IKEA lança prato especial para almôndegas

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Peça de cerâmica azul celebra a tradição gastronómica da Suécia com humor e design contemporâneo.

A IKEA prepara-se para surpreender os seus clientes com um objeto inesperado, um prato concebido especificamente para servir almôndegas suecas. Mais do que um simples utensílio de mesa, trata-se de uma criação que mistura tradição culinária, design e uma boa dose de ironia.

O projeto é assinado pelo jovem designer sueco Gustaf Westman, conhecido pelo seu estilo lúdico e pelas formas suaves e arredondadas que caracterizam o seu trabalho. Este prato de cerâmica azul ganha destaque uma vez que foi pensado para alinhar onze almôndegas lado a lado, quase como se estivessem em cena num palco. A escolha não é inocente, uma vez que, na Suécia, as almôndegas estão fortemente associadas ao Natal e às refeições de família, o que torna a criação uma homenagem contemporânea a um símbolo cultural.

Westman sublinha que a intenção é dar “dignidade a cada porção”, organizando os alimentos de forma a realçar o apelo visual do prato. Embora criado com as almôndegas em mente, pode ser utilizado para outros alimentos, mantendo a mesma estética divertida.

Prato do Ikea especial para almôndegas
Prato da Ikea especial para almôndegas

Num gesto que reforça o ADN da marca, a IKEA vai incluir ainda um manual de instruções em versão irónica, reduzido a cinco passos humorísticos, um piscar de olho às famosas instruções de montagem que a tornaram conhecida em todo o mundo.

De acordo com a informação disponibilizada, o prato é apenas um dos primeiros exemplos de uma coleção de 12 artigos que chegará às lojas a 9 de setembro. Resta saber quando é que estará disponível nas lojas portuguesas da marca sueca…

Tesla Supercharger da Mealhada tem agora 40 postos e é o maior em Portugal

Portugal tem agora as duas maiores estações de Tesla Superchargers do Sul da Europa. Mais de 60 novos pontos de carregamento já foram adicionados, com mais a caminho.

A Tesla está a reforçar de forma significativa a sua presença em Portugal, ampliando a rede de Superchargers e oferecendo uma infraestrutura de carregamento rápido mais abrangente para veículos elétricos. Desde a entrada em vigor da nova regulamentação de Mobilidade Elétrica do país, a marca registou uma expansão rápida e consistente da sua rede.

O destaque vai para as estações da Mealhada e de Fátima, que se tornaram as maiores do Sul da Europa. O Supercharger da Mealhada foi expandido para 40 postos, incorporando a mais recente tecnologia V4, consolidando-se como o maior ponto de carregamento rápido em Portugal. Em Fátima, a instalação cresceu para 32 postos com a adição de 18 novas vagas, posicionando-se como a segunda maior estação da região. Outras localidades, como Alcantarilha e Loulé, também registaram ampliações significativas, com a instalação de novos postos de carregamento, elevando o total da rede em mais de 60 pontos e representando um aumento de 70% em apenas três semanas. A expansão não vai ficar por aqui: Alcácer do Sal receberá, em breve, mais 18 postos, enquanto novas estações estão previstas para Castelo Branco e Matosinhos.

Além da ampliação, a Tesla planeia atualizar várias estações existentes, substituindo os carregadores V2 por equipamentos V4, de última geração. Com esta tecnologia, o carregamento torna-se mais intuitivo e acessível: os utilizadores podem efetuar o pagamento diretamente com cartão contactless, com preços visíveis por kWh, sem necessidade de aplicações adicionais.

A experiência de carregamento mantém-se como um ponto forte da marca. A funcionalidade Plug & Charge, a taxa de disponibilidade operacional de 99,95% e a integração do Planeador de Viagem nos veículos permitem que os condutores planeiem percursos de forma eficiente, tendo em conta o comportamento de condução, mudanças de elevação e condições meteorológicas. A aplicação Tesla proporciona ainda informação em tempo real sobre a disponibilidade dos Superchargers, acompanhamento do carregamento e notificações automáticas quando o processo é concluído.

Rockstone prepara investimento de 250 milhões de euros no imobiliário português

A Rockstone prevê aplicar 250 milhões de euros em novos projetos em Portugal, depois do investimento inicial de 120 milhões na Comporta.

A promotora alemã Rockstone, que se estreou no mercado português com o Atlantic Club Comporta, prepara-se para reforçar a sua presença no país com um plano de investimento que poderá ultrapassar os 250 milhões de euros nos próximos anos.

O empreendimento da Comporta, situado entre as praias do Carvalhal e do Pego, representou um investimento inicial superior a 120 milhões de euros. O projeto, que conjuga habitação de luxo com áreas comuns de receção, lazer e restauração, integra 24 villas em 15 hectares de terreno. Metade das unidades já foi adquirida, sobretudo por compradores estrangeiros, embora também existam clientes portugueses.

O Atlantic Club Comporta distingue-se pela arquitetura inspirada nas construções tradicionais da região, assinada pelo arquiteto francês Jacques Grange, e pelo trabalho paisagístico do norte-americano Madison Cox. As residências, com áreas que podem ultrapassar os 700 m2, foram concebidas para integrar elementos locais e oferecem vistas sobre arrozais, pinhais e oceano.

O empreendimento contará ainda com espaços de bem-estar, estúdio de ioga, áreas de fitness e campos de ténis e padel.

Além da Comporta, a promotora já iniciou um segundo projeto em Melides e tem em estudo novas oportunidades em Lisboa, Porto e Algarve.

Além da RTP, série FELP também vai ser exibida na HBO Max

O primeiro episódio de FELP estreia já na próxima semana. A história passa-se num país onde os bonecos de peluche vivem como cidadãos de segunda.

RTP1 e a HBO Max estreiam na próxima semana, no dia 25 de agosto, a série FELP – Frente Espetacular pela Liberdade Peluda, uma comédia produzida pela Coyote Vadio, responsáveis pelo fenómeno Pôr do Sol, que combina atores e marionetas num enredo satírico.

A narrativa decorre num país imaginário onde bonecos de peluche são tratados como cidadãos de segunda. Cansados de viver à margem, organizam-se num movimento que reivindica direitos básicos, desde a representação política até ao acesso a máquinas de secar com programa “Delicados”. Entre cafés de bairro, lavandarias suspeitas e ações de militância com enchimento, o grupo FELP ganha forma.

Ao longo de 12 episódios, o público acompanha lutas pelo poder, intrigas recheadas de pelo, tráfico clandestino de bonecos e teorias da conspiração que ligam figuras históricas, como os Templários, a personalidades mediáticas. A trama segue um grupo que, querendo apenas respeito, acaba envolvido numa série de acontecimentos imprevistos, incluindo um caso de rapto.

A criação é assinada por Henrique DiasRui Melo e Manuel Pureza, que assume igualmente a realização. No elenco humano participam Diana Nicolau, Rui Melo, Diogo MorgadoInês Aires PereiraInês Castel-BrancoAnabela MoreiraRodrigo SaraivaJoão CraveiroPedro DiogoCláudio de CastroManuel MarquesCristina OliveiraLuís Lobão e Toy. As personagens de peluche ganham voz através de Cristóvão CamposRomeu ValaRita TristãoMiguel RaposoSamuel AlvesSusana BlazerGabriela Barros e Ana Cloe.

Além da RTP1 e HBO Max, os episódios ficarão também disponíveis na RTP Play.

Altos do Olival. Novo empreendimento habitacional em Torres Novas fica pronto em 2026

Com tipologias T2 e T3, o Altos do Olival alia design contemporâneo, qualidade de construção e localização estratégica em Torres Novas, junto à A23.

A Century 21 Colombo II anunciou o lançamento do Altos do Olival, um novo empreendimento habitacional que se destaca pela arquitetura contemporânea e pela aposta em soluções construtivas de qualidade. As habitações, com tipologias T2 a partir de 241.788€ e T3 desde 257.360€, têm entrega prevista para junho de 2026.

Localizado em Torres Novas, a apenas dois minutos da A23 e a cerca de uma hora de Lisboa, o Altos do Olival foi concebido pelo arquiteto Hélder José Monteiro Pereira. A envolvente reúne um conjunto diversificado de serviços, como escolas, comércio, restaurantes, farmácias, hipermercados e hospital, garantindo às famílias condições de proximidade e comodidade no quotidiano.

O desenho do empreendimento procurou responder às exigências atuais do mercado, valorizando a atenção ao detalhe e a seleção de materiais. Nos espaços comuns interiores incluem-se pavimentos cerâmicos, iluminação com sensores de movimento, teto falso, portas de segurança com painel laminado e dois elevadores ENOR, com capacidade para seis pessoas.

Também no exterior se mantém a aposta na qualidade: a fachada em pedra integra isolamento térmico, as caixilharias em alumínio com corte térmico da marca Navarra conjugam-se com vidros duplos de controlo solar e estores elétricos isotérmicos, enquanto as varandas com guardas em vidro sublinham o carácter contemporâneo do projeto. A acessibilidade está igualmente assegurada, desde o exterior até ao interior, permitindo circulação a pessoas com mobilidade reduzida.

Cada fração do novo projeto residencial na cidade inclui uma garagem privativa em box, com capacidade para dois a quatro automóveis. No interior das habitações, as cozinhas apresentam móveis em MDF lacado branco, bancadas em granito Negro Angola e eletrodomésticos da marca Miele ou equivalente. As casas de banho estão equipadas com loiças suspensas SANITANA, bases de duche DAV, móveis de lavatório com gavetas e torneiras W2007.

Os acabamentos incluem portas interiores em orla maciça, roupeiros com portas em MDF e ferragens da marca JNF, garantindo resistência e funcionalidade.

TCL 60 Ultra Nxtpaper surge em loja online com ecrã de 7,2 polegadas

O novo 60 Ultra Nxtpaper surgiu numa loja online na Colômbia, mas ainda aguardamos pelo anúncio oficial por parte da TCL.

A TCL voltou a apostar em formatos ousados com o lançamento do novo TCL 60 Ultra Nxtpaper, um smartphone que se aproxima das dimensões de um tablet compacto. O dispositivo, revelado numa loja colombiana, conta com um ecrã LCD de 7,2 polegadas com a resolução FullHD+ (2.340 x 1.080 pixeis), taxa de atualização de 120Hz e margens laterais reduzidas.

No seu interior, o equipamento integra um processador da MediaTek, o Dimensity 7400, que é acompanhado por 12GB de RAM e 512GB de armazenamento interno, especificações que o posicionam na gama média. O sistema de câmaras destaca-se por um conjunto traseiro triplo: um sensor principal de 50MP, uma lente ultra grande angular de 8MP e uma lente telefoto periscópica de 50MP com estabilização ótica e zoom ótico de 3x. Na frente, um sensor com 32MP.

TCL 60 Ultra Nxtpaper
TCL 60 Ultra Nxtpaper (FONTE: GSMARENA)

O TCL 60 Ultra Nxtpaper também aposta na resistência, uma vez que conta com a certificação IP68 contra poeira e água, leitor de impressões digitais montado na lateral, suporte para as redes 5G e bateria de 5200mAh, tudo suportado pelo Android 15.

Até agora, o modelo foi identificado apenas numa loja online na Colômbia e disponível na cor preta. A marca ainda não divulgou o preço, nem confirmou a expansão para outros mercados, deixando em aberto a expectativa de um anúncio oficial nos próximos dias.

Meta enriquece o Facebook e o Instagram com traduções por inteligência artificial

As traduções já funcionam entre o inglês e espanhol e prometem ampliar o alcance dos criadores nas redes sociais.

A Meta anunciou a expansão do Meta AI Translations, tecnologia que permite traduzir e dobrar automaticamente vídeos de Reels, ajustando voz e movimentos labiais para oferecer um resultado natural e sincronizado. A funcionalidade, integrada no Facebook e no Instagram, é gratuita e tem como objetivo facilitar a ligação entre os criadores de conteúdo com públicos de diferentes países.

Numa primeira fase, a novidade está disponível apenas para traduções entre inglês e espanhol, em ambos os sentidos, mas a empresa garante que novos idiomas serão adicionados progressivamente. Atualmente, podem utilizar a funcionalidade os criadores de conteúdo do Facebook com mais de 1.000 seguidores, bem como todas as contas públicas do Instagram.

Antes da publicação, os utilizadores recebem uma notificação que lhes permite rever e aprovar as traduções e, quando o vídeo é disponibilizado, os espetadores podem vê-lo automaticamente no idioma de preferência, com a indicação de que foi adaptado pelo sistema de inteligência artificial da Meta, mantendo ainda a possibilidade de o reproduzir na versão original.

Local onde os criadores de conteúdo podem aprovar as traduções com o Meta AI Translations.
Local onde os criadores de conteúdo podem aprovar as traduções com o Meta AI Translations

Para os criadores, o Meta AI acrescenta ainda métricas de desempenho mais detalhadas, ou seja, para além das habituais visualizações totais, será possível acompanhar quantas resultaram de versões traduzidas em diferentes idiomas. A empresa acredita que este passo vai contribuir para ampliar o alcance global dos conteúdos e consolidar as plataformas como espaço de partilha intercultural.

Alto Alentejo vai ter uma nova rede de transportes públicos

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A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo anunciou algumas mudanças para a rede de transportes públicos da região.

O Alto Alentejo vive diariamente um intenso movimento pendular que envolve estudantes, profissionais e utentes do setor da saúde. Um estudo recentemente divulgado pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) mostra que centenas de pessoas percorrem todos os dias dezenas de quilómetros para chegar a escolas, serviços públicos ou hospitais, confirmando a necessidade de uma rede de transportes mais ajustada à realidade da região.

Entre os casos mais expressivos está o ensino superior: 662 estudantes deslocam-se diariamente entre diferentes municípios para frequentar polos do Instituto Politécnico de Portalegre. Destes, 106 fazem o percurso entre Elvas e Portalegre, 82 entre Ponte de Sor e a cidade sede do distrito, e 63 a partir de Campo Maior. Também a Guarda Nacional Republicana contribui para este fluxo, com 56 funcionários a viajarem diariamente, sobretudo a partir de Elvas e Arronches. O setor da saúde surge igualmente como um dos grandes motores destas deslocações. Só no primeiro semestre de 2025, prevê-se que em média 340 utentes realizem diariamente viagens intermunicipais para consultas e exames nos hospitais de Portalegre e Elvas. Os números confirmam a centralidade destas unidades: cerca de 60 pessoas deslocam-se de Ponte de Sor para Portalegre todos os dias, enquanto o Hospital de Elvas recebe, entre outros, doentes de Campo Maior, Sousel e Arronches.

O estudo recupera ainda dados dos Censos 2021, que espelham a mobilidade diária entre os concelhos do Alto Alentejo e as regiões vizinhas, reforçando a ideia de que a atual rede de transportes precisa de ser redesenhada. Nesse sentido, a CIMAA aprovou um conjunto de princípios para a nova concessão, que passa pela criação de um passe de rede em substituição dos passes de linha, a possibilidade de títulos combinados com outros operadores, o reforço de horários mais ajustados às necessidades da população e reorganização da oferta, com destaque para os períodos de maior procura, incluindo o verão.

O contrato atualmente em vigor termina em agosto de 2026, mas a CIMAA já confirmou que os serviços técnicos preparam o lançamento, nos próximos meses, de um concurso internacional que irá definir a exploração da futura rede de transportes. Até lá, permanece em aberto a expectativa de que as mudanças venham a responder às exigências de quem, todos os dias, atravessa o Alto Alentejo para estudar, trabalhar ou simplesmente fazer a sua vida.

Município de Viseu faz mudanças nos horários das linhas C1 e C2 do MUV

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As alterações agora comunicadas pelo município de Viseu entram em vigor a 1 de setembro e resultam de diversas queixas dos passageiros.

A partir de 1 de setembro de 2025, os circuitos urbanos C1 e C2 do MUV – Mobilidade Urbana de Viseu vão regressar à circulação de 20 em 20 minutos nos dias úteis, anunciou o município. A decisão surge após várias críticas dos utilizadores, que apontaram falhas na alteração introduzida há alguns meses, quando a frequência passou para 30 minutos. A medida provocou atrasos acumulados e autocarros cheios nas horas de maior procura.

De acordo com a autarquia, os serviços técnicos, em conjunto com o operador Berrelhas, concluíram que o reforço da oferta era essencial para melhorar a qualidade da mobilidade urbana. Assim, entre as 6h30 e as 18h50, haverá viagens a cada 20 minutos, com última saída prevista para as 19h50 e o serviço a encerrar às 20h50.

Os horários de fim de semana também serão ajustados. Aos sábados, os autocarros vão circular de meia em meia hora até ao meio-dia, passando depois para intervalos de uma hora. O serviço começa às 7h e termina às 19h. Já aos domingos, a circulação será de hora a hora, com início às 8h e última viagem às 18h.

Com esta alteração, o Município pretende oferecer maior conforto e eficiência, reforçando a aposta numa rede de transportes públicos acessível e adaptada às necessidades da população.

Rede Tesla Supercharger melhorada em Alcantarilha, Mealhada e Loulé

Em breve, abrirão novos Tesla Superchargers em Castelo Branco e Matosinhos, estando outras cidades na calha.

No final do passado mês de julho, e após mais uma reunião do Conselho de Ministros, foi aprovado um novo regime que “elimina a obrigatoriedade de contratos com comercializadores, estabelece o carregamento com pagamento direto em todos os pontos públicos, a expansão da rede em todo o território, a simplificação dos procedimentos de licenciamento, a descarbonização com energias limpas e o alinhamento com o Regulamento Europeu AFIR”.

Isto significa, por exemplo, que a rede de carregamento Supercharger, da Tesla, não só se tem expandido, como já foi aberta a outras marcas. Aliás, já em fevereiro, a marca tinha referido que, depois de quatro anos e meio marcados por avanços significativos na remoção de barreiras ao investimento em infraestruturas de carregamento e na promoção da mobilidade elétrica, Portugal dava mais um passo no alinhamento com as normas europeias.

A nova regulamentação já está, de facto, a trazer melhorias visíveis. Primeiro foi em Fátima, numa estação Tesla Supercharger até então com 14 postos, mas que já conta com 32 postos de carregamento, tendo-se tornado num dos maiores hubs de carregamento ultrarrápido da Península Ibérica.

Dias depois foi a vez de Alcantarilha, até então com apenas 8 postos de carregamento, mas que agora conta com um total de 20 Superchargers. E logo de seguida Loulé, que passou a contar com um total de 16 carregadores.

Também a rede da Mealhada foi melhorada, contando de momento com 40 Superchargers, de acordo com o site oficial da Tesla. Todos estes postos têm um máximo de até 250 kW de potência.

Além disso, proprietários de outros veículos elétricos já podem utilizar estes postos para dar carga às baterias. As taxas de carregamento são de 0,23€/0,24€ por kWh entre a 00h e as 4h, mantêm-se 0,23€/0,24€ por kWh das 4h às 8h da manhã, sobem para 0,41€ por kWh entre as 8h e as 22h, e voltam a baixar para 0,23€/0,24€ por kWh entre as 22h e as 00h.

Convém também salientar que estes novos e atualizados postos apresentam também taxas de inatividade até 1€ por minuto.

De resto, e para muito breve, sabe-se que abrirão novos Superchargers em Alcácer do Sal (mais 14 e upgrade dos atuais), Castelo Branco (8) e Matosinhos (12), o mais rapidamente possível.

Estão também na calha novos postos em Cascais, Guimarães, Leça da Palmeira, Leiria, Portimão e centro de Lisboa.

Americana – Review: A paixão de um western à procura de consistência

Americana possui uma riqueza temática e personagens com arcos emocionalmente satisfatórios, interpretados por um elenco inspirado.

Preparar para assistir a um western contemporâneo é sempre um exercício de expetativa e de curiosidade. O género, tantas vezes revisitado, pode ser tanto um terreno fértil para a reinvenção como um campo minado de clichés. Tony Tost, na sua primeira longa-metragem como realizador e argumentista, parte desta premissa arriscada com Americana, um híbrido entre western moderno e thriller criminal, carregado de personagens peculiares e temas que abordam tradições antigas e atuais. Confesso que o meu estado de espírito era uma mistura de entusiasmo e desconfiança: o elenco prometia, as ideias soavam intrigantes, mas sabia que o risco de tropeçar no tom ou na estrutura era considerável.

A narrativa, dividida em cinco capítulos assinalados com os respetivos títulos, segue um conjunto de personagens que se cruzam através de um objeto central: a lendária Ghost Shirt Lakota, uma relíquia nativo-americana roubada e lançada no mercado negro. Penny Jo Poplin (Sydney Sweeney), uma tímida empregada com o sonho de ser cantora country, e Lefty Ledbetter (Paul Walter Hauser), um veterano de guerra de coração aberto, unem forças na tentativa de recuperar o artefacto. Pelo caminho, enfrentam figuras perigosas como Dillon (Eric Dane), um criminoso contratado para o roubo, ou Roy Lee Dean (Simon Rex), um negociante corrupto de objetos valiosos. Ao mesmo tempo, Mandy Starr (Halsey) luta por escapar de uma vida de violência e de um passado sufocante, enquanto o seu irmão mais novo, Cal (Gavin Maddox Bergman), acredita ser a reencarnação do líder indígena Sitting Bull, dedicando-se a devolver a Ghost Shirt ao povo Lakota. No meio destes cruzamentos, surge ainda Ghost Eye (Zahn McClarnon), líder de um movimento revolucionário indígena que confronta Cal com a apropriação cultural que o define.

Americana

A divisão em capítulos, ainda que visualmente clara, não acrescenta muito à experiência global. Tirando um pequeno desvio cronológico – o primeiro capítulo corresponde, na verdade, ao final do terceiro -, a estrutura parece servir apenas para introduzir novas personagens de forma mais assertiva. Pessoalmente, nunca fui fã deste recurso de começar uma história pelo seu clímax ou resolução, apenas para depois “voltar atrás” e explicar como lá se chegou. A maioria das obras não faz nada de interessante com este artifício, e Americana não é exceção: o efeito surpresa esgota-se rapidamente e, como o reencontro com a cena acontece pouco depois, o impacto narrativo é praticamente nulo. Aqui, a diferença – muito importante – está no facto de não se tratar da conclusão da obra, nem perto disso.

Mais interessante é o jogo de géneros que Tost propõe, mesmo que nem sempre resulte com igual eficácia. O equilíbrio entre drama, thriller e momentos de humor funciona na maior parte do tempo, mas há sequências que soam a desfasamento – como uma tribo indígena a ouvir hip-hop para simbolizar o afastamento das suas raízes. Estas tentativas de comentário social através de toques cómicos ou irónicos nem sempre assentam de forma orgânica. Ainda assim, Americana encontra uma harmonia surpreendente entre o peso das suas temáticas e a leveza que por vezes adota, mesmo que essa dualidade torne o final sombrio ainda mais desconcertante.

No coração da história está a reflexão sobre tradição – tanto a que limita como a que merece ser preservada. Cal, o jovem branco que se declara herdeiro espiritual de Sitting Bull porque cresceu a ver westerns na televisão, representa uma visão distorcida de identidade, uma procura desesperada de pertença que acaba por sublinhar a fragilidade da sua infância marcada por traumas. O confronto com Ghost Eye expõe esta ferida cultural, lembrando que a memória coletiva não pode ser reinventada ao sabor da imaginação de quem a observa de fora. Do outro lado, há a família Starr, dominada por um patriarcado grotesco que reduz as mulheres a objetos de submissão. Mandy, marcada por essa educação opressiva, tenta quebrar o ciclo e oferecer às irmãs uma vida diferente, lutando contra a herança de violência e misoginia.

Americana

Se Cal e Mandy representam duas faces da tradição – a apropriação inocente mas problemática e o legado opressor a ser destruído -, Penny Jo e Lefty encarnam o lado luminoso de Americana. A jovem sonhadora com uma gaguez que só desaparece quando canta encontra no veterano desajeitado, mas sincero, alguém disposto a acreditar nela. A química entre Sweeney e Hauser é palpável, carregada de ternura e autenticidade, trazendo ao filme uma energia calorosa que contrasta com a brutalidade que os rodeia. Sweeney, em particular, impressiona pela forma como traduz fragilidade em força, oscilando entre vulnerabilidade e coragem com naturalidade.

Este mosaico de personagens, cada uma com um arco bem delineado, sustenta a narrativa mais do que o próprio MacGuffin. A Ghost Shirt é importante como símbolo – da luta, da memória, do poder atribuído às tradições -, mas o que realmente prende o público são as histórias pessoais. Ainda que muitos destes arcos terminem de forma trágica, o impacto emocional é sentido, deixando uma marca mais duradoura do que o aparato de violência ou ação que conduz a história. Talvez por isso desejasse uma abordagem mais coesa e realista, sem tantos desvios tonais que atenuam a gravidade da conclusão.

Visualmente, Americana aposta numa estética de western contemporâneo que mistura cenários rurais com composições que evocam o legado clássico do género. Existe uma vontade clara de ligar o mito cinematográfico do Oeste com a realidade atual e, nisso, a cinematografia de Nigel Bluck (True Detective) e a música country de David Fleming (Superman) encontram o tom certo. O resultado é uma atmosfera que conjuga familiaridade e estranheza, onde tanto a iconografia do faroeste como os sinais da América moderna coexistem, mesmo que nem sempre em plena harmonia.

VEREDITO

Americana possui uma riqueza temática e personagens com arcos emocionalmente satisfatórios, interpretados por um elenco inspirado. É verdade que a narrativa perde impacto em escolhas estruturais discutíveis e numa fusão de géneros que, apesar de ambiciosa, nem sempre se concretiza, mas Tony Tost estreia-se com uma obra que revela paixão, identidade pessoal e uma clara ligação ao seu passado cultural. Com um pouco mais de consistência na execução, estaríamos facilmente perante um dos filmes mais memoráveis do ano.

Governo e Volkswagen formalizam produção do novo automóvel elétrico em Palmela

De acordo com a empresa, a produção do Volkswagen ID.Every1 deverá arrancar em meados de 2027.

O Governo e a Volkswagen oficializaram o acordo para a produção do modelo elétrico ID.Every1, numa cerimónia realizada na fábrica da Autoeuropa, em Palmela.

Antes do arranque da produção do ID.Every1, a Autoeuropa iniciará a montagem do híbrido T-ROC NF. A escolha da unidade portuguesa para fabricar o novo veículo elétrico, anunciada em março, reforça a importância estratégica da fábrica para o grupo Volkswagen e garante perspetivas de continuidade para mais de 4.000 trabalhadores, bem como para a rede de empresas fornecedoras associadas.

O design do ID. EVERY1 une estética e praticidade, sendo inspirado no up!, modelo que esteve em produção até 2023, trazendo consigo elementos da nova linguagem visual da Volkswagen. Com dimensões compactas (3.880 mm de comprimento), ocupa um lugar entre o antigo up! e o Polo.

De acordo com a empresa, a produção do ID.Every1 deverá arrancar em meados de 2027. O modelo será equipado com um motor elétrico de nova geração de 70 kW (95 cv), o que lhe permitirá alcançar uma velocidade máxima de 130 km/h e tem uma autonomia mínima de 250 quilómetros. O elétrico contará com espaço para quatro ocupantes, uma bagageira de 305 litros e introduzirá, pela primeira vez no grupo, uma nova arquitetura de software. Este sistema permitirá a integração de funcionalidades adicionais ao longo de todo o ciclo de vida do veículo.

A produção deste modelo faz parte de uma estratégia mais abrangente, que está em conformidade com o acordo “Future Volkswagen“, assinado em dezembro de 2024. Este plano define objetivos para garantir estabilidade económica, preservação de postos de trabalho e liderança em mobilidade sustentável. O plano será implementado em três fases: reforçar a competitividade e expandir a oferta de modelos (Advance), lançar nove novos modelos até 2027, incluindo o ID. 2all e o ID. EVERY1 (Attack), e consolidar a Volkswagen como líder tecnológica no mercado de veículos de grande volume até 2030 (Achieve).

Vodafone Paredes de Coura 2025, Dia 4 e Balanço – A chuva cósmica dos Air e o arroz com feijão saboroso dos Franz Ferdinand

Mais uma edição concluída, mais um ano de sucesso. E com tantos nomes de luxo, será certamente um Vodafone Paredes de Coura para recordar…

Sábado já se sabe, é dia de enchente de carros com o maior número de casuais (não confundir com a subcultura de frequentadores de estádios da bola), mas hoje nem tanto, tendo em conta que os passes gerais e os bilhetes para este dia estão esgotados há algum tempo.

Assim, numa lógica de dia onde tipicamente estão um ou dois cabeças com maior apelo inter-geracional, cabe a Sharon von Etten & The Attachment Theory animar o cair da noite. E Sharon muito feliz de estar cá, não obstante manter o estilo de pouco falatório com o público, sem nunca deixar de transmitir energia boa. A americana não para quieta – a certa altura parece uma aula de aeróbica -, mas o olhar não deixa de descair para a performance fortíssima da baixista Devra Hoff, posição que tem um particular carinho no nosso coração.

Já às 22h45, o salão de festas estava cheio a sério para receber o dueto francês Air, que já há algum tempo anda a desfilar na integra a sua obra maior, Moon Safari, desde o 25º aniversário da sua publicação em 1998. Tal como no ano passado no Hipódromo de Cascais, aqui se desfilaram as faixas da gravação mais famosa de Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel, a que seguiram várias das pérolas de momentos posteriores. Desta vez, porém, o retângulo no palco foi substituído por um polígono de igual forma projectado na tela, sem nunca abandonar a elegância absoluta dos de Versalhes, impecavelmente vestidos de branco quando arrancam com “La femme d’argent”, seguida de “Sexy Boy”, a faixa que os catapultou para o sucesso.

Em “All I Need” já se brinca com o original, com o baterista igualmente presente em palco a dar outras roupagens ao original, antes da ótima “Kelly Watch the Stars”, em que as jogadoras de ténis de mesa do vídeo que lhe faz companhia são agora substituídas por um gigante vídeojogo de Pong na tela. Com tal repertório, interações para quê?

Na verdade, é preferível olhar para as estrelas, mas depressa se repara que não há muitas há vista, invulgar neste palco longe das luzes das grandes cidades. Já na fase pós-disco, há a hipnose de “Venus”, “Cherry Blossom Girl”, e “Run”, antes da comunhão multidimensional dos pingos de chuva que começam a cair em “Playground Love”, hino maior dos Air feito para Sofia Coppola no seminal filme As Virgens Suicidas. São breves segundos, os fundamentais para deixar na iconografia do Vodafone Paredes de Coura mais uns instantes de perfeição. Só aqui. No fim, chega o fim da hipnose com “Don’t Be Light”, e os sorrisos de parte a parte.

A salada rica de Warmduscher, agrupamento que mistura o pós-punk com a eletrónica e quejandos, deu animação de qualidade para quem não teve medo de perder o seu lugar entre o final de Air e o início de Franz Ferdinand. Muita competência para os criadores de Too Cold To Hold, disco que entra com uma curiosíssima introdução por Irvine Welsh, o célebre escritor de Trainspotting.

Tudo isto leva aos Franz Ferdinand, que depois de colocarem a música do genérico de Police Squad, série televisiva com Leslie Nielsen que gerou depois os filmes Aonde é Que Para a Polícia. Após mais um sinal de que os escoceses nunca se levaram especialmente a sério, Alex Kapranos e companhia chegam à cena a agradecer ao vasto auditório pela terceira presença por estas partes, um dos seus “favourite places in the world”. E Kapranos não sabe dar maus concertos.

Com câmaras bem acima da sua cara – onde se vêm bem as rugas já marcadas que ainda pareciam bem disfarçadas a uma distância mais perdulária do concerto no Campo Pequeno onde os vimos da última vez em 2022 -, continua a não faltar ginga, aviso dado à cabeça com a maravilha de bater o pé no chão que é “The Dark of the Matinée”, ou pouco depois “Do You Want To”. Os dois primeiros discos dos Franz Ferdinand são intocáveis no panteão do pop/rock.

Sem nunca deixar o público arrefecer, destacam-se “Jacqueline” e “Michael”, antes do coro coletivo de “Take Me Out” – quem tem um hino não há de morrer pagão. Pelo meio há uma simpatia natural distribuída de forma de quem sabem o que faz, incluindo os parabéns a você a Bob Hardy, um dos resistentes desde o início do percurso no ano perto mas longe que é 2002.

“Evil and a Heathen” é belo aperitivo para o rebentamento popular que é (o aqui feliz) “This Fire”. Há quem diga que são banda arroz, aquela clássica adjetivação de quem esnoba, mas a verdade é que não há assim tantos que o preparam assim tão saboroso e malandrinho.

Logo a seguir, o tradicional vídeo resumo de uma edição que só se pode descrever de uma forma: feliz. Nuns dias de Verão soalheiro e com vários concertos para recordar, esta edição do Vodafone Paredes de Coura seguramente a mais cheia dos últimos anos… e sem existir propriamente uma grande explicação para isso, o que é ótimo. Estava cheio porque as pessoas queriam ir a Coura num ano de vendas abaixo da média e com vários festivais a fechar em Portugal e no mundo, como destacou João Carvalho na conferência de imprensa de encerramento.

Continuam a existir problemas, claro – desde logo os horários para que foram relegados os artistas nacionais (a exceção de que nos lembramos foi Capícua), mas a sensação à saída foi de um ano que, se não vier dar em vintage quando a fermentação do tempo fizer o seu trabalho, será, sem dúvida, um reserva especial.

União Europeia torna obrigatória a reciclagem de baterias elétricas

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A Comissão Europeia espera que a reciclagem de baterias se torne num hábito semelhante ao de reciclar vidro ou plástico.

No passado dia 18 de agosto entrou em vigor um novo regulamento europeu que torna obrigatória a reciclagem de baterias elétricas em toda a União Europeia. A medida abrange não apenas os acumuladores de carros elétricos, mas também os utilizados em bicicletas, trotinetes, scooters partilhadas e, até, em equipamentos eletrónicos portáteis.

Bruxelas tem dois objetivos com esta medida: não só reduzir a dependência das importações de matérias-primas críticas, mas também consolidar uma soberania industrial e energética. Trata-se de uma decisão com alcance económico, ambiental e geopolítico. “A reciclagem obrigatória de baterias é também uma escolha de soberania energética para a Europa”, declarou um responsável da Comissão Europeia.

Atualmente, a União Europeia depende muito de países como China, República Democrática do Congo e Chile para garantir o fornecimento de lítio, cobalto e níquel, metais essenciais para a produção de baterias. Com a criação de um circuito circular de recolha e tratamento, Bruxelas espera reduzir a vulnerabilidade da cadeia de abastecimento e limitar o impacto ambiental da extração mineira.

Para além disso, a regulamentação abre espaço para a criação de novos mercados industriais, desde empresas de reciclagem até fabricantes de automóveis que terão de assumir responsabilidades no fim de vida dos seus produtos. A reutilização de baterias parcialmente funcionais está igualmente em cima da mesa, nomeadamente para aplicações de menor exigência energética. Por exemplo, países como França, Alemanha e Bélgica já anunciaram a construção de unidades industriais de reciclagem, capazes de processar milhares de toneladas de baterias por ano.

A nova lei implica ainda algumas mudanças práticas para os consumidores. Deixar uma bateria fora do circuito oficial de recolha deixará de ser permitido e serão criados sistemas de recolha dedicados, com obrigação das distribuidoras em aceitar gratuitamente as baterias usadas. A rastreabilidade também será reforçada para garantir que cada unidade segue para o tratamento autorizado.

A Comissão espera que, com o tempo, o gesto de entregar uma bateria usada se torne tão comum como o de reciclar vidro ou plástico.

Blitz Pizza & Deli: um projeto gastronómico e spot de convívio que tem andado a conquistar a Costa da Caparica

O Blitz Pizza & Deli é um espaço de gastronomia feita com autenticidade, onde se podem criar laços e a aproximação entre experiências e culturas vai exercendo o seu poder transformador.

Na movimentada Avenida General Humberto Delgado, a poucos metros do areal que tão bem caracteriza a Costa da Caparica, nasceu – ou melhor, renasceu – um espaço que rapidamente se tornou mais do que uma pizzaria: o Blitz Pizza & Deli. Depois de uma renovação que lhe sublinha o estilo descontraído e estival, este projeto regressa com força redobrada e um conceito expandido que promete agitar tanto os dias quentes de verão como as tardes de inverno junto ao mar.

Esta pizzaria artesanal na Caparica, mesmo em frente à praia, tem andado a conquistar corações, principalmente para quem procura viver o espírito descontraído da praia, criando um ponto de encontro onde gastronomia, lifestyle e comunidade se cruzam.

O Blitz Pizza & Deli nasceu, acima de tudo, da história de Anna e David Liptay, um casal húngaro que trocou Budapeste pela Caparica para concretizar um sonho: deixar os grandes centros, o trabalho de escritório e computador, e vir viver para perto do oceano. A mudança coincidiu com um período de transformação pessoal, em plena pandemia, quando muitos se viram obrigados a repensar prioridades e a valorizar os momentos simples. Para David, antigo atleta profissional e consultor na área da saúde, e para Anna, com uma carreira sólida em publicidade e marketing, o salto para a restauração foi arriscado, mas a paixão pela comida falou mais alto. Essa coragem de abandonar carreiras estáveis e começar algo novo num país diferente é, em si mesma, um exemplo inspirador.

“Sempre adorei a ideia de cozinhar para os outros, não como um trabalho, mas como uma extensão do que sou”, partilha David. A sua experiência vinha de projetos pop-up em Budapeste, onde explorava fornos a lenha e sabores simples, mas intensos, e em Portugal encontrou o cenário perfeito: um público aberto a novas experiências e uma comunidade acolhedora. O resultado? Um espaço que, mais do que servir refeições, cria memórias e que, aos poucos, se vai tornando parte do quotidiano da Caparica. Anna acrescenta que o Blitz também é fruto de muito estudo e de viagens gastronómicas, onde foram colecionando ideias, sabores e inspirações que agora se refletem no menu – além de um bom lote de amigos que vão semeando por onde passam.

Na sua nova versão, a Blitz Pizza & Deli abraça um conceito híbrido: é pizzaria, mas também é o Deli da Costa da Caparica. Com efeito, a novidade mais visível é um frigorífico recheado de sanduíches “ready to go” – perfeitas para levar depois de uma manhã de surf – e um “corner” de vinhos cuidadosamente selecionados, com mais de 25 referências portuguesas e internacionais.

Com base no conceito “Deli” (do inglês delicatessen, expressão de origem alemã e que se traduz neste contexto como um espaço voltado para alimentos prontos, frescos e geralmente artesanais, como frios, queijos, pães e pratos rápidos), estes dois empreendedores abraçaram uma ideia simples, mas que funciona: aproximar qualidade e conveniência, tornando o bom vinho e a boa comida acessíveis a todos. O espaço é adorável, acolhedor e descontraído, com elementos decorativos que remetem para o mar e para a cultura urbana da Caparica.

“O nosso objetivo sempre foi esse: provar que a qualidade não precisa de ser elitista”, explica Anna. E a imagem que mais os orgulha é a dos clientes em calções de banho e chinelos, com uma garrafa de vinho do Douro na mesa e uma pizza na mão. É o espírito da Caparica materializado numa pizzaria diferente de tudo o que já vimos. “Ao final da tarde”, declara o casal, “é comum ver grupos de surfistas, famílias inteiras ou turistas curiosos a partilharem mesa, criando um ambiente multicultural que só reforça a identidade da Blitz”.

Mas o mais importante, e que também ajuda a reforçar a identidade deste espaço, é a ousadia do menu. David gosta de “brincar com sabores”, e isso nota-se em cada criação. A Pizza Salami com mel de habanero é o best-seller, equilibrando o picante com o doce de forma inesperada. Mas há muito mais a descobrir: a Focaccia de almôndegas com molho marinara caseiro é outro must de autoria própria.

Mas vejamos o que nos foi presenteado como começo de uma refeição deliciosa. Na secção Couvert, e para quem quer experimentar coisas novas, recomenda-se a especialidade Baba Ganoush, um belo patê pasta cremosa típica do Médio Oriente, feita principalmente de beringela assada até a polpa ficar macia e levemente defumada, tahini (pasta de sésamo), sumo de limão, alho, azeite.

Depois, há uma secção ainda mais eclética do menu, o Para partilhar, de que consta algo divinal, o TÖKI POMPOS. Sabemo-lo muito bem, porque o experimentámos. O TÖKI POMPOS é um pão húngaro tradicional com natas azedas, guanciale e parmesão, cujo aspeto se assemelha ao de uma pizza rústica. Como o nome diz (pesquisámos, claro), este acepipe vem especificamente da aldeia de Tök, localizada perto de Budapeste. É algo de uma textura única, difícil de definir. O pimentão doce espalhado sobre a superfície do creme derretido, a cebola doce e as raspas de parmesão a fazerem lembrar a textura do coco ralado, juntamente com o paladar único, fazem deste Töki Pompos uma experiência imperdível.

Já nas Sandes, há a de Mortadela com burrata stracciatella a rivalizar em popularidade com a de Almôndegas. Há também uma sandes Veggie e, ainda, uma especial mensal, a Italian Deli Sando.

E claro, estas propostas de Deli tornam o Blitz Pizza & Deli um espaço ideal não só para almoços rápidos, mas também para refeições mais longas e partilhadas.

Evidentemente temos de falar de pizzas. Aqui está outra descoberta. São pizzas feitas com massa de fermentação lenta, garantindo leveza e digestibilidade, o que se traduz numa massa leve, saborosa, com aquela textura farinácea no bordo externo, que por acaso é a nossa predileta.

O menu disponibiliza duas qualidades: pizzas de base vermelha e base branca. De base vermelha (com tomate) são a Margherita, Salami (picante), Marrakesh, Supreme e a Pizza Bebe. Outra boa opção é a Marinara, que tem uma versão top, que não podíamos deixar de experimentar (e não nos arrependemos!), a Marinara 2.0. Leva tomate, alho, alcaparras, azeitonas com fartura, burrata, Nardin anchovas e orégãos (delicioso, que é!).

Entre as pizzas de clássica base branca (sem tomate), encontramos a Vegan Dream, a Shroom, com uma mistura de cogumelos e azeite de ervas, e a ousada Cheesus Christ, que mistura especiarias e sabores mediterrânicos e que, só pelo nome, já deixa qualquer cliente curioso.

Para nós, uma das grandes criações que refletem bem o lema da “comida feita com amor” é uma pizza de base branca, pelo que optámos por provar uma das especiais (tal como nas sandes, mudam todos os meses). Falamos da recente Summer Break, que leva figo, guanciale e pecorino. Esta capacidade de inovar constantemente é um dos segredos que fideliza clientes e transforma visitantes ocasionais em habituais. Exagerado? Não. A pizza meio doce-meio salgada com as generosas rodelas de grandes figos roxos é algo que nunca esqueceremos, quer regressemos quer não ao Blitz Pizza & Deli (oxalá que sim!).

Quanto à carta de bebidas do Blitz Pizza & Deli, é, por si só, um convite a encostar a prancha para passar bons momentos à sombra dos grandes guarda-sóis da esplanada, ou ao sol, conforme se preferir. O “corner” de vinhos é uma viagem que vai da Hungria a Portugal, passando por Itália e França, com opções de brancos, rosés, laranjas e espumantes que raramente se encontram num espaço tão descontraído.

E porque nem tudo gira à volta do vinho, há ainda cocktails refrescantes como o Moscow Mule ou o Frocks, kombucha artesanal, sumos naturais e uma seleção cuidada de cervejas e sidras. Para além disso, os proprietários têm vindo a apostar em produtores independentes e vinhos naturais, reforçando a ligação à autenticidade e ao consumo consciente.

Para finalizar em beleza, o menu faz apenas referência ao “bolo do dia” no capítulo das sobremesas, que foi um Mascarpone de chocolate e um Sorvete de baunilha com um topper calda de cereja (que podia ser também de bolacha).

Mais do que um restaurante, o Blitz Pizza & Deli é um espaço que respira lifestyle. As mesas enchem-se de surfistas a seguir a maré, famílias que procuram um jantar descontraído e amigos que prolongam a tarde de praia com pizzas e vinho. Como dissemos, a decoração simples e acolhedora, agora mais funcional após as renovações, reforça essa ideia de comunidade. A música ambiente, escolhida a dedo, mistura clássicos do rock com sonoridades indie, criando uma atmosfera descontraída, convida a ficar, a prolongar a degustação destas iguarias e a companhia tão simpática de Anna e David e dos convivas da ocasião.

Ao contrário de muitos espaços na Caparica que funcionam apenas durante o verão, o Blitz Pizza & Deli está aberto todo o ano, todos os dias, das 13h às 22h. “Queremos ser consistentes, estar presentes em todas as estações do ano”, sublinha Anna. Para o casal Liptay, o Blitz não é apenas um negócio, mas uma forma de integrar-se e contribuir para a comunidade local.

David resume a filosofia da casa numa frase: “O segredo está em cozinhar com amor.” Esta abordagem, longe de ser um cliché, sente-se desde o cuidado com os ingredientes passando pela hospitalidade da equipa. Talvez seja isso mesmo o ingrediente invisível que faz do Blitz Pizza & Deli mais do que uma pizzaria: faz dele um pedaço de simpatia e degustação à beira-mar, com um toque de história de vida pessoal que tem o seu calor genuíno, sem pretensões de marketing. Para além disso, o envolvimento da equipa e a proximidade com os clientes fazem do Blitz uma espécie de segunda casa para alguns deles, que são habitués.

Por tudo o que já dissemos, ao entrar no seu terceiro verão, o Blitz Pizza & Deli não mostra sinais de abrandar. Pelo contrário, o conceito deli abre portas a novas ideias e colaborações, incluindo eventos gastronómicos e experiências culturais que poderão, em breve, fazer parte da agenda. Provas de vinho, jantares temáticos e até pequenos concertos intimistas estão a ser considerados, reforçando o Blitz como um espaço cultural e não apenas gastronómico. Com feito ambicioso ou aventureiro no melhor sentido dos termos, o Blitz Pizza & Deli tem vindo a consolidar-se como uma referência na Costa da Caparica, mas também começa a ser falado noutras margens, como o panorama gastronómico lisboeta.

No final, o Blitz Pizza & Deli é um espaço de gastronomia feita com autenticidade, onde se podem criar laços e a aproximação entre experiências e culturas vai exercendo o seu poder transformador. Os Liptay são a prova disso mesmo, numa avenida agitada e a poucos metros de uma das nossas praias mais populares, onde criaram um exótico refúgio para a melhor das linguagens universais: a boa comida.

Sony apresenta novos periféricos INZONE para jogadores de PC

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A Sony revelou uma nova geração de equipamentos INZONE, entre eles estão novos auscultadores, teclado, rato e tapetes de rato, todos desenvolvidos em colaboração com a Fnatic.

A Sony anunciou a expansão da sua linha de periféricos para jogos, onde se incluem os auscultadores sem fios INZONE H9 II, os intra-auriculares INZONE E9, o teclado INZONE KBD-H75, o rato INZONE Mouse-A e dois tapetes, INZONE Mat-F e INZONE Mat-D. Além destes, o modelo com fios INZONE H3 recebe agora uma versão em preto.

Os INZONE H9 II marcam a nova geração para os modelos de topo da série de auscultadores desta submarca da Sony,incorporando até os mesmos drivers utilizados nos Sony WH-1000XM6. Oferecem també, cancelamento de ruído, microfone amovível e ligação sem fios por USB-C, com suporte para 2,4 GHz de baixa latência e Bluetooth em simultâneo. A bateria tem uma autonomia anunciada de 30 horas. E o seu design e materiais foram revistos para melhorar o conforto de utilização. Os INZONE H9 II ficarão disponíveis em setembro com um preço recomendado de 350€.

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INZONE H9 II

Os INZONE E9 marcam a estreia da Sony no segmento de auscultadores intra-auriculares para jogos. Contam com uma estrutura selada e com diferentes opções de almofadas para ajuste. Estes foram aprovados para uso em torneios do Apex Legends Global Series e incluem compatibilidade com o software INZONE Hub para PC, que permite configurar equalização e áudio espacial 360. O preço de lançamento é de 150€.

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INZONE E9

O teclado INZONE KBD-H75 é outra estreia da Sony neste tipo de periféricos. Este modelo conta com tecnologia rapid trigger, uma impressionante taxa de polling até 8000 Hz, num formato compacto de 75%. Destaca-se ainda pela sua estrutura em alumínio fresado e montagem com junta para reduzir vibrações. O seu preço de lançamento é, no entanto, elevado face à concorrência, apresentando-se por 300€.

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INZONE KBD-H75

Para acompanhar há também o INZONE Mouse-A com um impressionante peso de 48,4g. Vem equipado com um sensor com até 30 000 dpi, taxa de polling até 8000 Hz e uma autonomia anunciada que chega às 90 horas. Este rato foi concebido em colaboração com a equipa de esports Fnatic, desenvolvido com estrutura reforçada em microesferas de vidro e recurso a interruptores óticos. Tem um preço de lançamento de 180€.

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INZONE Mouse-A

Ainda relacionado com teclados e ratos, a gama de tapetes INZONE passa a incluir o INZONE Mat-F, de 6 mm de espessura, pensado para maior precisão em baixa sensibilidade, e o INZONE Mat-D, de 4 mm, concebido para movimentos rápidos em alta sensibilidade. Ambos chegam em setembro, com preços de 100€ e 60€, respetivamente.

Por fim, a Sony revelou uma nova versão dos auscultadores INZONE H3, já disponíveis em branco, que passam também a ter uma versão em preto, com um preço de 100€.

Tecnologia consciente: dá para ser sustentável e resiliente digitalmente ao mesmo tempo?

Num mundo onde tudo está cada vez mais conectado – do telemóvel ao carro, do frigorífico ao escritório -, a dependência da tecnologia tornou-se absoluta. Mas será que esta dependência está a ser acompanhada por uma consciência real sobre os impactos ambientais e a necessidade de manter sistemas resilientes mesmo perante crises, falhas técnicas ou ameaças digitais?

Falar de tecnologia sustentável é, hoje, mais do que uma tendência: é uma necessidade. E nesse cenário, ganha espaço um termo que até há pouco tempo parecia restrito a grandes corporações, mas que agora também interessa a startups, pequenos negócios e até freelancers, o software de continuidade de negócios.

Estes sistemas são desenhados para garantir que, mesmo perante situações imprevistas – como ataques informáticos, falhas de energia ou catástrofes naturais -, a atividade digital de uma organização (ou profissional) não pare. São ferramentas essenciais para a resiliência digital, um conceito que, aliado à sustentabilidade, desenha o futuro da tecnologia responsável.

A tecnologia como aliada da sustentabilidade

Nos últimos anos, assistimos ao crescimento de soluções tecnológicas que visam reduzir o impacto ambiental: servidores cloud com baixo consumo energético, equipamentos feitos com materiais reciclados, políticas de economia circular em grandes marcas de eletrónica. Ao mesmo tempo, surgem iniciativas que promovem uma pegada digital mais leve, como o uso consciente de dados, a otimização de algoritmos e a extensão do tempo de vida útil dos dispositivos.

A questão é: como equilibrar a procura constante por inovação e desempenho com práticas sustentáveis?

A resposta está na tecnologia consciente, um conceito que propõe escolhas mais informadas – tanto por parte de empresas quanto de consumidores. Isso inclui, por exemplo, optar por equipamentos energeticamente eficientes, usar software que consome menos recursos computacionais e investir em soluções que protejam os dados sem desperdiçar energia.

Software de continuidade de negócios: mais do que segurança

Ao pensarmos em sustentabilidade, muitas vezes esquecemos que a continuidade das operações digitais também é parte da equação. Afinal, sistemas que colapsam facilmente geram mais consumo (de energia, de tempo, de recursos humanos) para serem restaurados. É aqui que entra o software de continuidade de negócios.

Estas ferramentas não só ajudam a prevenir perdas críticas, como também reduzem o desperdício operacional. Ao automatizar backups, simular cenários de crise, garantir acesso remoto seguro e manter sistemas ativos mesmo em situações de emergência, esses softwares promovem um uso eficiente e consciente da infraestrutura digital. Ou seja: além de proteger dados, ajudam a manter a sustentabilidade do próprio ecossistema tecnológico.

Inteligência artificial: eficiência ou risco?

A inteligência artificial (IA) é uma das protagonistas da transformação digital – e também levanta dilemas ambientais e éticos. Se, por um lado, pode otimizar processos, reduzir consumo energético e prever falhas com mais precisão, por outro, modelos de IA mal desenhados consomem grandes quantidades de energia e podem tornar-se mais um problema do que solução.

Mas quando integrada com consciência, a IA pode ser uma aliada valiosa da resiliência e da sustentabilidade. Há sistemas que usam IA para prever riscos operacionais, ajustar automaticamente o consumo de energia em data centers e melhorar a performance de aplicações em tempo real. E sim, há softwares de continuidade de negócios baseados em IA, capazes de detetar vulnerabilidades antes que se tornem ameaças reais.

Tecnologia jovem, responsabilidade global

A geração Z e os millenials estão cada vez mais atentos ao impacto da tecnologia nas suas vidas e no planeta. Não basta que um smartphone tenha uma boa câmara – também precisa ser produzido de forma ética. Não basta que uma aplicação seja rápida – também deve proteger os dados e funcionar de forma estável.

Nesse novo cenário, sustentabilidade e resiliência andam lado a lado. E a tecnologia deixa de ser apenas um meio para se tornar também uma escolha política, social e ambiental.

Usar soluções energeticamente eficientes, adotar práticas de cibersegurança e apoiar empresas com compromissos ambientais claros são atitudes que mostram que é possível ser tech, jovem e responsável ao mesmo tempo.

Mozilla disponibiliza o Firefox 142 com diversas novidades

O Firefox 142 já está disponivel para Windows, macOS e Linux.

A Mozilla disponibilizou hoje a versão 142.0 do Firefox, com várias melhorias focadas em privacidade, personalização e integração de inteligência artificial.

Uma das principais novidades é a reformulação das recomendações de artigos apresentadas na página de nova aba (disponível para já apenas nos EUA). Os conteúdos passam a estar organizados por categorias temáticas, como desporto, gastronomia ou entretenimento, permitindo maior clareza na navegação, e os utilizadores podem ainda seguir tópicos de interesse ou ocultar categorias indesejadas.

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Outra funcionalidade em destaque é a pré-visualização de links, bastando um toque prolongado ou clique com o botão direito do rato para abrir uma janela de pré-visualização do conteúdo de destino. É também possível ativar um resumo com pontos-chave gerados por inteligência artificial, processados localmente no dispositivo, de modo a proteger a privacidade. Esta novidade será disponibilizada inicialmente para utilizadores de língua inglesa com dispositivos com, pelo menos, 3GB de RAM livre.

No Windows, a equipa de desenvolvimento introduziu ainda uma notificação melhorada: ao clicar numa notificação persistente enquanto o Firefox está fechado, o navegador abre diretamente o site em questão, em vez da página inicial. Também o modo ETP (Enhanced Tracking Protection) rigoroso foi atualizado com uma lista de exceções mais flexível. Esta distingue entre funções essenciais e de conveniência, permitindo aos utilizadores garantir maior compatibilidade dos sites sem sacrificar a proteção de dados.

Outras melhorias do Firefox 142.0 incluem a otimização dos grupos de separadores, que agora mantêm as abas ativas visíveis mesmo quando recolhidos, e a possibilidade de remover extensões da barra lateral com um simples clique no botão direito. Para programadores, a nova versão acrescenta suporte à API wllama, que possibilita a integração de modelos de linguagem locais em extensões. O depurador também foi atualizado com novas opções para gerir sobreposições quando a execução de scripts é pausada, entre outros ajustes técnicos.

Como é habitual, a atualização para a versão 142.0 já está disponível através do sistema de atualização automático do Firefox. Quem ainda não o tem instalado, poderá descarregar de forma totalmente gratuita.

Spotify introduz função de mixagem para utilizadores Premium

Os utilizadores com uma assinatura Spotify Premium têm agora acesso a um botão Mix que permite efetuar a mixagem de playlists.

O Spotify está a reforçar a experiência dos assinantes Premium com o lançamento de uma nova funcionalidade que ainda se encontra em fase beta: a mixagem de playlists. A novidade permite criar, e personalizar, transições entre faixas, transformando uma simples lista de reprodução num set contínuo.

Ao abrir qualquer playlist existente, os utilizadores encontrarão a opção “Mixagem” na barra de ferramentas. A partir daí, a lista passa automaticamente para o modo de mixagem. Para quem procura simplicidade, o modo “Auto” gera transições suaves de forma imediata, enquanto que os utilizadores com mais alguma experiência podem explorar predefinições como “Fade” ou “Rise”, bem como ajustar parâmetros como volume, equalização e efeitos.

A interface apresenta a forma de onda e os dados de batida de cada faixa, ajudando a identificar os melhores pontos de transição. Depois de configurada, a playlist pode ser reproduzida normalmente e, até, partilhada com outros assinantes Premium. Para além disso, a mixagem poderá ser ativada ou desativada em qualquer momento através do botão “Mix”.

Para obter resultados mais fluidos, o Spotify recomenda combinar músicas semelhantes entre si. E para isso, a aplicação vai mostrar automaticamente o BPM e a tonalidade de cada faixa.

Portugal Sem Chamas: nova plataforma mobiliza voluntários para apoiar vítimas dos incêndios

Com a ajuda da inteligência artificial, a plataforma Portugal Sem Chamas agiliza pedidos de ajuda e contributos para vítimas dos fogos.

Foi lançada recentemente a plataforma Portugal Sem Chamas, um projeto solidário criado para apoiar as vítimas dos incêndios e que procura ser uma ponte entre quem precisa de ajuda e quem está disponível para prestar apoio. A iniciativa, que nasceu há apenas dois dias, já conseguiu mobilizar cerca de 200 voluntários, entre cidadãos, empresas e figuras públicas.

A plataforma digital foi desenvolvida de forma gratuita e tem como objetivo centralizar diferentes formas de solidariedade num único espaço online, agilizando a resposta em situações de emergência. “Hoje em dia usamos inteligência artificial em praticamente tudo. Processos que antes demoravam meses podem agora resolver-se em poucos dias ou até horas. Quisemos aplicar essa rapidez à solidariedade, para que a ajuda chegue mais depressa a quem dela precisa”, explica Ricardo Paiágua, um dos fundadores do projeto.

A Portugal Sem Chamas já reúne contributos de médicos, advogados, arquitetos, empresários e cidadãos de várias áreas, que oferecem apoio de diferentes formas. Entre as ajudas mais frequentes encontram-se alimentos e água, roupas e bens essenciais, bem como donativos financeiros. Qualquer pessoa pode recorrer à plataforma para expor a sua situação e apresentar pedidos de ajuda, incluindo ligações para campanhas de crowdfunding ou publicações em redes sociais que ilustrem a sua realidade.

A estrutura digital da Portugal Sem Chamas está organizada para permitir respostas em várias frentes: pedidos de ajuda por parte de vítimas, ofertas de apoio feitas por cidadãos ou empresas, mobilização de influenciadores para alargar o alcance da solidariedade e ainda uma secção informativa com atualização sobre o estado dos fogos, sejam ativos, controlados ou já extintos. Segundo os criadores, a prioridade é criar uma rede eficaz que funcione como ferramenta de resposta imediata, permitindo apoiar quem perdeu muito ou mesmo tudo nos incêndios.

Há também outra paltaforma do género, a Portugal Ajuda, sobre a qual podem saber aqui mais informações.