resultado é um alimento mais completo e equilibrado, que alia tradição a inovação.

O primeiro destes pães é o de Pão de forma de sementes com quinoa germinada. A combinação entre cereais, sementes e quinoa germinada oferece uma elevada riqueza nutricional, com destaque para a proteína vegetal, as fibras e os minerais. A pré-fermentação das sementes potencia o valor do conjunto, criando um pão de textura suave e sabor marcado, profundo e tostado. Cada unidade custa 4,95€.

A segunda novidade é a Bola de mistura com sementes, que nasce da união entre trigo, centeio e sementes fermentadas. A massa ganha corpo e intensidade, a crosta apresenta-se dourada e crocante, e o interior mantém-se húmido. Este pão revela um perfil rústico, repleto de fibra, antioxidantes e ácidos gordos insaturados, combinando o lado tradicional com uma nova abordagem técnica. Cada unidade de 80g custa 0,80€.

Estas duas novas receitas da conhecida padaria demonstram como a integração de métodos ancestrais e processos inovadores pode resultar em alimentos mais completos e saborosos, respondendo a um público cada vez mais atento ao equilíbrio e à consciência alimentar.

TIME apresenta primeira lista Girls of the Year

Iniciativa reconhece 10 jovens líderes que estão a inspirar comunidades em todo o mundo.

A TIME revelou hoje a sua primeira lista Girls of the Year, que reconhece 10 jovens entre os 12 e os 17 anos que estão a transformar as suas comunidades com “coragem e propósito”. O projeto resulta de uma colaboração com o Grupo LEGO e prolonga a campanha She Built That, dedicada a desafiar estereótipos sociais e a encorajar meninas a verem-se como construtoras, criativas, embaixadoras e pioneiras em várias áreas.

A lista de 2025 inclui Rutendo Shadaya, defensora de jovens autores na Nova Zelândia; Coco Yoshizawa, medalhista de ouro olímpica no Japão; Valerie Chiu, educadora científica global na China; Zoé Clauzure, defensora anti-bullying em França; Clara Proksch, cientista que promove a segurança infantil na Alemanha; Ivanna Richards, piloto de corridas no México; Kornelia Wieczorek, inovadora em biotecnologia na Polónia; Defne Özcan, piloto pioneira na Turquia; Rebecca Young, engenheira dedicada a apoiar pessoas sem-abrigo no Reino Unido; e Naomi S. DeBerry, defensora da doação de órgãos e autora nos Estados Unidos.

Na TIME, há muito que acreditamos que a liderança não tem idade mínima. Esta crença reflete-se nas jovens mulheres inspiradoras nomeadas para a nossa primeira lista Girls of the Year”, afirmou Jessica Sibley, CEO da TIME. A Senior Editor Dayana Sarkisova acrescentou que esta geração “compreende que a mudança não exige esperar pela idade adulta, começa por ver os problemas e recusar-se a aceitá-los como permanentes”.

A parceria com o Grupo LEGO inclui ainda uma capa especial da TIME, de edição limitada, que recria as homenageadas como minifiguras LEGO, simbolizando as suas conquistas. De acordo com um estudo recente da marca, 70% das raparigas no mundo não se veem como boas construtoras, e 72% dos pais consideram que há poucos modelos femininos visíveis nessa área.

Para Julia Goldin, Chief Product & Marketing Officer do Grupo LEGO, “quando as meninas não conseguem ver, não acreditam. O mundo corre o risco de perder o próximo grande avanço”.

O projeto Girls of the Year junta-se à já conhecida Women of the Year, reforçando a missão da TIME de destacar pessoas e ideias que moldam e melhoram o mundo, celebrando desta vez uma nova geração de líderes.

Samsung revela a primeira televisão com tecnologia Micro RGB

O novo modelo combina ecrã gigante de 115 polegadas com retroiluminação RGB em escala microscópica.

A Samsung revelou a Micro RGB, a primeira televisão a integrar retroiluminação RGB de dimensão micrométrica num ecrã de 115 polegadas. A tecnologia assenta em microLEDs vermelhos, verdes e azuis com menos de 100 micrómetros, dispostos de forma ultradensa e controlados individualmente, permitindo a gestão de cada pixel com elevada precisão. O resultado, de acordo com a Samsung, é uma reprodução de cores mais fiel, contrastes mais profundos e um nível de detalhe muito realista.

De acordo com Taeyong Son, vice-presidente executivo e responsável de Investigação e Desenvolvimento da divisão Visual Display da Samsung, “o Micro RGB atinge um nível de precisão nunca antes visto no controlo de LEDs RGB em escala micrométrica, elevando a fasquia no que toca à reprodução de cores e contraste em televisores de consumo”. A tecnologia garante cobertura total do espaço de cor BT.2020, certificada pela alemã VDE, referência máxima em fidelidade cromática.

O pilar central desta nova solução é o processador proprietário Micro RGB Engine, que promete analisar frames em tempo real e otimizar automaticamente cor, contraste e áudio, com maior precisão do que outras soluções semelhantes. Entre as funcionalidades destacam-se o Micro RGB Color Booster Pro, que identifica cenas mais esbatidas e realça as cores, e o Micro RGB Precision Color, concebido para, como o nome propõe, oferecer uma precisão melhorada do espectro de cores.

O televisor integra ainda a tecnologia Glare Free, que reduz reflexos e mantém a visibilidade mesmo em ambientes muito iluminados, e apresenta um design metálico ultrafino, minimalista e pensado para se integrar em interiores contemporâneos. Na vertente inteligente, o Samsung Vision AI apresenta funcionalidades como o Click to Search, que disponibiliza no próprio ecrã informações sobre atores, filmes, séries ou conteúdos relacionados, através do assistente de voz Bixby, uma funcionalidade semelhante à já existente em serviços de streaming como Prime Video e Apple TV Plus

O modelo já está disponível na Coreia do Sul e nos Estados Unidos, onde tem um preço de 29.999 dólares (aproximadamente 25.5 mil euros), com lançamento global previsto para mais tarde e variantes adaptadas a diferentes dimensões.

Vodafone Paredes de Coura 2025, Dia 2 – Nasceu uma estrela

Com Lola Young como estrela principal do segundo dia do Vodafone Paredes de Coura, foi daqueles momentos em que quem esteve, esteve, e quem não esteve, perdeu um pedaço de história.

E o segundo dia do Vodafone Paredes de Coura começa, vamos ser francos, mal. À tarde chega a notícia do cancelamento dos ingleses Maruja, uma das bandas que mais curiosidade reunia pelos relatos das suas atuações ao vivo. E a mistura de post-punk com free jazz não podia encaixar melhor na identidade do festival aos dias de hoje.

Siga a banda, ou no caso Mike Hadreas, mais conhecido artisticamente como Perfume Genius. Glory, álbum deste ano, é registo de fino equilíbrio entre escrita acessível a muitos e ambição musical, mas, e apesar do reconhecimento da crítica, percebe-se que este não é o dia em termos de receção popular. O ambiente está diferente, por exemplo, dos tempos de Too Bright (2014) e No Shape (2017), e a elegância de Perfume Genius só terá, apostamos, receção apoteótica em sala fechada para os fieis do culto, e nem tanto num festival generalista. O que não é mau em si mesmo, simplesmente é assim.

E claro, há a muito falada relação de extrema intimidade com uma cadeira, que inevitavelmente levanta comparações com Mitski e a sua mesa em 2019. Se ali houve estranheza que poucos anos depois gerou sucesso a grande escala, aqui há a teatralidade aplicada fruto do trabalho de um jovem veterano, se assim se pode descrever. Caminhos diferentes.

perfume genius no vodafone paredes coura dia 2
Perfume Genius no Vodafone Paredes de Coura 2025 – Foto: Emanuel Canoilas

Fat Dog é toda uma outra coisa, um quinteto caótico onde se juntam vários estilos, em particular o estilo da música klezmer a ser uma espécie de ingrediente secreto no meio do punk dançável. Há também método na loucura, com uma preparação cuidada antes do início do concerto – o vocalista Joe Love no meio da plateia quase vazia à espera que chegue o resto do público. E o público chega em grande número, naquilo que se torna imediatamente um festão: há “Running”, malta de calções e boné a fazer jogging sem sair do mesmo sítio – com agradecimentos pelo meio -, e muita anca a abanar. Há também muita vontade de meter a tocar o disco de estreia WOOF a caminho de casa. A malta que toca habitualmente no Windmill volta a atacar.

Pouco depois no palco maior, dois focos solitários em cima precedem o princípio do concerto de Lola Young, com música de fundo a fazer lembrar um ambiente de filme tarantinesco. Há, pouco depois, uma receção calorosa àquela que é, claramente, a artista mais aguardada da noite. Bem calorosa por sinal, e parece que isso bateu fundo na londrina, com ar visivelmente abalado de forma feliz, disparando vários elogios ao público enquanto arranca com “Good Books”. Com um discurso de quem pede desculpas pelo cansaço pela falta de hábito de começar concertos tão tarde (22h40, as coisas são de facto diferentes no Reino Unido), mas que ganha nova energia por um tratamento que nunca tinha recebido na sua vida, Lola Young procede para dar um concerto que só pode ser considerado impecável pelos fãs.

lola young no vodafone paredes coura dia 2 2
Lola Young no Vodafone Paredes de Coura 2025 – Foto: Emanuel Canoilas

No meio de mais um reconhecimento penhorado à energia que brota do habitat natural da música, canta a novíssima “d£aler” – título bastante auto-explicativo – e, já na reta final, “Big Brown Eyes”, com uma dedicatória meio trapalhona aos portugueses, conhecidos por serem sexy e terem olhos castanhos. Não é propriamente Francisco José, mas está bem.

Deixa para o fim “Messy”, e fez muito bem para dar a cereja no topo do bolo aos fãs, despedindo-se dizendo que já está a ficar triste por aquele momento ter acabado. Antes vai fazer selfies com dois membros da primeira fila, o que aparentemente é inédito ou quase. No fim de contas, foi daqueles momentos em que quem esteve, esteve, e quem não esteve, perdeu um pedaço de história. A jovem Lola tem tudo para ir muito longe e entrar no rol exaltado daqueles que vão entrar na trilha do grande sucesso e tiveram a estreia nacional (no caso julgamos até peninsular) no Alto Minho. Aqueles casos em que podemos depois sacar dos galões e perguntar aos menos afoitos: “Mas viste-a no concerto de Paredes de Coura?”

O ato seguinte, antes de Portugal. The Man (que projetam na tela do palco um curioso código QR para um concurso cujo vencedor poderá ir visitar os ditos cujos a Portland, Oregon, EUA), pertence aos Soft Play. O duo punk tem colhido sucesso nos últimos anos, mas a verdade é que a energia de malta em tronco nú, depois de ter assistido àquilo, não colhe especialmente. Mais vale ir ouvir os bombos até São Roquinho.

Degust’AR Lisboa: onde o Alentejo se senta à mesa

0

O Degust’AR Lisboa traz o verdadeiro sabor do Alentejo para a cidade, num ambiente que equilibra tradição e sofisticação.

Quando se fala em gastronomia nacional, é impossível não nos deixarmos envolver pela diversidade de sabores que cada região tem para oferecer. Surgem à mente os doces tradicionais que adoçam as nossas festas, as receitas passadas de geração em geração, e aquelas iguarias únicas que definem a identidade de cada canto do país. Entre estas riquezas, a culinária alentejana destaca-se com um brilho muito próprio. Desde as suas famosas migas ao azeite extra virgem que a torna única, a cozinha do Alentejo é, sem dúvida, uma referência essencial no panorama gastronómico nacional.

É lá que podemos encontrar o grupo M’AR De AR Hotels, que concretizou em 2019 um sonho antigo: trazer para a capital o mais puro sabor alentejano, com a abertura do restaurante Degust’AR, sob a alçada do Chef António Nobre.

Nascido em Beja, teve sempre como pano de fundo a cozinha – nos tachos da mãe, nas mãos da avó e nos sabores que davam identidade à sua terra. Mas foi já adulto, enquanto estava na Marinha, que decidiu entrar pela cozinha adentro e nunca mais saiu. Mergulhou na gastronomia alentejana com dedicação total, e assim foi moldando a sua visão, para criar uma cozinha de alma e memória, onde cada prato reflete equilíbrio entre herança e inovação.

Hoje, como Chef Executivo dos restaurantes dos Hotéis M’AR De AR em Évora (o Degust’AR, o Degust’AR Bistro e o Sabores do Alentejo), o chef traz para Lisboa uma versão honesta e elegante da cozinha que o viu crescer. Mas trazer o Alentejo para a capital tem os seus desafios. Lisboa é exigente, cosmopolita, com um público curioso, mas nem sempre habituado à rusticidade da cozinha tradicional. Para quem nunca provou a cozinha alentejana pode esperar sabores intensos, mas descomplicados.

Nós, por termos uma costela alentejana, já conhecemos bem esta cozinha típica. Foi por isso que, quando surgiu o convite para experimentar o menu do Degust’AR Lisboa, aceitámos sem hesitar – aproveitando também o facto de termos estado hospedados no M’AR De AR Áurea, do mesmo grupo M’AR De AR Hotels, e que podem espreitar aqui como foi a experiência.

Ao chegar, o espaço surpreende. O Degust’AR Lisboa é um espaço amplo e sofisticado, com capacidade para cerca de 100 pessoas. Embora não receba muita luz natural, a decoração em tons de azul-escuro combinada com madeira escura cria um ambiente elegante e acolhedor, especialmente apropriado para jantares. Ao centro da sala, uma garrafeira bem integrada acrescenta um toque de requinte e dá ao espaço uma atmosfera que faz lembrar uma cave elegante. Para quem prefere refeições ao ar livre, há também a possibilidade de ficar na esplanada, situada mesmo em frente ao restaurante. Algumas estruturas em madeira maciça, a par das mesas igualmente robustas, acrescentam um lado mais rústico ao ambiente.

O staff do Degust’AR Lisboa é muito simpático e o serviço é irrepreensível. Assim que estávamos prontos, foi feito prontamente o pedido e servida água fresca. Também trouxeram imediatamente o couvert, que consistiu em pão rústico alentejano, peça central do couvert, de textura densa, com uma crosta firme e um miolo húmido e ligeiramente ácido, típico deste pão tão português. Para acompanhar este sabor tão especial vinha uma cremosa manteiga, azeitonas e claro, um azeite alentejano muito aromático e delicioso.

Muito rapidamente chegaram as entradas, apresentadas no menu sob o nome Partilh’AR, um conceito apelativo, que reforça a ideia de partilhar os pratos e tornar a refeição ainda mais descontraída. Vieram primeiro uns Croquetes de alheira com maionese de alho, confecionados à moda do Alentejo, com carne de porco bem temperada, alho e pão. O aroma fumado sente-se logo, reforçando aquela vivência rústica que o Degust’AR tão bem quer transmitir. Em contraste, chegou depois o Ceviche de corvina, leve e fresco, onde o sabor cítrico do peixe marinado se destaca. É um prato simples, sim, mas com um detalhe inesperado: um puré de batata-doce moldado em pequenas espirais, que acentuava o toque a limão e criava um equilíbrio surpreendente entre o doce e o ácido. Terminámos esta ronda de entradas com um Tártaro de bovino Mertolengo trufado. Aqui, há uma fusão interessante entre a carne proveniente de Mértola – rica, suculenta, com origem em animais criados em pastagens alentejanas – e o sabor terroso e elegante da trufa. A carne é picada na hora, o que preserva a sua textura e eleva o sabor, mantendo sempre o protagonismo da Mertolenga.

E como ficámos tão rendidos ao tártaro de Mertolengo, acabámos por escolher o corte premium Mertolengo DOP, com um tempo de confeção de 25 minutos, o clássico Chateaubriand. Podemos garantir que a espera compensa, porque o prato é mesmo excecional: uma carne intensamente saborosa, que pede para ser saboreada com calma. É, sem dúvida, uma escolha segura para quem é apreciador de boa carne. A acompanhar, chegam batatas fritas, arroz de manteiga e batata a murro com azeite de alho e orégãos. As batatas fritas são secas, crocantes, com o ponto de fritura certo. A batata a murro vinha com um pouco mais de azeite do que o necessário, mas continuava deliciosa. Para finalizar o prato, vinham dois molhos servidos à parte: béarnaise e chimichurri, ambos equilibrados e bem integrados, dando ao prato um toque ainda mais especial.

Para terminar a refeição no Degust’AR Lisboa, quisemos encerrar com dois clássicos reinventados e pedimos uma fatia de Tarte de queijo basca e uma fatia de Sericá com ameixa d’Elvas. A tarte de queijo basca surpreendeu pela textura cremosa e ligeiramente tostada por fora, com um sabor intenso, mas delicado, que se desfaz na boca sem ser enjoativo. Já o sericá veio servido de forma tradicional, com a sua textura leve e húmida e um toque subtil da canela. A ameixa d’Elvas, doce e densa, contrastava lindamente com a leveza da sobremesa e elevava o conjunto, ligando-o ao melhor da doçaria alentejana. Foram duas escolhas acertadas que encerraram a refeição de forma perfeita, com aquele conforto doce que se espera no final de um almoço bem conseguido.

O Degust’AR Lisboa traz o verdadeiro sabor do Alentejo para a cidade, num ambiente que equilibra tradição e sofisticação. Cada prato revela a autenticidade da região, preparado com cuidado e paixão, oferecendo uma experiência gastronómica que fica na memória. Um espaço ideal para quem valoriza qualidade, conforto e sabor genuíno.

O Degust’AR Lisboa está situado na Rua Latino Coelho, 63. Para reservar mesa, basta ligar para o 211629620/962673777 ou, então, reservar diretamente através do site oficial.

M’AR De AR Auria: um refúgio moderno no coração de Lisboa

0

O M’AR De AR Auria é a escolha ideal para quem procura um equilíbrio perfeito entre qualidade, conforto e preço justo.

Lisboa, menina e moça, continua a encantar quem a visita, e são cada vez mais. A capital portuguesa vive tempos de ouro no turismo, e os números confirmam isso mesmo: só em 2025, cerca de 8,5 milhões de pessoas percorreram as suas ruas, miradouros e colinas. E não parece haver travão à vista, pois tudo indica que esse número vai continuar a crescer.

E com tanta gente a chegar, o que se procura é simples: um lugar confortável, bem situado e a um preço equilibrado. Em Lisboa, há hotéis de luxo para todos os gostos, mas o verdadeiro desafio é descobrir um de 3 estrelas que ofereça o essencial com qualidade e sem exageros na fatura.

E é precisamente neste contexto que surge o M’AR De AR Auria, um hotel discreto, acolhedor e com tudo o que é necessário para uma estadia confortável em Lisboa, pertencente ao grupo M’AR De AR Hotels, que conta com uma longa experiência na hotelaria.

Tudo começou em Évora, há cerca de 30 anos, com os seus dois hotéis, Aqueduto e Muralhas. Mas a vontade de chegar a Lisboa sempre existiu e, em 2019, concretizou-se com o restaurante Degust’AR, que, apesar da pandemia, manteve-se firme, assim como a vontade de abrir um hotel na cidade. Foi no ano passado que finalmente surgiu a oportunidade de adquirir um hotel, hotel este que já estava em funcionamento com outra gerência, e que tinha passado por uma grande remodelação, encontrando-se em processo de transição de 3 para 4 estrelas. Depois da aquisição pelo grupo Mar d’AR, foram feitas algumas mudanças, sobretudo a nível estético, para aproximar mais o espaço da marca e dos hotéis em Évora. Porém, e ao contrário dos hotéis de Évora, o Mar d’Ar Auria acaba por ser mais um hotel de city break, ideal para estadias curtas e, por isso, mais vocacionado para turistas estrangeiros, embora não exclusivamente.

No entanto, o M’AR De AR Auria segue a linha poética dos seus “irmãos” alentejanos. A expressão “M’AR De AR” nasce de um jogo de palavras que evoca não um mar de água, como seria de esperar, mas sim um mar de ar, que é uma imagem inspirada na vastidão da paisagem alentejana, no céu aberto, no silêncio e no respirar tranquilo que só o interior do país sabe oferecer. É uma forma de traduzir, em nome, aquilo que se sente quando se está no Alentejo: um espaço amplo, sereno e cheio de ar.

Já “Auria” remete-nos para a capital, mais concretamente para a época áurea de Lisboa – tempos marcados pela riqueza das descobertas, pelo ouro das conquistas e pelo brilho da cidade que se abria ao mundo. Ao juntar os dois elementos, o nome do hotel acaba por unir dois mundos: a calma e o espaço do Alentejo, com o esplendor e a energia de Lisboa.

O Echo Boomer passou uma noite no M’AR De AR Auria para explorar todos os recantos do espaço e perceber, na prática, até que ponto vale a pena optar por um hotel de 3 estrelas que oferece muito mais do que o que se espera.

Todo o hotel é surpreendentemente arejado e luminoso, com uma sensação de espaço que se faz notar logo à entrada. A receção é bastante acolhedora e muito elegante, com um detalhe curioso que nos deixou curiosos: para além de ter uma fatia de bolo sempre pronta a ser servida, há também uma máquina de pipocas, que enche o espaço com um cheirinho doce irresistível.

Outra área muito agradável é a zona exterior, diretamente ligada ao espaço onde é servido o pequeno-almoço. Este ambiente convida a ficar: seja para relaxar, jogar cartas, ler tranquilamente ou até mesmo trabalhar ao computador. Café e chá estão disponíveis ao longo do dia, um detalhe simples que ajuda a tornar o espaço ainda mais acolhedor e funcional.

A cozinha do hotel está preparada para servir apenas os pequenos-almoços, que são completos e variados, pelo menos para a categoria. Já as restantes refeições podem ser feitas no restaurante Degust’AR Lisboa, também pertencente ao grupo M’AR De AR, e que tivemos oportunidade de visitar.

No piso inferior, foi aproveitado um espaço generoso para instalar o ginásio, aberto 24 horas por dia e muito bem equipado. O ambiente é cuidado, com várias máquinas e espaço suficiente para receber vários hóspedes em simultâneo, o que revela uma aposta consciente do grupo na promoção do bem-estar físico durante a estadia.

Outro ponto forte do M’AR De AR Auria é, sem dúvida, o ambiente calmo que se sente em todo o edifício. Mesmo estando numa zona movimentada da cidade, o interior do hotel transmite uma sensação de recolhimento e silêncio que não se encontra em qualquer alojamento citadino.

No que toca à oferta de alojamento, o hotel conta com um total de 52 quartos, incluindo duas suites, dois executivos e algumas unidades deluxe. Estão distribuídos por vários pisos, acessíveis tanto por escadas como por elevador. Todos os quartos estão equipados com o essencial para uma estadia confortável: cama espaçosa, secretária, televisão, ar condicionado, cofre e casa de banho privativa. Alguns incluem ainda uma pequena área de estar ou varanda, oferecendo um extra de comodidade para quem fica mais do que uma ou duas noites.

O quarto onde ficámos era uma suite encantadora, decorada em tons neutros e pastel, que transmitia uma sensação imediata de conforto e serenidade. A grande cama king size dominava o espaço e não desiludiu: dormimos toda a noite como bebés. Mesmo em frente, uma televisão de grandes dimensões, inserida dentro de um grande espelho – algo que já vimos acontecer noutras unidades hoteleiras -, oferecia um toque moderno e sofisticado.

Um dos detalhes mais marcantes era a cabeceira da cama, estofada e alta até ao teto, ladeada por espelhos verticais e candeeiros suspensos, que contribuíam para reforçar a elegância do espaço e criar um ambiente suave e acolhedora.

Na entrada da suite encontrava-se um armário funcional, seguido de uma secretária com cadeira, ideal para quem precise de trabalhar um pouco durante a estadia. E para quem chega cansado de uma viagem ou simplesmente gosta de começar o dia com energia, havia ainda uma máquina de café de cápsulas.

A suite incluía ainda uma pequena sala de estar adjacente, equipada com um sofá confortável, mesa de apoio e uma segunda televisão, ideal para dividir o ambiente entre descanso e lazer sem sair do quarto.

Já a casa de banho surpreendeu pelo espaço e pela organização. Estava dividida em três zonas distintas: uma área com duche walk-in, outra com sanita (bem isolada), e por fim a zona dos lavatórios, com espelhos amplos e bastante espaço para arrumação, algo sempre bem-vindo quando se viaja a dois.

Tivemos também à nossa disposição um pequeno terraço com mesa e cadeiras, que aproveitámos bastante, especialmente à noite, quando o calor dava uma trégua. Embora a vista fosse para os prédios mesmo em frente, o espaço oferecia alguma privacidade e, acima de tudo, permitia-nos respirar um pouco do ar típico de Lisboa.

Depois de aproveitarmos o conforto do quarto, decidimos sair para jantar e foi aí que percebemos outra grande vantagem do M’AR De AR Auria: a sua localização privilegiada no coração de Lisboa, mesmo perto dos principais pontos de interesse da cidade. Em poucos minutos a pé, estávamos nos bairros emblemáticos do Chiado, Bairro Alto e Baixa.

Para quem quiser explorar um pouco mais longe, há várias estações de metro nas proximidades, que facilitam o acesso a outras zonas da cidade e arredores. O que mais nos agradou foi o equilíbrio perfeito que o hotel oferece: situado numa zona tranquila, mas a um passo das áreas mais movimentadas, garantindo sossego sem perder a conveniência de estar no centro.

Em suma, o M’AR De AR Auria pode ser oficialmente classificado como um hotel de três estrelas, mas oferece uma experiência com todo o conforto, elegância e serviços que normalmente esperamos de um quatro estrelas. Com quartos espaçosos e bem equipados, áreas comuns acolhedoras e uma localização que junta sossego e proximidade aos principais pontos de Lisboa, o hotel supera as expectativas e proporciona uma estadia que vale muito mais do que a sua categoria sugere.

Seja para uma escapadinha rápida ou para explorar a cidade com calma, o M’AR De AR Auria é o refúgio ideal para quem procura um equilíbrio perfeito entre qualidade, conforto e preço justo, tudo num ambiente que convida a sentir o verdadeiro pulsar de Lisboa.

Hollow Knight: Silksong é o jogo mais desejado na Steam

0

A aguardada sequela de Hollow Knight, da Team Cherry encontra-se à frente de Battlefield 6 com quase cinco milhões de listas de desejos.

Hollow Knight: Silksong já somou mais 4,8 milhões de entradas na lista de desejos da Steam em 2025, de acordo com uma recente publicação da Alinea Analytics. Este número torna Silksong, no jogo mais aguardado do ano na plataforma. No que toca a distribuição geográfica, o mercado norte-americano lidera o interesse, representando 20% das listas, seguido pela China com 15%. Rússia, Alemanha, Japão e Reino Unido também aparecem entre os dez principais países com maior número de entradas.

O jogo tem-se mantido um mistério constante desde o seu anúncio em 2019, estratégia que, de acordo com o analista Rhys Elliott, reforça esta antecipação à volta da sequela. Do que se sabe até agora é que esta sequela/spin-off, começou a ser desenvolvida como uma expansão, ao Silksong introduz uma nova protagonista, Hornet, e ao levar os jogadores a explorar um reino diferente, com os seus próprios desafios e ameaças.

Enquanto os fãs esperam e desesperam por novidades, incluindo uma data lançamento ainda prometida para este ano, Silksong irá passar pela Gamescom 2025 com uma demo pública, oferecendo aos visitantes a oportunidade de experienciar em primeira mão a nova aposta da Team Cherry.

Como se o número de entradas nas listas de desejo não fosse por si elevadas, é interessante analisar os jogos que se encontram nesse top. Atrás de Silksong encontramos Battlefield 6, da Electronic Arts, com 2,8 milhões de entradas e já cerca de 657 mil pré-compras. Indicadores importantes, considerando que a primeira beta aberta, atingiu um pico de 521 mil jogadores em simultâneo na Steam, superando o melhor registo de sempre da série Call of Duty na plataforma. Dados recordes que revelam um elevado interesse nesta nova aposta da Electronic Arts para a sua série de combates militares.

O top cinco de jogos mais desejados na Steam inclui ainda ARC Raiders, com 2,5 milhões de interessados, Dying Light: The Beast, com 2,3 milhões, e Borderlands 4, com 1,8 milhões. Elliott acrescenta que, em média, jogos com mais de 500 mil wishlists convertem cerca de 19% dos interessados no dia de lançamento, 26% na primeira semana e 32% ao fim de um mês, o que sugere que Silksong poderá transformar o seu enorme interesse inicial em vendas significativas.

Razer lança novos teclados BlackWidow V4 Low-profile com formato ultrafino

0

Os novos BlackWidow V4 Low-profile chegam com switches mecânicos exclusivos, ligação sem fios HyperSpeed e autonomia até 980 horas.

A Razer lançou os novos BlackWidow V4 Low-profile HyperSpeed e BlackWidow V4 Low-profile Tenkeyless HyperSpeed, que a marca afirma que são os seus teclados para jogos de baixo perfil mais completos até à data. Os dois modelos destacam-se pelo design fino e elegante, mas mantendo o foco no desempenho competitivo e no conforto prolongado.

Ambos os modelos estreiam os novos Switches Mecânicos Low-profile da Razer, disponíveis nas variantes verdes (clicky), amarelas (lineares) e laranjas (táteis). A altura reduzida das teclas,com apenas 18,5 mm na parte frontal, favorece a posição neutra dos pulsos, dispensando apoio adicional mesmo em sessões longas. E de acordo com a Razer, a estrutura em alumínio premium 5052, as camadas duplas de amortecimento acústico e os estabilizadores pré-lubrificados prometem um toque sólido e um som limpo a cada clique.

Equipados com tecnologia Razer HyperSpeed Wireless a 2,4 GHz com taxa de polling de 1000 Hz, permite emparelhar outros periféricos compatíveis no mesmo adaptador. E há ainda suporte para ligação até três dispositivos Bluetooth, com uma autonomia que pode chegar às 980 horas. Contam ainda com compatibilidade com o sistema Snap Tap, que em jogos dá prioridade automática à última tecla pressionada entre duas

O Razer BlackWidow V4 Low-profile HyperSpeed já está disponível por 219,99€, enquanto o BlackWidow V4 Low-profile Tenkeyless HyperSpeed chega por 189,99€. Ambos podem ser encontrados na Razer.com, nas lojas físicas RazerStore e em revendedores autorizados.

Midnight Murder Club já disponível para PC e PlayStation 5

O novo jogo multijogador da Velan Studios chega à versão final com combates às escuras, novos modos, criaturas demoníacas e regras imprevisíveis na Wormwood Manor.

Depois de cinco meses em Acesso Antecipado, Midnight Murder Club chega agora na sua versão completa para PC e PlayStation 5, publicado pela Sony Interactive Entertainment. Criado pela Velan Studios, o Midnight Murder Club coloca um grupo de jogadores numa mansão mergulhada em escuridão total, onde cada um se esconde por trás de uma máscara e entra no jogo com uma lanterna e um revólver.

A ausência de luz é o pilar central da experiência, influenciando os movimentos e decisões dos jogadores. Usar a lanterna para encontrar o caminho ou identificar inimigos, pode também revelar a sua posição aos inimigos. E o chat de proximidade que capta todos os sons, como passos apressados a sussurros, podem denunciar a localização de quem o produz. Conceitos interessantes que relembram teorias como Teoria da Floresta Negra, que tenta responder a questões como “porque é que ainda não detetamos vida inteligente no espaço”. Desta forma, os combates são inicialmente tensos, com os confrontos a surgirem de forma repentina, caótica e igualmente divertida.

midnight murder club 2
Midnight Murder Club (Velan Studios)

Nesta versão final do jogo são introduzidas novidades como o Graveyard Shift, um modo cooperativo PvE jogável a solo ou com outro jogador. Nele, é preciso explorar cada canto da mansão em busca de Relíquias Douradas amaldiçoadas e levá-las ao Cofre, recebendo bênçãos quando são purificadas. Durante essas missões, os jogadores são confrontados por várias criaturas tentam impedir o progresso. Entre elas encontram-se caveiras flamejantes que explodem em bolas de fogo, figuras invisíveis conhecidas como Shadow Men que atacam a partir das sombras e caçadores com visão noturna e faca em punho. Quanto mais tempo passar, mais a mansão acumula maldições e maior se torna o desafio.

Outro elemento importante na experiência de jogo é o sistema Wildcards, um sistema de cartas cada vez mais comum em jogos, que altera as regras de cada sessão. Antes de cada jogo, são escolhidas cartas que mudam as condições de forma imprevisível. Algumas espalham armadilhas para ursos pela mansão, outras deixam candeeiros suspensos prontos a cair quando se passa por baixo deles. Também existem cartas que fazem com que cada morte provoque uma explosão em cadeia ou que reduzem o tamanho do jogador atingido, mudando até a sua voz. Desta forma, cada sessão de jogo tem oportunidade de se tornar única, com as suas próprias regras.

midnight murder club 3
Midnight Murder Club (Velan Studios)

Dada a natureza online da experiência, Midnight Murder Club segue também uma tendência muito bem-vinda em lançamentos recentes, com o seu Guest Pass. Através dele, os jogadores poderão convidar amigos para se juntarem à experiência, mesmo que não tenham o jogo. Bastando assim uma pessoa com o acesso ao jogo. Os restantes, terão, no entanto, ter que o descarregar após convite. Esta opção está disponível tanto na versão para PC como para PlayStation 5.

Para facilitar as sessões entre amigos, a Velan Studios introduziu o chamado Guest Pass ao jogo. Esta funcionalidade permite que apenas uma pessoa do grupo tenha o jogo, enquanto os restantes descarregam gratuitamente uma edição de acesso e entram por convite ou código de lobby. A opção está disponível tanto no PC via Steam como na PlayStation 5.

De acordo com o diretor criativo Eric Feurstein, Midnight Murder Club foi resultado de dez anos de trabalho e experiências, após a ideia original se ter concretizado com um protótipo para jogar com amigos. contou que a ideia nasceu há cerca de dez anos, quando fez um protótipo para jogar com amigos. Desde então, Feurstein e a sua equipa, juntamente com feedback da comunidade que construiu, foi afinando e experimentado até se tornar num “jogo a sério”.

Midnight Murder Club está à venda na Steam Store e PlayStation Store, por apenas 9,99€.

Pulsetto Vagus Nerve Stimulator – Review: Vale a pena este novo aliado contra o stress?

O Pulsetto Vagus Nerve Stimulator foi criado com a promessa de estimular o nervo vago de forma simples, prática e acessível – e, nesse sentido, cumpre exatamente aquilo a que se propõe.

Nos dias de hoje, com tantos desafios e pressões, é fácil sentirmo-nos constantemente em alerta, mesmo quando queremos relaxar. As exigências do dia-a-dia, o ritmo acelerado, as notificações constantes e as preocupações que se acumulam criam um estado de tensão quase permanente. Por fora, até podemos parecer tranquilos, mas por dentro, o sistema nervoso está muitas vezes em modo de alerta, como se estivesse sempre à espera do próximo problema.

É aqui que entra o nervo vago, que atua como um fio de ligação entre o cérebro e vários órgãos, ajudando-nos a acalmar, a recuperar e a entrar em modo de descanso. Portanto, e quando não está a funcionar bem, há um desregulamento desse nervo e tudo parece mais difícil: o sono não vem, a digestão falha, a cabeça anda a mil.

No meu caso, tudo isto traduz-se principalmente em problemas digestivos, especialmente por causa do meu intestino irritável, que já tentei aliviar de várias formas, mas sem grande sucesso. Além disso, lido com uma ansiedade crónica de baixa intensidade, uma inquietação subtil mas constante, que permanece mesmo quando consigo cumprir a minha rotina diária sem grandes sobressaltos. Por isso, quando a Pulsetto ofereceu o seu dispositivo para testar, achei uma boa oportunidade para ver se este aparelho poderia realmente ajudar a trazer um pouco mais de equilíbrio e tranquilidade à minha rotina.

Confesso que não conhecia bem a marca, mas descobri que a Pulsetto foi fundada em 2021 por dois empreendedores com uma ideia simples: criar um dispositivo de estimulação do nervo vago que fosse prático, acessível e sem os custos elevados das soluções já existentes no mercado.

E, à primeira vista, quando recebi o Pulsetto Vagus Nerve Stimulator, foi exatamente essa a impressão com que fiquei: uma solução descomplicada, fácil de usar e perfeita para levar para qualquer lado.

Dentro da caixa, além do Pulsetto Vagus Nerve Stimulator, vinha tudo o que é necessário para começar: um cabo de carregamento USB-C, um pequeno manual de instruções e um frasco de Signa Gel, que é essencial para garantir uma boa condução dos impulsos elétricos durante a utilização.

O Pulsetto Vagus Nerve Stimulator tem um design original, parecido com um colar, e encaixa-se confortavelmente à volta do pescoço. A zona que toca na pele tem uma proteção almofadada azul escura, que torna o uso mais agradável. Nas pontas, há dois elétrodos de cada lado (quatro no total), e numa das extremidades está a entrada USB-C para carregamento. Todo o dispositivo é feito de um plástico cinza escuro, leve e resistente, e os “braços” são ajustáveis – basta puxar de cada lado para alargar e adaptar ao pescoço. O botão de ligar/desligar fica na parte exterior, junto ao logótipo, e é feito de um material transparente, em borracha, que pisca consoante o modo em que o Pulsetto Vagus Nerve Stimulator está. É preciso carregar com alguma firmeza para o ativar ou desligar.

O processo para instalar a aplicação foi muito simples: bastou fazer scan de um código QR incluído na embalagem, que me levou diretamente ao site da Pulsetto, e a partir daí foi só descarregar a aplicação oficial (disponível para iOS e Android).

Ao abrir a aplicação, aparece uma mensagem que me dá as boas vindas e explica a importância de me comprometer a usar o Pulsetto Vagus Nerve Stimulator regularmente, pelo menos durante uma semana, para começar a notas os efeitos. O passo seguinte é responder a um breve questionário que avalia o nosso estado atual em várias áreas-chave: sono, stress, dor, ansiedade e burnout. Com base nas respostas, a aplicação faz uma análise automática e identifica qual a área que precisa de mais atenção naquele momento. A partir daí, somos direcionados para uma sessão personalizada para ajudar exatamente no que está mais em desequilíbrio, seja melhorar o sono, reduzir o stress e aliviar a ansiedade. No meu caso, o resultado apontou para a ansiedade como a área a precisar de mais atenção. Foi então nessa categoria que a aplicação sugeriu iniciar as sessões, o que fez todo o sentido para mim.

A aplicação do Pulsetto é, aliás, uma parte fundamental da experiência. A navegação é simples e intuitiva, mesmo para quem não tem grande afinidade com tecnologia. O ecrã principal divide-se em várias categorias: Stress Relief, Anxiety Reduction, Sleep Improvement, Pain Management e Burnout Prevention. Cada uma destas áreas inclui sessões com diferentes durações, que variam entre 4 e 20 minutos, e podemos escolher o programa que melhor se adapta ao nosso estado naquele momento. Ao selecionar uma categoria, somos levados a uma página onde se apresentam os diferentes programas disponíveis dentro dessa área. Por exemplo, na secção de sono, há sessões mais curtas para relaxar antes de dormir, e outras mais longas para quem precisa de ajuda a entrar num sono profundo. Também existe uma secção de perfil onde podemos acompanhar o histórico de sessões e a frequência de utilização, o que é ótimo para quem gosta de monitorizar o progresso ao longo do tempo.

Comecei a seguir as instruções da aplicação, que me guiou passo a passo durante todo o processo. Apliquei uma pequena quantidade do gel condutor no dedo e espalhei uma camada fina em cada lado do pescoço, na zona onde imaginei que os elétrodos do Pulsetto Vagus Nerve Stimulator iriam tocar na pele. No entanto, deixo já a dica de que podemos aplicar uma pequena quantidade de gel condutor com o dedo diretamente nos elétrodos (sempre com o dispositivo desligado), em vez de aplicar no pescoço, para não exagerar na quantidade de gel, evitar erros na aplicação e tornar a limpeza muito mais simples no final. Depois, coloquei o dispositivo no pescoço, certificando-me de que os elétrodos assentavam sobre a área onde sinto pulso, mas sem exercerem demasiada pressão. E fica também outra dica: não sejam como eu e liguem o aparelho antes de começarem. Esqueci-me disto e só percebi depois de já ter o gel e o Pulsetto Vagus Nerve Stimulator no lugar… e acreditem, é mais chato de o ligar quando já está tudo a postos.

Carreguei no botão Play da aplicação, que apresenta um temporizador e começa com uma explicação em voz masculina (em inglês). Nessa introdução, somos informados de que devemos verificar se o Pulsetto Vagus Nerve Stimulator tem bateria suficiente – uma carga completa demora cerca de 1h30, mas com apenas 15 minutos já é possível fazer uma sessão rápida. O botão Play só fica ativo após o fim da explicação, o que pode ser um pouco repetitivo com o tempo. Seria útil haver uma opção para desligar a narração nas sessões seguintes, especialmente para quem já sabe o que está a fazer.

Depois da introdução, podemos ajustar a intensidade da sessão, escolhendo entre 9 níveis, através de botões que piscam no ecrã. Fiz as primeiras sessões com intensidade 2 ou 3, mas fui aumentando gradualmente até ao nível 5, que foi mais do que suficiente para mim. Logo na primeira utilização, senti uma sensação de relaxamento imediato (quase uma sonolência leve) apesar de estar completamente acordada.

Enquanto isto, a voz explica também que podemos escolher músicas para acompanhar a sessão, já que a aplicação oferece uma biblioteca com opções gratuitas para ouvir durante o uso. Achei a funcionalidade interessante, no entanto, senti que os títulos das músicas nem sempre correspondem ao estilo do que se ouve. Por vezes esperava algo mais calmo, pelo nome, e acabava por ouvir sons que não tinham muito a ver com o que imaginava. Uma desvantagem é que, durante a sessão, não é possível trocar de faixa, o que senti como uma limitação, pois é necessário recomeçar a sessão para trocar de música.

Durante o uso, senti por vezes um ligeiro tremor nos músculos do pescoço – um efeito descrito no manual como normal e sem perigo -, mas, ao reduzir a intensidade, resolvi o desconforto de imediato. Já o estímulo em si não é doloroso, acabando mais por parecer como um formigueiro suave na pele. Também o facto de sermos nós a controlar a intensidade deixou-me mais tranquila e confiante durante todo o processo.

No fim da sessão, surge um breve inquérito para avaliar a experiência. Não o preenchi sempre, mas reconheço que é um detalhe simpático, já que ajuda a criar uma melhor experiência para o utilizador. É importante referir que, na etapa final da limpeza, deve ser sempre bem limpo o gel do pescoço e dos elétrodos. Acaba por ser um passo fácil de esquecer, mas necessário para manter tudo limpo e pronto para a próxima utilização. Curiosamente, o gel até se torna mais fácil de remover depois de seco, já que forma uma película que sai facilmente da pele e do dispositivo.

Segundo os criadores, não é necessário meditar para sentir os efeitos do Pulsetto Vagus Nerve Stimulator. Ainda assim, no meu caso, notei que a combinação do uso do dispositivo com a minha prática de meditação teve um impacto muito mais profundo. A meditação ajuda-me a trabalhar a mente; o Pulsetto Vagus Nerve Stimulator ajuda a acalmar o corpo. Os dois parecem atuar em conjunto, cada um com o seu papel, mas reforçando-se mutuamente.

O que mais me marcou foi a sensação de relaxamento imediato logo após cada sessão. Ao longo dos dias, fui também percebendo que estava mais calma, menos reativa e com o corpo menos em modo de alerta – embora reconheça que esse efeito não é exclusivo do Pulsetto Vagus Nerve Stimulator, já que tenho mantido uma rotina de autocuidado, que inclui meditação regular, caminhadas e atenção à alimentação. Ainda assim, acredito que o dispositivo foi um complemento valioso, sobretudo nos dias mais tensos em que precisava de um “empurrão extra” para abrandar. Apesar dos efeitos positivos noutras áreas, a nível intestinal acabei por não sentir melhorias relevantes.

Existem algumas contraindicações indicadas no manual, que vale mesmo a pena ler com atenção antes de usar o Pulsetto Vagus Nerve Stimulator. O dispositivo não é recomendado para pessoas com pacemakers ou outros aparelhos eletrónicos implantados, como próteses auditivas, nem para quem tem implantes metálicos, incluindo implantes dentários. Também é desaconselhado o uso por pessoas com alergia ao níquel, e não deve ser usado imediatamente após o banho ou enquanto se conduz. No fundo, se houver qualquer condição de saúde relevante, o ideal é confirmar com um médico antes de começar a usar.

O Pulsetto Vagus Nerve Stimulator é um gadget muito prático de transportar e fácil de usar – o que facilita bastante a sua integração na rotina diária -, sendo uma opção bastante viável para quem quer explorar a estimulação do nervo vago sem fazer logo um grande investimento. É verdade que ainda não existem estudos científicos robustos que comprovem a sua eficácia, mas tanto eu como algumas pessoas próximas (familiares e amigos) notámos uma diferença real, sobretudo na qualidade do sono. No meu caso, senti que ajudou não só a adormecer mais rapidamente, como também a ter um sono mais profundo e reparador, acordando de manhã com muito menos sensação de cansaço.

Durante os testes, houve uma noite particularmente má, uma com uma insónia inesperada, em que só dormi duas horas. Fiz a sessão de sono nessa noite, mas não senti os efeitos habituais. Estava demasiado agitada e stressada, o que mostra que, apesar de ajudar, o Pulsetto Vagus Nerve Stimulator não é um milagre instantâneo. Funciona melhor quando usado de forma consistente e como parte de um estilo de vida que já promove o bem-estar.

Um dos poucos aspetos menos positivos para mim foi o encaixe do dispositivo. Como tenho o pescoço mais fino, o dispositivo nem sempre assenta na perfeição, já que por vezes sinto que não está totalmente bem colocado, acabando por descair e perder o o contacto ideal com a pele. Talvez fosse interessante a marca criar diferentes tamanhos ou adaptadores para melhorar essa experiência.

Outro ponto a melhorar é o idioma da aplicação, que para já só está disponível em inglês. Isso pode ser um entrave para utilizadores que não se sintam confortáveis com a língua, sobretudo porque grande parte das instruções são dadas por voz. Uma versão em português – mesmo que fosse em português do Brasil – tornaria o dispositivo muito mais acessível.

Relativamente à autonomia, pareceu-me excelente: ao usá-lo todos os dias durante cerca de uma semana, só precisei de o carregar uma vez. E se for mesmo preciso fazer uma sessão rápida, 15 minutos de carga bastam para isso. É muito fácil de saber quando preciso de carregá-lo, graças ao botão de ligar e desligar do Pulsetto Vagus Nerve Stimulator, que apresenta o LED vermelho quando a bateria começa a ficar fraca e precisa de ser recarregada. Já com carga, exibe uma luz verde fixa quando o aparelho está ligado e pronto para ser usado e durante as sessões, essa luz muda para um roxo intermitente, indicando que o dispositivo está a estimular o nervo vago conforme programado.

Como nota final, posso dizer que o Pulsetto Vagus Nerve Stimulator me surpreendeu pela sua simplicidade e pelo efeito subtil, mas real, que senti com o uso regular. O Pulsetto Vagus Nerve Stimulator foi criado com a promessa de estimular o nervo vago de forma simples, prática e acessível – e, nesse sentido, acho que cumpre exatamente aquilo a que se propõe. Com apenas alguns minutos por dia, conseguimos ativar um dos sistemas mais importantes do corpo para regular o stress, a ansiedade, a qualidade do sono, a dor e, até, prevenir o burnout.

O Pulsetto não é um aparelho milagroso, mas pode ser uma ferramenta valiosa no dia a dia, sobretudo se procuram formas de cuidar da vossa saúde mental e física sem recorrer logo a soluções complexas ou dispendiosas. O que me agradou especialmente foi a facilidade de integração na rotina – uns minutos por dia bastam – e o facto de ser algo que podemos usar sozinhos, ao nosso ritmo. Se são como eu, alguém que já tentou várias abordagens para aliviar o stress, a ansiedade ou até melhorar o sono, e que valoriza soluções práticas, este dispositivo pode ser uma boa aposta. Não substitui hábitos como a meditação, a respiração consciente ou a atividade física, mas pode funcionar muito bem como complemento. E, honestamente, tudo o que nos ajude a sentir um pouco mais de equilíbrio, nestes dias sempre tão cheios, já vale muito.

O Pulsetto Vagus Nerve Stimulator está à venda no site oficial a partir de 278€ e o gel condutor por 50,99€.

Razer lança novo comando Wolverine V3 Pro 8K para PC

0

O novo comando sem fios chega em duas versões e com ligações super rápidas.

A Razer lançou o Wolverine V3 Pro 8K PC, um comando sem fios concebido para jogos competitivos no PC. Esta nova versão da já conhecida linha Wolverine, apresenta-se preparada para esports, equipada com tecnologia HyperPolling de 8000 Hz, analógicos TMR anti-drift e personalização avançada que promete velocidade, precisão e conforto aos jogadores mais exigentes.

O Wolverine V3 Pro 8K PC funciona tanto por cabo como sem fios, mantendo os 8000 Hz de polling, nas duas utilizações. Uma capacidade importante que garante uma ligação ultrarrápida e sólida, atuando 8 mil vezes por segundo, como a sua designação propõe.

Os analógicos TMR prometem uma tensão consistente e uma resistência estável ao longo do tempo, reduzindo problemas de drift que afetaram uma geração de comandos no passado. Já o seu formato ergonómico e o peso reduzido visam minimizar o cansaço em longas sessões. Adicionalmenteo comando inclui caixa de transporte e cabo entrançado de 2 metros para utilização em torneios.

Entre as funcionalidades consideradas de nível profissional, o comando conta com quatro botões traseiros e dois superiores com atuação ao estilo de rato, gatilhos Razer Pro HyperTriggers para alternar entre disparo rápido e controlo analógico, botões de ação meca-tátil em PBT e D-Pad de 8 direções. E conta com o suporte do software Synapse 4, onde é possível ajustar sensibilidade, reconfigurar botões e guardar até quatro perfis internos.

Para além do Wolverine V3 Pro 8K PC, a Razer lançou também o o Wolverine V3 Tournament Edition 8K PC, uma variante mais acessível, exclusiva à ligação com fios.

O Wolverine V3 Pro 8K PC já está disponível por 199,99€, enquanto a versão Tournament Edition custa 99,99€, ambos em Razer.com, lojas RazerStore e revendedores autorizados.

Cosori Turbo Tower Pro 10.8L Smart – Review: a air fryer vertical que leva a cozinha ao próximo nível

Com um design vertical engenhoso, duas cubas independentes com capacidade total para 10,8 litros, revestimento cerâmico durável e controlo inteligente através da app VeSync, a Cosori Turbo Tower Pro 10.8L Smart é quase um sous-chef digital que vive na nossa cozinha.

Air fryers, ou fritadeiras a ar quente, são daqueles produtos que ninguém ouvia falar há uns anos, mas que muito recentemente passaram a dominar as cozinhas. É cada vez mais raro encontrar alguém que não tenha um produto destes – ou que, pelo menos, tenha experimentado -, e é fácil perceber porquê: se todos podemos cozinhar alimentos com menos gordura, ou mesmo nenhuma, porque não?

No entanto, há uma boa “dor de cabeça” neste nicho de mercado: as possibilidades de escolha. A não ser que seja por indicação de algum amigo ou familiar, ou críticas publicadas na Internet, torna-se difícil saber qual modelo adquirir. Contudo, há uma marca que parece ser consensual no que toca à qualidade dos seus aparelhos: a Cosori.

Por aqui, no Echo Boomer, recebemos recentemente a Cosori Turbo Tower Pro 10.8L Smart, e já irão perceber se o hype da marca é justificado com este modelo.

Vamos começar por aquilo que salta logo à vista: o design vertical. A Cosori Turbo Tower Pro 10.8L Smart tem cerca de 41 cm de altura e pesa 9,6 kg. Não é, portanto, um aparelho para estar a tirar e pôr do armário todos os dias, mas também não é isso que se pretende. Esta fritadeira inteligente foi feita para ficar na bancada da cozinha, onde ocupará um espaço generoso (olhem que têm primeiro de tirar medidas aos vossos balcões e armários!), mas apesar de tudo, acomodatício, graças à sua estrutura vertical – pensada para isso mesmo, para caber onde houver espaço para ela.

No interior, temos dois cestos com capacidades generosas: o cesto superior com 4,3 litros, ideal para porções menores ou acompanhamentos, e o inferior, com 6,5 litros, perfeito para pratos principais ou mais substanciais.

O grande trunfo? O revestimento cerâmico. Ao contrário de muitas air fryers que usam teflon (que risca, se desgasta com o tempo e é de duvidosa salubridade), aqui tudo é cerâmica. Mais durável, mais fácil de limpar e, acima de tudo, mais seguro – sem químicos duvidosos nem sabores metálicos. A grelha incluída também segue a mesma linha de qualidade.

Com 2 motores DC independentes, uma potência total de 2630 W e um intervalo de temperatura que vai dos 30°C até aos 230°C, este é um equipamento versátil, rápido e capaz de lidar com quase tudo. O temporizador ajusta-se entre 1 minuto e 24 horas, permitindo até desidratar ou fermentar alimentos. Tudo é controlado através de um ecrã tátil no topo do aparelho, bem legível, intuitivo e fácil de dominar por qualquer pessoa.

Por falar em “fácil de utilizar por qualquer pessoa”, a Cosori não se quis ficar apenas pela potência. Trouxe mais pragmatismo e inteligência à cozinha com funções como Match e Sync, que fazem toda a diferença no uso diário.

Testámo-la na realidade e verificámos esta pequena grande maravilha: a Cosori Turbo Tower Pro 10.8L Smart põe ao nosso dispor a função Match para permitir replicar as definições de um cesto no outro com um só toque, ideal para quando estamos a cozinhar a mesma coisa em ambos. Funciona lindamente, ainda que, por vezes, tenhamos que adicionar mais uns minutinhos a um dos cestos, para dar oportunidade a um ou outro ingrediente de ser finalizado na perfeição.

Já a função Sync é brilhante: podemos usar tempos e temperaturas diferentes em cada cesto, sendo que a air fryer se encarrega de que tudo termine ao mesmo tempo: perfeito, não é?

Isto é ótimo quando queremos servir peixe e legumes ao mesmo tempo ou frango com batatas, sem que um arrefeça enquanto o outro ainda cozinha.

Também permite cozinhar pratos totalmente independentes e ao mesmo tempo, útil para quando temos um público gastronómico a precisar de diferentes tipos de comida, com atenção a alergénicos, ingredientes sem lactose, mais fibra ou menos fibra, consoante o que se queira ou precise. Por exemplo, fazer empadão num tabuleiro e pizza noutro, para a mesma refeição, é perfeitamente viável.

Há também a app VeSync, indicada para quem pretende “espremer” ao máximo o potencial desta air fryer, mas a sua utilização não é obrigatória – ou seja, caso não sejam pessoas especialmente dadas à tecnologia, a não utilização da aplicação não impedirá, como seria de esperar, uma utilização bastante satisfatória deste equipamento.

No entanto, se instalarem a app, e ligarem a air fryer ao Wi-Fi lá de cada, ganham logo uma vantagem: controlo total a partir do smartphone. Programas, temperatura, tempo, notificações, sugestões de receitas… está tudo lá. É possível começar o jantar comodamente a partir do sofá, à semelhança do que já se passa com muitos eletrodomésticos robotizados, digamos assim.

E quando não estamos em casa? Ainda mais divertido. Podemos estar no ginásio e gerir a nossa Cosori Turbo Tower Pro 10.8L Smart às mil maravilhas. Portanto, em duas palavras: conveniência total. Desde que, claro, deixem os alimentos devidamente preparados.

Aplicámos-nos a estudar esta Cosori Turbo Tower Pro 10.8L Smart, para vermos como é que se comporta no mundo real. Embora tenhamos treinado depois várias outras receitas, a nossa favorita continua a ser a que testámos primeiro e que saiu logo perfeita: asas e coxinhas de frango douradas. De facto, um dos grandes objetivos da Cosori Turbo Tower Pro 10.8L Smart, além de uma culinária mais saudável, com menos, e da poupança de tempo e de procedimentos, é cozinhar a comida mantendo todo o o seu sabor e suculência, com a particularidade de, no capítulo das carnes e gratinados, ser um poderoso instrumento para criar pratos com crosta estaladiça e saborosa. E este facto confirma-se, ente outros. A nossas coxinhas e asinhas foram devidamente temperadas, a gosto, e metidas 15 minutos no programa base, assumido por defeito, air fry, e os também 195 graus de base. E a verdade é que os 15 minutos bastaram. Ficou tudo bem douradinho e estaladiço, incluindo as batatas doces cortadas em rodelas laminadas, para acompanhar.

Mas a fritadeira tem depois muito a explorar, como o “roast” (apenas dourar), o “reheat” (reaquecer), bake (cozinhar), ou dry (secar), entre outros.

Outro aspeto em que esta excelente máquina tem tido grande sucesso não se restringe a asinhas de frango… É possível cozinhar meio frango, usando a cuba inferior, e batatas fritas na superior, conforme foi feito na experiência prévia. No forno tradicional, isto levaria cerca de 50 minutos. Na Cosori, tudo ficou pronto em 35 – o frango, com a pele crocante e a carne suculenta; as batatas, douradas de forma uniforme sem que fosse preciso mexer a meio (embora umas gotas de óleo/azeite ajudem sempre). A distribuição de calor é excelente, graças ao sistema de aquecimento triplo e às cinco velocidades da ventoinha. O resultado é um cozinhado rápido, mas com a qualidade de uma preparação mais demorada.

Note-se que um dos conselhos no manual do utilizador, que se apresenta em 15 línguas, é o pré-aquecimento da cuba; de facto, verificámos que isto melhora substancialmente o resultado final.

Também foi possível preparar simultaneamente uma quiche de atum na cuba maior, com massa de pão de cerveja – que adoramos – e muffins na mais pequena: ambos ficaram no ponto.

Até os pequenos-almoços são uma maravilha. Queques, pãezinhos feitos de massa de cerveja ou pré-cozinhados congelados, tudo fica douradinho e pronto a comer em apenas oito minutos, a 180°C. Uma rapidez que, na rotina do dia a dia, bem agradecemos.

Portanto, esta é uma ideia essencial a reter: a Cosori Turbo Tower Pro 10.8L Smart proporciona-nos uma rápida confeção de comida, eficaz e sem percalços, e sobretudo com menos esforço.

Já agora, convém lembrar que este equipamento emite um ruído discreto uma vez possui dois ventiladores.

Claro, há também pequenos detalhes que fazem a diferença: o pré-aquecimento, como já mencionado, e não encher demais as cubas, o que já sabemos de outros equipamentos similares. Os alimentos têm de ser distribuídos harmoniosamente pelos cestos, sem sobrepor camadas, se não queremos obter no fim um cozinhado pouco uniforme.

Pessoalmente, não gosto de adicionar gordura extra à comida, mas alguns têm recomendado um fio de azeite ou de óleo… Se o objetivo é cozinhar a ar quente ou sem gordura, isso não faz sentido. Reparemos que os alimentos – e até alguns vegetais! – já têm gorduras próprias. Portanto, é deixar que o ar quente lhes intensifique o sabor. A app dá aqui uma importante ajuda, dando orientações sobre como calibrar tudo – nas proporções, tempo e temperaturas certas. Depois – e esta questão, admitamos, é puramente pessoal – há um pequeno truque que permite cozinhar os alimentos, preservando-os mais ou menos confinados no tabuleiro, sem o sujar e preservando os sabores próprios e a gordura latente. Basta uma daquelas formas de papel tipo vegetal, próprias para este tipo de aparelho, para deixar o ar passar à mesma e fazer a sua função.

A Cosori Turbo Tower Pro foi claramente pensada para quem quer ter uma air fryer multifuncional, eficaz e caapz de refeições saudáveis, para obter soluções de cozinha reais e saborosas.

Entre as maiores vantagens estão algumas que já enunciámos: a capacidade de preparar vários pratos diferentes ao mesmo tempo, sem comprometer o sabor nem a textura, o design vertical (um verdadeiro salva-bancadas), o baixo ruído, o revestimento cerâmico mais saudável e mais durável, a potência e a velocidade de aquecimento, e claro, o controlo à distância com a app.

Mas há algumas limitações a ter em conta. O preço (279,99 €) não é uma exorbitância, mas isso não significa que seja propriamente acessível a todos. Ainda que a relação qualidade/preço seja boa, este valor pode representar um esforço difícil de alcançar para alguns. Também pode ser encarado como uma aposta em que vale a pena investir, claro. Depois, é preciso garantir que existe espaço vertical suficiente na bancada ou noutro móvel da cozinha, onde se pretenda acomodar esta Cosori com 41 cm de altura, até porque vamos precisar de espaço livre por cima, quer para manusear funções, quer para permitir ao aparelho ventilar adequadamente.

Quem está à procura de uma air fryer para fritar batatas uma vez por semana, esta não é a melhor aquisição, porque excede o preço, a simplicidade e a função que se pretende. Mas quem quiser um equipamento robusto, prático e verdadeiramente versátil, capaz de assumir o papel de forno, grelhador, desidratador e até fermentador – tudo numa estrutura compacta e com controlo total pelo telemóvel -, então sim, a Cosori Turbo Tower Pro 10.8L Smart é, provavelmente, dos melhores produtos que a tecnologia tem para oferecer neste momento.

reviews 2021 recomendado

Este produto foi cedido para análise pela Cosori.

Mozilla confirma existência de uma falha que afeta o desempenho do Firefox

A Mozilla decidiu suspender a nova funcionalidade inteligente do Firefox.

A Mozilla reagiu às recentes críticas em torno do Firefox 141, cuja nova funcionalidade inteligente e de funcionamento local tem provocado um consumo excessivo de recursos, afetando o desempenho e a autonomia de computadores portáteis. A organização reconheceu o problema e anunciou que já está a trabalhar numa correção, embora ainda sem data para a sua disponibilização.

De acordo com a própria Mozilla, o objetivo desta funcionalidade prometia a melhoria da pesquisa local na barra de endereços, facilitando a recuperação de sites já visitados, mesmo quando o utilizador não se recorda das palavras-chave do URL ou do título da página. No entanto, a empresa admite que os vários problemas relatados pelos utilizadores não foram detetados durante os testes internos, e devido ao crescente número de queixas, decidiu suspender o recurso e reverter as alterações para que os afetados deixem de sentir o impacto das suas falhas.

Com o lançamento do Firefox 141 foi disponibilizada uma funcionalidade inteligente local com suporte para os Grupos de Separadores Inteligentes, um sistema que analisa os títulos das páginas para sugerir nomes de grupos e recomendar separadores semelhantes através de um botão próprio. A tecnologia baseia-se num modelo de incorporação para gerar vetores numéricos e em algoritmos que identificam páginas relacionadas, recorrendo a um modelo desenvolvido pela Mozilla a partir do T5 da Google. E é precisamente neste componente que reside o problema, já que o processamento contínuo eleva a utilização do CPU e reduz significativamente a autonomia das baterias em portáteis.

A organização revelou ainda, que até que a atualização corretiva seja lançada, a função vai permanecer desativada.

Quase 19 mil professores colocados nas escolas a um mês do arranque do ano letivo

DGAE divulga listas de colocação de professores 2025/2026. Quase 19 mil docentes colocados via mobilidade interna e contratação inicial.

A Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) divulgou esta semana as listas definitivas de colocação de professores para o ano letivo 2025/2026, no âmbito dos concursos de mobilidade interna e contratação inicial. Estes concursos de docentes têm como finalidade preencher necessidades temporárias nas escolas públicas, abrangendo a Educação Pré-Escolar, o Ensino Básico e o Ensino Secundário.

O concurso de mobilidade interna foi aberto a professores de carreira em Quadro de Zona Pedagógica (QZP), a docentes de Quadro de Agrupamento ou Escola (QA/QE) sem componente letiva atribuída e a professores que solicitaram, de forma temporária, lecionar noutra escola ou agrupamento. Já o concurso de contratação inicial destinou-se a docentes sem colocação no concurso externo que procuravam contrato a termo.

De acordo com os dados agora publicados, 18.899 professores foram colocados nas escolas públicas a um mês do início das aulas. Deste total, 17.455 colocados por mobilidade interna e 1.444 por contratação inicial, num universo de 22.051 horários (completos e incompletos) colocados a concurso.

Na mobilidade interna, 14.304 docentes obtiveram horários completos e 3.151 horários incompletos. Entre estes, 752 pertencem a QA/QE sem componente letiva, 14.070 a QZP e 2.633 decidiram exercer funções docentes temporárias noutra escola ou agrupamento.

No caso da contratação inicial, 1.392 professores receberam horários completos, dos quais 326 renovam o contrato do ano letivo anterior.

As zonas do país com maior carência de professores receberam um reforço considerável: a região de Lisboa contou com 2.788 colocações, o Porto com 2.454, a Península de Setúbal com 1.436 e o Algarve com 981. Entre os grupos de recrutamento, destacam-se o 1.º ciclo do Ensino Básico com 4.846 colocações, a Educação Especial 1 com 1.502 e a disciplina de Português do 3.º ciclo e Ensino Secundário com 1.234 horários atribuídos.

Os docentes colocados através do concurso de mobilidade interna devem confirmar a aceitação da colocação na plataforma SIGRHE da DGAE nos dias 18 e 19 de agosto, apresentando-se nas respetivas escolas no primeiro dia útil de setembro.

Microsoft confirma problemas com a atualização de agosto do Windows 11

Os computadores geridos por organizações e com o Windows 11 24H2 estão com dificuldades a instalar a atualização KB5063878.

A Microsoft confirmou a existência de um problema na instalação da atualização de segurança de agosto, identificada com o KB5063878, quando esta é distribuída através do WSUS (Serviço de Atualizações do Windows Server). A falha afeta sistemas com o Windows 11 24H2, e manifesta-se com o código de erro 0x80240069 durante o processo de instalação. O incidente foi reportado pela primeira vez a 12 de agosto e, no dia seguinte, a empresa disponibilizou uma solução temporária.

De acordo com a Microsoft, o erro resulta de uma falha de comunicação entre o servidor WSUS e os dispositivos cliente. Para contornar o problema, os administradores de sistemas podem aplicar uma política de grupo especificada na sua publicação e que está disponível para o Windows 11 na versão 24H2. A sua configuração pode ser encontrada na “Configuração do Computador” e depois em “Modelos Administrativos”. Em alternativa, a atualização pode ser instalada manualmente através do Windows Update ou do Catálogo do Microsoft Update. Como solução provisória, a Microsoft recomenda reiniciar o serviço WSUS no servidor e redefinir o cliente do Windows Update nas máquinas afetadas.

A empresa sublinha que o problema limita-se às instalações realizadas através do WSUS, e não afeta utilizadores que recebem as atualizações diretamente do Windows Update. Uma correção definitiva está a ser preparada e deverá ser incluída na próxima atualização cumulativa. Até lá, a recomendação é que as equipas de TI recorram aos métodos de instalação alternativos ou apliquem as medidas de mitigação indicadas.

Vodafone Paredes de Coura 2025, Dia 1 – Na estreia com Vampire Weekend, o espírito de 2011 voltou a descer entre nós

Uma noite de alma lavada no Vodafone Paredes de Coura com os Vampire Weekend a mostrarem o porquê de ainda serem relevantes no panorama musical.

13 de agosto é dia de peregrinação dos emigrantes, e muitos estão de volta ao berço que para eles é Paredes de Coura. Entre torres de igreja a tocar músicas referentes a Fátima, e gente que tenta registar terrenos rústicos nos dias em que andam pela terra, existe o habitat natural da música. São nestas duas faces da moeda que muitas vezes se misturam e formam o público mais heterogéneo dos grandes festivais em Portugal. Sempre foi assim, e é bonito que o seja.

Num cartaz em que o Vodafone Paredes de Coura aponta igualmente para vários lados com tónica forte nas estreias com meia dúzia de nomes consagrados à mistura (ganhar a vida custa, como quase todos sabem por aqui), MJ Lenderman foi figura iniciática de belo nível. Muitos o conhecem como membro dos Wednesday – passaram pelo Vodafone Paredes de Coura na edição do ano passado -, mas entretanto apareceu um fenómeno subterrâneo chamado Manning Fireworks, quarto álbum que pareceu catapultar finalmente o cantautor dos States. Felizes e contentes por estarem ali, o baixista chega a perguntar ao resto da banda: “Is this the most people we’ve ever played for? It might be. Let me grab a quick picture to show my mama back in Arkansas.” Músicas bonitas e bem tocadas parecem ser o segredo – tão simples e, no entanto, tão verdadeiro.

mj lenderman no vodafone paredes coura dia 1
MJ Lenderman no Vodafone Paredes de Coura 2025 – Foto: Emanuel Canoilas

Don West leva um proposta bem diferente, até relativamente mais rara no contexto: uma soul bem setenteira com alguns ajustamentos dos dias de hoje – desde logo o ser trazida por uma figura bem apessoada vinda da Austrália, que podia bem passar por personagem da mítica série Miami Vice. Mas no fundo, qual é o mal? A voz rouca soa bem misturada com os inevitáveis momentos de saxofone a solo e os pedidos de let’s dance. Está certo, no meio do estranho que é estar num palco que já nos trouxe tanta coisa boa (quem diria com a polémica que foi a chegada do então Palco 2 em 2011) e que, agora, é patrocinado por um casino online, e já sem a tradicional tenda que o compunha. A vida custa cada vez mais.

Zaho de Sagazan vem de outra terra boa para efeitos do desporto magnífico que é o rugby, a França. Uma das grandes coqueluches do hexágono, com variadíssimos prémios da crítica local ganhos em 2024, é um investimento lógico num mês em que, lá está, muito francês se ouve nas esplanadas dos cafés do concelho, e cada vez mais há procura por parte dos novos expatriados que pululam por estas bandas. Porém, há que dizer que é concerto de hora com um repertório muito esticado face à sua dimensão original, em especial quanto ao seu maior sucesso, “La symphonie des éclairs”, em que vai ter com o público e alguns membros cantam o coro – por vezes com recurso a cábulas. Há um synth pop por vezes engraçado, há um discurso sobre como chorar é bom, há uma voz engraçada, mas ainda há uma falta de repertório. A terminar, uma versão questionável de “Modern Love” do magíster dixit Bowie, e abraços comovidos de que isto foi o melhor público da vida deles. Até pode ser, mas isto no futuro vai dar nalguma coisa a sério ou só em mais um produto da célebre indústria.

zahon de sagazan no vodafone paredes coura dia 1
Zahon de Sagazan no Vodafone Paredes de Coura 2025 – Foto: Emanuel Canoilas

Capicua ao longe, mas já só se pensa em Vampire Weekend. Num Vodafone Paredes de Coura que, no pós-pandemia, tem insistido num programa principal de quatro dias, mas que, com o Sobe à Vila e a programação de Domingo chega aos oito – não é brinquedo -, “tudo” é Vampire Weekend.

Felizmente, os nova-iorquinos dão um gigante concerto. Aposta ganha à partida com o trio base de Ezra Koenig, Chris Baio e Chris Tomson a surgir à frente de um pano com letras grandes com o nome da banda a tocar esse grande cartão de visita que é “Mansard Roof”. Já está.

Depois de um esforçado “Como tá todo o mundo?”, cai o pano e surge todo o poderoso octeto que se apresenta nesta noite e o qual vai tocar demasiado bem e demasiado alto para que qualquer grupo de amiguitos mais chato se coloque no nosso caminho para apreciação de tal montra, num concerto que, a certa altura, parece de antanho, tal era o número de isqueiros a ganhar às câmaras de telemóvel.

vampire weekend no vodafone paredes coura dia 1 2
Vampire Weekend no Vodafone Paredes de Coura 2025 – Foto: Emanuel Canoilas

“Connect” é uma maravilha com as suas projeções de imagens de Commodore 64, “Step” é gloriosa no cenário do Couraíso, teclas a soar com uma riqueza como raramente soaram cá, e “New Dorp, New York” é um breve pé na água das versões que os Vampire Weekend tanto gostam, um tanto ou quanto indulgente. Para isso há, no entanto, o antídoto das danças imparáveis do baixista Chris Baio, mistura de Bill Murray com Frederico Varandas que nunca deixa a visualização ser chata, e sobretudo há muitas canções. Quem manda uma “A-Punk” com uma “Oxford Comma” de rajada tem pouco com que se queixar.

Para acabar em beleza este primeiro dia de Vodafone Paredes de Coura, “Hope”, a desmanchar devagarinho a banda, membro a membro, de forma mestre, até ao dueto Koenig/Baio final, em que naturalmente Bill Murray ganha. Alma lavada.

Aplicação gov.pt recebe atualização com novas funcionalidades e navegação mais intuitiva

A aplicação gov.pt foi atualizada com uma nova página inicial, atalhos personalizáveis, acompanhamento de processos e acesso simplificado a 26 documentos oficiais digitais.

A aplicação gov.pt, desenvolvida pela Agência para a Modernização Administrativa (AMA), passou a contar com uma versão atualizada que introduz melhorias na forma como os cidadãos acedem aos serviços públicos digitais.

Entre as novidades está uma nova página inicial que permite configurar atalhos para até três serviços de utilização frequente e selecionar documentos para exibição direta, garantindo acesso rápido a informação pessoal relevante. A aplicação integra agora também a área “Processos em curso”, onde o utilizador pode acompanhar procedimentos administrativos em andamento, como a renovação do Cartão de Cidadão.

A secção de Notícias também foi redesenhada, permitindo a pesquisa, ordenação e filtragem de conteúdos para facilitar a consulta da informação mais pertinente.

Recorde-se que a aplicação gov.pt centraliza num único canal funcionalidades que anteriormente estavam distribuídas por várias plataformas, como o ID.gov e a Autenticação.gov, permitindo uma utilização mais direta e eficiente.

O serviço disponibiliza atualmente 26 documentos oficiais em formato digital e com validade legal, incluindo o Cartão de Cidadão e a Carta de Condução, que podem ser consultados a partir do telemóvel. Adicionalmente, a aplicação possibilita a renovação de documentos, o acesso à Chave Móvel Digital, a consulta de notificações e o acompanhamento de processos administrativos.